Arquivo mensal: outubro 2008

Cientistas encontram registro ‘mais antigo de escrita hebraica’

Caco de cerâmica com escrita supostamente hebraica
Caco de cerâmica mostra cinco linhas de uma escritura

Cinco linhas escritas em um caco de vaso de cerâmica podem ser o exemplo mais antigo da escrita hebraica já descoberto, segundo arqueólogos israelenses.

O caco de cerâmica foi encontrado por um adolescente que participa como voluntário das escavações em um sítio arqueológico vinte quilômetros ao sudoeste de Jerusalém.

Especialistas da Universidade Hebraica afirmam que testes de carbono feitos em caroços de azeitona encontrados na mesma camada indicam que ele data de cerca de 3 mil anos atrás – mil anos a mais do que as Escrituras do Mar Morto.

Outros cientistas, no entanto, afirmam que são necessários mais estudos para provar se a escrita é realmente hebraica.

As primeiras investigações sobre a escrita do caco encontrado em julho passado decifraram algumas palavras, entre elas “juiz”, “escravo” e “rei”.

As letras parecem ter sido escritas em caracteres precursores do alfabeto hebraico.

Rei Davi

O arqueólogo Yosef Garfinkel, que está liderando a pesquisa, identificou o alfabeto com base em um verbo de três letras que significa “fazer” e que seria usado apenas em hebraico.

O fragmento de cerâmica e outros artefatos foram encontrados no sítio de Khirbet Qeiyafa, sobre o Vale de Elah, onde a Bíblia afirma que o israelense Davi lutou contra o gigante filisteu Golias.

Segundo o arqueólogo, as descobertas podem trazer alguma luz sobre o período do reinado do Rei Davi.

Mas outros arqueólogos afirmam que outros povos usavam os mesmos caracteres, e as palavras podem ter sido inscritas por filisteus ou até outro grupo já esquecido.

Ainda assim, este é o exemplo mais antigo de escrita neste alfabeto em particular.

Cientistas encontram registro 'mais antigo de escrita hebraica'

Caco de cerâmica com escrita supostamente hebraica
Caco de cerâmica mostra cinco linhas de uma escritura

Cinco linhas escritas em um caco de vaso de cerâmica podem ser o exemplo mais antigo da escrita hebraica já descoberto, segundo arqueólogos israelenses.

O caco de cerâmica foi encontrado por um adolescente que participa como voluntário das escavações em um sítio arqueológico vinte quilômetros ao sudoeste de Jerusalém.

Especialistas da Universidade Hebraica afirmam que testes de carbono feitos em caroços de azeitona encontrados na mesma camada indicam que ele data de cerca de 3 mil anos atrás – mil anos a mais do que as Escrituras do Mar Morto.

Outros cientistas, no entanto, afirmam que são necessários mais estudos para provar se a escrita é realmente hebraica.

As primeiras investigações sobre a escrita do caco encontrado em julho passado decifraram algumas palavras, entre elas “juiz”, “escravo” e “rei”.

As letras parecem ter sido escritas em caracteres precursores do alfabeto hebraico.

Rei Davi

O arqueólogo Yosef Garfinkel, que está liderando a pesquisa, identificou o alfabeto com base em um verbo de três letras que significa “fazer” e que seria usado apenas em hebraico.

O fragmento de cerâmica e outros artefatos foram encontrados no sítio de Khirbet Qeiyafa, sobre o Vale de Elah, onde a Bíblia afirma que o israelense Davi lutou contra o gigante filisteu Golias.

Segundo o arqueólogo, as descobertas podem trazer alguma luz sobre o período do reinado do Rei Davi.

Mas outros arqueólogos afirmam que outros povos usavam os mesmos caracteres, e as palavras podem ter sido inscritas por filisteus ou até outro grupo já esquecido.

Ainda assim, este é o exemplo mais antigo de escrita neste alfabeto em particular.

