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Sobre Vanildo Luiz Zugno

Espaço para publicação de textos teológicos e áreas afins. Aberto a todos aqueles e aquelas que desejam compartilhar suas reflexões e experiências teológicas e religiosas.

O mundo celebrou ontem, 09 de novembro, a queda do Muro de Berlim que, durante, décadas, separou em dois países a Alemanha. É bom que, neste momento, lembremos outros muros que precisam ser derrubados – o que separa a Coréia do Norte e a Coréia do Sul – e os muros que estão sendo construídos, como o muro que separa Estados Unidos do México ou Israel da Palestina. Este último muro é o que retrata a reportagem abaixo da BBC.

Pela segunda vez em uma semana, palestinos e ativistas estrangeiros quebraram nesta segunda-feira partes da barreira construída por Israel na Cisjordânia.

Eles usaram cordas e pelo menos um caminhão para derrubar blocos de concreto da barreira nas proximidades da cidade de Ramallah.

A polícia israelense chegou ao local pouco depois e usou gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes.

Abdullah Abu Rahma, um dos coordenadores da ação, disse que ela foi concebida para ocorrer no aniversário da queda do muro de Berlin.

“Esse é o início das atividades para expressar nosso apego à terra e rejeição ao muro”, disse ele à agência de notícias Reuters.

Ilegal

Na sexta-feira, palestinos derrubaram perto do vilarejo de Nilin outra parte do muro na Cisjordânia.

A posição oficial de Israel é que o muro é uma barreira de segurança para defender seus cidadãos de ataques de palestinos.

Mas os palestinos a consideram outra estratégia de Israel para se apropriar ilegalmente de terras que consideram suas.

Dados da ONU indicam que, até o momento, Israel construiu 413 km dos 709 km planejados para o muro.

De acordo com o projeto israelense, quando a construção da barreira foi concluída, 85% dela ficará dentro da Cisjordânia, fora da fronteira internacionalmente reconhecida entre Israel e o território.

Em 2004, a Corte Internacional de Justiça, de Haia, na Holanda, emitiu um parecer não vinculante em que considerou que a barreira é ilegal e deve ser removida.

CIUDAD DEL VATICANO, 9 NOV 2009 (VIS).-La Congregación para la Doctrina de la Fe ha dado hoy a conocer  la Constitución Apostólica "Anglicanorum
coetibus", sobre la institución de Ordinariatos Personales para los Anglicanos que entran en la comunión plena con la Iglesia Católica y las
Normas Complementarias de la misma.
Ambos documentos están fechados el 4 de noviembre, festividad de San Carlos Borromeo, y firmados por el cardenal William Joseph Levada y el
arzobispo Luis F. Ladaria, S.I, respectivamente Prefecto y Secretario de esa Congregación.
Un comunicado de ese dicasterio recuerda que el 20 de octubre de 2009, el cardenal Levada anunció "un nuevo documento para responder a las numerosas
peticiones enviadas a la Santa Sede por grupos de ministros y fieles anglicanos de diversas partes del mundo que desean entrar en la comunión
plena y visible con la Iglesia Católica".
"La Constitución Apostólica que se publica hoy -prosigue el texto- introduce una estructura canónica que facilita esa reunión corporativa
mediante la institución de Ordinariatos Personales que permitirán a esos grupos entrar en comunión plena con la Iglesia Católica, conservando al
mismo tiempo elementos específicos del patrimonio espiritual y litúrgico anglicano. (...) Las Normas Complementarias servirán para la correcta
aplicación del procedimiento".
"Esta Constitución Apostólica abre un nuevo camino para la promoción de la unidad de los cristianos, reconociendo al mismo tiempo la legítima
diversidad en la expresión de nuestra fe común. No se trata de una iniciativa que haya tenido origen en la Santa Sede, sino de una respuesta
generosa por parte del Santo Padre a la aspiración legítima de esos grupos anglicanos. La institución de esta nueva estructura se sitúa en plena
armonía con el compromiso para el diálogo ecuménico, que sigue siendo prioritario para la Iglesia Católica".
"La posibilidad prevista en la Constitución Apostólica de la presencia de algunos clérigos casados en los Ordinariatos Personales -puntualiza el
comunicado- no significa en modo alguno un cambio en la disciplina de la Iglesia acerca del celibato sacerdotal que, como afirma el Concilio Vaticano
II es signo y al mismo tiempo estímulo de la caridad pastoral y anuncia de forma resplandeciente el reino de Dios".
La Constitución consta de trece disposiciones relativas a la formación de los Ordinariatos que gozan, según afirma el párrafo 3 del primer apartado,
"de personalidad jurídica pública y son asimilables jurídicamente a una diócesis"; a la potestad del Ordinario "ejercida de forma conjunta con la
del obispo diocesano local en los casos previstos por las Normas Complementarias"; a los candidatos al Orden Sacramental; a la erección, con
la aprobación de la Santa Sede, de nuevos Institutos de Vida Consagrada y Sociedades de Vida Apostólica, así como de parroquias; a la visita "ad
limina" del Ordinario, etc.
Las Normas Complementarias tratan de la dependencia de la Santa Sede; las relaciones con las Conferencias Episcopales y los obispos diocesanos; el
Ordinario; los fieles del Ordinariato; el clero; los obispos que eran anglicanos; el Consejo de gobierno; el Consejo pastoral y las parroquias
personales.

