Arquivo mensal: junho 2008

A Brigada é bem treinada…


“Primeiro, os nazis vieram buscar os comunistas, mas, como eu não era comunista, calei-me. Depois, vieram buscar os judeus, mas, como eu não era judeu, não protestei. Então, vieram buscar os sindicalistas, mas, como eu não era sindicalista, calei-me. Então, vieram buscar os católicos e, como eu era protestante, eu calei-me. Então, quando me vieram buscar… Já não restava ninguém para protestar” (Bertold Brecht).
Há poucos dias, a Brigada Militar voltou a sua sanha agressiva contra manifestantes da Via Campesina e de Movimentos Sociais urbanos. No dizer do governo e da imprensa era para mostrar a “nova cara” do novo comandante da Brigada, Coronel Mendes. Ou – mas isso não pode ser dito – para criar outro assunto que desviasse as atenções do escândalo na Administração Yeda. As duas coisas talvez sejam verdadeiras.
Boa parte da imprensa – a oficialista RBS na ponta – fez a apologia da violência policial. E muitos, na sociedade, também se alegraram com a demonstração de autoridade policial. “Já era hora de a polícia manter estes arruaceiros longe do centro da capital”, pensaram alguns.
Neste momento é bom lembrar que a Brigada é uma corporação que age por treinamento e disciplina. Voltaram a aprender a bater. O perigo é que, de aqui a alguns dias, igual aos Pit Bulls que foram treinados para agredir estranhos, num momento de confusão e esquecimento, passem a agredir também seus treinadores…
Tenho certeza que, quando a Brigada bater em “filhinhos de papai” e outras espécies da classe média que causam tantas ou mais arruaças nas ruas de Porto Alegre, os brigadianos serão chamados, pela mesma imprensa, de truculentos.
E, quando passarem a bater na elite, serão vistos como fascistas e representantes de um estado autoritário!
Não esqueçam: a Brigada é bem treinada…

A Brigada é bem treinada…


“Primeiro, os nazis vieram buscar os comunistas, mas, como eu não era comunista, calei-me. Depois, vieram buscar os judeus, mas, como eu não era judeu, não protestei. Então, vieram buscar os sindicalistas, mas, como eu não era sindicalista, calei-me. Então, vieram buscar os católicos e, como eu era protestante, eu calei-me. Então, quando me vieram buscar… Já não restava ninguém para protestar” (Bertold Brecht).
Há poucos dias, a Brigada Militar voltou a sua sanha agressiva contra manifestantes da Via Campesina e de Movimentos Sociais urbanos. No dizer do governo e da imprensa era para mostrar a “nova cara” do novo comandante da Brigada, Coronel Mendes. Ou – mas isso não pode ser dito – para criar outro assunto que desviasse as atenções do escândalo na Administração Yeda. As duas coisas talvez sejam verdadeiras.
Boa parte da imprensa – a oficialista RBS na ponta – fez a apologia da violência policial. E muitos, na sociedade, também se alegraram com a demonstração de autoridade policial. “Já era hora de a polícia manter estes arruaceiros longe do centro da capital”, pensaram alguns.
Neste momento é bom lembrar que a Brigada é uma corporação que age por treinamento e disciplina. Voltaram a aprender a bater. O perigo é que, de aqui a alguns dias, igual aos Pit Bulls que foram treinados para agredir estranhos, num momento de confusão e esquecimento, passem a agredir também seus treinadores…
Tenho certeza que, quando a Brigada bater em “filhinhos de papai” e outras espécies da classe média que causam tantas ou mais arruaças nas ruas de Porto Alegre, os brigadianos serão chamados, pela mesma imprensa, de truculentos.
E, quando passarem a bater na elite, serão vistos como fascistas e representantes de um estado autoritário!
Não esqueçam: a Brigada é bem treinada…

