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Sobre Vanildo Luiz Zugno

Espaço para publicação de textos teológicos e áreas afins. Aberto a todos aqueles e aquelas que desejam compartilhar suas reflexões e experiências teológicas e religiosas.

Igreja católica no centro de Londres lança missa para gays

Enquanto o Reino Unido se prepara para a primeira visita do papa Bento 16 – líder de uma igreja que para muitos é tida como intolerante em relação aos homossexuais -, os católicos de Londres já podem assistir a uma “missa gay”, realizada com o aval do Vaticano.

Paul Brown não ia à igreja desde o funeral de sua mãe, em 2002. Agora ele está de volta ao templo, graças à missa para fieis homossexuais, a única do gênero no país.

“Eu procurei uma missa com uma mensagem positiva sobre coisa que as pessoas devem fazer, e não alguém me dizendo coisas que eu não devo”, diz.

Usando uma jaqueta de motoqueiro de couro preto, Brown é um fieis que mudaram a cara da igreja Our Lady of the Assumption and St. Gregory (Nossa Senhora da Assunção e São Gregório), em Soho, na região central de Londres.

Lá, os fieis cantam hinos com toda a força de suas vozes. Muitos têm menos de 30 anos, e alguns têm os cabelos pintados. De uma hora para outra, o catolicismo parece estar na moda nesta área de Londres.

Se você acha isto um pouco estranho – bem, é mesmo. Afinal, a orientação da Igreja Católica para homossexuais é rígida. Gays e lésbicas são chamados à castidade.

Além disso, a única expressão sexual permitida pelo Vaticano é “casamento”, na qual todos os atos são dirigidos para a transmissão de uma nova vida, ou seja, para a proibição da contracepção artificial.

Então, como pôde surgir uma “missa gay” (Embora ela seja aberta a todos, foi assim que ela acabou sendo chamada)?

“As pessoas estavam acostumadas a se encontrar na igreja anglicana de St. Anne, que é próxima, e havia o sentimento de que era a hora de encontrar um local católico”, diz o monsenhor Seamus O’Boyle, o padre da paróquia.

Por meio de esboços de documentos, cardeais da arquidiocese católica de Westminster e autoridades do Vaticano negociaram para chegar a um acordo sobre algumas regras básicas da missa gay.

O que o Vaticano queria era a garantia de que as missas não se tornariam uma plataforma para se contestar os preceitos católicos. Assim, um dos “princípios básicos” desses serviços religiosos é: “Informações sobre a missa devem respeitar o fato de que a sua celebração não deve ser usada para promover qualquer mudança ou ambiguidade em relação aos ensinamentos da Igreja”.

‘Estilo de vida homossexual’

Os integrantes do Conselho Pastoral de Missas de Soho, que organiza os serviços religiosos, não têm problemas em aceitar estas condições. “Este não é um lugar que oferece uma plataforma para se criticar a doutrina da Igreja”, diz o presidente do conselho, Joe Stanley.

“A ênfase é no cuidado com os fieis. Às vezes, as pessoas chegam aqui com lágrimas nos olhos, porque, pela primeira vez, duas partes realmente importantes das suas vidas se encontraram: sua fé católica e sua identidade sexual”, diz.

“Minha vida sem a missa em Soho seria mais desanimada, solitária e menos alegre”, diz a fiel Renate Rothwell.

Questionado pela BBC se há alguma razão que impeça a realização de missas semelhantes em outras partes do Reino Unido, o arcebispo Vincent Nichols, líder da Igreja Católica na Inglaterra e no País de Gales, diz: “Acho que esta é uma decisão a ser tomada por um bispo, e é uma decisão em resposta a uma necessidade dos fieis”.

Em outras palavras, se outros católicos gays pedirem pelo mesmo em outras regiões do país, isto pode ser levado em consideração.

Mas nem todos estão felizes no seio da família católica. Duas vezes por mês, um pequeno grupo de tradicionalistas se reúnem do outro lado da rua da igreja. Eles rezam com o rosário em suas mãos, cantam hinos e já pediram à arquidiocese de Westminster para acabar com a missa gay.

Eles são apoiados por um ex-editor do jornal Catholic Herald, William Oddie, que acusa líderes da Igreja de defenderem pessoas engajadas no que ele chama de “estilo de vida homossexual”.

“A ficção que justifica o apoio da arquidiocese para as missas do Soho é que elas são celebradas em benefício de gays que aceitam os ensinamentos da Igreja e, portanto, se afastam de qualquer forma de atividade sexual”, escreveu Oddie em seu blog.

Transformação

No entanto, o arcebispo Nichols diz que continuará a apoiar a missa. “Esta é uma missa paroquial para a qual todos estão convidados, mas ela tem um apelo particular a pessoas de uma mesma orientação sexual – não para distingui-las do resto da congregação, mas para dizer que elas podem se sentir em casa aqui”, afirma.