Fé e Deus nas eleições dos EUA

por Rogério Simões – 28/10/2008, 05:49 PM

barack.jpgO presidente Goerge W. Bush consolidou a associação de líderes conservadores americanos com Deus. “Quanto mais tempo passamos com Deus, mais nós vemos que Ele não é um rei distante, mas um amoroso pai”, disse Bush durante um discurso. Se as urnas reproduzirem o que dizem as mais recentes pesquisas de opinião, os Estados Unidos em breve mudarão de rumo, seguindo um caminho mais liberal, voltando ao comando democrata. Mas, se o senador Barack Obama for eleito presidente no próximo dia 4, a inspiração divina continuará na Casa Branca, como ele já deixou claro ao longo de sua campanha. “Eu quero que vocês orem para que eu possa ser um instrumento de Deus”, afirmou Obama em um encontro com seguidores.

As falas acima aparecem em um documentário da BBC que lança uma luz sobre o atual estado da superpotência mundial, a partir de uma perspectiva histórica. O historiador britânico Simon Schama, professor da Universidade de Columbia, em Nova York, analisou, entre outros temas, o papel da religião na formação e no desenvolvimento da nação americana. Na série para a TV, The American Future: A History” (O Futuro Americano: uma História), exibida dias atrás aqui na Grã-Bretanha, Schama mostrou em um dos episódios como a religião, e especialmente o exercício da liberdade religiosa, é central na história dos Estados Unidos. Afinal, os pioneiros que cruzaram o Atlântico buscavam construir comunidades onde pudessem orar da forma que quisessem, liberdade garantida no Estatuto da Liberdade Religiosa da Virgínia, elaborado por Thomas Jefferson.

Esse aspecto da história americana é explorado de forma didática e inteligente por Schama, que em seguida traz para a realidade atual a importância da fé em Deus. “Cristãos evangélicos suspeitam que o candidato republicano, John McCain, não seja exatamente seu homem”, diz o historiador. “Desta vez, é o candidato democrata, Barack Obama, quem invoca a fé como sua inspiração.”

A fé de Obama quase o colocou em apuros meses atrás, quando sua associação com o reverendo Jeremiah Wright, seu ex-pastor em uma igreja da comunidade negra de Chicago, foi explorada na disputa pela indicação democrata. Wright, em seus sermões incendiários, atacava a nação e o ex-presidente Bill Clinton. Dizia que os Estados Unidos praticavam terrorismo no exterior e falava em uma “América branca”. Barack Obama viu-se forçado a responder e o fez em um discurso que se tornou histórico e ficou conhecido como o “discurso sobre raça”. No pronunciamento, Obama atacou de frente a questão racial no país e criticou as declarações do seu ex-pastor. Mas também falou da importância de Wright para sua formação moral e do papel da religião na sua vida. “O homem que eu conheci há mais de 20 anos é um homem que ajudou a me apresentar para a fé cristã, que falou para mim das obrigações de amarmos uns aos outros, de cuidar dos enfermos e ajudar os pobres.” Barack Obama diz ser um homem de Deus, e a fé tem sido central na sua tentativa de se tornar o primeiro negro na Casa Branca.

O republicano John McCain raramente fala de Deus ou de religião. Ele freqüenta a igreja, mas não tem a fé como uma de suas armas políticas. Sua candidata a vice, Sarah Palin, é amada por religiosos conservadores, mas sua presença na chapa não foi suficiente para dar um toque evangélico na campanha republicana. Após oito anos de Bush clamando ter o Criador ao seu lado, divulgando a partir de Washington uma versão conservadora de religião, apoiado numa aliança da direita cristã com conservadores judeus, a inspiração divina nos Estados Unidos agora é outra. Nesta eleição Deus parece estar do lado democrata.

