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Número de pobres cai 20,9% de 2002 a 2008, diz Ipea


O percentual de pobres nas principais regiões metropolitanas do Brasil caiu 20,9% entre 2002 e 2008, enquanto o porcentual de ricos permaneceu estável, apontam os dados de um novo estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), divulgado nesta terça-feira em Brasília.

Em 2002, havia 14.352.753 indivíduos considerados pobres no país (renda igual ou inferior a R$ 207,50), em 2007, este número estava em 11.756.563. Segundo as projeções do Ipea, esse total deverá diminuir ainda mais em 2008.

A melhora foi ainda mais acentuada no percentual de indigentes (quem recebe um quarto do salário mínimo): de 5,57 milhões para 3,12 milhões de pessoas em 2008 – ou uma queda de 43,8%.

A parcela dos ricos, ou aqueles que pertencem a famílias com rendimento mensal de 40 salários mínimos ou mais (R$ 16,6 mil), voltou ao patamar de 2002 (1%) em 2007. Em 2008 esse percentual deverá permanecer estável, segundo o Ipea.

Em 2003, esse grupo havia caído para 0,8% – uma “importante redução de 20%”, destaca o estudo, mas começou a crescer de novo em 2005.

Elaborada pelo presidente do Ipea, Marcio Pochmann, a pesquisa Pobreza e riqueza no Brasil metropolitano analisou seis regiões metropolitanas: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Salvador.

Essas regiões concentram 25,4% da população brasileira, em torno de 17% dos pobres do país e 42% dos ricos, de acordo com dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).

A maior queda no número de pobres ocorreu na região metropolitana de Belo Horizonte, onde o contingente de caiu de 38,3% em 2002 para 24,1% em 2007 e, segundo projeções, deverá chegar a 23,1% em 2008.

Recife, com 44,9% de pobres, e Salvador, com 39,2%, são as regiões metropolitanas com maiores índices de pobreza em 2007, de acordo com a pesquisa.

São Paulo e Porto Alegre, por sua vez, têm as menores taxas de pobreza, 21,9% e 20,6% – respectivamente.

Segundo as projeções do Ipea para 2008, São Paulo ganha de longe de todas as regiões metropolitanas, com 4 milhões de pobres (ou 35,7% do total de pobres no conjunto das regiões metropolitanas).

O Rio de Janeiro está em segundo lugar nos números absolutos, com 2,6 milhões de pobres (22,3%). Por outro lado, o estudo ressalta que as duas principais capitais do Sudeste também tiveram a queda mais expressiva no número de pobres – 1.152 milhão de pessoas saíram dessa condição em São Paulo e 571 mil na região metropolitana do Rio.

A região metropolitana de Recife foi a que mais ganhou participação no contingente de pobres no país no período analisado no estudo, passando de 12,2% em 2002 para 13,6% em 2007.

Além de ter tido os maiores avanços na questão da pobreza, BH foi a única região metropolitana que em 2007 aumentou a participação dos mais ricos na sua população (de 0,7% para 1,0%) em relação a 2002.

O estudo ressalta, porém, que tomando como base o ano de 2003, “verifica-se que todas as regiões metropolitanas tiveram, em 2007, maior peso relativo dos indivíduos pertencentes às famílias com rendimento mensal acima de 40 salários mínimos mensais”.

Se considerado a total da população “rica” nas regiões metropolitanas, 50,9% delas estão em São Paulo, 21,4% no Rio, 10,6% em Belo Horizonte, 7,1% em Salvador, 5,2% em Recife e 4,5% em Porto Alegre.

Embora o estudo não meça variações na renda da classe média, o Ipea interpreta os números como uma demonstração de que “o crescimento produtivo do país veio acompanhado de uma melhora na renda das famílias em todas as faixas”.

Por outro lado, o instituto ligado ao Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República diz ser “necessário notar que os significativos ganhos de produtividade não estão sendo repassados aos salários, indicando que os detentores dos meios de produção podem estar se apoderando de parcela crescente da renda nacional”.

