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Há mais muçulmanos do que católicos no mundo, diz Vaticano

Muçulmanos em oração (arquivo)
Muçulmanos já são quase 20% da população mundial, diz Vaticano

O número de muçulmanos superou, pela primeira vez, o de católicos, fazendo do Islamismo seja a religião com maior número de adeptos no mundo, de acordo com o Vaticano.

Dados recolhidos em 2006 indicam que 19,2% da população mundial é formada por muçulmanos, enquanto 17,4% são católicos, disse o editor do Anuário Pontifício, monsenhor Vittorio Formenti, em entrevista publicada na edição deste domingo do jornal do Vaticano, L’Osservatore Romano.

Formenti diz, contudo, que o número de cristãos pode chegar a 33%, se forem levados em conta também os adeptos da igreja ortodoxa, os anglicanos e os protestantes.

Entre os católicos, a proporção, 49,8%, está na América Latina, segundo o editor do anuário do Vaticano.

O Anuário diz que a proporção da população de católicos do mundo é razoavelmente estável, mas a porcentagem de muçulmanos vem aumentando por causa da alta taxa de natalidade neste grupo.

Há mais muçulmanos do que católicos no mundo, diz Vaticano

Muçulmanos em oração (arquivo)
Muçulmanos já são quase 20% da população mundial, diz Vaticano

O número de muçulmanos superou, pela primeira vez, o de católicos, fazendo do Islamismo seja a religião com maior número de adeptos no mundo, de acordo com o Vaticano.

Dados recolhidos em 2006 indicam que 19,2% da população mundial é formada por muçulmanos, enquanto 17,4% são católicos, disse o editor do Anuário Pontifício, monsenhor Vittorio Formenti, em entrevista publicada na edição deste domingo do jornal do Vaticano, L’Osservatore Romano.

Formenti diz, contudo, que o número de cristãos pode chegar a 33%, se forem levados em conta também os adeptos da igreja ortodoxa, os anglicanos e os protestantes.

Entre os católicos, a proporção, 49,8%, está na América Latina, segundo o editor do anuário do Vaticano.

O Anuário diz que a proporção da população de católicos do mundo é razoavelmente estável, mas a porcentagem de muçulmanos vem aumentando por causa da alta taxa de natalidade neste grupo.

'Bispo britânico quer ordenar homens casados'

Homens casados não devem ser impedidos de ser padres, diz bispo

Um dos principais representantes da Igreja Católica na Grã-Bretanha, o bispo Malcolm McMahon, da cidade de Nottingham, afirmou que homens casados deveriam ter direito ao sacerdócio, de acordo com uma reportagem publicada pelo The Sunday Telegraph neste domingo.

Segundo o semanário, McMahon é considerado um dos possíveis sucessores do cardeal Cormac Murphy-O’Connor, que deve entregar o cargo no ano que vem, na liderança da Igreja na Grã-Bretanha.

McMahon afirmou ao Telegraph que em certos casos, a suspensão do voto de celibato, vigente desde o século 11 é uma “questão de justiça”.

“É uma questão de justiça para aqueles homens que querem ser sacerdotes e ter uma esposa. O casamento não deveria separá-los da sua vocação, mas eles têm de ter se casado antes de serem ordenados”, disse o líder católico.

Os católicos já abriram exceções para sacerdotes anglicanos casados, que foram admitidos pela Igreja, após abandonarem o Anglicanismo por serem contrários à ordenação de mulheres.

‘Vida em família’

O episódio teria causado problemas no clero, com alguns padres se queixando de injustiça, segundo o bispo britânico.

De acordo com a reportagem do jornal britânico, nos últimos 30 anos, estima-se que cerca de 150 mil homens tenham desistido do sacerdócio para se casar, e muitos deles estariam dispostos a voltar à batina, desde que casados.

McMahon disse acreditar que padres casados enriquecem a Igreja.

“Eles trazem experiências reais de vida em família. Acho que são excelentes para pregar para mulheres.”

