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Sobre Vanildo Luiz Zugno

Espaço para publicação de textos teológicos e áreas afins. Aberto a todos aqueles e aquelas que desejam compartilhar suas reflexões e experiências teológicas e religiosas.

Missionárias no Haiti enviam mensagem à Vida Religiosa do Brasil

Porto Príncipe, 20 dez (SIR) – “Deus que nasce e cresce dentro de amontoado de escombros, debaixo de latas enferrujadas, junto dos lixões, dentro dos esgotos, debaixo do sol, das chuvas e poeira. Bendita a Vida Religiosa brasileira, que se inclina para retirar este Jesus que nasce todos os dias desta realidade de dor e morte silenciosa, sem socorro, sem alguém que o escute e console sua dor.” Este é um trecho da mensagem que a missionária brasileira Ir. Marcelina Xavier enviou à Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), por ocasião do Natal. Assim como Ir. Marcelina, outras missionárias no Haiti escreveram mensagens em que ressaltam a solidariedade da Vida Religiosa brasileira para com o povo do país caribenho. Por sua vez, Ir. Dalvani relata a condição subumana em que muitos haitianos vivem: “Nossa missão aqui é ajudar a levantar os caídos à beira do caminho, das vidas sofridas neste chão, com simplicidade, despojamento e ternura, a exemplo do nosso irmão Jesus de Nazaré, procuramos ser uma presença de boa notícia, de esperança, motivação e conforto para as pessoas com as quais realizamos a missão”. Já a Ir. Maria Aparecida dos Santos fala do Haiti como de uma grande manjedoura, “onde a cada segundo ouvimos o clamor de um povo sofrido que nos pede sobrevivência”. Ir. Iolanda Carneiro escreve: “Daqui distante do Haiti, onde as pessoas ainda trazem viva na memória a dor e o sofrimento pelas incontáveis perdas, envio juntamente com minha gratidão e preces pela generosa contribuição da vida Religiosa brasileira, meus mais calorosos votos de Feliz e Santo Natal!”

Com mariachis e missa em espanhol, igreja nos EUA abre portas para gays latinos – BBC Brasil – Notícias

Maribel Torres cruzou a fronteira entre o México e os Estados Unidos a pé para, nas suas palavras, realizar o sonho de “encontrar aqui as partes do corpo que me faltavam”.
Foram três dias de viagem entre a casa da família, em Oaxaca, e a fronteira, e mais uma semana caminhando pelo deserto até a Califórnia.
No meio do percurso, contou Maribel à BBC Brasil, o grupo de cerca de dez pessoas se recusou a avançar e foi abandonado pelos “coiotes”, como são chamados os “guias” de imigrantes ilegais.
Por sorte, os retirantes viajavam em dois grupos e o de Maribel foi encontrado pelo que vinha atrás. “Foi bem difícil fazer essa travessia”, disse a jovem de 25 anos, que tinha 19 à época. “Vir para um lugar onde você não conhece nada, não sabe o que vai acontecer, não sabe se vão te prender ou deportar.”
Arriscar a vida foi o preço que a mexicana transgênero decidiu pagar para “fugir do estigma, fugir da família e da não aceitação, fugir de um lugar de onde as pessoas metem o nariz na vida dos outros”, relembrou. “Amo o México, porque é o meu país, mas os EUA me deram o que México nunca me deu.”
Em meio a chocolate quente, tamales – pamonhas de milho recheadas com carne de porco – e outras iguarias típicas de alguns países latino-americanos, ao som de mariachis e após uma missa celebrada em espanhol para devotos da Nossa Senhora de Guadalupe, ela está em casa nesta igreja na capital americana, Washington.
Há 45 anos a chamada Igreja das Comunidades Metropolitanas (ICM) abre os braços para lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros (LGBT), mas é a primeira vez que a sua sede em Washington realiza uma missa em espanhol com o objetivo específico de atrair os latinos entre eles.
Igreja gay / Cortesia ICM de Washington /J. Hardy

Em igreja voltada à comunidade gay, banda de mariachis participa de culto em espanhol
“Para a comunidade latina, isto ainda é uma grande novidade”, afirmou o reverendo Jorge Delgado, “porque as festividades tradicionais normalmente ficam sempre em segundo plano quando as pessoas deixam o seu país”.

