Eleições na Nicarágua: o insólito de uma esperança

Neste domingo, 6 de novembro, a Nicarágua está realizando suas eleições presidenciais e para o Congresso Nacional. Vários candidatos se apresentam. O destaque, como não poderia deixar de ser, é a tentativa de reeleição, pela segunda vez, de Daniel Ortega. Para poder lançar-se candidato outra vez, aliou-se no Congresso com seus inimigos históricos e, fora do Congresso, com seu conterrâneo e ex-arquiinimigo, o Cardeal Obando y Bravo. Como conseguiu isso, há muitas explicações, desde as políticas até as “de alcova” que envolveriam o atual presidente do Conselho Superior Eleitoral.
O fato é que Daniel Ortega tem boas probabilidades de se reeleger pois a economia do país, graças aos subsídios venezuelanos, está em um bom momento e o lastro histórico da Revolução Sandinista ainda fala para muitas pessoas.
Durante os anos 90 tive a oportunidade de viver naquele país e experimentar as incrívies contradições e as imensas riquezas da pequena nação centroamericana. Lá deixe parte de minha vida e muitas amizades que até hoje guardo com carinho.
Acompanho estas eleições pois elas fazem parte da nova América Latina que se está a construir mesmo que, em alguns lugares, com os mesmos caudilhos como protagonistas.
Quem quiser acompanhar os resultados pode ser na internet os jornais locais:
La Prensa, históricamente antisandinista e El Nuevo Diário que, durante o período revolucionário foi um bastião de defesa da revolução e que agora, sem renunciar ao sandinismo, é declaradamente antiorteguista.

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