Um pouco sobre a juventude sul-americana…

O Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) fez uma pesquisa sobre a juventude latino-americana. O trabalho foi feito em parceria com o Instituto Polis e mais seis organizações do continente.

As pesquisas foram realizadas entre 2007, 2008 e 2009 com jovens do Brasil, Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Os pesquisadores ouviram e acompanharam a rotina de jovens de grupos organizados, como movimentos femininos, trabalhadores sem terra, movimento hip hop. Ao mesmo tempo, foi aplicado um questionário para 14 mil jovens e adultos, para compreender se o que aparece como reivindicação da juventude organizada está afinado com a percepção da sociedade de uma maneira geral.

O estudo revelou que o jovem de hoje está mobilizado, embora essa mobilização seja diferente da geração de 1970, em que havia uma questão concreta da ditadura no mundo, que restringia a liberdade e os direitos fundamentais.

Sobre a comunicabilidade entre os jovens dos diferentes países, a ferramenta tecnológica da comunicação, a informática, facilitou esse entrosamento. Isso resultou na incorporação desses elementos de comunicação dentro das lutas e organizações juvenis. Esse tipo de ferramenta – como blogs e redes sociais – acabou incorporado como instrumento de luta social.

De acordo com a pesquisa do Ibase, as diferenças entre a juventude dos seis países pesquisados estão na própria história dessas nações. As diferenças se dão entre os países, não em termos de juventude; se dão em termos de sociedade. No caso do Brasil e do Chile, por exemplo, as diferenças que surgem entre os jovens são as mesmas que aparecem entre os adultos.

O estudo do Ibase e seus parceiros visa à geração de informações qualificadas que possam ajudar na elaboração de políticas públicas para os jovens da região. Outra meta é fornecer subsídios para os movimentos sociais pensarem suas práticas.

A rede que desenvolveu a pesquisa foi integrada também pela Fundación SES (Argentina), U-Pieb (Bolívia), Cidpa (Chile), Base-IS (Paraguai), Cotidiano Mujer e Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de la República (Uruguai). O estudo contou com apoio do Centro de Pesquisas para o Desenvolvimento (IDCR), do Canadá.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s