Escolas laicas

Como se pode ver na reportagem abaixo (www.bbc.uk/br), a Itália é um país com separação entre Igreja e Estado. Consequentemente, a educação é laica, ou seja, abstém-se de qualquer afirmação religiosa. Nada mais justo, nestas circunstâncias, que os espaços escolares não apresentam nenhum símbolo religioso…. Para alguns – majoriatiamente políticos conservadores que sempre usaram a religião, no caso a católica, como instrumento de manutenção da exclusão social – retirar os símbolos religiosos católicos das salas de aula seria uma exclusão religiosa. Como também se pode ver na reportagem, o que está acontecendo na Itália e em outros lugares, há uma confusão entre fé e tradição. Confusão há muito tempo já condenada pelo próprio Jesus ao ver os fariseus usando símbolos religiosos para manter a opressão do seu povo. Felizmente o VAticano, nesta questão, resolvou tomar um tempo para analisar a questão antes de pronunciar-se. Esperemos se pronuncie com bom senso.

Aliás… Bom senso que falta em algumas escolas de inspiração católica brasileira que, sem a necessidade de fazê-lo, já retiraram todos os símbolos religiosos das salas de aula! Pelo visto, muitas escolas católicas estão esquecendo que são confessionais. Ou será que se envergonham de tal e esquecem que o Estado brasileiro concede o direito de, nas escolas confessionais, manter e, inclusive, transmitir os ensinamentos conforme a confissão de quem mantém a escola? Assim como há gente mais papista que o Papa, há outros que são mais laicos que os laicistas!…

A Corte Européia de Direitos Humanos em Estrasburgo, na França, decidiu contra o uso de crucifixos em salas de aula na Itália.

Segundo a

co

rte, a prática viola os direitos dos pais de educar seus filhos da maneira como preferem e contraria os direitos da criança de escolher livremente sua religião.

O caso foi levado ao tribunal pela mãe italiana Soile Lautsi, que quer dar a seus filhos uma educação não religiosa.

Mas a decisão provocou revolta no país de maioria católica e foi qualificada de “vergonhosa” por um político italiano.

A corte decidiu que a presença de símbolos religiosos “restringia o direito dos pais de educar seus filhos de acordo com suas convicções”.

Os símbolos religiosos também restringiam “o direito da criança de acreditar ou não acreditar”, declararam os sete juízes em seu veredito.

Tradição Italiana

Lautsi disse ao tribunal que suas crianças tinham de frequentar uma escola pública no norte da Itália onde havia crucifixos em todas as salas.

Ela recebeu o equivalente a quase R$ 13 mil como indenização.

A ministra da Educação da Itália, Mariastella Gelmini, argumentou que o crucifixo é um símbolo da tradição italiana e não uma marca do catolicismo. Um outro político disse que a Europa está esquecendo sua tradição cristã. O governo do país disse que vai apelar contra a decisão.

O Vaticano disse que vai estudar o caso antes de fazer comentários.

O correspondente da BBC em Roma, Duncan Kennedy, disse que é comum ver-se crucifixos em prédios públicos na Itália, inclusive em escolas, apesar de a constituição do país declarar que deve haver uma separação entre a Igreja e o Estado.

A lei determinando que crucifixos sejam pendurados em escolas data da década de 1920.

Em 1984, um acordo entre o Vaticano e o governo italiano suspendeu a posição do catolicismo como religião do Estado. A lei do crucifixo, no entanto, nunca foi alterada.

Alguns políticos conservadores italianos reclamaram a respeito do abandono, por escolas do país, de encenações do nascimento de Cristo no final do ano para não ferir os sentimentos de crianças muçulmanas.

Celibato dos Clérigos Romanos

O Boletim eletrônico emitido quase que diariamente pelo Vaticano – VISES – publicou hoje nota aclaratória relacionada ao celibato dos futuros presbíteros formados a partir dos “ordinariatos pessoais” criados para permitir a incorporação na Igreja Católica Romana do setor conservador da Igreja Católica Anglicana. Mesmo esclarecendo que os futuros presbíteros ordenados nestes “ordinariatos pessoais” terão como regra geral a condição célibe, a nota, como a Constituição Apostólica ainda a ser publicada, não toca no tema principal: o de que o Celibato presbiteral não é uma questão teológica, mas apenas um regramento canônico, ou seja, poderia ser, a qualquer momento, derrogado. A seguir, o texto da Aclaração, em espanhol.

