Todos os que, nas últimas décadas, vivemos no Brasil e em toda a América Latina, a experiência do ensaio de construção de uma Igreja a serviço do Reino, tivemos como referência bíblia e cristã a reflexão e o testemunho do Pastor e Professor Milton Schwantes. Ele acaba de falecer e deixa em todos nós saudades e desafios. Solidários com ele, sua família, a comunidade luterana e todos e todas que se sentem irmanados no caminho de Jesus, rezamos na certeza da ressurreição.
Abaixo um vídeo onde ele nos fala de sua experiência de Deus.
Ecos de antigos erros
Para os que tentam entender o que está passando no Oriente Médio, a reportagem Ecos de antigos erros da revista Carta Capital traz uma série de informações que podem ajudar a situar-se e a filtar as muitas informações que nos chegam diariamente desta conturbada região do mundo.
Itália vai cancelar isenção tributária da Igreja Católica
Mais um pergunta…
Proteger a mala com plástico custa trinta reais no Aeroporto Salgado Filho de Porto Alegre. Algo em torno a doze dólares. O mesmo serviço no Aeroporto de Santo Domingos custa a metade disso: trezentos pesos, algo em torno a sete dólares! Por que tanta diferença de preço num mundo globalizado? A culpa de tamanha diferença não pode ser dos impostos ou do custa da mão de obra. Não daria prá tanto… Certamente há gente ganhando com isso. E muito!
Uma outra pergunta: por que será que o “Sanduiche do Chef” (um cacetinho com queijo, apresuntado e margarina) que a Gol vende nos vôos nacionais custa doze reais? Talvez seja pela altura em que é vendido… E, pasmen!, um refrigerante custa cinco reais!… Aliás, só falta a Gol começar a cobrar pelos suspiros mais profundos dos passageiros que consomem mais ar a bordo. O negócio é buscar vôos em outras empresas aéreais. Não tem outra saída…
Carnaval não é coisa de brasileiro…
Em enquete sobre a relação com o carnaval feita pelo site Correio do Povo (www.cpovo.net) mostrava no dia 18 deste mês o resultado abaixo. Como se vê, carnaval não é coisa de brasileiro…
Opinião > Resultado da enquete
| Virar folião até a Quarta-feira de Cinzas | |
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3,47 %
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70 Votos |
| Assistir aos desfiles pela TV | |
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4,16 %
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84 Votos |
| Descansar com a família | |
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20,51 %
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414 Votos |
| Detesto Carnaval.Fujo de tudo | ||||
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71,87 %
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1451 Votos | |||
Wireless free? Por que não se faz por aqui?
A Grande Conservação
Leia clicando no link abaixo interessante reflexão do economista Luiz Gonzago Beluzzo sobre a situação econômica da Europa e, em especial, o papel da Alemanha.
A Grande Conservação
Perguntas…
Caminhando ao longo da praia
Eu fico me perguntando
Por que os rios correm para o mar
Se para lá poderiam ir caminhando!…
Poodle abandonado
avia três cachorros abandonados. E, por coincidência, eram três poodles. Pelo desgrenhado dos pelos, a sujeira e magreza, via-se que já estavam há dias na rua. E ninguém os recolheu!…
Marcelo Neri: saímos do Século XIX
A entrevista do pesquisador Marcelo Neri (FGV-RJ) publicada na edição de 18 de janeiro de Carta Capital é uma daquelas que falam por si só. Com números e interpretações o entrevistado mostra o que mudou e o que pode mudar na economia e na sociedade brasileira nos próximos (passados e futuros) anos. Vale a pena conferir!
CartaCapital: Quais os principais números da recente onda de inclusão social no País?
Marcelo Neri: Desde o lançamento do Plano Real até dezembro de 2010, no fim da década passada, a pobreza caiu 67%. Desde o governo Lula, caiu 50,6% nos dois mandatos. Lula fez 25 anos, ou seja, a meta do milênio de reduzir
a pobreza à metade, em oito anos. E desde quando Fernando Henrique era ministro da Fazenda reduziu 31%. Então, caiu 31% e, depois, 50%, o que dá 67% de queda, dois terços da pobreza no Brasil. O primeiro passo foi o controle da inflação, e o investimento pesado em educação lá atrás. Em 1990, o Brasil tinha 16% das crianças de 7 a 14 anos fora da escola.
desigualdade e o emprego com carteira são bastante influenciados tanto pela estabilização quanto pela educação. E, obviamente, também devido a uma política social ativa. O Bolsa Família talvez seja o maior exemplo e descende também lá do Bolsa Escola. Então teve uma continuidade interessante, macroeconomicamente, em política social, em educação… Até o primeiro mandato de Lula a gente não andou para frente em educação, mas no segundo mandato retomamos a agenda de educação, que foi além com Fernando Haddad.
gente, que vivia no voo da galinha, ano bom, ano ruim, conseguiu ter vários anos bons de crescimento – não excepcionais. Mas anos excepcionais em redução de desigualdade. Outro dado importante é que 39 milhões de pessoas subiram à classe C. O Brasil tem um pouco um espírito de Ayrton Senna, anda bem debaixo das
chuvas e trovoadas internacionais.
CC: Como andou a desigualdade nos países centrais nas últimas
décadas?