Em 2006, o papa Bento 16º vetou planos que permitiriam o casamento de padres, ao reafirmar a importância do celibato. Um arcebispo chegou a ser excomungado por ter ordenado quatro homens casados.

Essa não é a primeira vez que o nome de McMahon está envolvido em questões polêmicas para a Igreja.

Em 2001, uma reportagem afirmou que o religioso defendia pessoalmente a ordenação de mulheres. No entanto, dias depois, o bispo afirmou ter sido mal interpretado.

‘Bispo britânico quer ordenar homens casados’

Homens casados não devem ser impedidos de ser padres, diz bispo

Um dos principais representantes da Igreja Católica na Grã-Bretanha, o bispo Malcolm McMahon, da cidade de Nottingham, afirmou que homens casados deveriam ter direito ao sacerdócio, de acordo com uma reportagem publicada pelo The Sunday Telegraph neste domingo.

Segundo o semanário, McMahon é considerado um dos possíveis sucessores do cardeal Cormac Murphy-O’Connor, que deve entregar o cargo no ano que vem, na liderança da Igreja na Grã-Bretanha.

McMahon afirmou ao Telegraph que em certos casos, a suspensão do voto de celibato, vigente desde o século 11 é uma “questão de justiça”.

“É uma questão de justiça para aqueles homens que querem ser sacerdotes e ter uma esposa. O casamento não deveria separá-los da sua vocação, mas eles têm de ter se casado antes de serem ordenados”, disse o líder católico.

Os católicos já abriram exceções para sacerdotes anglicanos casados, que foram admitidos pela Igreja, após abandonarem o Anglicanismo por serem contrários à ordenação de mulheres.

‘Vida em família’

O episódio teria causado problemas no clero, com alguns padres se queixando de injustiça, segundo o bispo britânico.

De acordo com a reportagem do jornal britânico, nos últimos 30 anos, estima-se que cerca de 150 mil homens tenham desistido do sacerdócio para se casar, e muitos deles estariam dispostos a voltar à batina, desde que casados.

McMahon disse acreditar que padres casados enriquecem a Igreja.

“Eles trazem experiências reais de vida em família. Acho que são excelentes para pregar para mulheres.”

Em 2006, o papa Bento 16º vetou planos que permitiriam o casamento de padres, ao reafirmar a importância do celibato. Um arcebispo chegou a ser excomungado por ter ordenado quatro homens casados.

Essa não é a primeira vez que o nome de McMahon está envolvido em questões polêmicas para a Igreja.

Em 2001, uma reportagem afirmou que o religioso defendia pessoalmente a ordenação de mulheres. No entanto, dias depois, o bispo afirmou ter sido mal interpretado.

Demissão de freiras que se negaram a fazer faxina causa protestos na Itália

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story2007/11071114_valquiriafreirasebc.shtml


Vaticano
Até o momento, o Vaticano não revogou a decisão sobre as freiras

O afastamento de três freiras missionárias de Santa Gemma que se negaram a fazer trabalhos domésticos em uma paróquia, na região do Lácio, causou revolta entre os fiéis da cidade de cerca de 60 mil habitantes.

Há sete anos na paróquia, as freiras eram responsáveis pela catequese e pela pastoral juvenil.

No entanto, em outubro, no momento da renovação do contrato de colaboração entre a paróquia e a ordem das irmãs, o bispo da diocese de Albano decidiu que elas deveriam prestar serviços “materiais” a dois sacerdotes por 800 euros mensais, cerca de R$ 2.060 reais divididos entre as três.

Insatisfeita, a madre superiora considerou a proposta inaceitável e o bispo Marcello Semeraro decidiu afastar as irmãs.

‘Tarefas de mulher’

“Lavar, passar, cozinhar, arrumar o guarda-roupa são tarefas que podem ser feitas por uma mãe, por uma mulher que trabalha fora e também por nós. Isso não é um problema”, disse à BBC Brasil uma missionária de Santa Gemma, que pediu para não ser identificada.