ACLARACIÓN SOBRE CELIBATO ANGLICANOS REGRESAN IGLESIA

CIUDAD DEL VATICANO, 31 OCT 2009 (VIS).-El director de la Oficina de Prensa de la Santa Sede, padre Federico Lombardi S.I., hizo pública la siguiente declaración ante las especulaciones sobre el asunto del celibato en la anunciada constitución apostólica sobre los ordinariatos personales para los anglicanos que ingresan en la comunión plena con la Iglesia católica.

“Se han difundido especulaciones, basadas en observaciones supuestamente informadas del corresponsal italiano Andrea Tornielli, según las cuales el retraso en la publicación de la constitución apostólica sobre los ordinariatos personales para la incorporación de los anglicanos a la plena comunión con la Iglesia católica, anunciada el 20 de octubre de 2009 por el cardenal William Joseph Levada, prefecto de la Congregación para la Doctrina de la Fe, se debe a algo más que a “razones técnicas”. Según estas especulaciones, hay una cuestión sustancial que explicaría el retraso, un desacuerdo sobre si el celibato será la norma para los futuros clérigos.

“El cardenal Levada ha comentado sobre estas especulaciones: “Si se me hubiera preguntado, con gusto habría aclarado cualquier duda sobre lo que dije en la rueda de prensa. Estas especulaciones no tienen razón de ser. En el Vaticano nadie me ha mencionado esta cuestión. El retraso es meramente técnico, pues se trata de asegurar la consistencia del lenguaje canónico y de las referencias. Las cuestiones de traducción son secundarias; la decisión de retrasar la publicación esperando a que se publique el texto ‘oficial’ en latín en el “Acta Apostolicae Sedis” se tomó hace tiempo”.

“Los borradores preparados por el grupo de trabajo y presentados para el estudio y la aprobación a través del proceso habitual seguido por la Congregación, han incluido todos ellos la siguiente afirmación, que actualmente se encuentra en el artículo VI de la Constitución:

§1 Quienes ejercieron el ministerio como diáconos, presbíteros u obispos anglicanos y cumplen con los requisitos establecidos por el derecho canónico y no están impedidos por irregularidades u otros impedimentos, pueden ser aceptados por el ordinario como candidatos a las sagradas órdenes en la Iglesia católica. En el caso de los ministros casados, se han de observar las normas establecidas en la carta encíclica del Papa Pablo VI “Sacerdotalis Coelibatus”, n. 42, y en la declaración “En el mes de junio”.
Los ministros no casados deben atenerse a la norma del celibato clerical del Código de Derecho Canónico, canon 277 §1.

§2 El ordinario, en plena observancia de la disciplina del celibato clerical en la Iglesia latina, por regla general (pro regula) admitirá sólo a hombres célibes al orden del presbiterado. Puede también pedir al romano pontífice, como una derogación del canon 277, §1 la admisión de hombres casados a la orden del presbiterado, caso por caso, según los criterios objetivos aprobados por la Santa Sede.

“Este artículo se ha de entender como coherente con la actual práctica de la Iglesia, según la cual ex ministros anglicanos casados pueden ser admitidos al ministerio sacerdotal en la Iglesia católica, según el criterio de caso por caso. Por lo que se refiere a los futuros seminaristas, se consideró una mera especulación los casos de una dispensa de la regla del celibato. Por esta razón, se han de desarrollar criterios objetivos sobre estas posibilidades (por ejemplo, seminaristas casados que ya se están formando) entre el ordinariato personal y la conferencia episcopal, presentados para la aprobación de la Santa Sede.

“El cardenal Levada reveló que el trabajo técnico sobre la “Constitución” y las “Normas” concluirá para finales de la primera semana de noviembre.
OP/CELIBATO:ANGLICANOS/LOMBARDI:LEVADA VIS 091103 (600)

Yeda, Lula e a imprensa gaúcha

Paulo Cezar da Rosa é jornalista e, atualmente, assina coluna na edição eletrônica de CartaCapital (www.cartacapital.com.br). Duas vezes vereador em Canoas (PT), Paulo Cezar também foi candidato a prefeito. O texto abaixo é da revista CartaCapita.

Paulo Cezar da Rosa

Muita gente acredita na recuperação de Yeda Crusius, na possibilidade dela vir até a reelege-se em 2010. Crê que vencidos os inquéritos, os processos administrativos, judiciais e políticos, como o impeachment e a CPI ainda em curso na Assembleia, a governadora renascerá das cinzas numa campanha eleitoral restauradora de sua imagem e sua política. O trabalho que está sendo feito nos últimos 60 dias para Yeda reforça essa tese. No lugar da governadora geradora de conflitos, uma Yeda “paz e amor” passou a ser apresentada em todos os meios de comunicação em fotos e manchetes.