“Eu acho que esta é a coisa certa, porque ela oferece lentamente, e isto é lento, uma chance para aqueles que se sentem sob uma grande pressão de identidade a talvez relaxar um pouco e dizer ‘não, antes de tudo eu sou um católico e, como um católico, eu quero ir à missa’”, diz o arcebispo.

Em uma resposta dura aos críticos da missa gay, ele diz que “qualquer pessoa que tente julgar as pessoas que se apresentam para a comunhão realmente deve aprender a ficar quieta”.

Em 1982, na última visita papal ao Reino Unido, uma missa deste tipo só poderia existir no mundo da fantasia. No entanto, desde então, a Igreja Católica britânica passou por uma transformação bastante abrangente.

Seja a imigração do Leste Europeu, a onda crescente do secularismo, a imagem pública de padres e da hierarquia depois dos escândalos de pedofila ou a aceitação de anglicanos casados entre as fileiras do clero: isto é uma comunidade de fieis que faz parte de um grande caldeirão religioso.

Alguns veem isto como uma oportunidade, enquanto outros resistem a mudanças. Às vésperas da visita de Bento 16 (entre 16 e 19 de setembro), é isto que faz os 4,5 milhões de católicos britânicos serem tão fascinantes.

Nordeste concentra 54% dos conflitos por terra, aponta CPT

A CPT lança hoje os dados parciais dos Conflitos no Campo Brasil relativos ao período de 1º de janeiro a 31 de julho de 2010.

Três elementos chamam a atenção nestes dados: O primeiro é o aumento de Conflitos pela Água em 2010. O segundo é que mais da metade dos conflitos por terra, 54%, ocorreram no Nordeste, onde cresceu o número de conflitos.
E o terceiro, muito preocupante, é que contrariamente ao restante do Brasil, no Sudeste e no Sul do país cresceram e de forma expressiva, alguns índices de conflitos e violência. Nestas duas regiões, “mais ricas e desenvolvidas do país”, cresceu o número de trabalhadores presos e o de agredidos. Além disso, cresceu o número de ações de despejo. Outro dado provoca estranheza.

No Sudeste e no Sul, tanto em 2009, quanto em 2010, todos os estados destas regiões, registraram ocorrências de trabalho escravo. O Sudeste com o aumento de ocorrências, porém com diminuição de trabalhadores envolvidos e libertados, e o Sul com a diminuição das ocorrências, mas com aumento significativo no número de trabalhadores envolvidos e libertados.

O que anos atrás era atribuído ao atraso das regiões Norte e Nordeste, agora se constata com persistência e crescimento nas regiões onde o “progresso” já se instalou definitivamente.

Sudeste e Sul destacam-se pelos números de violência

Os dados da CPT apresentam declínio nos números absolutos da violência contra a pessoa, no período de janeiro a julho, de 2009 para 2010.

Mesmo com essa queda, na região Nordeste houve aumento no número de assassinatos, passando de 3, em 2009, para 4 em 2010. E nas regiões Sudeste e Sul houve um aumento significativo no número de trabalhadores presos e agredidos.

No Sudeste o número de trabalhadores presos passou de 3, em 2009, para 11 em 2010, aumento de 276% e o número de agredidos passou de 4 para 15, mais 275%. Na região Sul, o número de presos passou de 12 em 2009, para 18, em 2010 (mais 50%) e o número de agredidos de 2, em 2009, para 20, em 2010, (mais 900%).

O Nordeste concentra 54% dos conflitos por terra

O Nordeste registra 54% dos conflitos por terra de todo o Brasil. Diferentemente do restante do país, o número de conflitos por terra no Nordeste passou de 158, em 2009, para 194, em 2010. As ocorrências de conflitos por terra passaram de 95 para 126 e o de ocupações de 57, para 65. Já o número de acampamentos reduziu de 6, para 3.

Nas demais regiões do Brasil, os conflitos por terra, ocupações e acampamentos sofreram redução, em 2010, em relação ao mesmo período de 2009. São 365 ocorrências de conflitos em 2010, envolvendo 33.413 famílias, contra 547 ocorrências em 2009, envolvendo 47.739 famílias. Mas, em contrapartida, os dados mostram que o número médio de famílias envolvidas em conflitos por terra, em 2010, aumentou, chegando a 94, enquanto que em 2009 a média era de 87 famílias envolvidas.

Famílias expulsas e despejadas

Diminuiu também o número de famílias expulsas e despejadas.

Em 2009, registraram-se no período, 16 ocorrências de expulsão atingindo 800 famílias. Em 2010, são 10 ocorrências, envolvendo 653 famílias.

Em relação ao número de famílias despejadas pelo poder judiciário, foram 52 ocorrências, com despejo de 6.844 famílias, em 2009, e 44 ocorrências envolvendo 3.792 famílias, em 2010.

Apesar do decréscimo no número total de ações de despejo, houve crescimento destes números na região Centro-Oeste, mais 25%, passando de 4 ocorrências, em 2009, para 5 em 2010; mais 33% no Sudeste, passando de 9 para 12 e mais 120% no Sul, cujos números passaram de 5, em 2009, para 11, em 2010.