“Mas, na igreja, estavam três irmãs preparadas para a pastoral. A madre superiora não aceitou que, de uma hora para outra, passassem a servir os sacerdotes.”

A decisão do bispo motivou a revolta dos fiéis que prepararam um abaixo-assinado com mais de 1,5 mil assinaturas pedindo o retorno das religiosas.

O documento dos paroquianos diz que as missionárias foram discriminadas e “caçadas” por se negarem a fazer serviços domésticos.

“Não escondemos a nossa amargura e incredulidade, porque somos conscientes de que as irmãs constituem uma presença evangelizadora importante”, diz um trecho da carta enviada ao bispo.

Único jeito

Eles sabem o incômodo que a carta causou ao bispo Semeraro, mas acham que o protesto é a única maneira de trazê-las de volta.

“Estamos diante de uma hierarquia eclesiástica que reconhece um papel sob medida para as mulheres consagradas: primeiro, elas “passam pela casa” do pároco e trabalham como donas-de-casa. Só depois, podem ascender e prestar serviços em favor do povo de Cristo, em todas as formas necessárias”, diz a carta dos fiéis.

A nota diz ainda que “ninguém na Cúria parece ter considerado que as irmãs são uma referência espiritual para a vida das pessoas”.

Contrários a transformar as missionárias de “esposas de Cristo” a servas dos párocos, os fiéis prometem não desistir até o retorno das três irmãs.

Até o momento, os paroquianos não foram atendidos e as religiosas seguem fora da paróquia.

Demissão de freiras que se negaram a fazer faxina causa protestos na Itália

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story2007/11071114_valquiriafreirasebc.shtml


Vaticano
Até o momento, o Vaticano não revogou a decisão sobre as freiras

O afastamento de três freiras missionárias de Santa Gemma que se negaram a fazer trabalhos domésticos em uma paróquia, na região do Lácio, causou revolta entre os fiéis da cidade de cerca de 60 mil habitantes.

Há sete anos na paróquia, as freiras eram responsáveis pela catequese e pela pastoral juvenil.

No entanto, em outubro, no momento da renovação do contrato de colaboração entre a paróquia e a ordem das irmãs, o bispo da diocese de Albano decidiu que elas deveriam prestar serviços “materiais” a dois sacerdotes por 800 euros mensais, cerca de R$ 2.060 reais divididos entre as três.

Insatisfeita, a madre superiora considerou a proposta inaceitável e o bispo Marcello Semeraro decidiu afastar as irmãs.

‘Tarefas de mulher’

“Lavar, passar, cozinhar, arrumar o guarda-roupa são tarefas que podem ser feitas por uma mãe, por uma mulher que trabalha fora e também por nós. Isso não é um problema”, disse à BBC Brasil uma missionária de Santa Gemma, que pediu para não ser identificada.

“Mas, na igreja, estavam três irmãs preparadas para a pastoral. A madre superiora não aceitou que, de uma hora para outra, passassem a servir os sacerdotes.”

A decisão do bispo motivou a revolta dos fiéis que prepararam um abaixo-assinado com mais de 1,5 mil assinaturas pedindo o retorno das religiosas.

O documento dos paroquianos diz que as missionárias foram discriminadas e “caçadas” por se negarem a fazer serviços domésticos.

“Não escondemos a nossa amargura e incredulidade, porque somos conscientes de que as irmãs constituem uma presença evangelizadora importante”, diz um trecho da carta enviada ao bispo.

Único jeito

Eles sabem o incômodo que a carta causou ao bispo Semeraro, mas acham que o protesto é a única maneira de trazê-las de volta.

“Estamos diante de uma hierarquia eclesiástica que reconhece um papel sob medida para as mulheres consagradas: primeiro, elas “passam pela casa” do pároco e trabalham como donas-de-casa. Só depois, podem ascender e prestar serviços em favor do povo de Cristo, em todas as formas necessárias”, diz a carta dos fiéis.