Até ano passado a possibilidade de recuperação era real. Um conjunto de elementos indicava que Yeda poderia afirmar seu governo e, um pouco como Lula no pós-mensalão, dar a volta por cima. Agora, não existe mais gerenciamento de imagem que resolva seus problemas. Os que acreditam poder recompor sua viabilidade eleitoral em geral subestimam a inteligência do eleitor. Acham que o marketing e mídia podem tudo.

Os motivos que levaram Lula às alturas na avaliação do cidadão brasileiro são os mesmos que colocam Yeda entre os piores governos da história do Rio Grande. O presidente Lula chegou aos 80% de aprovação por causa da sua política e navegando na contra-mão do PIG. Já Yeda fez o inverso. Com uma proteção permanente do PIG, a governadora hoje tem cerca de 80% de desaprovação. Ou seja, assim como o PIG não derrotou Lula, o PIG não será capaz de reerguer Yeda em 2010.

Políticas inversas
A saga de Yeda Crusius no Rio Grande do Sul repete, em grande medida, a de seus antecessores. Jair Soares, Alceu Colares, Antonio Britto, Olívio Dutra, Germano Rigotto foram governadores que buscaram acertar e acabaram recusados pelo eleitor. Mas Yeda tem uma particularidade: ela sempre dependeu da força das suas ideias e pôde desprezar, em sua trajetória, partidos, forças sociais e soluções de compromisso. Até chegar, quase por acaso, ao cargo que ocupa hoje.

Tudo o que se pensar sobre Lula e suas políticas, deve-se colocar um sinal de negativo para compreender Yeda. Enquanto Lula agrega, Yeda confronta. Enquanto Lula conversa, Yeda briga. Enquanto o Brasil segue em frente, O Rio Grande vai para trás.

Yeda faz um governo que teve a ousadia de instalar uma representação em Brasília chamando-a de “embaixada”, como se o Brasil fosse um outro país. No governo gaúcho, confrontada com uma posição em que, obrigatoriamente, é preciso “fazer política”, Yeda revelou-se incapaz. Sua gestão é uma sucessão de confrontos e feitos inúteis ou negativos, a maior parte deles com os próprios aliados. Incluem-se nesta lista o vice-governador, Paulo Feijó, do DEM; o assessor morto em Brasília, que chegou a ser nomeado “embaixador” da “representação gaúcha”; o “companheiro” Lair Ferst, que teria feito uma delação premiada; o ex-secretário da Segurança Pública, Otávio Germano (PP), que teria a ver com a corrupção no Detran…. A lista é longa e deve frequentar as atas de julgamentos e condenações judiciais nos próximos anos. Diante de tudo isso, Yeda mostrou-se inconfiável ao eleitor. Ela havia prometido “um novo jeito de governar”. O mínimo que deveria ter cumprido seria encarar de um modo diferente a corrupção. Mas, não. Yeda acabou decorando o quarto do neto em sua casa particular com dinheiro público. Comprou puffs e assoalhos emborrachados. E não existe PIG no planeta que consiga justificar isso. Nem vai resolver o PSDB intervir no estado gaúcho, nomeando uma agência paulista para cuidar da imagem de Yeda.

O papel do PIG gaúcho
Já manifestei aqui meu distanciamento crítico quanto ao termo PIG. Esqueçam! Vocês, leitores, me convenceram de que é preciso trabalhar com o conceito. Mas vamos ao que interessa: O PIG gaúcho fez tudo o que podia e não podia por Yeda Crusius. Se alguma coisa vale a minha palavra, eu testemunho: nunca um governante teve tamanha boa vontade da mídia quanto Yeda Crusius. Nem mesmo Antônio Britto foi tão defendido. Yeda teve tudo, tudo, tudo. E ainda está tendo. E, em que pese o peso e importância da mídia na formação da opinião das pessoas, todo o apoio que foi dado à governadora não conseguiu forjar uma imagem positiva de seu governo.

Ao mesmo tempo, o PIG gaúcho vem martelando contra Lula noite e dia nos últimos anos mas também não consegue imprimir uma imagem negativa ao presidente. Ao contrário, hoje Lula tem no RS praticamente os mesmos índices que possui no país. Ou seja, o papel do PIG gaúcho, cada vez mais, é enrolar peixe no dia seguinte.

A vez dos padres casados

Em uma manobra que foge a sua tradição secular, a Igreja Católica Apostólica Romana anunciou na semana passada que incluirá padres casados da Igreja Episcopal Anglicana em seus quadros.