Fé e Deus nas eleições dos EUA

por Rogério Simões – 28/10/2008, 05:49 PM

barack.jpgO presidente Goerge W. Bush consolidou a associação de líderes conservadores americanos com Deus. “Quanto mais tempo passamos com Deus, mais nós vemos que Ele não é um rei distante, mas um amoroso pai”, disse Bush durante um discurso. Se as urnas reproduzirem o que dizem as mais recentes pesquisas de opinião, os Estados Unidos em breve mudarão de rumo, seguindo um caminho mais liberal, voltando ao comando democrata. Mas, se o senador Barack Obama for eleito presidente no próximo dia 4, a inspiração divina continuará na Casa Branca, como ele já deixou claro ao longo de sua campanha. “Eu quero que vocês orem para que eu possa ser um instrumento de Deus”, afirmou Obama em um encontro com seguidores.

As falas acima aparecem em um documentário da BBC que lança uma luz sobre o atual estado da superpotência mundial, a partir de uma perspectiva histórica. O historiador britânico Simon Schama, professor da Universidade de Columbia, em Nova York, analisou, entre outros temas, o papel da religião na formação e no desenvolvimento da nação americana. Na série para a TV, The American Future: A History” (O Futuro Americano: uma História), exibida dias atrás aqui na Grã-Bretanha, Schama mostrou em um dos episódios como a religião, e especialmente o exercício da liberdade religiosa, é central na história dos Estados Unidos. Afinal, os pioneiros que cruzaram o Atlântico buscavam construir comunidades onde pudessem orar da forma que quisessem, liberdade garantida no Estatuto da Liberdade Religiosa da Virgínia, elaborado por Thomas Jefferson.

Esse aspecto da história americana é explorado de forma didática e inteligente por Schama, que em seguida traz para a realidade atual a importância da fé em Deus. “Cristãos evangélicos suspeitam que o candidato republicano, John McCain, não seja exatamente seu homem”, diz o historiador. “Desta vez, é o candidato democrata, Barack Obama, quem invoca a fé como sua inspiração.”

A fé de Obama quase o colocou em apuros meses atrás, quando sua associação com o reverendo Jeremiah Wright, seu ex-pastor em uma igreja da comunidade negra de Chicago, foi explorada na disputa pela indicação democrata. Wright, em seus sermões incendiários, atacava a nação e o ex-presidente Bill Clinton. Dizia que os Estados Unidos praticavam terrorismo no exterior e falava em uma “América branca”. Barack Obama viu-se forçado a responder e o fez em um discurso que se tornou histórico e ficou conhecido como o “discurso sobre raça”. No pronunciamento, Obama atacou de frente a questão racial no país e criticou as declarações do seu ex-pastor. Mas também falou da importância de Wright para sua formação moral e do papel da religião na sua vida. “O homem que eu conheci há mais de 20 anos é um homem que ajudou a me apresentar para a fé cristã, que falou para mim das obrigações de amarmos uns aos outros, de cuidar dos enfermos e ajudar os pobres.” Barack Obama diz ser um homem de Deus, e a fé tem sido central na sua tentativa de se tornar o primeiro negro na Casa Branca.

O republicano John McCain raramente fala de Deus ou de religião. Ele freqüenta a igreja, mas não tem a fé como uma de suas armas políticas. Sua candidata a vice, Sarah Palin, é amada por religiosos conservadores, mas sua presença na chapa não foi suficiente para dar um toque evangélico na campanha republicana. Após oito anos de Bush clamando ter o Criador ao seu lado, divulgando a partir de Washington uma versão conservadora de religião, apoiado numa aliança da direita cristã com conservadores judeus, a inspiração divina nos Estados Unidos agora é outra. Nesta eleição Deus parece estar do lado democrata.

Vaticano apresenta 1º volume da obra completa de Bento XVI em alemão

O Vaticano apresentou nesta quarta-feira (22) o primeiro volume em alemão da “Opera Omnia” (coletânea com toda a obra) do papa Bento XVI, “uma obra teológica que sem dúvida está entre as mais importantes dos séculos XX e XXI”, afirmou o bispo de Regensburg (Alemanha), Gerhard Ludwig Müller.

