Ordem e Progresso

Mesmo os críticos mais acerbos do golpe de 2016 temos que reconhecer: a economia está retomando! A mudança é claramente perceptível. Só não enxerga quem não quer.
Mesmo se os dados de todos os telejornais abundantemente irrigados pela propaganda governamental não bastassem para nos convencer disso, uma pequena volta pelas ruas, avenidas, praças e parques de qualquer cidade de médio ou grande porte, maiormente as capitais, é suficiente para nos abrir os olhos à nova realidade de estabilidade e crescimento econômico.
Tomo o exemplo de Porto Alegre. Na esquina da Ipiranga com a Azenha, só havia um rapaz que limpava os para-brisas dos carros. Agora já são dois. 100% de aumento da força de trabalho ocupada! Impressionante mesmo para o mais cético dos economistas. E além dos dois, agora há uma senhora que vende água. E um quarto que faz malabarismos e, em troca, pede gentilmente uns trocados. Em frente à UFRGS, um senhor vestido de palhaço dá, diariamente seu show de pirotecnia e equilíbrio. Antes da crise, ele só trabalhava das 17 às 22h. Agora, com a retomada da economia, ele aí está labutando das 8h da manhã às 23h.
No portão do Banrisul da Avenida Bento Gonçalves, um jovem senhor oferece abacaxi com a opção de inteiro ou em fatias. Isso que ele não é um empreendedor individual. Ele é empregado. E, como a nova legislação trabalhista permite, seu trabalho é intermitente. Só trabalha quando as condições climáticas são ótimas. Em outras palavras, nos dias de chuva, ele não trabalha. Isso só foi possível porque agora já não há, nas negociações trabalhistas, a nefasta interferência dos sindicatos.
E o mais interessante é que o novo espírito econômico começa a vencer os vícios do estado protetor e provocador da inércia. Exemplo deste novo espírito econômico, é a notória quantidade de pessoas que já não esperam pelas benesses do Estado na forma do Minha Casa Minha Vida e, com muita iniciativa e criatividade, fazem das praças, viadutos e marquises seu lugar de moradia. Em alguns pontos há verdadeiros conjuntos habitacionais que renovam a paisagem urbana.
Também no âmbito comercial, no centro de Porto Alegre então, a retomada é fantástica. Em cada esquina e sob cada marquise, verdadeiros shopping centers onde encontra-se de tudo. Pena que o prefeito Despacito Júnior, tão liberal em suas ideias econômicas, teime em querer controlar a livre iniciativa que aos poucos vai demonstrando sua superioridade em relação ao Estado opressor. Não entendo o porquê de, de tempos em tempos, ele jogar sua guarda pretoriana sobre os empreendedores individuais que exercem o comércio nas ruas e praças da capital gaúcha.
Ah! E não podia, é claro, esquecer que a educação empreendedorista está também mostrando seus resultados nas inúmeras crianças que, livres da ideologia que as prendia à tutela do Estado em matéria de educação, alimentação e lazer, lançam-se às ruas e põe-se a labutar para ganhar a própria sobrevivência. Eles não esperam por seus pais inaptos e dependentes das leis trabalhistas. Com 8, 10 ou 12 anos já andam pelos semáforos pedindo um suporte e econômico para suas atividades empreendedoras ou então exercendo o pequeno comercio de todo tipo de mercadoria, desde as importadas da China até a do próprio corpo, para educar-se no espírito empreendedor.
Estamos avançando. É um novo país que se desenha. Viva a nova economia! Viva a liberdade de mercado! Viva o espírito empreendedor! Viva a ordem e o progresso!

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