Igreja britânica retira crucifixo que 'assustava crianças'

A moda já chegou ao Brasil também. Em várias igrejas está-se retirando imagens do crucificado. O argumento é que a dor do crucificado assusta… E que as pessoas têm medo de ver a dor! Em pleno ano paulino, poderíamos nos perguntar: como reagiria o Apóstolo Paulo frente aos ocultamentos do crucificado:: “Para mim, o que interessa é Cristo. E Cristo crucificado…” Talvez o que mais assusta não seja o crucificado de 2000 anos atrás, mas ver os crucificados de hoje. Como podemos ver, o docetismo é um problema muito atual.

O crucifixo retirado da igreja de St. John, em West Sussex
A escultura da década de 60 foi feita em resina e pó de carvão

Uma grande escultura de Cristo na cruz foi retirada do lado de fora de uma igreja na Grã-Bretanha porque o crucifixo, segundo o vigário, “assustava as crianças”.

A escultura pertence à igreja de St. John, em Broadbridge Heath, no condado de West Sussex, e deverá ser entregue ao museu Horsham para ser substituída por uma nova cruz de aço inoxidável.

O vigário, o pastor Ewen Souter, afirmou que o crucifixo de mais de três metros de altura era uma “descrição horrenda da dor e do sofrimento que estava ‘afastando as pessoas'”.

Uma pesquisa feita pela igreja junto aos fiéis revelou que ninguém gostava do crucifixo.

Crianças

“Crianças comentaram como (o crucifixo) era assustador e como aquele símbolo do lado de fora da igreja afastava as pessoas”, afirmou o pastor Ewen Souter.

“Como um importante símbolo exterior para nós, estava afastando as pessoas ao invés de dar um sentimento de esperança e vida e do poder da ressurreição”, acrescentou.

O pastor afirmou que a igreja queria retratar “um retrato bíblico exato da crucificação como um momento de esperança para o mundo, e não de desespero”.

A escultura foi criada na década de 60 pelo ex-presidente da Sociedade Real dos Escultores Britânicos, Edward Bainbridge Copnall, feita de resina e pó de carvão.

A escultura foi retirada da igreja pouco antes do Natal e será colocada em uma grande parede dentro do museu Horsham.

Jeremy Knight, curador do museu, afirmou que a imagem do crucifixo mostra um Cristo sofrendo de dor.

“Hoje esta não é uma imagem que muitas igrejas querem seguir. Eles preferem ver uma cruz vazia, na qual o Cristo já subiu aos céus”, afirmou.

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