Müller, que apresentou a obra, disse que Bento XVI é um “dos grandes teólogos que ocuparam a poltrona de Pedro (ocupada pelos papas)” e que ao longo de sua atividade acadêmica como professor de Teologia Fundamental e Dogmática elaborou “com autonomia um dos mais importantes estudos teológicos dos séculos XX e XXI”.Ratzinger lecionou nas universidades de Frisinga, Bonn, Munster, Tübingen e Regensburg. Nesta última, foi professor desde 1969 até 1977, quando foi nomeado arcebispo de Munique.

Bento XVI é ligado a Regensburg também por motivos familiares. Seus pais -Josef e Maria- e sua irmã Maria estão enterrados ali e ele tem uma casa no bairro de Pentling.

Durante sua viagem à Baviera, em 2006, o papa visitou a universidade de Regensburg e ali deu a famosa aula magna, na qual falava de Maomé, considerada “ofensiva” pelo mundo islâmico e que suscitou ira dos muçulmanos.

O motivo foi a citação que fez do diálogo entre o imperador bizantino Manuel II Paleólogo e um erudito persa, no qual o líder dizia que “Maomé não tinha trazido nada novo, exceto a ordem de estender a fé pela espada”, pôs em pé de guerra o mundo muçulmano.

O bispo de Regensburg disse que essa aula magna “marcou um momento mágico na história universitária não só alemã” e que na mesma o papa ressaltou mais uma vez a “íntima conexão entre fé e razão”.

O bispo Müller manifestou que Regensburg recolherá e tutelará toda a obra de Ratzinger e que esta cidade será a sede do Instituto Bento XVI.

Müller precisou que o papa lhe encarregou pessoalmente a publicação da coleção de escritos.

A Opera Omnia se compõe de 16 tomos. Começa com a tese de licenciatura de Joseph Ratzinger sobre “A doutrina agostiniana da Igreja” e com outros escritos sobre o santo que mais lhe marcou.

O segundo tomo recolhe os escritos do pontífice sobre São Boaventura.

O terceiro, partindo da conferência que Ratzinger deu em Bonn em 1959 sobre “O Deus da fé e o Deus dos filósofos”, inclui todos os textos sobre fé e razão e suas reflexões sobre os fundamentos históricos-ideais da Europa.

O quarto tomo parte da Introdução ao Cristianismo (1968) e reúne outros sobre fé, batismo e conversão.

O quinto ao décimo segundo contém textos sobre teologia sistemática.

O quinto reúne os textos sobre a Doutrina da Criação, Antropologia e Doutrina da Graça; o sexto parte do livro Jesus de Nazaré e recolhe todos os estudos de argumento cristão.

O sétimo inclui textos da fase preparatória do Concílio Vaticano II e o oitavo, sobre ecumenismo e outros escritos eclesiásticos.

O nono recolhe os textos de Ratzinger em matéria de Gnose Teológica e Hermenêutica, assim como seus estudos sobre Escrituras, Revelação e Tradição.

O décimo tomo é aberto com “Escatologia” (1977), único manual dogmático teológico de Ratzinger até agora publicado.

O décimo primeiro inclui a Teologia da Liturgia e o décimo segundo recolhe textos sobre os sacramentos e serviço espiritual.

O décimo terceiro recolhe as numerosas entrevistas de Joseph Ratzinger; o décimo quarto, as homilias.

O décimo quinto parte da autobiografia “Minha vida” e inclui outros textos de caráter biográfico e o último, uma bibliografia completa das obras do papa em idioma alemão.

A “Opera Omnia” será publicada na Alemanha pela editora Herder Verlag. A Livraria Vaticana, que tem direito exclusivo sobre as obras papais, publicará a coletânea nos demais idiomas.

Vaticano apresenta 1º volume da obra completa de Bento XVI em alemão

O Vaticano apresentou nesta quarta-feira (22) o primeiro volume em alemão da “Opera Omnia” (coletânea com toda a obra) do papa Bento XVI, “uma obra teológica que sem dúvida está entre as mais importantes dos séculos XX e XXI”, afirmou o bispo de Regensburg (Alemanha), Gerhard Ludwig Müller.