Igreja mais antiga do mundo…

Religião sempre é um bom assunto quando os meios de comunicação não tem assunto… Parece ser mais uma vez o caso quando se noticia a descoberta do que seria a Igreja mais antiga do mundo (ver reportagem em www.bbc.com.br). Muita tinta (real e virtual) vai ser gasto sobre o assunto. O resultado mais visível parece ser o do aumento de acessos de determinados sítios. Ou alguma agência de viagem começar a oferecer pacotes para tal destino!…
A verdade é que, tentar identificar o lugar em que haveria sido a primeira Igreja cristã é tão difícil quanto saber onde foi enterrado o primeiro ser humano. Mesmo que, segundo os Atos dos Apóstolos, os cristãos tenham sido chamados de tal na cidade de Antioquia, já no primeiro século, demoraria muito para que se pudesse realmente falar em cristianismo tal como o entendemos hoje. A verdade está mais para Dan Brown em sua afirmação de que só com o Concílio de Nicéia e a sua afirmação dogmática de que Jesus é Deus com o Pai que podemos falar realmente em religião cristã. Até aí tudo era muito confuso… Muita gente achava que continuava sendo judeu e que para ser cristão não havia necessidade de deixar de sê-lo. E muitos que vinham de outras religiões que não o judaísmo achavam que para ser cristão havia que, primeiro, fazer-se judeu. E, claro, os israelitas que achavam que para ser cristão era necessário e indispensável ser circuncidado e não comer carne de porco. A clareza paulina era algo raro mesmo entre os cristãos mais ortodoxos. Naquelas circunstâncias, distinguir entre sigagoga judaica e templo cristão era muito, mas muuuito difícil! Pretensão é a dos que hoje, olhando para traz, acham que podem dizer “aqui foi a primeira igreja cristã”. Ou ilusão e desejo de encontrar algo de mágico que liga a um Jesus mítico. Melhor seguir o conselho de Jesus: para encontrar-se com ele o único caminho é fazer as obras do Pai (cf. Jo 5,36)!

Igreja mais antiga do mundo…

Religião sempre é um bom assunto quando os meios de comunicação não tem assunto… Parece ser mais uma vez o caso quando se noticia a descoberta do que seria a Igreja mais antiga do mundo (ver reportagem em www.bbc.com.br). Muita tinta (real e virtual) vai ser gasto sobre o assunto. O resultado mais visível parece ser o do aumento de acessos de determinados sítios. Ou alguma agência de viagem começar a oferecer pacotes para tal destino!…
A verdade é que, tentar identificar o lugar em que haveria sido a primeira Igreja cristã é tão difícil quanto saber onde foi enterrado o primeiro ser humano. Mesmo que, segundo os Atos dos Apóstolos, os cristãos tenham sido chamados de tal na cidade de Antioquia, já no primeiro século, demoraria muito para que se pudesse realmente falar em cristianismo tal como o entendemos hoje. A verdade está mais para Dan Brown em sua afirmação de que só com o Concílio de Nicéia e a sua afirmação dogmática de que Jesus é Deus com o Pai que podemos falar realmente em religião cristã. Até aí tudo era muito confuso… Muita gente achava que continuava sendo judeu e que para ser cristão não havia necessidade de deixar de sê-lo. E muitos que vinham de outras religiões que não o judaísmo achavam que para ser cristão havia que, primeiro, fazer-se judeu. E, claro, os israelitas que achavam que para ser cristão era necessário e indispensável ser circuncidado e não comer carne de porco. A clareza paulina era algo raro mesmo entre os cristãos mais ortodoxos. Naquelas circunstâncias, distinguir entre sigagoga judaica e templo cristão era muito, mas muuuito difícil! Pretensão é a dos que hoje, olhando para traz, acham que podem dizer “aqui foi a primeira igreja cristã”. Ou ilusão e desejo de encontrar algo de mágico que liga a um Jesus mítico. Melhor seguir o conselho de Jesus: para encontrar-se com ele o único caminho é fazer as obras do Pai (cf. Jo 5,36)!

Papa destaca o papel insubstituível da Filosofia


CIUDAD DEL VATICANO, 7 JUN 2008 (VIS).-El Santo Padre recibió esta mañana a los participantes en el VI Simposio europeo de profesores universitarios, que se ha celebrado en Roma del 4 al 7 de junio, sobre el tema: “Prolongar los horizontes de la racionalidad. Perspectivas para la Filosofía”.

El simposio ha sido promovido por los docentes de las universidades de Roma y organizado por la Oficina para la Pastoral Universitaria de Roma en colaboración con las instituciones regionales, provinciales y del ayuntamiento de esta ciudad.
El Papa recordó al comienzo de su discurso que este año se conmemoran diez años de la encíclica de Juan Pablo II “Fides et radio”. Cuando se publicó el documento, dijo, cincuenta profesores de filosofía de las universidades de Roma manifestaron su agradecimiento al pontífice con una declaración en la que se destacaba “la urgencia de relanzar el estudio de la filosofía en las universidades y en las escuelas”.

