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Brasil melhora IDH, mas cai uma posição

Da BBC

O Brasil melhorou o seu desempenho no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) de 2012, mas perdeu uma posição no ranking. Segundo o relatório A Ascensão do Sul: Progresso Humano em um Mundo Diverso (em tradução do inglês), divulgado nesta quinta-feira 13, o Brasil foi da 84ª colocação em 2011, para a 85ª no ano passado. Mesmo assim, registrou um índice de 0,730, ante os 0,728 do período anterior. Quanto mais próxima do 1, melhor a nota.

Foto: Christophe Simon/AFP

Mesmo melhorando o IDH, Brasil perde uma posição no ranking de desenvolvimento humano da ONU. Foto: Christophe Simon/AFP

A Noruega se manteve no topo da lista com 0,955, seguida por Austrália (0,938), Estados Unidos (0,937), Holanda (0,921) e Alemanha (0,920). Entre os 186 países analisados, o Brasil aparece no grupo daqueles com IDH elevado, abaixo dos com índice muito elevado. Há ainda dois outros níveis, com os países classificados como de IDH médio e baixo.

O estudo do Pnud, que mede os avanços nacionais em saúde, educação e renda, indica que o mundo está menos desigual devido aos avanços significativos na maioria dos países do Hemisfério Sul nos últimos 20 anos, principalmente em locais de nível médio e baixo de IDH.

Neste quadro, o relatório procura analisar mais de 40 países em desenvolvimento que alcançaram rápidos ganhos em IDH nos últimos anos ao investirem em educação, saúde, serviços sociais e comprometimento estratégico com a economia global. Segundo o estudo, 14 países registraram ganhos de mais de 2% anualmente no IDH desde 2000, entre eles o Afeganistão, Serra Leoa, Angola, Níger e República Democrática do Congo.

Na lanterna do ranking, está o Níger (0,304), afetado por uma intensa seca. Em penúltimo lugar aparece a República Democrática do Congo (0,304), em conflito interno. Ainda assim, esses países tiveram melhoras em seus resultados na comparação com 2011.

O país com a melhor classificação na América do Sul é o Chile (0,819) na 40ª posição, o único do continente no grupo das nações com nível de desenvolvimento humano muito elevado. O Brasil também está bem atrás da Argentina (0,811), em 45º lugar, do Uruguai (0,792), em 51º, da Venezuela (0,748), em 71º, e do Peru (0,741), em 77º.

Desigualdades internas fazem vários países perderem pontos

O Pnud também calculou um ranking com o IDH ajustado pelas desigualdades internas em saúde, educação e renda. Os números mostram que a desigualdade entre os países pode estar caindo, mas dentro deles cresce em diversos lugares.

Levando em contas estes fatores, alguns dos países mais ricos do mundo caem diversas posições. Noruega e Austrália perdem pontos, mas se mantém em 1º e 2º lugares, respectivamente. Já os Estados Unidos despenca do 3º lugar para o 16º, porque, embora tenha um IDH geral de 0,937, a comunidade latina tem um nível de 0,750 e os negros, 0,700. Outros que caem na lista são o Canadá (de 11º para 15º), Coreia do Sul (de 12º para 28º) e Israel (de 16º para 24º).

O Brasil perde 12 posições com os critérios do IDH ajustado, deixando a 85º para 97º. Com isso, o país perde o status de desenvolvimento humano elevado e passa para médio. Entre os países que sobem neste ranking estão a Suécia, que vai do 7º para o 4º lugar, a Islândia (de 13º para 10º) e a Dinamarca (de 15º para 12º).

Com o IDH ajustado pela desigualdade em 132 países em 2012, 23% do IDH é perdido pela desigualdade. Entre 1990 e 2005, esse mesmo índice para 66 países mostra que a desigualdade geral caiu apenas de forma marginal, porque a diminuição da desigualdade em saúde e educação foi superada pelo aumento da desigualdade de renda. A América Latina, em contraste com o restante do mundo, tem visto a desigualdade de renda cair desde 2000. Mas ainda tem a mais desigual distribuição do mundo.

Desigualdade de gênero

Segundo o Pnud, a Holanda tomou a ponta da Suécia como o país com a menor desigualdade de gênero, com um índice de 0,045. O estudo considera dados oficiais sobre saúde reprodutiva, poder das mulheres e participação no mercado de trabalho. Quanto mais próximo de zero, melhor. Logo atrás da Holanda vêm a Suécia (0,055) e a Suíça (0,057).

O Brasil aparece na 85ª posição, com 0,447. Um nível quase dez vezes maior que o do primeiro colocado na lista. A situação brasileira, porém, é intermediária entre os 148 países com dados disponíveis sobre o tema. As regiões com maior desigualdade são a África Subsaariana, Sul da Ásia e os Estados árabes. Nas últimas posições estão Iêmen (0,747), em 148º, o Afeganistão (0,712), em 147º, a Índia (0,610), em 132º, e o Egito (0,590), em 126º.