Manifestações

No período cresceu o número de manifestações, mais 18%. Passaram de 323 envolvendo 104.262 pessoas, em 2009, para 385, em 2010, com a participação de 165.530 pessoas.

Este número cresceu no Nordeste, passou de 95 para 130; no Norte; de 53 para 55, e no Sudeste, de 45 para 79. Na região Sul o número manteve-se igual, 78, porém com um número muito maior de participantes, 28.260 pessoas em 2010, 13.178, em 2009. Só na região Centro-Oeste é que o número das manifestações decresceu de 52 para 43.

Destas 385 manifestações, 62 foram relacionadas aos conflitos pela água, 39 das quais relativas à construção de barragens.

Trabalho Escravo

Os números relativos ao trabalho escravo são menores no período de janeiro a julho de 2010. Em 2009, foram registradas 134 ocorrências de trabalho escravo, envolvendo 4.241 trabalhadores, com a libertação de 2.819.

Em 2010, foram registradas 107 ocorrências envolvendo 1.963 trabalhadores, dos quais 1.668 foram libertados.

O que mais chama a atenção é o aumento de ocorrências no Centro-Oeste. Passaram de 16 ocorrências, em 2009, com 259 trabalhadores envolvidos e libertados, para 21 ocorrências em 2010, com a libertação de 526 trabalhadores. Sobressai neste quadro o estado de Goiás, que passou de 6 para 13 ocorrências, passando de 259 para 490 o número de trabalhadores libertados.

Na região Sudeste, todos os estados apresentaram ocorrências de trabalho escravo e o número de ocorrências subiu de 13 para 16, porém com um número significativamente menor de trabalhadores libertados (1266, em 2009 – 268, em 2010).

Na região Sul, também todos os estados apresentaram ocorrências de trabalho escravo, mas com decréscimo no número de ocorrências: 12 em 2009, 8, em 2010, ou seja, – 33%. Mas o número de trabalhadores libertados quase triplicou: passou de 112 para 319, 184% a mais. Destaque para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

O Rio Grande do Sul passou de 1 ocorrência, em 2009, com quatro trabalhadores envolvidos e libertados para 2 ocorrências, em 2010, com 29 trabalhadores envolvidos e libertados. Santa Catarina passou de 3 ocorrências em 2009, para 5 em 2010, com um crescimento expressivo no número de trabalhadores envolvidos e libertados. Passou de 38, para 223. Mais 486%

Alagoas e Amazonas, que não figuravam entre os estados com trabalho escravo em 2009, aparecem em 2010. Alagoas registrou uma ocorrência, com 20 trabalhadores envolvidos e libertados. Amazonas registrou duas ocorrências com 13 trabalhadores envolvidos e libertados.

Uma observação importante. Estes são dados parciais. De diversas regiões do país, sobretudo do Norte, não nos chegaram as informações completas, podendo, assim, os números sofrerem alterações expressivas ao serem incorporados novos dados.

Conflitos pela água

De janeiro a julho de 2010 foram registrados pela CPT, 29 conflitos pela água envolvendo 25.255 famílias. Número 32% maior do que igual período de 2009, quando se registraram 22 conflitos envolvendo 20.458 famílias.

Em todas as regiões, menos no Norte, os conflitos pela água cresceram:

50%, passando de 2 para 3 no Centro-Oeste; 18,5%, indo de 7 para 9, no Nordeste; 175%, crescendo de 4 para 11 no Sudeste; e 50% de 2 para 3 no Sul. No Norte foram registrados 7 conflitos em 2009, e 3 em 2010, mas cresceu em 395% o número de famílias envolvidas nestes conflitos. Passaram de 2.250 famílias em 2009, para 11.150, em 2010.

Dos 29 conflitos pela água, 11, ou 38%, estão relacionados com a construção de barragens e ocorreram em 14 estados da Federação, em 2010, quando em 2009, atingiram 13 estados.

13 dicas para economizar seu combustível

Como abolir o carro parece uma ideia pouco plausível no combate à poluição, diminuir o consumo de combustível é uma questão inevitável. Com isso, o motorista usa menos petróleo — combustível fóssil não-renovável e que polui os mares — e diminui as emissões de gás carbônico na atmosfera, hoje o centro do problema nas discussões sobre aquecimento global.

Confira abaixo 13 sugestões que ajudam a diminuir o uso de combustível. São recomendações simples, que não dão trabalho para ser implementada e que trazem benefícios para o planeta e também ao bolso de quem as pratica.