A fim de demonstrar isso, o Ipea destaca o contraste aumento da produção física da indústria brasileira, de 28,1%, e dos ganhos de produtividade do trabalhador, de 2,6%, com os ganhos na folha de pagamento do trabalhador, de apenas 10,5%.

“Noutras palavras, a remuneração dos trabalhadores não tem acompanhado plenamente os ganhos de produtividade da indústria brasileira”, conclui o estudo.

Número de pobres cai 20,9% de 2002 a 2008, diz Ipea


O percentual de pobres nas principais regiões metropolitanas do Brasil caiu 20,9% entre 2002 e 2008, enquanto o porcentual de ricos permaneceu estável, apontam os dados de um novo estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), divulgado nesta terça-feira em Brasília.

Em 2002, havia 14.352.753 indivíduos considerados pobres no país (renda igual ou inferior a R$ 207,50), em 2007, este número estava em 11.756.563. Segundo as projeções do Ipea, esse total deverá diminuir ainda mais em 2008.

A melhora foi ainda mais acentuada no percentual de indigentes (quem recebe um quarto do salário mínimo): de 5,57 milhões para 3,12 milhões de pessoas em 2008 – ou uma queda de 43,8%.

A parcela dos ricos, ou aqueles que pertencem a famílias com rendimento mensal de 40 salários mínimos ou mais (R$ 16,6 mil), voltou ao patamar de 2002 (1%) em 2007. Em 2008 esse percentual deverá permanecer estável, segundo o Ipea.

Em 2003, esse grupo havia caído para 0,8% – uma “importante redução de 20%”, destaca o estudo, mas começou a crescer de novo em 2005.

Elaborada pelo presidente do Ipea, Marcio Pochmann, a pesquisa Pobreza e riqueza no Brasil metropolitano analisou seis regiões metropolitanas: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Salvador.

Essas regiões concentram 25,4% da população brasileira, em torno de 17% dos pobres do país e 42% dos ricos, de acordo com dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).

A maior queda no número de pobres ocorreu na região metropolitana de Belo Horizonte, onde o contingente de caiu de 38,3% em 2002 para 24,1% em 2007 e, segundo projeções, deverá chegar a 23,1% em 2008.

Recife, com 44,9% de pobres, e Salvador, com 39,2%, são as regiões metropolitanas com maiores índices de pobreza em 2007, de acordo com a pesquisa.

São Paulo e Porto Alegre, por sua vez, têm as menores taxas de pobreza, 21,9% e 20,6% – respectivamente.

Segundo as projeções do Ipea para 2008, São Paulo ganha de longe de todas as regiões metropolitanas, com 4 milhões de pobres (ou 35,7% do total de pobres no conjunto das regiões metropolitanas).

O Rio de Janeiro está em segundo lugar nos números absolutos, com 2,6 milhões de pobres (22,3%). Por outro lado, o estudo ressalta que as duas principais capitais do Sudeste também tiveram a queda mais expressiva no número de pobres – 1.152 milhão de pessoas saíram dessa condição em São Paulo e 571 mil na região metropolitana do Rio.

A região metropolitana de Recife foi a que mais ganhou participação no contingente de pobres no país no período analisado no estudo, passando de 12,2% em 2002 para 13,6% em 2007.

Além de ter tido os maiores avanços na questão da pobreza, BH foi a única região metropolitana que em 2007 aumentou a participação dos mais ricos na sua população (de 0,7% para 1,0%) em relação a 2002.

O estudo ressalta, porém, que tomando como base o ano de 2003, “verifica-se que todas as regiões metropolitanas tiveram, em 2007, maior peso relativo dos indivíduos pertencentes às famílias com rendimento mensal acima de 40 salários mínimos mensais”.

Se considerado a total da população “rica” nas regiões metropolitanas, 50,9% delas estão em São Paulo, 21,4% no Rio, 10,6% em Belo Horizonte, 7,1% em Salvador, 5,2% em Recife e 4,5% em Porto Alegre.