A nota diz ainda que “ninguém na Cúria parece ter considerado que as irmãs são uma referência espiritual para a vida das pessoas”.

Contrários a transformar as missionárias de “esposas de Cristo” a servas dos párocos, os fiéis prometem não desistir até o retorno das três irmãs.

Até o momento, os paroquianos não foram atendidos e as religiosas seguem fora da paróquia.

Cientistas encontram registro 'mais antigo de escrita hebraica'

Caco de cerâmica com escrita supostamente hebraica
Caco de cerâmica mostra cinco linhas de uma escritura

Cinco linhas escritas em um caco de vaso de cerâmica podem ser o exemplo mais antigo da escrita hebraica já descoberto, segundo arqueólogos israelenses.

O caco de cerâmica foi encontrado por um adolescente que participa como voluntário das escavações em um sítio arqueológico vinte quilômetros ao sudoeste de Jerusalém.

Especialistas da Universidade Hebraica afirmam que testes de carbono feitos em caroços de azeitona encontrados na mesma camada indicam que ele data de cerca de 3 mil anos atrás – mil anos a mais do que as Escrituras do Mar Morto.

Outros cientistas, no entanto, afirmam que são necessários mais estudos para provar se a escrita é realmente hebraica.

As primeiras investigações sobre a escrita do caco encontrado em julho passado decifraram algumas palavras, entre elas “juiz”, “escravo” e “rei”.

As letras parecem ter sido escritas em caracteres precursores do alfabeto hebraico.

Rei Davi

O arqueólogo Yosef Garfinkel, que está liderando a pesquisa, identificou o alfabeto com base em um verbo de três letras que significa “fazer” e que seria usado apenas em hebraico.

O fragmento de cerâmica e outros artefatos foram encontrados no sítio de Khirbet Qeiyafa, sobre o Vale de Elah, onde a Bíblia afirma que o israelense Davi lutou contra o gigante filisteu Golias.

Segundo o arqueólogo, as descobertas podem trazer alguma luz sobre o período do reinado do Rei Davi.

Mas outros arqueólogos afirmam que outros povos usavam os mesmos caracteres, e as palavras podem ter sido inscritas por filisteus ou até outro grupo já esquecido.

Ainda assim, este é o exemplo mais antigo de escrita neste alfabeto em particular.

Cientistas encontram registro ‘mais antigo de escrita hebraica’

Caco de cerâmica com escrita supostamente hebraica
Caco de cerâmica mostra cinco linhas de uma escritura

Cinco linhas escritas em um caco de vaso de cerâmica podem ser o exemplo mais antigo da escrita hebraica já descoberto, segundo arqueólogos israelenses.

O caco de cerâmica foi encontrado por um adolescente que participa como voluntário das escavações em um sítio arqueológico vinte quilômetros ao sudoeste de Jerusalém.

Especialistas da Universidade Hebraica afirmam que testes de carbono feitos em caroços de azeitona encontrados na mesma camada indicam que ele data de cerca de 3 mil anos atrás – mil anos a mais do que as Escrituras do Mar Morto.

Outros cientistas, no entanto, afirmam que são necessários mais estudos para provar se a escrita é realmente hebraica.

As primeiras investigações sobre a escrita do caco encontrado em julho passado decifraram algumas palavras, entre elas “juiz”, “escravo” e “rei”.

As letras parecem ter sido escritas em caracteres precursores do alfabeto hebraico.

Rei Davi

O arqueólogo Yosef Garfinkel, que está liderando a pesquisa, identificou o alfabeto com base em um verbo de três letras que significa “fazer” e que seria usado apenas em hebraico.

O fragmento de cerâmica e outros artefatos foram encontrados no sítio de Khirbet Qeiyafa, sobre o Vale de Elah, onde a Bíblia afirma que o israelense Davi lutou contra o gigante filisteu Golias.