MN: Aí há algum paradoxo. Dentro dos países a desigualdade aumentou. Em todos os países europeus ela também aumentou, desde 1985, com exceção de França e Bélgica. Nos Estados Unidos, ela vai aumentando desde a era Reagan.
desigualdade no mundo: quem tinha muita passou a ter menos, como nós da América Latina. E quem tinha meno , como a Europa e mesmo os Estados Unidos, embora não tão menos, bem mais do que a Europa, aumentou.
CC: Voltando ao Brasil, qual segmento social ficou para trás?
MN: A renda em São Paulo, de 2000 a 2009, cresceu 7,2% (em termos reais per capita). A renda no Nordeste cresce 42%. Em Sergipe, estado em que mais cresceu, o aumento foi de 58%. No campo a renda cresceu 49% e nas
metrópoles, 21%. Entre as mulheres aumentou 38% e entre os homens, 16%. Para os negros 43%, ante 21% para os brancos. Entre analfabetos cresceu 47%. Para as pessoas com pelo menos o superior incompleto caiu 17%. Ou seja, para todo mundo que é pobre cresceu a renda. O que é difícil para nós que não estamos na base percebermos. A gente olha e fala: a renda desse cara era de 300 reais, agora é de 500, mas o que mudou? Para o cara é uma revolução, e é realmente. Essa redução da desigualdade é a grande marca brasileira dos últimos dez anos. E ela
continua, não tem nenhum sinal de que desacelerou. Pode até parar (de cair) com a crise, como parou em 2009, mas voltou, não andou para trás. Obviamente ainda será preciso ver os dados da crise atual.
CC: Os que ficaram para trás são da chamada classe média tradicional?
CC: O que explica isso?
MN: Foi uma queda do retorno da educação. Por que a renda cresce na base da pirâmide? Pense no filho do peão. O pai dele era analfabeto ou analfabeto funcional. Ele foi lá, estudou, chegou ao ensino médio e não quer ser peão como o pai. Aí a demanda por pessoas pouco educadas aumentou muito. Tem mais gente com ensino médio, chegando ao ensino superior, com qualidade questionável da educação, é verdade, mas tem mais concorrência. Quem tem um diploma deixou de ser tão valorizado. E quem não tem diploma passou a ser valorizado porque são poucos, e tem muito trabalho braçal. Então tem o fator educação e o fator programas sociais. É o dinheiro para as pessoas lá na base, o Bolsa Família.
CC: Qual a sua expectativa em relação ao reajuste do salário mínimo, válido a partir de 1° de janeiro?
MN: O efeito do mínimo é pequeno no combate à desigualdade. Sou muito mais fã do Bolsa Família. E crítico do salário mínimo. Até mostrei, 16 anos atrás, o importante papel que o salário mínimo teve para reduzir a pobreza
depois do Real. Mostramos que a queda de 40% da pobreza foi no mês que o salário mínimo teve um forte reajuste, maio de 1995. Só que esse efeito foi embora. E agora claramente o Brasil vai entrar em um ano em que deveria fazer algum”dever de casa” nas contas públicas, mas pegará o efeito do Pibão (crescimento de 7,5% do PIB) de 2010 e automaticamente jogar para o salário mínimo de 2012. Não é uma fórmula razoável, acho inclusive que os analistas econômicos aceitaram alguma coisa muito ruim para o País. Tem um efeito desastroso nas contas e não tem um
efeito tão positivo sobre a desigualdade.
CC: O Bolsa Família continuará relevante?
MN: Quem tem preocupações fiscais deveria gostar do Bolsa Família. Acho que a gente está com uma nova geração, até tenho participado aqui no Rio e em Curitiba d
o desenho de programas complementares ao Bolsa Família, que usam o cadastro único do Bolsa Família. Aqui no Rio existe o Família Carioca, um programa municipal que atende 500 mil famílias, criado pela Claudia Costin, que é excepcional, com avaliações bimestrais. Criamos um prêmio para os alunos pobres que melhorarem a nota. E estamos começando a ver os resultados. E são resultados interessantes. O governo do estado está fazendo a mesma coisa. Isso é o que eu gosto de chamar de um novo federalismo social, com vários níveis de governo começando a atuar na área de educação, com metas de educação. O Brasil tem efervescência, somos uma democracia vibrante… Veja lá nos países árabes, eles estão numa transformação, mas é uma transformação bélica, traumática. Veja a Europa, mesmo antes da crise… Aqui no Brasil a gente está com esperança, é uma sociedade em movimento. Morei há 30 anos na Africa do Sul e tive oportunidade de voltar lá recentemente. E tive exatamente a mesma sensação lá, embora haja problemas bem complicados. Talvez esse seja o aspecto mais fascinante de morar no Brasil atualmente.
CC: Quais os maiores riscos em termos objetivos para a luta contra a desigualdade?
MN: Não fazer as reformas. O Brasil gerou muito emprego formal. Mas imagine se a gente tivesse uma legislação trabalhista mais ajeitada. Porque o Brasil tem um Estado grande e há uma preferência da população por isso. Acho
que o Brasil está optando por um caminho do meio, mesclando Estado com iniciativa privada, respeito a contratos, fazendo uma política ativa. Agora se a gente usar essa rede do Estado para prover serviços bons, de forma transparente, além de todo esse problema da corrupção que a gente tem de resolver. De alguma forma estamos encaminhando isso, a sociedade está. Vai depender da nossa capacidade de superar obstáculos.