“Los acontecimientos que se han sucedido en los diez años transcurridos desde la publicación de la Encíclica -dijo- han trazado con mayor evidencia el escenario histórico y cultural en el que se debe orientar la investigación filosófica. La crisis de la modernidad no es sinónimo de declino de la filosofía; es más, la filosofía debe comprometerse en un nuevo camino de investigación para comprender la verdadera naturaleza de esta crisis”.

Tras poner de relieve que “la modernidad no es un simple fenómeno cultural, datado históricamente”, Benedicto XVI subrayó que “en realidad implica un nuevo enfoque, una comprensión más exacta de la naturaleza del ser humano”.

El Santo Padre señaló que desde el inicio de su pontificado había recibido varias sugerencias y a la luz de ellas, aseguró, “he querido ofrecer una propuesta de investigación que me parece que puede suscitar interés para el impulso de la filosofía y su papel insustituible en el mundo académico y cultural”.

Citando su libro “Introducción al cristianismo”: “La fe cristiana optó por el Dios de los filósofos en contra de los dioses de las religiones, es decir por la verdad del ser mismo en contra del mito de la costumbre”, dijo: “Esta afirmación (…) se revela plenamente actual en el contexto histórico cultural que estamos viviendo. En realidad, solo a partir de esta premisa, que es histórica y teológica, es posible responder a las nuevas expectativas de la reflexión filosófica. El riesgo de que la religión, también la religión cristiana, sea manipulada en modo encubierto, es muy real también hoy”.

“La propuesta de “prolongar los horizontes de la racionalidad -continuó- se debe entender como la solicitud de una nueva apertura a la realidad a la que está llamada la persona humana en su uni-totalidad, superando antiguos prejuicios, para abrirse de este modo el camino hacia una verdadera comprensión de la modernidad”.

El Papa subrayó que “el nuevo diálogo entre fe y razón que es necesario actualmente, no puede darse en los términos y en los modos en que se ha desarrollado en el pasado; si no quiere reducirse a un ejercicio intelectual estéril, debe partir de la situación actual concreta del ser humano y desarrollar una reflexión sobre ella que exprese su verdad ontológica-metafísica”.

Antes de terminar, Benedicto XVI se refirió a la necesidad de “promover centros académicos de alto nivel, en los que la filosofía pueda dialogar con las otras disciplinas, en particular con la teología, favoreciendo nuevas síntesis culturales idóneas para orientar el camino de la sociedad”. En este contexto, expresó el deseo de que “las instituciones académicas católicas estén dispuestas a realizar verdaderos laboratorios culturales” e invitó a los profesores a que animen a los jóvenes “a comprometerse en los estudios filosóficos, facilitando iniciativas oportunas de orientación universitaria “.

Papa destaca o papel insubstituível da Filosofia


CIUDAD DEL VATICANO, 7 JUN 2008 (VIS).-El Santo Padre recibió esta mañana a los participantes en el VI Simposio europeo de profesores universitarios, que se ha celebrado en Roma del 4 al 7 de junio, sobre el tema: “Prolongar los horizontes de la racionalidad. Perspectivas para la Filosofía”.

El simposio ha sido promovido por los docentes de las universidades de Roma y organizado por la Oficina para la Pastoral Universitaria de Roma en colaboración con las instituciones regionales, provinciales y del ayuntamiento de esta ciudad.
El Papa recordó al comienzo de su discurso que este año se conmemoran diez años de la encíclica de Juan Pablo II “Fides et radio”. Cuando se publicó el documento, dijo, cincuenta profesores de filosofía de las universidades de Roma manifestaron su agradecimiento al pontífice con una declaración en la que se destacaba “la urgencia de relanzar el estudio de la filosofía en las universidades y en las escuelas”.

“Los acontecimientos que se han sucedido en los diez años transcurridos desde la publicación de la Encíclica -dijo- han trazado con mayor evidencia el escenario histórico y cultural en el que se debe orientar la investigación filosófica. La crisis de la modernidad no es sinónimo de declino de la filosofía; es más, la filosofía debe comprometerse en un nuevo camino de investigación para comprender la verdadera naturaleza de esta crisis”.