  1. Abasteça seu carro em postos de confiança. Assim, você diminui o risco de colocar gasolina ‘batizada’. A Agência Nacional de Petróleo (anp.gov.br) tem uma lista de estabelecimentos autorizados
  2. Troque as marchas sempre que necessário
  3. Acelere sempre suavemente
  4. Calibre os pneus do carro toda semana conforme as especificações do manual do proprietário. Se você colocar 30% da pressão recomendada, a resistência à rodagem é maior, e os custos aumentam a longo prazo
  5. Suspensão desalinhada também é outro fator de aumento de consumo. Faça o alinhamento a cada 10 mil quilômetros, ou após passar por uma via esburacada
  6. Um filtro de ar entupido consome até 10% mais de combustível
  7. Faça as revisões no prazo devido
  8. Quanto estiver numa descida, não rode em ponto morto; o carro consome mais assim do que com a marcha engatada
  9. O ar-condicionado pode consumir até 25% mais do combustível do carro
  10. Dirigir com os vidros fechados pode diminuir o atrito do vento com o carro, o que faz gastar menos combustível
  11. Mantendo uma planilha com o consumo do seu veículo, você pode notar se o desempenho aumenta ou diminui
  12. Não circule com peso extra desnecessário (ferramentas não utilizadas, jornais, peças trocadas ou estepes velhos, acessórios de praia etc)
  13. Em vez de esquentar o motor de amanhã, ligue e saia

Um pouco sobre a juventude sul-americana…

O Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) fez uma pesquisa sobre a juventude latino-americana. O trabalho foi feito em parceria com o Instituto Polis e mais seis organizações do continente.

As pesquisas foram realizadas entre 2007, 2008 e 2009 com jovens do Brasil, Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Os pesquisadores ouviram e acompanharam a rotina de jovens de grupos organizados, como movimentos femininos, trabalhadores sem terra, movimento hip hop. Ao mesmo tempo, foi aplicado um questionário para 14 mil jovens e adultos, para compreender se o que aparece como reivindicação da juventude organizada está afinado com a percepção da sociedade de uma maneira geral.

O estudo revelou que o jovem de hoje está mobilizado, embora essa mobilização seja diferente da geração de 1970, em que havia uma questão concreta da ditadura no mundo, que restringia a liberdade e os direitos fundamentais.

Sobre a comunicabilidade entre os jovens dos diferentes países, a ferramenta tecnológica da comunicação, a informática, facilitou esse entrosamento. Isso resultou na incorporação desses elementos de comunicação dentro das lutas e organizações juvenis. Esse tipo de ferramenta – como blogs e redes sociais – acabou incorporado como instrumento de luta social.

De acordo com a pesquisa do Ibase, as diferenças entre a juventude dos seis países pesquisados estão na própria história dessas nações. As diferenças se dão entre os países, não em termos de juventude; se dão em termos de sociedade. No caso do Brasil e do Chile, por exemplo, as diferenças que surgem entre os jovens são as mesmas que aparecem entre os adultos.

O estudo do Ibase e seus parceiros visa à geração de informações qualificadas que possam ajudar na elaboração de políticas públicas para os jovens da região. Outra meta é fornecer subsídios para os movimentos sociais pensarem suas práticas.

A rede que desenvolveu a pesquisa foi integrada também pela Fundación SES (Argentina), U-Pieb (Bolívia), Cidpa (Chile), Base-IS (Paraguai), Cotidiano Mujer e Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de la República (Uruguai). O estudo contou com apoio do Centro de Pesquisas para o Desenvolvimento (IDCR), do Canadá.

Raimon Panikkar, in memoriam (1918-2010)

Por Xavier Pikaza

27.08.10 Raimon Panikkar Alemany na sido una de las grandes referencias en el estudio y comprensión de las religiones. Coincidí con él varias veces; siempre me ayudó a plantear mejor los temas, con serenidad, con apertura a todo pensamiento.

He dirigido algunos trabajos sobre su obra, conozco a sus mejores intérpretes, le he seguido de cerca…. le he querido. Acaba de fallecer en su residencia de Tavertet, un precioso pueblo de montaña, en Barcelona, hoy, 27 de agosto de 1010. Descanse en paz, con el Señor Divino al que amó, con el Cristo Jesús para quien vivió, en manos del Espíritu omnipresente.

R. Panikkar ha sido y será el teólogo de un diálogo intrareligioso, no del diálogo entre religiones sin más (como realidades externas), sino de las diversas funciones y aspectos de lo religioso que se dan y florecen en cada uno de nosotros. Él nos ha enseñado a saber y sentir que, siendo cristianos, podemos ser también judíos y musulmanes, budistas y taoístas… Llevamos en nuestra entraña la herencia de todas las grandes religiones, de las que hemos vivido y queremos vivir. Así podemos ser mejores critianos siendo, al mismo tiemppo, cordialmente budistas o musumanes, respetando la diferncia entre las religiones, sin querer nivelarlas a la fuerza, sin que una se imponga sobre las otras. Así lo dice cuando afirma que fué a la India y volvió siendo budista, sin dejar de ser cristianos o, mejor dicho, siendo mejor cristiano que antes.