Müller, que apresentou a obra, disse que Bento XVI é um “dos grandes teólogos que ocuparam a poltrona de Pedro (ocupada pelos papas)” e que ao longo de sua atividade acadêmica como professor de Teologia Fundamental e Dogmática elaborou “com autonomia um dos mais importantes estudos teológicos dos séculos XX e XXI”.Ratzinger lecionou nas universidades de Frisinga, Bonn, Munster, Tübingen e Regensburg. Nesta última, foi professor desde 1969 até 1977, quando foi nomeado arcebispo de Munique.

Bento XVI é ligado a Regensburg também por motivos familiares. Seus pais -Josef e Maria- e sua irmã Maria estão enterrados ali e ele tem uma casa no bairro de Pentling.

Durante sua viagem à Baviera, em 2006, o papa visitou a universidade de Regensburg e ali deu a famosa aula magna, na qual falava de Maomé, considerada “ofensiva” pelo mundo islâmico e que suscitou ira dos muçulmanos.

O motivo foi a citação que fez do diálogo entre o imperador bizantino Manuel II Paleólogo e um erudito persa, no qual o líder dizia que “Maomé não tinha trazido nada novo, exceto a ordem de estender a fé pela espada”, pôs em pé de guerra o mundo muçulmano.

O bispo de Regensburg disse que essa aula magna “marcou um momento mágico na história universitária não só alemã” e que na mesma o papa ressaltou mais uma vez a “íntima conexão entre fé e razão”.

O bispo Müller manifestou que Regensburg recolherá e tutelará toda a obra de Ratzinger e que esta cidade será a sede do Instituto Bento XVI.

Müller precisou que o papa lhe encarregou pessoalmente a publicação da coleção de escritos.

A Opera Omnia se compõe de 16 tomos. Começa com a tese de licenciatura de Joseph Ratzinger sobre “A doutrina agostiniana da Igreja” e com outros escritos sobre o santo que mais lhe marcou.

O segundo tomo recolhe os escritos do pontífice sobre São Boaventura.

O terceiro, partindo da conferência que Ratzinger deu em Bonn em 1959 sobre “O Deus da fé e o Deus dos filósofos”, inclui todos os textos sobre fé e razão e suas reflexões sobre os fundamentos históricos-ideais da Europa.

O quarto tomo parte da Introdução ao Cristianismo (1968) e reúne outros sobre fé, batismo e conversão.

O quinto ao décimo segundo contém textos sobre teologia sistemática.

O quinto reúne os textos sobre a Doutrina da Criação, Antropologia e Doutrina da Graça; o sexto parte do livro Jesus de Nazaré e recolhe todos os estudos de argumento cristão.

O sétimo inclui textos da fase preparatória do Concílio Vaticano II e o oitavo, sobre ecumenismo e outros escritos eclesiásticos.

O nono recolhe os textos de Ratzinger em matéria de Gnose Teológica e Hermenêutica, assim como seus estudos sobre Escrituras, Revelação e Tradição.

O décimo tomo é aberto com “Escatologia” (1977), único manual dogmático teológico de Ratzinger até agora publicado.

O décimo primeiro inclui a Teologia da Liturgia e o décimo segundo recolhe textos sobre os sacramentos e serviço espiritual.

O décimo terceiro recolhe as numerosas entrevistas de Joseph Ratzinger; o décimo quarto, as homilias.

O décimo quinto parte da autobiografia “Minha vida” e inclui outros textos de caráter biográfico e o último, uma bibliografia completa das obras do papa em idioma alemão.

A “Opera Omnia” será publicada na Alemanha pela editora Herder Verlag. A Livraria Vaticana, que tem direito exclusivo sobre as obras papais, publicará a coletânea nos demais idiomas.

McCain diz que "dará chicotada" em Obama no último debate presidencial

Deve ser saudades do tempo da escravidão… Se Obama fosse branco, McCain usaria a mesma linguagem???

Os tempos de tom ameno parecem ter acabado. Um dia depois de pedir que seus partidários respeitassem Barack Obama, o candidato republicano à Casa Branca, John McCain, disse que vai dar uma “chicotada vocês sabem onde” no democrata na quarta-feira (15), quando acontece o último de três debates presidenciais.