‘Saindo do armário’

Mas a novidade é também sinal de uma tendência de latinos assumirem sua sexualidade cada vez mais abertamente nos EUA, um fenômeno que as mudanças na demografia e nas gerações explicam.
À medida que os filhos dos imigrantes de países latino-americanos ganham espaço na sociedade americana, as atitudes de uma parcela da população tradicionalmente classificada como conservadora também se transformam – rapidamente.
Uma pesquisa do instituto Pew Religion, por exemplo, mostrou que, tão recente quanto em 2006, 31% dos latinos apoiavam ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, enquanto 56% se opunham à ideia.
Neste ano a equação se inverteu: 52% são favoráveis e 34%, contra. Mesmo entre os hispânicos católicos a visão pró-casamento gay já é maioria.
Igreja gay / BBC

Igreja é frequentada principalmente por comunidade gay
Eduardo Mercado, representante da organização Dignity Grupo Latino, que atua pelas comunidades LGBT latinas de fé em Washington, disse à BBC Brasil que pouco a pouco a mudança de atitude dos hispânicos passa a incluir também um aspecto central da cultura latina, a religião.
“Agora os latinos estão compreendendo que não precisam separar a sua fé e a sua sexualidade”, disse.
“À medida que eles começam a entender melhor os seus direitos civis, percebem que esses direitos também se aplicam à fé”, acrescenta.

Homofobia

Mas a hesitação dos latinos em embarcar nessa tendência está enraizada em uma profunda história de homofobia em casa. Em 2011, dos 248 assassinatos só de transgêneros compilados mundialmente pelo projeto Trans Murder Monitoring Project, mais de 80% – 204 – foram na América Latina.
Sozinho, o Brasil responde por mais de 100. E as entidades de direitos humanos ressalvam que apenas os casos mais notórios são contabilizados.
A vida nos EUA traz mais segurança física e psicológica, mas mesmo assim muitos latinos “saem do armário em inglês, mas não em espanhol”, dizem as entidades: assumem sua homossexualidade na sua “vida americana”, mas ocultam esse fato na tradicional vida familiar.
Igreja gay para latinos / BBC

Muitos fieis, dizem os pastores, têm medo de ‘saírem do armário’ para suas famílias
O pastor sênior da ICM de Washington, reverendo Dwayne Johnson, prestava assistência à igreja de Monterrey, no México, quando trabalhava na igreja de Houston, Texas. Ele disse que sua experiência lhe permitiu ver de perto como “a dinâmica e as pressões da família” agiam sobre indivíduos LGBT latinos.
“Muitas vezes, quando os fiéis vinham para missa, você podia ver o sentimento de alívio e de liberdade, de ter algumas horas em que eles podiam ser eles mesmo”, contou o religioso. “Aqui nos EUA é fácil dar isso como fato consumado, mas em Monterrey era como se as vidas deles dependessem daquilo.”

‘Não ao pecado, sim ao pecador’

O que não significa que, mesmo nos EUA, os indivíduos LGBT possam expressar sua religiosidade sem preocupações. Muitas paróquias operam, não oficialmente, a política do “não pergunte, não conte”, ou, como diz Eduardo Mercado, uma condescendente abordagem de “odiar o pecado, amar o pecador”.
Antes de frequentar a ICM de Washington, Maribel disse que ia às missas em outra igreja em Maryland, “mas apenas para escutar a missa, porque não havia a possibilidade de fazer parte dela”.
“Ainda é difícil encontrar uma igreja te aceite e diga que você é bem-vindo”, relata a mexicana, que se define como católica praticante e devota dos “santitos” que mantém em casa.
Nos EUA, a ICM, criada em 1968, é uma igreja congregacional alinhada com o protestantismo tradicional. Mas Maribel entende que as diferentes denominações religiosas são menos importantes, e que ser cristão é mais que nada “levar a palavra de Deus”.
“Outras igrejas querem que a gente mude a nossa aparência física”, diz, “mas eu acho que a mudança é interior”.

Após cristãos e mulçumanos, sem-religião são 3º maior grupo no mundo – BBC Brasil – Notícias

Muçulmano reza em mesquita. AP

Os muçulmanos são o segundo maior grupo após os cristãos e somam 43,5 milhões na Europa
O grupo dos que se declaram ateus, agnósticos ou sem religião em todo o mundo só fica atrás daqueles que se dizem cristãos e muçulmanos. Na média, 8 em cada 10 habitantes do planeta se declaram religiosos.

Clique no link a seguir e leia a íntegra da reportagem: Após cristãos e mulçumanos, sem-religião são 3º maior grupo no mundo – BBC Brasil – Notícias