Igreja na Inglaterra proíbe cerveja e churrasco durante visita do papa

Bento 16 visitará a Grã-Bretanha entre os dias 16 e 19 de setembro
A Igreja Católica da Inglaterra e do País de Gales publicou um guia para os fieis que acompanharão os eventos da visita do papa à Grã-Bretanha, no mês que vem.
O guia estabelece restrições quanto ao que pode ser levado para os locais de concentração de público durante a visita do pontífice, que irá às cidades de Londres, Glasgow e Birmingham.
Álcool, churrascos, barracas e instrumentos musicais serão proibidos por serem considerados potenciais “ameaças aos outros”.
As instruções, publicadas no site oficial da visita do papa, também vetam a entrada com bicicletas, apitos, velas e animais.
Por outro lado, serão permitidos piqueniques, faixas, bandeiras, almofadas e banquinhos dobráveis.
A visita de Bento 16 entre os dias 16 e 19 de setembro será a primeira de um papa à Grã-Bretanha desde a visita de João Paulo 2º em 1982.
Os organizadores dizem que estão fazendo todo o possível para “garantir que o máximo de pessoas possa estar com o papa de maneira segura e confortável”.
A entrada para os eventos será controlada. Para assistir ao papa, os fieis precisarão conseguir um “passe de peregrino” com algum grupo formado por alguma paróquia.
Um porta-voz da Arquidiocese de Birmingham descreveu os planos de segurança para a visita do papa como “draconianos”.
“Nunca vi uma segurança como essa”, afirmou Peter Jennings.
As autoridades britânicas dizem que “um trabalho muito bom” está sendo feito em Birmingham para garantir a segurança do evento.
“Acho que a segurança é draconiana. Mas não posso questionar as autoridades, eles é que mandam. O governo está encarregado da segurança e eles têm que tomar decisões”, afirmou Jennings.

Segundo Galilea (1928-2010), In Memoriam: Una Espiritualidad de la Liberación

Texto de Xabier Pikaza I.

Ha muerto hace dos meses (el 27 de Mayo), en Santiago de Chile, donde había nacido, de forma callada, de manera que apenas nos hemos enterado de ello, al menos a este lado de la Iglesia (donde nos inquietan otros temas y problemas mucho menos importantes que los que estudió Segundo). Ahora, pasado un tiempo, quiero recordarle con cierta calma, con admiración inmensa, con agradecimiento. Fue un hombre de Dios, un hombre de humanidad, uno de los creadores de la Teología de la Liberación.

Tuve ocasión de leer casi todas sus obras entre los años 70 y 80 del siglo pasado, y ellas calaron de un modo intenso y tranquilo en mi trayectoria de cristiano. Era un pensador serio y radical, sin estridencias, un testigo de la fe, en la línea de los Hermanitos de Jesús, a ras de calle, a ras de vida, desde los más pobres. Fue quizá el primero que empezó a emplear el término de “liberación”, aplicándolo, al mismo tiempo, a la libertad personal y social.

Fue un hombre de espíritu, de presencia personal, más que de libros, a pesar de que escribió bastantes. Sus apuntes me han acompañado por decenios, los he fotocopiado, los he prestado, los he compartido; eran apuntes de conferencias y cursos, sobre la vida de Dios en el alma, sobre la religiosidad popular, sobre el seguimiento de Jesús y el evangelio, sobre Juan de la Cruz o Ignacio de Loyola, desde los pobres reales, con una exigencia de transformación personal, de libertad y de comunicación directa, de diálogo humano con Dios y con los otros.

Segundo, te has ido con tu pipa lenta, con tu hablar profundo, silenciosamente, después de haber dejado nuestro tierra arada y fecundada, con tu Evangelio Íntimo y Social, con tu Socialismo Cristiano y Místico, dejando aquí sólo una vieja maleta cansada de tanto trotar, y miles y miles de presencias humanas, para seguir animando de otra forma, desde la Pascua de Jesús y sus hermanos, la vida de muchos hombres y mujeres de esta tierra a la que tánto has amado. Dios te haya recibido en su paz, hermano Segundo, de los Hermanos de Jesús. Gracias por todo lo que nos has dado, de forma callada, como lluvia fecunda de humanidad. Quiero recordarte joven, como en esa foto tan querida, porque joven sigues siendo para todos los que te hemos querido y admirado.

Presento a continuación tres semblanzas y un texto de Segundo Galilea, para aquellos que quieran recordar su figura y su obra.

Introducción:

He sido profesor de teología espiritual durante bastantes años y los libros y apuntes de Segundo Galilea me han servido de base para muchos trabajos de seminario, tesinas y cursos de vida cristiana. Segundo Galilea estaba siempre ahí, sin que se le notara mucho, pero su voz era decisiva para hablar de transparencia interior, de solidaridad personal y social, de evangelio.

Pasados los años, cuando la teología de la liberación entró en disputas, cuando llovieron las condenas, pareció irse, como había venido (de forma silenciosa), después de haber dejado su semilla , de manera que casi había olvidado donde estaba (por los caminos de los Andes, por la Habana, formandonuevas generaciones de enviados…). Tuve ocasión de recordarle hace unos meses. escribiendo su semblanza para mi Diccionario de Pensadores Cristianos… Sí, estaba de su tierra de Santiago de Chile. No supe más… Y de pronto, hace dos días, en un lugar inesperado (el Osservatore Romano) recibo la noticia de su muerte, a través de una “nota necrológica tardía”, escrita por Maria Barbagallo y titulada:
Ricordo del sacerdote e teologo cileno Segundo Galilea In mano una valigia e nel cuore Gesù ((©L’Osservatore Romano – 26-27 luglio 2010).