“Nós vamos gastar muito tempo e depois que eu chicotear o você-sabe-o-que dele, nós vamos voltar aos resultados de 24 de julho”, disse McCain, em uma referência a expressão muito utilizada na língua inglesa para dizer que vai derrotar alguém, “whip his ass”.

Carlos Barria/-12out.08Reuters
Republican presidential nominee Senator John McCain (R-AZ) greets supporters as he arrives at the campaign headquarter in Arlington, Virginia October 12, 2008. REUTERS/Carlos Barria (UNITED STATES) US PRESIDENTIAL ELECTION CAMPAIGN 2008 (USA)
John McCain cumprimenta apoiadores ao chegar no seu escritório de campanha

McCain enfrentará Obama na Universidade Hofstra, em Hempstead, Nova York. O tema da noite será economia e as perguntas serão moderadas pelo jornalista Bob Schieffer, em formato similar ao do primeiro debate presidencial.

O republicano interrompeu sua agenda de campanha para fazer um discurso no domingo à sua equipe de campanha na Virgínia, na tentativa de inflar os ânimos dos funcionários e voluntários e estimular novos esforços na campanha contra o democrata Obama, diante dos cenários desanimadores das pesquisas a pouco mais de três semanas das eleições de 4 de novembro.

O senador por Arizona disse que ele e a companheira de chapa, Sarah Palin, estavam viajando por Estados muito disputados e intensificarão o esforço depois do último debate.

“Nós estamos alguns pontos atrás, OK, nacionalmente, mas nós estamos bem neste jogo”, disse o senador. “A economia nos prejudicou um pouco nas últimas duas ou três semanas, mas nos últimos dias nos vimos isso tudo virar porque eles querem experiência, eles querem conhecimento e eles querem visão. Nós daremos isso a América”.

O democrata Obama consolidou sua vantagem nas pesquisas desde que a crise financeira estourou nos Estados unidos, transferindo para as pesquisas de intenção de voto a vantagem do senador por Illinois como candidato visto pelos eleitores como o mais apto para lidar com a economia.

Reconhecendo o ponto forte do rival, McCain e Palin pareceram tentar distrair as atenções dos eleitores da crise financeira, lançando duros ataques e acusações ao democrata e questionando “quem é o real Obama”.

Palin fez campanha no sudeste de Ohio neste domingo e amenizou o tom dos ataques, mas lembrou à platéia dos comentários de Obama durante a campanha das primárias, quando afirmou que as pessoas que vivem dificuldades financeiras são amargas e se apegam às armas e religião.

Diante de sua equipe, McCain comentou ainda o fato de muitos analistas conservadores criticarem sua estratégia de campanha negativa contra Obama. Alguns republicanos influentes em Estados onde a disputa presidencial é muita acirrada criticaram o desempenho do senador nas pesquisas e a pouca influência de seus duros ataques nas intenções de voto.

Pesquisas realizadas por emissoras de televisão depois dos primeiros dois debates mostram que Obama venceu ambos, o que aumenta a pressão sobre McCain para o encontro de quarta-feira.

McCain diz que "dará chicotada" em Obama no último debate presidencial

Deve ser saudades do tempo da escravidão… Se Obama fosse branco, McCain usaria a mesma linguagem???

http://bn.i.uol.com.br/0810/tecnisa/folha/01/tecnisa_180x150_clicks-helio-pelegrino.swf Os tempos de tom ameno parecem ter acabado. Um dia depois de pedir que seus partidários respeitassem Barack Obama, o candidato republicano à Casa Branca, John McCain, disse que vai dar uma “chicotada vocês sabem onde” no democrata na quarta-feira (15), quando acontece o último de três debates presidenciais.

“Nós vamos gastar muito tempo e depois que eu chicotear o você-sabe-o-que dele, nós vamos voltar aos resultados de 24 de julho”, disse McCain, em uma referência a expressão muito utilizada na língua inglesa para dizer que vai derrotar alguém, “whip his ass”.