“Agora, a Igreja Católica terá dois tipos de padres: os casados e os celibatários”, resumiu o padre Elias Wolff, assessor da comissão episcopal para o ecumenismo e diálogo inter-religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Em uma prévia do documento que detalhará as regras para a transição, chamado “Constituição Apostólica”, ficou definido que a mudança será permitida apenas aos padres anglicanos e seminaristas – os bispos ficaram de fora. O sacerdote anglicano que pretender se tornar um religioso católico deverá passar por uma reciclagem doutrinária. Ao final do curso, uma prova será ministrada e os aprovados terão status idêntico ao dos padres católicos de origem, o que inclui competência para executar todos os sacramentos.

“Com a decisão, a igreja atende a uma de manda antiga dos anglicanos conservadores, conhecidos como anglocristãos”, explica o padre Wolff. O grupo, avesso a modernidades desde o começo da Igreja Anglicana, cresceu e se distanciou ainda mais dos progressistas nos últimos anos, quando a instituição passou a aceitar, oficialmente, mulheres e homossexuais como bispos. Os detalhes do processo de transição ainda não estão totalmente definidos. O que se sabe é que os anglicanos que optarem pela mudança constituirão uma nova paróquia, e se espera que eles tragam fiéis da igreja antiga para ajudar a constituí-la. A influência dos sacerdotes convertidos dificilmente se estenderá para além dessa área e ele terá liberdade para manter algumas das tradições e ritos que não estejam em desacordo com a doutrina católica apostólica romana.

Para o alto escalão da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, a medida que abre as portas do Vaticano aos anglicanos conservadores não é uma surpresa. O secretário-geral da instituição, reverendo cônego Francisco de Assis da Silva, já tem até uma estimativa para o número de conversões. “Não ultrapassará os 500 mil”, diz ele. Isso representa cerca de 6,5% dos 77 milhões de anglicanos espalhados pelo mundo. No Brasil, onde há 100 mil fiéis, a proporção deve ser a mesma. Em 2003, quando Gene Robinson, abertamente gay, foi nomeado bispo anglicano na Diocese de New Hampshire, nos Estados Unidos, muitos fiéis ensaiaram romper com a instituição. Nem por isso a igreja arredou pé de suas convicções. “A única coisa inquestionável entre nós é a fé”, diz Assis. “Fora ela, todas as outras matérias estão abertas à discussão”, afirma. A Igreja Anglicana também apoia o uso de métodos de controle de natalidade e defende as pesquisas com células-tronco. “Se os estudos têm implicações sociais positivas e levam à preservação da vida, por que não apoiálos?”, questiona Assis. Os católicos, como se sabe, têm opinião contrária. E o Vaticano já antecipou que não admitirá opiniões divergentes nessas questões.

A tolerância e a abertura para o diálogo são parte da identidade da Igreja Episcopal Anglicana. Criada em 1534 pelo rei Henrique VIII, da Inglaterra, ela surgiu em plena reforma protestante, em que tudo era razão para questionamentos, e nasceu como dissidência do catolicismo romano. As razões que teriam culminado com o rompimento da Inglaterra com o Vaticano e a consequente criação da Igreja Anglicana são tão variadas quanto polêmicas. Alguns ainda defendem que a cisma aconteceu porque o rei queria anular seu casamento com a espanhola Catarina de Aragão, o que era e ainda é proibido pela Igreja Católica, e se casar com Ana Bolena, sua amante. Talvez, mas não foi só essa a motivação do monarca. Depois de romper com Roma, o rei se autointitulou líder religioso do país, confiscou propriedades da Igreja Católica nas ilhas britânicas, que não eram poucas, e suspendeu o pagamento anual de impostos da coroa inglesa ao Vaticano. Os mais tradicionais se juntaram em um grupo que acabou conhecido como os anglo-cristãos e hoje permanecem como a porção conservadora do anglicanismo. Já os progressistas assumiram uma identidade de reformistas protestantes e continuam mais abertos às mudanças. Hoje, o anglicano que rumar para a Igreja Católica, seja ele conservador ou progressista, será visto como um agente de transformação.

“Para a Igreja Católica, é interessante acolher um padre anglicano”, afirma o reverendo Aldo Quintão, deão da Catedral Anglicana de São Paulo e ex-frade carmelita. Segundo ele, a maioria dos anglicanos tem formação acadêmica impecável, com passagens por seminários na Inglaterra, berço da religião, e pelos Estados Unidos. Eles elevariam o nível dos sacerdotes católicos, ainda mais numa época em que as vocações estão em baixa. “Acho até sensata a decisão de levar os anglocristãos”, afirma o ex-frade. “O movimento pode ser um sinal de que Roma está aceitando a modernidade de forma enviesada.” Faz sentido.

Não é todo dia que se vê um padre dando sermão a um rebanho de fiéis que pode incluir sua esposa e seus filhos. Mas, ao que tudo indica, isso pode se tornar cada vez mais comum.