Segundo o arqueólogo, as descobertas podem trazer alguma luz sobre o período do reinado do Rei Davi.

Mas outros arqueólogos afirmam que outros povos usavam os mesmos caracteres, e as palavras podem ter sido inscritas por filisteus ou até outro grupo já esquecido.

Ainda assim, este é o exemplo mais antigo de escrita neste alfabeto em particular.

Fé e Deus nas eleições dos EUA

por Rogério Simões – 28/10/2008, 05:49 PM

barack.jpgO presidente Goerge W. Bush consolidou a associação de líderes conservadores americanos com Deus. “Quanto mais tempo passamos com Deus, mais nós vemos que Ele não é um rei distante, mas um amoroso pai”, disse Bush durante um discurso. Se as urnas reproduzirem o que dizem as mais recentes pesquisas de opinião, os Estados Unidos em breve mudarão de rumo, seguindo um caminho mais liberal, voltando ao comando democrata. Mas, se o senador Barack Obama for eleito presidente no próximo dia 4, a inspiração divina continuará na Casa Branca, como ele já deixou claro ao longo de sua campanha. “Eu quero que vocês orem para que eu possa ser um instrumento de Deus”, afirmou Obama em um encontro com seguidores.

As falas acima aparecem em um documentário da BBC que lança uma luz sobre o atual estado da superpotência mundial, a partir de uma perspectiva histórica. O historiador britânico Simon Schama, professor da Universidade de Columbia, em Nova York, analisou, entre outros temas, o papel da religião na formação e no desenvolvimento da nação americana. Na série para a TV, The American Future: A History” (O Futuro Americano: uma História), exibida dias atrás aqui na Grã-Bretanha, Schama mostrou em um dos episódios como a religião, e especialmente o exercício da liberdade religiosa, é central na história dos Estados Unidos. Afinal, os pioneiros que cruzaram o Atlântico buscavam construir comunidades onde pudessem orar da forma que quisessem, liberdade garantida no Estatuto da Liberdade Religiosa da Virgínia, elaborado por Thomas Jefferson.

Esse aspecto da história americana é explorado de forma didática e inteligente por Schama, que em seguida traz para a realidade atual a importância da fé em Deus. “Cristãos evangélicos suspeitam que o candidato republicano, John McCain, não seja exatamente seu homem”, diz o historiador. “Desta vez, é o candidato democrata, Barack Obama, quem invoca a fé como sua inspiração.”

A fé de Obama quase o colocou em apuros meses atrás, quando sua associação com o reverendo Jeremiah Wright, seu ex-pastor em uma igreja da comunidade negra de Chicago, foi explorada na disputa pela indicação democrata. Wright, em seus sermões incendiários, atacava a nação e o ex-presidente Bill Clinton. Dizia que os Estados Unidos praticavam terrorismo no exterior e falava em uma “América branca”. Barack Obama viu-se forçado a responder e o fez em um discurso que se tornou histórico e ficou conhecido como o “discurso sobre raça”. No pronunciamento, Obama atacou de frente a questão racial no país e criticou as declarações do seu ex-pastor. Mas também falou da importância de Wright para sua formação moral e do papel da religião na sua vida. “O homem que eu conheci há mais de 20 anos é um homem que ajudou a me apresentar para a fé cristã, que falou para mim das obrigações de amarmos uns aos outros, de cuidar dos enfermos e ajudar os pobres.” Barack Obama diz ser um homem de Deus, e a fé tem sido central na sua tentativa de se tornar o primeiro negro na Casa Branca.

O republicano John McCain raramente fala de Deus ou de religião. Ele freqüenta a igreja, mas não tem a fé como uma de suas armas políticas. Sua candidata a vice, Sarah Palin, é amada por religiosos conservadores, mas sua presença na chapa não foi suficiente para dar um toque evangélico na campanha republicana. Após oito anos de Bush clamando ter o Criador ao seu lado, divulgando a partir de Washington uma versão conservadora de religião, apoiado numa aliança da direita cristã com conservadores judeus, a inspiração divina nos Estados Unidos agora é outra. Nesta eleição Deus parece estar do lado democrata.