Embora o estudo não meça variações na renda da classe média, o Ipea interpreta os números como uma demonstração de que “o crescimento produtivo do país veio acompanhado de uma melhora na renda das famílias em todas as faixas”.

Por outro lado, o instituto ligado ao Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República diz ser “necessário notar que os significativos ganhos de produtividade não estão sendo repassados aos salários, indicando que os detentores dos meios de produção podem estar se apoderando de parcela crescente da renda nacional”.

A fim de demonstrar isso, o Ipea destaca o contraste aumento da produção física da indústria brasileira, de 28,1%, e dos ganhos de produtividade do trabalhador, de 2,6%, com os ganhos na folha de pagamento do trabalhador, de apenas 10,5%.

“Noutras palavras, a remuneração dos trabalhadores não tem acompanhado plenamente os ganhos de produtividade da indústria brasileira”, conclui o estudo.

Jesus, o padre e o travesti

O padre Ademar Pimenta foi acusado de tentar agredir o travesti Fabiano Fontes Figueira, conhecido como Mayara, 29 anos, durante a missa do último domingo na Igreja Matriz de São Gonçalo, no Rio de Janeiro. As informações são do jornal O Dia.

Figueira teria se irritado com um sermão feito pelo religioso, no qual ele falou contra os gays. Ele então subiu ao altar, quando supostamente foi atacado pelo padre, que teria tentado enforcá-lo e chutá-lo.

Fabiano Figueira registrou queixa na 72ª Delegacia de Polícia (Mutuá) e já fez exame de corpo de delito. A Arquidiocese informou estar apurando o caso, mas garantiu já ter depoimentos de fiéis a favor do pároco.

“Eu me surpreendi com a atitude dele. Freqüento a igreja há muitos anos. Fui batizada e vou à missa todo domingo. Nunca um padre havia feito isso comigo”, disse ao jornal o travesti, que assumiu aparência feminina aos 17 anos e trabalha como esteticista.

Segundo Figueira, tudo começou porque um evento de um movimento gay estava sendo realizado na rua em frente à igreja. O padre teria passado então a agredir verbalmente os homossexuais e usado a história da esteticista como exemplo durante o sermão. “Ele dizia: ‘cada um come o que quer, mas não na minha igreja’. Foi aí que eu me irritei e disse que estava na casa de Deus e não na do padre, e ele perdeu a cabeça. Os ministros da Eucaristia ainda me jogaram para fora”.

Figueira conta que, após ser expulso da igreja, o padre continuou a missa e ele ainda ouviu os fiéis baterem palmas no fim da celebração. “Ele me agrediu e foi ovacionado. Fiquei com manchas roxas nas pernas de tanto chute que tomei. Me admira um padre negro, que conhece os problemas das minorias, ser tão preconceituoso”, afirmou.

O jornal Meia Hora tentou entrar em contato com o padre Ademar Pimenta, mas ele não foi encontrado para falar sobre o assunto. A Arquidiocese de Niterói e São Gonçalo, através da assessoria de imprensa, disse estar averiguando a veracidade da história e que, caso seja culpado, o padre deverá responder à Justiça. Segundo a Arquidiocese, se houver punições da própria instituição, elas não serão divulgadas.

Figueira garante que a perseguição da qual diz ser vítima só começou após Ademar Pimenta chegar à paróquia. “Todos os outros padres me respeitaram. Não sou só eu que me sinto incomodada, outros fiéis já mudaram de igreja por não gostarem da agressividade dele”, disse o esteticista. “Ele gritou me chamando de dragão de sete cabeças e sete chifres. Foi horrível”.

Jesus, o padre e o travesti

O padre Ademar Pimenta foi acusado de tentar agredir o travesti Fabiano Fontes Figueira, conhecido como Mayara, 29 anos, durante a missa do último domingo na Igreja Matriz de São Gonçalo, no Rio de Janeiro. As informações são do jornal O Dia.