Católicos Romanos e Católicos Anglicanos

CIUDAD DEL VATICANO, 20 OCT 2009 (VIS).-El cardenal William Joseph Levada,prefecto de la Congregación para la Doctrina de la Fe y el arzobispo Joseph Augustine Di Noia, O.P., secretario de la Congregación para el Culto Divino y la Disciplina de los Sacramentos, explicaron esta mañana durante un encuentro con periodistas la nota sobre los Ordinariatos Personales para los anglicanos que entran a formar parte de la Iglesia católica.
El cardenal Levada comentó una nota informativa de su dicasterio en la que se dice que “la Iglesia católica responde con una Constitución Apostólica a las peticiones dirigidas a la Santa Sede de grupos de clérigos y fieles anglicanos de diversas partes del mundo, que desean entrar en la plena y visible comunión con ella”.
“En esta Constitución Apostólica -dijo-, el Santo Padre ha introducido una estructura canónica que provee a una reunión corporativa a través de la institución de Ordinariatos Personales, que permitirán a los fieles ex anglicanos entrar en la plena comunión con la Iglesia católica, conservando al mismo tiempo elementos del especifico patrimonio espiritual y litúrgico anglicano. Según el tenor de la Constitución Apostólica, la atención y la guía pastoral para estos grupos de fieles ex anglicanos será asegurada por un Ordinariato Personal, del que el Ordinario será habitualmente nombrado por el clero ex anglicano”.
“La Constitución Apostólica, que está a punto de publicarse, representa una respuesta razonable e incluso necesaria a un fenómeno global, ofreciendo un único modelo canónico para la Iglesia universal adaptable a diversas situaciones locales, y en su aplicación universal, equitativa para los ex anglicanos. Este modelo prevé la posibilidad de la ordenación de clérigos casados ex anglicanos, como sacerdotes católicos. Razones históricas y ecuménicas no permiten la ordenación de hombres casados como obispos, tanto en la Iglesia católica como en las ortodoxas. Por tanto, la Constitución determina que el Ordinario pueda ser o un sacerdote o un obispo no casado.
Los seminaristas del Ordinariato se prepararán junto a otros seminaristas católicos, pero el Ordinariato podrá abrir una casa de formación para responder a necesidades particulares de formación en el patrimonio anglicano”.
“Esta nueva estructura -continúa la nota- está en consonancia con el compromiso en el diálogo ecuménico, que sigue siendo una prioridad para la Iglesia católica, en particular a través de los esfuerzos del Pontificio Consejo para la Promoción de la Unidad de los Cristianos”. En este sentido, el cardenal Levada señaló que “la iniciativa proviene de varios grupos de anglicanos que han declarado que comparten la fe católica común, como expresa el Catecismo de la Iglesia Católica, y que aceptan el ministerio petrino como un elemento querido por Cristo para la Iglesia. Para ellos ha llegado el tiempo de expresar esta unión implícita en una forma visible de plena comunión”.
El purpurado subrayó que “Benedicto XVI espera que el clero y los fieles anglicanos deseosos de la unión con la Iglesia católica encuentren en esta estructura canónica la oportunidad de preservar aquellas tradiciones anglicanas que son preciosas para ellos y conformes con la fe católica. En cuanto expresan en un modo distinto la fe profesada comúnmente, estas tradiciones son un don que hay que compartir en la Iglesia universal. La unión con la Iglesia no exige la uniformidad que ignora las diversidades culturales, como demuestra la historia del cristianismo. Además, las
numerosas y diversas tradiciones hoy presentes en la Iglesia católica están todas enraizadas en el principio formulado por San Pablo en su carta a los Efesios: “Un solo Señor, una sola fe, un solo bautismo”.
“Nuestra comunión -concluyó el cardenal Levada- se ha reforzado por diversidades legítimas como estas, y estamos contentos de que estos hombres y mujeres ofrezcan sus contribuciones particulares a nuestra vida de fe común”.
En una declaración conjunta, los arzobispos de Westminster y Canterbury, respectivamente Vincent Gerard Nichols y Rowan Williams, afirman que el anuncio de la Constitución Apostólica “acaba con un período de incertidumbre para los grupos que nutrían esperanzas de nuevas formas para alcanzar la unidad con la Iglesia católica. Toca ahora a los que han cursado peticiones de ese tipo a la Santa Sede responder a la Constitución Apostólica”, que es “consecuencia del diálogo ecuménico entre la Iglesia Católica y la Comunión Anglicana”.
“El actual diálogo oficial entre la Iglesia Católica y la Comunión Anglicana -subrayan los prelados- sienta las bases para que prosiga nuestra cooperación. Los acuerdos de la Comisión Internacional Anglicano Católica (ARCIC) y de la Comisión Internacional Anglicano Católica para la Unidad y la Misión (IARCCUM) establecen con claridad el camino que seguiremos juntos”.
“Con la ayuda de Dios y de la oración -concluyen- proclamamos nuestra determinación para reforzar el mutuo compromiso actual y la consulta sobre éste y otros argumentos. A nivel local, con el espíritu de la IARCCUM,quisiéramos adoptar el modelo de reuniones entre la Conferencia de Obispos Católicos de Inglaterra y Gales y la Cámara Episcopal de la Iglesia de Inglaterra, centrándonos en la misión común”.
CDF/ANGLICANOS:IGLESIA CATOLICA/LEVADA VIS 091020 (800)

