RS e Porto Alegre continuam líderes em ranking de incidência de Aids

 

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O Rio Grande do Sul e Porto Alegre continuam sendo líderes no ranking de casos de Aids no Brasil. Depois de dois anos consecutivos de queda, a taxa de incidência da doença voltou a subir no estado, mas apresentou redução na capital gaúcha. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (20) pelo Minstério da Saúde.

De acordo com o boletim “Aids no Brasil”, elaborado pela Secretaria de Vigilância em Saúde, a taxa de incidência no estado é de 40,2 casos para 100 mil habitantes, quase o dobro da média nacional, que é de 20,2. O levantamento leva em conta os casos registrados entre junho de 2011 e junho de 2012.

Em 2008, a taxa de incidência no estado era de 42,9. Caiu para 40,2 em 2009 e para 39,1 em 2010 e voltou a subir em 2011. Na avaliação da Secretaria Estadual da Saúde (SES), o número reflete o aumento da oferta de diagnóstico nas unidades, mas também fatores comportamentais e culturais da população.

“A Aids hoje já não causa mais impacto como causava há 20 ou 30 anos. Talvez isso contribua para um certo relaxamento da população em relação à prevenção”, afirma o coordenador da Seção de Controle das DST/Aids da Secretária Estadual da Saúde, Ricardo Charão.

Desde 2011, diz Charão, a secretaria faz uma campanha forte sobre a importância de se fazer o diagnóstico da doença. Ele destaca que o teste rápido de HIV já está disponível em unidades de saúde de 95 cidades do estado e que esse serviço deve chegar a todos os 497 municípios do estado já a partir do começo do próximo ano.

Em relação às campanhas de prevenção, Charão destaca que a SES aprovou recentemente 35 projetos de organizações não governamentais e da sociedade civil com a finalidade de fortalecer ações junto às populações mais vulneráveis ao vírus HIV. Cerca de R$ 3,4 milhões serão investidos nesses projetos.

Apesar da queda, números continuam altos na capital
Entre as capitais do país, Porto Alegre também se manteve na liderança do ranking negativo. A taxa de incidência de Aids na capital gaúcha é de 95,3 casos para cada 100 mil habitantes, quase o dobro da terceira capital na lista, Manaus (48,6).

Mas ao contrário do verificado no estado, a capital gaúcha apresentou redução na taxa, que era de 102,9 em 2010 e chegou a ser de 111,1 em 2008. Os novos números foram comemorados pela Secretaria Municipal de Saúde.

“Porto Alegre foi a segunda capital que teve a maior redução na taxa de incidência. Foi uma redução significativa. É difícil alterar a incidência de qualquer doença, principalmente uma como a Aids”, diz o secretário Carlos Henrique Casartelli.

O secretário municipal destaca ainda que, apesar da redução na taxa de incidência, ainda há um longo caminho a ser percorrido em trabalhos de prevenção.

“Certamente, o gaúcho não se cuida tanto quanto nós gostaríamos, não tinha o hábito de usar preservativo. A prevenção tem sido o foco do nosso trabalho e isso está ajudando na redução do número de casos”, destacou.

Os dados completos do boletim epidemiológico da Aids no Brasil devem ser divulgados em 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids. A estimativa é que 530 mil pessoas são portadoras do HIV no país. Destes, 217 mil estão em tratamento e 130 mil nem sabem que possuem vírus.

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