O Correio Riograndense, semanário editado pelos Capuchinhos do Rio Grande do Sul, completou 100 anos de circulação ininterrupta em 13 de fevereiro de 2009. A equipe de redação e circulação, sediada em Caxias do Sul, junto à editora São Miguel, prepara uma edição comemorativa no decorrer do ano. Entre os eventos do centenário destaca-se a Mostra dos 100 Anos do Correio Riograndense, que está sendo preparada pelo Museu dos Capuchinhos (MusCap) e permanecerá aberta de maio a dezembro; e a edição multilingue de “Vita e Stòria de Nanetto Pepetta”, de frei Paulino Bernardi, seriado publicado originalmente no jornal em 1924 e 1925.

A história do jornal inicia com o La Libertà, em 1909, editado pelo sacerdote diocesano Pe. Carmine Fasulo. Em 1910 é adquirido pelo colega Pe. Giovanni Fronchetti, que muda o nome para Il Colono Italiano e o transfere para Garibaldi, onde os capuchinhos haviam se instalado em 1896, vindos da Província da Sabóia. Em 1917 os capuchinhos assumem a edição do semanário e mudam o nome para La Staffetta Riograndense. Em 1921 a entidade civil dos capuchinhos adquire integralmente o jornal e suas oficinas. No contexto da II Guerra Mundial, em 1941, o nome é compulsoriamente traduzido para Correio Riograndense e a edição não pode mais conter línguas estrangeiras (parte era editado em italiano).

O jornal foi editado em Garibaldi até 1952, quando se transfere para Caxias do Sul e propicia o nascimento da Editora São Miguel. Em 1970 abandona o sistema tipográfico, sendo um dos pioneiros na introdução do sistema offset, adquirindo, inclusive, uma rotativa de quatro unidades. No final dos anos 1990 a impressão passa a ser terceirizada.

Para marcar o centenário, o jornal ganhou um novo projeto gráfico e ampliação do número de páginas em cores. O jornal se sustenta com venda de publicidade e através de assinaturas; tem como meta manter 15 mil assinantes ativos. Editorialmente, o CR prioriza temas de Igreja, ecologia, agricultura, saúde, educação e cultura da imigração italiana no Sul do Brasil, especialmente o lado lingüístico.

O Correio Riograndense soma-se aos demais meios de comunicação de Província, que opera, hoje, 13 emissoras de rádio AM e FM, divididas em duas redes e várias páginas WEB. No Rio Grande do Sul, os capuchinhos estão presentes há mais de 90 anos no jornal e há 60 anos no rádio

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