Calendário espanhol retrata santos como transexuais

Associações espanholas de defesa dos direitos dos homossexuais lançaram um calendário com imagens baseadas em conhecidas obras de arte sacra, especialmente aparições da Virgem Maria, mas interpretadas por transexuais.

No chamado Calendário Laico, cada mês está representado por uma livre interpretação de cenas famosas do imaginário católico, como a de Nossa Senhora de Fátima diante dos três pastores. Mas redecorada com a estética gay.

As imagens mostram santas em versões drag queen, usando mantos, coroas, colares, braceletes, tendo preservativos coloridos como aplique e até vibradores no alto das coroas.

Depois do sucesso de uma experiência-piloto – com 500 cópias esgotadas na parada do orgulho gay, em junho -, o calendário laico começa a circular em Madri nesta semana com tiragem de 10 mil exemplares.

Para o Coletivo de Gays, Lésbicas, Transexuais e Bissexuais de Madri (Cogam), autores do polêmico calendário, a publicação tem como objetivo reivindicar que, em um país laico, os feriados santos sejam substituídos por eventos sociais.

O grupo sugere, por exemplo, que 25 de dezembro seja declarado oficialmente o dia da democracia em lugar do Natal.

“E porque não?”, questionou o presidente do Cogam, Miguel Ángel González, em entrevista à BBC Brasil.

“Talvez muita gente prefira comemorar coisas com as que se sente mais identificada, como o dia do meio ambiente ou dia da diversidade.”

‘Provocação’

O calendário deve ser interpretado como provocação ao clero, em um país onde a Igreja, influente, difunde doutrinas contrárias ao homossexualismo e ao uso de preservativos.

“Pode ser que alguém se chateie. Esperamos que nenhum fiel se sinta ofendido, porque não era a intenção, nem vemos nada de vulgar nas fotos”, afirma o ativista.

“Mas também não é uma provocação a onipresença da igreja e a negação da homossexualidade por parte do clero, fazendo uso dos seus ícones? A arte está para isso: para romper os esquemas.”

Alguns fiéis já se sentem ofendidos. O grupo católico Religião e Liberdade, fervente, disse à BBC Brasil que o calendário é uma “ofensa clara e inconstitucional”.

Citando o Código Penal, o vice-presidente da associação, Raúl Mayoral, alega que a publicação vulnera o artigo que prevê penas de oito a doze meses de prisão para quem ofenda os sentimentos dos membros de uma confissão religiosa.

Para os representantes da Plataforma Hazte oír (Faz-te ouvir), uma das organizadoras dos protestos nas ruas de Madri contra o aborto e contra o casamento entre gays, o calendário laico ataca os ícones e valores católicos, mas não surpreende.

“Estamos fartos de ver estes tipos de agressões. Essa inquisição rosa é constante porque os homossexuais espanhóis aproveitam qualquer oportunidade para soltar qualquer barbaridade em nome da liberdade de expressão”, disse à BBC Brasil Nicolás Susena, coordenador da plataforma.

“Depois de ver cartazes na parada do orgulho gay com fotos do Papa Bento 16 e a frase ‘cuidado com o pastor alemão’ o que vamos esperar desta gente? É revoltante e me dá vergonha de ser espanhol numa sociedade deste nível.”

Diocese dos EUA pede falência devido a casos de abuso sexual Mulher rezando

Uma diocese católica do Estado americano de Delaware entrou com pedido de falência na noite de domingo na véspera de um julgamento sobre abusos sexuais cometidos por padres.

A medida adia automaticamente o julgamento, que estava previsto para esta segunda-feira.

O bispo da diocese de Wilmington, que abrange os Estados de Delaware e Maryland, disse que o pedido de falência seria a melhor forma de beneficiar todas as vítimas, mas a decisão foi criticada pelo advogado que acusa a instituição religiosa.

O bispo Francis Malooly argumenta, em um texto publicado no site da diocese na internet, que as negociações da Igreja com oito vítimas de abuso sexual fracassaram.

‘Dolorosa’

Caso eles ganhassem o processo nesta segunda-feira, a quantia pedida deixaria a diocese sem recursos para pagar outras 133 pessoas que têm processos semelhantes contra a instituição.

“Esta é uma decisão dolorosa, uma que eu esperei e rezei para que nunca tivesse que fazer”, disse Malooly, no texto.