La nota comenzaba con estas palabras (que traduzco del italiano). «El 27 de mayo del 2010 muriò el Padre Segundo Galilea, sacerdote e teologo chileno. A dos meses de su muerte, publicamos un recuerdo de su vida, escrito por una religiosa que ha sido superiora general de la Misioneras del Sagrado Corazón, fundadas por la madre Francesca Saverio Cabrini.

Es significativo que el Osservatore haya publicado la noticia, quizá por influjo de las religiosas, quizá porque la figura de Segundo Galilea puede admitirse sin dificultad, por su carácter “espiritual” (se suele ignorar el aporte social, revolucionario, de su vida y enseñanza). Sea como fuera, también yo quiero ofrecer una semblanza de su vida y obra, dejando que los lectores de mi blog opinen. Empiezo presentando la entrada de mi Diccionario, sigo presentando otra semblanza on line, y después el resumen del trabajo del Osservatore, recogido en Zenit, y termino ofreciendo el resumen de un trabajo suyo.

Semblanza 1
X. Pikaza, Diccionario de Pensadores Cristianos (Estella 2010)

S. Galilea. Teólogo católico chileno. Ha sido uno de los iniciadores de la teología de la liberación (con Comblin, Gutiérrez y Segundo). Ha considerado a los pobres no sólo como objeto, sino como sujeto de la evangelización: ellos son los verdaderos portadores del mensaje de Dios y del evangelio de Jesús en medio de un mundo que tiende a cerrarse en sí mismo. Ha puesto de relieve la necesidad de vincular el compromiso liberador con una experiencia contemplativa, abierta al encuentro con Dios, por medio de los otros. Desde esa perspectiva ha destacado la hondura divina de la vida humana, experimentada como lugar de encuentro personal en gratuidad.

Ha insistido en la importancia de la teología y de la vida espiritual, recuperando y reformulando la experiencia de los grandes místicos desde una perspectiva nueva de liberación. Él nos ha hecho ver que la teología de la liberación (y la exigencia de justicia social y de solidaridad) nace del evangelio más que del marxismo. Él decía que el marxismo es un método político, que puede apelar a la violencia, pero que el evangelio era mucho más radical, en el plano de las transformaciones sociales y personales, porque se apoya en una experiencia de gracia y porque y porque lleva a la exigencia de una transparencia total, de una superación de la “idolatría” del tener y del imponer.

Entre sus obras, cf.: Pascua de liberación: espiritualidad de la cruz habitada (Madrid: 1993, en colaboración con J. Sobrino); El discipulado cristiano (Madrid 1993); Tentación y discernimiento (Madrid 1991); Espiritualidad de la esperanza (Madrid 1998); La amistad de Dios: el cristianismo como amistad (Madrid 1997); El alba de nuestra espiritualidad: vigencia de los Padres del desierto en la espiritualidad contemporánea (Madrid 1986); El futuro de nuestro pasado: los místicos españoles desde América Latina (Madrid 1985); Religiosidad popular y pastoral (Madrid 1979).

Semblanza 2
José Mora Galiana: http://www.ensayistas.org/filosofos/spain/ellacuria/critica/mora-g3.htm

Segundo Galilea. Hermano de Foucauld. Sacerdote chileno, de talante profético y reformador, teólogo de la liberación que ha prestado una gran contribución en los campos de la pastoral y la espiritualidad, desde comienzos de los años sesenta. Itinerante del evangelio, ha recorrido los países de las tres Américas y conoce el Lejano Oriente (especialmente La India y Filipinas). Considera que la religiosidad popular debe abrirse a una evangelización liberadora para poder generar una conciencia colectiva de transformación y una espiritualidad popular liberadora.

Nació en Santiago de Chile en 1928 y fue ordenado sacerdote en 1956. Comenzó a colaborar con el Consejo Episcopal latinoamericano (CELAM) a partir de 1963. Animador de la pastoral y la espiritualidad, fue director del Instituto Pastoral latinoamericano (IPLA), dependiente del CELAM. Ha analizado con rigo, desde la perspectiva de América Latina y el horizonte de la Liberación los aspectos positivos y negativos de la religiosidad popular. Ha realizado una relectura de los místicos españoles del siglo XVI y de la experiencia bíblica del desierto para llegar a una sínt
esis entre contemplación y acción, liberación interior y liberaciones sociales. Y, en 1975/76 se difundió en Europa un trabajo suyo (Salvación de los pecadores y liberación de los pobres) en el que se actualizaba y traducían al mundo contemporáneo las categorías evangélicas de “pobres” y “pecadores” para poner de manifiesto la fuerza liberadora del evangelio.