O deus das armas e a religião do fuzil nos EUA

A análise é do historiador italiano Massimo Faggioli, professor de história do cristianismo da University of St. Thomas, em Minneapolis-St. Paul, nos EUA. O artigo foi publicado no jornal L’Unità, 16-12-2012. 
Ainda não se sabe se o massacre de Newtown irá mudar a atitude do norte-americano médio com relação às armas: os anteriores, principalmente a partir de Columbine High School, em 1999, não conseguiram. Nos Estados Unidos, contam-se mais de 15 mil mortes por armas de fogo a cada ano (os números variam), e ele é um país desde sempre acostumado à violência. As estatísticas dizem que, nos EUA, há menos violência do que nas décadas anteriores, e que nos país circulam mais armas, mas essas mesmas armas estão nas mãos de uma parte numericamente descendente de norte-americanos: uma minoria, mas cada vez mais armada.
Também por esse motivo, o caso de Newtown não é uma exceção à regra, mas exatamente a regra de uma América em que o fetiche pela arma (não só pistolas e fuzis, mas também, recentemente, arcos e flechas supertecnológicos) tende a se ocultar em camadas restritas da população. Reduzir a gênese do atentado à mentalidade perturbada do agressor equivaleria a ignorar um dos elementos típicos do cenário moral norte-americano.
No seu Democracia na América, Alexis de Tocqueville descrevera a viagem à conquista do novo mundo como a aventura “into the wild” do homem norte-americano armado com “uma Bíblia, um machado e um jornal”. Desde então, o mundo norte-americano mudou muito, mas não se atenuou a radical diferença com o mundo europeu quanto à percepção moral da violência e da posse de armas. Mas, ao lado dessa diferença entre a mentalidade norte-americana e a do resto do mundo sobre as armas nas mãos da população civil, cresceu também a distância entre os dois extremos da moral norte-americana, fruto da polarização cultural do país: a pro-guns e anti-abortion de um lado, e a anti-guns e pro-abortion de outro. De um lado, os liberais acreditam na necessidade de um maior controle sobre a circulação das armas no território dos EUA e na total liberdade de escolha das mulheres acerca do aborto; de outro, os ativistas antiabortistas estão entre os mais aficionados àquela interpretação à segunda emenda da Constituição norte-americana que dá aos cidadãos o direito de portar armas. Mas a jurisprudência constitucional sobre a segunda alteração é afetada por um fundamentalismo jurídico que passou da Bíblia para a Constituição – também graças aos juízes católicos da Suprema Corte, hoje nada menos do que seis dentre nove. Esquece-se de que aquela emenda pretendia dar aos cidadãos o direito de se armar não para se defender do crime ou das violências domésticas, mas sim dos abusos do governo em uma América desde sempre desconfiada do poder, especialmente o do governo federal. 
 Os Estados Unidos da América são um país excepcional com relação ao mundo inteiro quanto à intensidade do sentimento religioso e quanto ao fascínio pela violência e pela morte: as duas coisas estão ligadas. O apego à Bíblia e ao fuzil muitas vezes andam juntos: não é por acaso que o Moisés de Hollywood, Charlton Heston, tornou-se o mais famoso porta-voz da National Rifle Association, o lobby capaz de fazer eleger deputados e senadores, e capaz de impedir qualquer tentativa de aprovar leis sobre o controle das armas. 
 O presidente dos Estados Unidos, sumo pontífice da religião norte-americana, tomado pela emoção, é a imagem da impotência desse pontífice de ter razão não só do lobby da NRA, mas também daquela grande fatia de norte-americanos que veem no direito de portar armas a última linha de defesa simbólica contra o governo, a política, os intelectuais, os gays, os meios de comunicação, o cosmopolitismo. 
Aquelas crianças mortas, as lágrimas dos seus pais e de todos os pais dos EUA são os sacrifícios humanos que a América deixa se impor pela religião do fuzil. Até agora, as Igrejas norte-americanas foram tímidas sobre a questão das armas, muito mais tímidas do que sobre outras questões pro-life: é hora de que o controle das armas comece a fazer parte da “cultura da vida” na América religiosa. Até então, a religião das armas continuará ceifando vítimas.