Carlos Barria/-12out.08Reuters
Republican presidential nominee Senator John McCain (R-AZ) greets supporters as he arrives at the campaign headquarter in Arlington, Virginia October 12, 2008. REUTERS/Carlos Barria (UNITED STATES) US PRESIDENTIAL ELECTION CAMPAIGN 2008 (USA)
John McCain cumprimenta apoiadores ao chegar no seu escritório de campanha

McCain enfrentará Obama na Universidade Hofstra, em Hempstead, Nova York. O tema da noite será economia e as perguntas serão moderadas pelo jornalista Bob Schieffer, em formato similar ao do primeiro debate presidencial.

O republicano interrompeu sua agenda de campanha para fazer um discurso no domingo à sua equipe de campanha na Virgínia, na tentativa de inflar os ânimos dos funcionários e voluntários e estimular novos esforços na campanha contra o democrata Obama, diante dos cenários desanimadores das pesquisas a pouco mais de três semanas das eleições de 4 de novembro.

O senador por Arizona disse que ele e a companheira de chapa, Sarah Palin, estavam viajando por Estados muito disputados e intensificarão o esforço depois do último debate.

“Nós estamos alguns pontos atrás, OK, nacionalmente, mas nós estamos bem neste jogo”, disse o senador. “A economia nos prejudicou um pouco nas últimas duas ou três semanas, mas nos últimos dias nos vimos isso tudo virar porque eles querem experiência, eles querem conhecimento e eles querem visão. Nós daremos isso a América”.

O democrata Obama consolidou sua vantagem nas pesquisas desde que a crise financeira estourou nos Estados unidos, transferindo para as pesquisas de intenção de voto a vantagem do senador por Illinois como candidato visto pelos eleitores como o mais apto para lidar com a economia.

Reconhecendo o ponto forte do rival, McCain e Palin pareceram tentar distrair as atenções dos eleitores da crise financeira, lançando duros ataques e acusações ao democrata e questionando “quem é o real Obama”.

Palin fez campanha no sudeste de Ohio neste domingo e amenizou o tom dos ataques, mas lembrou à platéia dos comentários de Obama durante a campanha das primárias, quando afirmou que as pessoas que vivem dificuldades financeiras são amargas e se apegam às armas e religião.

Diante de sua equipe, McCain comentou ainda o fato de muitos analistas conservadores criticarem sua estratégia de campanha negativa contra Obama. Alguns republicanos influentes em Estados onde a disputa presidencial é muita acirrada criticaram o desempenho do senador nas pesquisas e a pouca influência de seus duros ataques nas intenções de voto.

Pesquisas realizadas por emissoras de televisão depois dos primeiros dois debates mostram que Obama venceu ambos, o que aumenta a pressão sobre McCain para o encontro de quarta-feira.

Montadora do Irã quer lançar ‘carro para mulheres’

Motorista iraniana
As mulheres podem dirigir carros, mas não motos no Irã

Uma montadora do Irã anunciou que está planejando lançar um modelo de carro especialmente projetado para as mulheres.

De acordo com a montadora Iran Khodro, o veículo “feminino” deve incluir, entre seus assessórios, mecanismos para ajudar a estacionar o carro, um sistema de navegação, transmissão automática e um macaco que permitirá à motorista trocar o pneu seu sujar seu chador – o tradicional vestido islâmico, que cobre quase todo o corpo.

O carro também deve ter outros recursos para facilitar a vida da motorista quando ela estiver levando compras do supermercado para casa ou levando crianças para a escola.

A Iran Khodro, que é a maior montadora iraniana, anunciou que pretende lançar o veículo em várias cores consideradas femininas, e com o interior com diversos tipos de design.

Sexismo

O anúncio sugere que um certo grau de sexismo na sociedade iraniana. O que, possivelmente, é verdade – apesar de 60% dos estudantes universitários do país serem hoje mulheres.