Bibliografía de Segundo Galilea: La vertiente política de la pastoral, IPLA, Bogotá, 1970; ¿A los pobres se les anuncia el evangelio?, IPLA, Bogotá, 1972; Contemplación y apostolado, IPLA, Bogotá, 1973; Espiritualidad de la liberación, ISPLAJ, Santiago de Chile, 1973; ¿Los pobres nos evangelizan?, Indo-American Press Service, Bogotá, 1977; Religiosidad popular y pastoral, Cristiandad, Madrid, 1979; Espiritualidad de la liberación según las bienaventuranzas, CLAR, Bogotá, 1979; El mensaje de Puebla, Paulinas, Bogotá, 1982; El futuro de nuestro pasado. Los místicos españoles desde América Latina, Narcea, Madrid 1986.

Brasil supera a Espanha como 8ª maior economia do mundo

O Brasil desbancou a Espanha e se tornou a oitava maior economia do mundo, segundo dados do Produto Interno Bruto (PIB) copilados pela Bloomberg News e citados hoje (18) pelo jornal espanhol Expansión.

O periódico cita cifras oficiais sobre o PIB nominal dos dois países, relacionando os dados obtidos em 12 meses até o segundo trimestre de 2010.

O PIB nominal do Brasil atingiu US$ 1,8 trilhão, enquanto o da Espanha ficou em US$ 1,5 trilhão no período em análise.

De acordo com o periódico, a economia espanhola, que estava em sétimo lugar em 2007, caiu para a nona posição no ano até junho.

O jornal espanhol relata ainda que o Brasil, cujo principal destino das exportações é a China (13% do volume total de comércio), apenas sofreu durante o período da crise (2008-2009) por dois trimestres de crescimentos negativos.

“Em seguida, o real começou a recuar até um terço do seu valor no final de 2008, o que incentivou as exportações, tornando os produtos brasileiros mais atrativos no mercado internacional”, diz a reportagem.

No segundo trimestre de 2009, o Brasil já registrava crescimento de 1,1% em relação aos três meses anteriores e, de acordo com o Banco Central do Brasil, o PIB poderá crescer em 7% e 11% em 2010 e 2011, respectivamente.

O jornal espanhol ainda destaca o consumo interno brasileiro, e cita que programas governamentais, assim como o Bolsa Família, incentivaram o consumo por parte da classe média, evitando que o país sofresse ainda mais com os efeitos da crise internacional.

Enquanto isso, a Espanha sofria ao mesmo tempo com a redução do consumo e com a desaceleração do crescimento da economia.

Espera – O Expansión lembra que é necessário esperar até dezembro para que o Brasil seja confirmado como a oitava maior economia do mundo.

No entanto, o periódico lembra que a China, principal destino das exportações brasileiras, já conseguiu superar o Japão e se tornar a segunda maior economia do mundo, conforme dados parciais vistos neste ano.

De acordo com a Agência Internacional de Energia, o gigante asiático já supera o consumo energético americano, quando em 2000 consumia apenas a metade.

*Matéria originalmente publicada no Brasil Econômico

Artista espanhol diz ter criado representação 'fiel' de Cristo crucificado


Um artista espanhol criou, com base em dez anos de estudos do Santo Sudário, uma escultura que mostra Jesus Cristo crucificado, coberto de ferimentos e ensanguentado, que segundo ele seria uma reprodução fiel de seu estado físico uma hora depois de sua morte.

O escultor e professor da Universidade de Sevilha, Juan Manuel Miñarro, disse à BBC Brasil que “essa imagem só pode ser compreendida com olhos de quem tem fé”.

“Levá-la adiante foi um passo valente. A princípio, ela pode chocar pelo realismo, mas se trata de uma peça única no mundo que reproduz com fidelidade a cena do calvário”, completou o autor, que levou mais de dois anos para concluir sua obra.

A escultura detalha cada ferimento no corpo de Cristo a partir de dez anos de estudos de Miñarro sobre o Santo Sudário, o tecido que teria coberto o corpo de Jesus em seu sepultamento, além de pesquisas promovidas pelas universidades de Córdoba, que tomou a iniciativa de criar a escultura, e de Sevilha.

A escultura do Cristo ensanguentado está exposta desde o dia 11 de março na Igreja Pedro de Alcântara, na cidade de Córdoba, e sairá em procissão pelas ruas da cidade durante a Semana Santa.

‘Exatidão matemática’

Com base na análise do sudário, o escultor tentou reproduzir “com exatidão matemática” as perfurações causadas pela coroa de espinhos, as feridas decorrentes da flagelação e as lacerações produzidas pelas quedas durante a Via Crucis.

A estatura, o tamanho da cabeça, tronco e extremidades, a fisionomia do rosto e até o detalhe do pé esquerdo sobrepondo-se ao direito têm como referência a relíquia histórica.