Mons. Casaldáliga ameaçado de morte

El obispo claretiano Pedro Casaldàliga, de 84 años, se ha visto obligado a dejar su casa en São Félix do Araguaia e irse a más de 1.000 kilómetros por indicación de la policía federal de Brasil. Religión Digital ha informado de esta noticia que nosotros completamos. La causa ha sido la intensificación en los últimos días de las amenazas de muerte que recibe por su labor durante más de 40 años en defensa de los derechos de los indios Xavante. La productora Minoria Absoluta, que trabaja en una ‘mini serie’ sobre el religioso, ha sido uno de los denunciantes. El hecho de que el gobierno de Brasil haya decidido tomar las tierras a los “fazendeiros” para devolver a los indígenas, legítimos propietarios, ha agravado el conflicto. De hecho, la productora señaló que el equipo de rodaje tuvo que modificar su plan de trabajo. En concreto, y por recomendación del gobierno brasileño, el equipo tuvo que cruzar el bosque y hacer una ruta de 48 horas de duración para evitar la zona de conflicto. Casaldàliga se ha convertido en objetivo de los llamados ‘invasores’ que fraudulentamente se apropiaron de las tierras en Marâiwatsédé de los Xavantes. El obispo claretiano, de 84 años y afectado de Parkinson, trabaja desde hace años a favor de los indígenas y de sus derechos fundamentales a la prelatura de São Félix y se ha convertido a nivel internacional en cara visible de la causa. Los terratenientes y los colonos que ocuparon fraudulentamente y con violencia las tierras, serán desalojados próximamente por la orden ministerial que desde hace 20 años está pendiente de cumplimiento. Según informó en un escrito la Asociación Araguaia con Casaldáliga , el obispo ha tenido que coger una avión escoltado por la policía y actualmente se encuentra en casa de un amigo suyo del que se ha ocultado identidad y la localización por temas de seguridad. “Nos sentimos plenamente identificados con la defensa que desde siempre ha hecho el Obispo Pere y la Prelazia de Sâo Félix de la causa indígena”, dice el escrito de la asociación, que emplaza a la comunidad internacional a velar por la seguridad de Casaldàliga y los derechos de los indios de Xavantes. También a través de Twitter ha circulado el comunicado de apoyo del Conselho Indigenista Missionário-organismo vinculado a la Conferencia Nacional de Obispos de Brasil-, firmado por asociaciones y entidades vinculadas con la lucha indígena y con los derechos humanos. Este vídeo que mostramos, ha sido grabado hace tan solo un mes. Pedro Casaldáliga, atacado por el temblor del Parkinsons, con la cabeza despierta… sigue, erre que erre, hablando de lo importante que es para todo cristiano que quiera serlo de verdad estar del lado de los pobres.

Robinson Crusoé USB

Vitor Knijnik

Blog do Defoe

Robinson Crusoé, apesar de não ter vampiros e magos adolescentes, segue atrativo para as novas gerações. É que para este público não existe nada mais assustador, nos dias de hoje, do que ficar desconectado. Por isso, o livro saiu da prateleira de “Aventuras” e foi parar na de “Terror”. Imagina comer sem postar a foto do prato. Descobrir uma praia secreta e não mostrar pros amigos. Colher verduras da sua horta orgânica e não compartilhar. Que pesadelo.
Não vou mentir pra você que planejei ou previ tal efeito. Meu livro, como todos, é fruto da época em que nasceu. E eu o escrevi durante o período de expansão do império britânico. A história idealiza a figura do colonizador, ao mesmo tempo que vende as maravilhas do colonialismo inglês. Olha só: um homem branco europeu chega numa ilha deserta e desconhecida. Com engenho e coragem, edifica sua casa, fabrica seus instrumentos, doma a natureza, prove seu sustento e ainda prospera até o ponto de estocar alimentos. Civiliza um nativo e lhe apresenta “o verdadeiro Deus”. Nem um publicitário faria melhor. Por falar em publicitário, aquele filme “O Náufrago” com Tom Hanks é a versão Milton Neves do Robinson Crusoé. Desculpe a dispersão, foi só um comentário.

Para as novas gerações não existe nada mais assustador do que ficar desconectado. Imagina comer sem postar a foto do prato. Descobrir uma praia secreta e não mostrar pros amigos
Apesar da atualidade da obra, pensei em escrever uma nova versão de meu clássico. Ainda não tenho claro o que desejo fazer. Talvez trazer a história para o presente, sei lá. Anotei algumas ideias e, mesmo que ainda cruas, quero compartilha-las aqui. Vai que você se inspira e acaba contribuindo com outras sugestões. Preciso me modernizar. Nestes tempos de crowdsourcing ninguém precisa ser uma ilha.
Anotações para Robinson Crusoé 2.0
» Depois do naufrágio, ele chega na praia. Tira do bolso o celular e, milagrosamente, o aparelho funciona. E surpresa: o 3G também. Mas antes de ligar para alguém o socorrer, Robinson não resiste e gasta os últimos pontinhos da bateria lendo o Facebook. Depois se lamenta por vinte e oito anos, dois meses e dezenove dias.
» No lugar do Novo Testamento, Crusoé leva o Google impresso e o consulta o tempo todo. Como domesticar cabras? O que fazer num sábado à noite numa ilha deserta? Pode o homem casar com um coco? E com sua mão?
» Crusoé envia um e-mail pedindo socorro. A mensagem é recebida. Mas a guarda costeira, encarregada de o resgatar, usa os mapas da Apple e, portanto, não consegue localizar a ilha.
» Assim como na versão original, Robinson parte do Brasil. Ao chegar na ilha não consegue ligar o seu notebook porque nenhuma tomada é compatível.
» Robinson passa quase três décadas isolado. Finalmente, uma embarcação chega à ilha. Dentro dela, a equipe da revista Caras. Crusoé está louco para ir embora, mas é obrigado a participar de uma longa sessão de fotos, antes de zarpar.
» Por fim, pensei em trocar o nome do personagem Sexta-feira para Black Friday.