Extrema pobreza

O estudo também apontou que a primeira meta do Milênio da ONU, a redução pela metade da proporção de pessoas vivendo com menos de 1,25 dólares por dia relativa, foi atingida três anos antes do esperado. Algo que ocorreu em função, principalmente, do sucesso de países populosos em erradicar a pobreza extrema. “Brasil, China e Índia diminuíram dramaticamente a proporção de seus cidadãos pobres. O Brasil foi de 17,2% da população em 1990 para 6,1% em 2009; a China de 60,2% para 13,1% em 2008; a Índia de 49,4% para 32,7% em 2010”, destaca o texto.

O resultado, no entanto, é ofuscado pelo número de pessoas vivendo em pobreza multidimensional: cerca de 1,56 bilhão de pessoas, mais de 30% da população dos 104 países analisados para este índice. Um valor maior que as cerca de 1,14 bilhão de pessoas vivendo com menos de 1,25 dólares por dia, embora abaixo da proporção daqueles que têm menos de 2 dólares por dia.

A pobreza multidimensional é calculada por meio de fatores a nível familiar, como alfabetização adulta, matriculas escolares infantis, mortalidade infantil, acesso à agua limpa, eletricidade e saneamento básico, assim como bens familiares básicos e construção de casa, que juntos fornecem um retrato mais amplo da pobreza que as medidas por renda.

Os países com maior índice estão todos na África: Etiópia (87%), Libéria (84%) e Moçambique (79%) são os que mais têm pobres multidimensionais. Ainda assim, o maior número absoluto de pobres multidimensionais está no sul da Ásia, sendo 612 milhões deles indianos.

Rei africano do século 14 foi homem mais rico da história, diz site

Atlas catalão de 1375 traz ilustração descrevendo Mansu Musa I

Fortuna de Musa valeria US$ 400 bilhões por valores atuais

Um rei que governou o oeste da África no século 14 teria sido o homem mais rico do mundo, segundo o site americano CelebrityNetworth.com, que reúne informações sobre fortunas de personalidades diversas.

Por valores reajustados segundo a inflação atual, a fortuna pessoal de Mansu Musa I, que vivia na região onde fica hoje o Mali, valeria o equivalente a US$ 400 bilhões (R$ 815,3 bilhões) na ocasião de sua morte, em 1331.

Nascido em 1280, Musa, que ganhou o título de Mansu, que significava rei dos reis, foi o rei do império mali por 25 anos. Seu reino englobava o território atualmente formado por Gana e o Mali e regiões ao redor.Musa foi um devoto muçulmano que ajudou a difundir a fé islâmica pela África e fez do império mali uma potência. Ele investiu fortemente na construção de mesquitas e escolas e fez da capital de seu império, Timbuktu, um centro de comércio, saber e peregrinação religiosa.

O império de Musa respondeu pela produção de mais de a metade do suprimento mundial de ouro e sal, de onde o governante tirou boa parte de sua vultosa fortuna.

Muitos comerciantes vindos da Europa foram a Timbuktu, atraídos pelo ouro e pelas oportunidades de negócios oferecidos pela capital do império erguido por Musa.

Os herdeiros do imperador não teriam conseguido preservar sua vasta riqueza, devido a perdas provocadas por guerras civis e invasões realizadas por conquistadores.

Lista

A relação elaborada pelo CelebrityNetworth.com inclui as 25 fortunas que o site diz serem as maiores de todos os tempos.

Na lista, há nomes conhecidos como Bill Gates (em 12º lugar, com uma fortuna estimada em US$ 136 bilhões) e Warren Buffet (em 25º, com uma fortuna avaliada em US$ 64 bilhões).Os bilionários que integram a relação das maiores fortunas têm, segundo estimativas do CelebrityNetworth.com, uma fortuna acumulada equivalente a US$ 4,317 trilhões (cerca de R$ 8,8 trilhões).

A relação das 25 maiores fortunas da história é composta apenas por homens.

Um total de 14 dos 25 integrantes da compilação formulada pelo site são americanos.

O empresário Bill Gates é o homem mais rico entre os bilionários ainda vivos que constam da lista.

Ele aparece à frente do mexicano Carlos Slim, que vem sendo listado como o homem mais rico do mundo no ranking da revista Forbes, mas que aparece na relação como o 22º mais rico, com uma fortuna estimada em US$ 68 bilhões.

 

Os homens mais ricos da história *

  1. Mansa Musa I – US$ 400 bilhões
  2. Família Rothschild – US$ 350 bilhões
  3. John D. Rockefeller – US$ 340 bilhões
  4. Andrew Carnegie – US$ 310 bilhões
  5. Nikolai Alexandrovich Romanov – US$ 300 bihões
  6. Mir Osman Ali Khan – US$ 230 bilhões
  7. Guilherme, o Conquistador – US$ 229,5 bilhões
  8. Muamar Khadáfi – US$ 200 bilhões
  9. Henry Ford – US$ 199 bilhões
  10. Cornelius Vanderbilt – US$ 185 bilhões

* Lista elaborada pelo site CelebrityNetworth