“Entrar com um pedido no Capítulo 11 [da lei de falência] é a melhor oportunidade, dados os recursos limitados, para dar o tratamento mais justo possível a todas as vítimas de abuso sexual por padres da nossa diocese.”

Para o advogado Thomas Neuberger, que representa 88 vítimas, a medida foi uma forma desesperada da diocese para impedir que a verdade fosse revelada, já que a Igreja teria de apresentar documentos às autoridades durante o julgamento.

“Este pedido é o mais recente e triste capítulo na história de décadas de acobertamento destes crimes condenáveis para manter em segredo a responsabilidade e cumplicidade do abuso de centenas de crianças católicas”, disse Neuberger, em nota à imprensa.

Wilmington é a sétima diocese americana a pedir falência devido a prejuízos provocados por escândalos sexuais. A primeira a fazê-lo foi a arquidiocese de Boston, em 2002.

Até agora, a diocese pagou US$ 6,2 milhões a vítimas de abusos. O maior pagamento do tipo até hoje foi feito pela arquidiocese de Los Angeles, que em julho de 2007 desembolsou US$ 660 milhões com 508 vítimas.

O Brasil é líder no combate à fome entre os países em desenvolvimento, de acordo com um ranking elaborado pela ONG antipobreza Action Aid e publicado nesta sexta-feira para marcar o Dia Mundial da Alimentação.

Segundo o documento, o país demonstra “o que pode ser atingido quando o Estado tem recursos e boa vontade para combater a fome”.

A lista foi elaborada a partir de pesquisas sobre as políticas sociais contra a fome em governos de 50 países. A partir da análise, a ONG preparou dois rankings – um com os países em desenvolvimento, onde o Brasil aparece em 1º lugar, e o outro com os países desenvolvidos, liderado por Luxemburgo.

Em último lugar na lista dos desenvolvidos está a Nova Zelândia, abaixo dos Estados Unidos. Entre os países em desenvolvimento, a República Democrática do Congo e Burundi aparecem nas últimas colocações.

Segundo a diretora de políticas da Action Aid, Anne Jellema, “é o papel do Estado e não o nível de riqueza que determina o progresso em relação à fome”.

Brasil

O documento elogia os esforços do governo brasileiro em adotar programas sociais para lidar com o problema da fome no país e destaca os programas Bolsa Família e Fome Zero.

“O Fome Zero lançou um pacote impressionante de políticas para lidar com a fome – incluindo transferências de dinheiro, bancos de alimentação e cozinhas comunitárias. O projeto atingiu mais de 44 milhões de brasileiros famintos”, diz o texto.

Segundo o relatório, o programa ainda ajudou a reduzir a subnutrição infantil em 73%.

A ONG afirma ainda que o Brasil é “exemplar” no exercício do direito ao alimento e cita a Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (Losan 2006) e o Ministério do Combate à Fome como medidas de que exemplificam que o direito à alimentação está sendo cada vez mais reconhecido como direito fundamental.

Apesar do aspecto positivo, a ONG afirma que o Brasil “ainda tem áreas em que pode melhorar” e cita o desafio de incluir os trabalhadores sem terra e pequenos agricultores nos programas sociais de alimentação.

“É imperativo que famílias em pequenas fazendas também estejam protegidas da expansão dos enormes programas industriais de biocombustíveis do Brasil”, afirma o relatório.

Índia

Em segundo lugar no ranking dos países em desenvolvimento aparece a China, seguida por Gana (3º) e Vietnã (4º).

A Action Aid destaca a redução no número de famintos na China – 58 milhões em dez anos – e elogia os esforços do governo em apoiar os pequenos agricultores.

Em contrapartida, o documento critica a Índia onde, segundo o relatório, 30 milhões de pessoas teriam entrado para a taxa dos famintos desde a metade dos anos 90.

Além disso, a ONG destaca que 46% das crianças estão abaixo do peso e subnutridas no país.

“A fome existe não porque não há alimento suficiente na Índia, mas porque as pessoas não conseguem chegar até ele. O governo indiano enfrenta um enorme desafio para proteger os direitos dos pobres”, diz o texto.

Ricos

Não só os esforços e as políticas dos governos de países em desenvolvimento e mais pobres são criticados no documento divulgado nesta sexta-feira.

No ranking dos países desenvolvidos, atrás de Luxemburgo está a Finlândia (2º) e a Irlanda (3º), com a Nova Zelândia(22º) e os Estados Unidos (21º) nas últimas colocações.

A ONG acusa o governo neozelandês de ordenar cortes acentuados no incentivo oficial à agricultura e classifica o incentivo do governo americano à agricultura como “mesquinho”.

“A contribuição (desses países) para expandir programas de segurança social permanece insignificante”, diz o documento, agregando Grécia, Portugal e Itália.