Tras poner de relieve que “la modernidad no es un simple fenómeno cultural, datado históricamente”, Benedicto XVI subrayó que “en realidad implica un nuevo enfoque, una comprensión más exacta de la naturaleza del ser humano”.

El Santo Padre señaló que desde el inicio de su pontificado había recibido varias sugerencias y a la luz de ellas, aseguró, “he querido ofrecer una propuesta de investigación que me parece que puede suscitar interés para el impulso de la filosofía y su papel insustituible en el mundo académico y cultural”.

Citando su libro “Introducción al cristianismo”: “La fe cristiana optó por el Dios de los filósofos en contra de los dioses de las religiones, es decir por la verdad del ser mismo en contra del mito de la costumbre”, dijo: “Esta afirmación (…) se revela plenamente actual en el contexto histórico cultural que estamos viviendo. En realidad, solo a partir de esta premisa, que es histórica y teológica, es posible responder a las nuevas expectativas de la reflexión filosófica. El riesgo de que la religión, también la religión cristiana, sea manipulada en modo encubierto, es muy real también hoy”.

“La propuesta de “prolongar los horizontes de la racionalidad -continuó- se debe entender como la solicitud de una nueva apertura a la realidad a la que está llamada la persona humana en su uni-totalidad, superando antiguos prejuicios, para abrirse de este modo el camino hacia una verdadera comprensión de la modernidad”.

El Papa subrayó que “el nuevo diálogo entre fe y razón que es necesario actualmente, no puede darse en los términos y en los modos en que se ha desarrollado en el pasado; si no quiere reducirse a un ejercicio intelectual estéril, debe partir de la situación actual concreta del ser humano y desarrollar una reflexión sobre ella que exprese su verdad ontológica-metafísica”.

Antes de terminar, Benedicto XVI se refirió a la necesidad de “promover centros académicos de alto nivel, en los que la filosofía pueda dialogar con las otras disciplinas, en particular con la teología, favoreciendo nuevas síntesis culturales idóneas para orientar el camino de la sociedad”. En este contexto, expresó el deseo de que “las instituciones académicas católicas estén dispuestas a realizar verdaderos laboratorios culturales” e invitó a los profesores a que animen a los jóvenes “a comprometerse en los estudios filosóficos, facilitando iniciativas oportunas de orientación universitaria “.

Teolgia da Libertação em debate

No ano passado, o teólogo Clodovis Boff escreveu o artigo “Teologia da Libertação, a volta ao fundamento” , que foi publicado pela Revista Eclesiástica Brasileira – REB, número 268, de 2007. O texto tem, desde então, suscitado polêmica dentro da Igreja. Segundo Clodovis Boff, faltou à Teologia da Libertação, a “realmente existente, a que tem atrás de si quarenta anos de caminhada e cuja evolução já deixa ver traços exigindo crítica e retificação”, consistência epistemológica. Mais: segundo o teólogo, “por falta de uma epistemologia rigorosa e clara, a Teologia da Libertação labora em ambigüidades; laborando em ambigüidades, cai no erro de princípio. E do erro de princípio só podem provir efeitos funestos”.

A IHU On-Line discute o referido artigo, entrevistando dois teólogos gaúchos, Luiz Carlos Susin e Érico Hammes.

Teolgia da Libertação em debate

No ano passado, o teólogo Clodovis Boff escreveu o artigo “Teologia da Libertação, a volta ao fundamento” , que foi publicado pela Revista Eclesiástica Brasileira – REB, número 268, de 2007. O texto tem, desde então, suscitado polêmica dentro da Igreja. Segundo Clodovis Boff, faltou à Teologia da Libertação, a “realmente existente, a que tem atrás de si quarenta anos de caminhada e cuja evolução já deixa ver traços exigindo crítica e retificação”, consistência epistemológica. Mais: segundo o teólogo, “por falta de uma epistemologia rigorosa e clara, a Teologia da Libertação labora em ambigüidades; laborando em ambigüidades, cai no erro de princípio. E do erro de princípio só podem provir efeitos funestos”.

A IHU On-Line discute o referido artigo, entrevistando dois teólogos gaúchos, Luiz Carlos Susin e Érico Hammes.