Um estudo recente realizado na Universidade Allameh Tabatabaii, em Teerã, revelou que a maior parte das mulheres que trabalham no Irã afirma que homens e mulheres deveriam dividir mais igualitariamente o trabalho doméstico.

Entretanto, o estudo concluiu que os maridos das mulheres pesquisadas “pensam e agem de acordo com a tradição”.

De fato, a idéia de que homens casados cozinhem para suas mulheres é vista como bastante excêntrica na sociedade iraniana.

O resultado disso, de acordo com o estudo, é que as mulheres que trabalham “são obrigadas a assumir o papel de supermulheres para resolver seus problemas ao lidar com todas suas tarefas”.

O estudo também diz que, por isso, as mulheres iranianas “se tornaram cada vez mais frustradas com suas vidas”.

Motos proibidas

Oficialmente, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, diz que o Irã é o país onde existe a maior igualdade entre os sexos do mundo.

As autoridades proclamam com orgulho as conquistas e oportunidades abertas às mulheres iranianas.

Mas o conceito de “igualdade” iraniano é bem diferente do conhecido pelas feministas do Ocidente.

As mulheres (todas, inclusive as estrangeiras que estiverem no país) são obrigadas a usar um véu cobrindo a cabeça e ainda são proibidas de dirigir motos.

Recentemente, o país também anunciou planos de criar uma bicicleta especial para mulheres. Aparentemente, a idéia é incluir nas bicicletas “coberturas” especiais para esconder as formas femininas quando elas estiverem pedalando.

Montadora do Irã quer lançar 'carro para mulheres'

Motorista iraniana
As mulheres podem dirigir carros, mas não motos no Irã

Uma montadora do Irã anunciou que está planejando lançar um modelo de carro especialmente projetado para as mulheres.

De acordo com a montadora Iran Khodro, o veículo “feminino” deve incluir, entre seus assessórios, mecanismos para ajudar a estacionar o carro, um sistema de navegação, transmissão automática e um macaco que permitirá à motorista trocar o pneu seu sujar seu chador – o tradicional vestido islâmico, que cobre quase todo o corpo.

O carro também deve ter outros recursos para facilitar a vida da motorista quando ela estiver levando compras do supermercado para casa ou levando crianças para a escola.

A Iran Khodro, que é a maior montadora iraniana, anunciou que pretende lançar o veículo em várias cores consideradas femininas, e com o interior com diversos tipos de design.

Sexismo

O anúncio sugere que um certo grau de sexismo na sociedade iraniana. O que, possivelmente, é verdade – apesar de 60% dos estudantes universitários do país serem hoje mulheres.

Um estudo recente realizado na Universidade Allameh Tabatabaii, em Teerã, revelou que a maior parte das mulheres que trabalham no Irã afirma que homens e mulheres deveriam dividir mais igualitariamente o trabalho doméstico.

Entretanto, o estudo concluiu que os maridos das mulheres pesquisadas “pensam e agem de acordo com a tradição”.

De fato, a idéia de que homens casados cozinhem para suas mulheres é vista como bastante excêntrica na sociedade iraniana.

O resultado disso, de acordo com o estudo, é que as mulheres que trabalham “são obrigadas a assumir o papel de supermulheres para resolver seus problemas ao lidar com todas suas tarefas”.

O estudo também diz que, por isso, as mulheres iranianas “se tornaram cada vez mais frustradas com suas vidas”.

Motos proibidas

Oficialmente, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, diz que o Irã é o país onde existe a maior igualdade entre os sexos do mundo.

As autoridades proclamam com orgulho as conquistas e oportunidades abertas às mulheres iranianas.

Mas o conceito de “igualdade” iraniano é bem diferente do conhecido pelas feministas do Ocidente.

As mulheres (todas, inclusive as estrangeiras que estiverem no país) são obrigadas a usar um véu cobrindo a cabeça e ainda são proibidas de dirigir motos.

Recentemente, o país também anunciou planos de criar uma bicicleta especial para mulheres. Aparentemente, a idéia é incluir nas bicicletas “coberturas” especiais para esconder as formas femininas quando elas estiverem pedalando.