Fé e Deus nas eleições dos EUA

por Rogério Simões – 28/10/2008, 05:49 PM

barack.jpgO presidente Goerge W. Bush consolidou a associação de líderes conservadores americanos com Deus. “Quanto mais tempo passamos com Deus, mais nós vemos que Ele não é um rei distante, mas um amoroso pai”, disse Bush durante um discurso. Se as urnas reproduzirem o que dizem as mais recentes pesquisas de opinião, os Estados Unidos em breve mudarão de rumo, seguindo um caminho mais liberal, voltando ao comando democrata. Mas, se o senador Barack Obama for eleito presidente no próximo dia 4, a inspiração divina continuará na Casa Branca, como ele já deixou claro ao longo de sua campanha. “Eu quero que vocês orem para que eu possa ser um instrumento de Deus”, afirmou Obama em um encontro com seguidores.

As falas acima aparecem em um documentário da BBC que lança uma luz sobre o atual estado da superpotência mundial, a partir de uma perspectiva histórica. O historiador britânico Simon Schama, professor da Universidade de Columbia, em Nova York, analisou, entre outros temas, o papel da religião na formação e no desenvolvimento da nação americana. Na série para a TV, The American Future: A History” (O Futuro Americano: uma História), exibida dias atrás aqui na Grã-Bretanha, Schama mostrou em um dos episódios como a religião, e especialmente o exercício da liberdade religiosa, é central na história dos Estados Unidos. Afinal, os pioneiros que cruzaram o Atlântico buscavam construir comunidades onde pudessem orar da forma que quisessem, liberdade garantida no Estatuto da Liberdade Religiosa da Virgínia, elaborado por Thomas Jefferson.

Esse aspecto da história americana é explorado de forma didática e inteligente por Schama, que em seguida traz para a realidade atual a importância da fé em Deus. “Cristãos evangélicos suspeitam que o candidato republicano, John McCain, não seja exatamente seu homem”, diz o historiador. “Desta vez, é o candidato democrata, Barack Obama, quem invoca a fé como sua inspiração.”

A fé de Obama quase o colocou em apuros meses atrás, quando sua associação com o reverendo Jeremiah Wright, seu ex-pastor em uma igreja da comunidade negra de Chicago, foi explorada na disputa pela indicação democrata. Wright, em seus sermões incendiários, atacava a nação e o ex-presidente Bill Clinton. Dizia que os Estados Unidos praticavam terrorismo no exterior e falava em uma “América branca”. Barack Obama viu-se forçado a responder e o fez em um discurso que se tornou histórico e ficou conhecido como o “discurso sobre raça”. No pronunciamento, Obama atacou de frente a questão racial no país e criticou as declarações do seu ex-pastor. Mas também falou da importância de Wright para sua formação moral e do papel da religião na sua vida. “O homem que eu conheci há mais de 20 anos é um homem que ajudou a me apresentar para a fé cristã, que falou para mim das obrigações de amarmos uns aos outros, de cuidar dos enfermos e ajudar os pobres.” Barack Obama diz ser um homem de Deus, e a fé tem sido central na sua tentativa de se tornar o primeiro negro na Casa Branca.

O republicano John McCain raramente fala de Deus ou de religião. Ele freqüenta a igreja, mas não tem a fé como uma de suas armas políticas. Sua candidata a vice, Sarah Palin, é amada por religiosos conservadores, mas sua presença na chapa não foi suficiente para dar um toque evangélico na campanha republicana. Após oito anos de Bush clamando ter o Criador ao seu lado, divulgando a partir de Washington uma versão conservadora de religião, apoiado numa aliança da direita cristã com conservadores judeus, a inspiração divina nos Estados Unidos agora é outra. Nesta eleição Deus parece estar do lado democrata.