A pesquisa também incluiu investigações sobre o material usado nos chicotes com bolas de metal nas pontas usados para açoitar Jesus. A reprodução da coroa de espinhos foi feita com galhos de uma planta chamada jujube (zizyphus spina christi), que seria a planta originalmente usada para construir o instrumento de tortura.

Uma equipe de médicos fez um estudo hematológico para diferenciar as marcas de sangue derramado antes e depois da morte de Cristo, para que a pintura da escultura pudesse refletir essa diferença, especialmente nas chagas das costas, mãos e pés.

O autor chegou a trazer areia de Jerusalém para reproduzir as marcas das quedas durante o calvário nos joelhos e tronco de Jesus.

Realismo polêmico

“A intenção é situar os fiéis naquela realidade e que quem olhe a imagem tenha uma visão o mais próxima possível do que realmente ocorreu”, disse à BBC Brasil o professor da Universidade de Córdoba e participante da pesquisa, Miguel Rodríguez Pantoja.

Mas todo esse realismo não foi bem aceito por todos. Quando a ideia surgiu pela primeira vez, nos anos 90, o projeto chegou a ser impedido pelo bispo de Sevilha, Javier Martínez, que o considerava agressivo. Há três anos, porém, foi retomado depois da mudança na cúpula do clero.

“Ninguém nega a verdade de que o martírio foi assim, o que se deve questionar é esta exibição de torturas”, disse à BBC Brasil o presidente da junta de confrarias católicas de Andaluzia, Fernando Vaquero Sanchez.

“A imagem não desperta emoção, sentimentos de compaixão, fraternidade ou perdão próprios de uma Semana Santa, mas horror. Como pode se sentir uma criança numa procissão diante de um Cristo ensanguentado?”, questionou.

Mas Pantoja defendeu a obra. “Entendo que fira sensibilidades porque expressa um sofrimento terrível, mas o sentido da Semana Santa também é esse. Lembrar do calvário de Jesus Cristo para refletir nos valores e renovar a fé na ressurreição”, disse.

Índios amazônicos do Peru querem criar partido para eleições de 2011

Grupos indígenas da Amazônia peruana anunciaram que planejam lançar seu próprio partido político antes das eleições no país, programadas para 2011.
Seu líder, Alberto Pizango, disse que pretende fazer campanha para proteger a floresta e os direitos dos índios dos Andes e do Amazonas.
O anúncio acontece cerca de um ano após esses grupos terem protagonizado um dos maiores levantes indígenas da história recente do Peru.
Pizango, que está em liberdade condicional, acusado de liderar o levante, disse que talvez concorra à Presidência.
Em entrevista coletiva, representantes da Aidesep (Associação Interétnica da Selva Peruana), maior organização de índios amazônicos do país, disseram que seu partido, a Aliança para uma Alternativa para a Humanidade (Aphu), nasce não apenas como um partido indígena, e sim com uma agenda nacional.
Na língua dos índios quechua, a palavra apu quer dizer “líder” ou “deus da montanha”.
Durante o evento, Pizango, que tem 45 años, disse que a Aphu “tenta abraçar todos os cidadãos do Peru que defendem os bosques, a natureza e a vida no planeta Terra”.
Falando à BBC, o ex-ministro do Interior do Peru Fernando Rospigliosi protestou contra o lançamento do partido e disse que Pizango “não tem qualquer chance de chegar à Presidência”.
“Isto é parte do efeito Evo, pelo qual líderes que promovem a desordem e recorrem a uma série de atos violentos julgam que isso pode levá-los ao poder”, afirmou. “Mas o Peru não é a Bolívia. Aqui não vai acontecer isso”.
Historicamente, a população indígena na região amazônica do Peru nunca foi representada na política nacional.
Pizango disse que começou a coletar as assinaturas necessárias para que o grupo seja reconhecido como um partido político e que pretende fazer o registro formal em setembro.
A Aidesep é uma federação que reúne mais de 60 tribos do Amazonas peruano.
No ano passado, índios protestaram violentamente contra empreendimentos ligados à extração de petróleo no Amazonas.
Pizango nega as acusações de ter liderado o levante, em que tribos bloquearam estradas perto da cidade de Bagua.
Mais de 30 pessoas morreram nos confrontos entre índios e policiais. Entre os mortos, segundo relatos, estariam 24 policiais.
Pizango fugiu para a Nicarágua para evitar a prisão, mas retornou ao Peru em maio e está em liberdade condicional.
O governo peruano estima que haja 400 mil índios na Amazônia peruana, mas Pizango afirma que eles são em torno de um milhão.
Ao contrário do que ocorre na Bolívia e no Equador, a grande população indígena do Peru não tem um papel ativo na política nacional peruana nos tempos modernos.
Em junho último, o presidente do país, Alan Garcia, se recusou a assinar uma lei que daria aos povos indígenas mais poder para suspender projetos envolvendo mineração e extração de petróleo em suas terras.
A lei foi aprovada pelo Congresso, mas Garcia disse que não poderia deixar comunidades indígenas interromperem o desenvolvimento que beneficiaria a todos os peruanos.