Figueira teria se irritado com um sermão feito pelo religioso, no qual ele falou contra os gays. Ele então subiu ao altar, quando supostamente foi atacado pelo padre, que teria tentado enforcá-lo e chutá-lo.

Fabiano Figueira registrou queixa na 72ª Delegacia de Polícia (Mutuá) e já fez exame de corpo de delito. A Arquidiocese informou estar apurando o caso, mas garantiu já ter depoimentos de fiéis a favor do pároco.

“Eu me surpreendi com a atitude dele. Freqüento a igreja há muitos anos. Fui batizada e vou à missa todo domingo. Nunca um padre havia feito isso comigo”, disse ao jornal o travesti, que assumiu aparência feminina aos 17 anos e trabalha como esteticista.

Segundo Figueira, tudo começou porque um evento de um movimento gay estava sendo realizado na rua em frente à igreja. O padre teria passado então a agredir verbalmente os homossexuais e usado a história da esteticista como exemplo durante o sermão. “Ele dizia: ‘cada um come o que quer, mas não na minha igreja’. Foi aí que eu me irritei e disse que estava na casa de Deus e não na do padre, e ele perdeu a cabeça. Os ministros da Eucaristia ainda me jogaram para fora”.

Figueira conta que, após ser expulso da igreja, o padre continuou a missa e ele ainda ouviu os fiéis baterem palmas no fim da celebração. “Ele me agrediu e foi ovacionado. Fiquei com manchas roxas nas pernas de tanto chute que tomei. Me admira um padre negro, que conhece os problemas das minorias, ser tão preconceituoso”, afirmou.

O jornal Meia Hora tentou entrar em contato com o padre Ademar Pimenta, mas ele não foi encontrado para falar sobre o assunto. A Arquidiocese de Niterói e São Gonçalo, através da assessoria de imprensa, disse estar averiguando a veracidade da história e que, caso seja culpado, o padre deverá responder à Justiça. Segundo a Arquidiocese, se houver punições da própria instituição, elas não serão divulgadas.

Figueira garante que a perseguição da qual diz ser vítima só começou após Ademar Pimenta chegar à paróquia. “Todos os outros padres me respeitaram. Não sou só eu que me sinto incomodada, outros fiéis já mudaram de igreja por não gostarem da agressividade dele”, disse o esteticista. “Ele gritou me chamando de dragão de sete cabeças e sete chifres. Foi horrível”.

Católicos pedem ao papa liberação de contraceptivos

Um grupo de organizações católicas liberais publicou, nesta sexta-feira, uma carta aberta ao papa Bento 16 pedindo para que o pontífice suspenda a proibição do uso de contraceptivos.

A carta foi publicada como um anúncio de meia-página no jornal italiano Corriere della Serra por ocasião do 40º aniversário da encíclica Humanae Vitae, escrita pelo papa Paulo IV e que instituiu a proibição ao controle de natalidade.

A carta afirma que a política contra os métodos contraceptivos da Igreja havia causado “efeitos catastróficos” para os mais pobres, além de ter colocado em risco a vida de mulheres e arriscado a infecção de milhares pelo vírus HIV.

“Porque a hierarquia da Igreja Católica exerce grande influência em muitas políticas de planejamento familiar, ela obstrui a implementação de políticas públicas de saúde efetivas na prevenção ao HIV”, diz a carta emitida pelo grupo, liderado pela organização americana Catholics for Choice.

“Papa Bento 16, nós o convidamos a usar esse aniversário como oportunidade para começar o processo de cura sendo verdadeiro aos aspectos positivos dos ensinamentos católicos sobre sexualidade e suspendendo a proibição da contracepção”, afirma a missiva.

Segundo o texto, a suspensão iria permitir que os católicos “possam planejar suas famílias com segurança e em boa consciência”.

O documento foi assinado por diversas organizações católicas internacionais, inclusive a Católicas pelo Direito de Decidir, com sede no Brasil.

Polêmica

A encíclica de Paulo VI, escrita em 1968, foi defendida por seus sucessores, João Paulo II e Bento 16 e é considerada uma das mais polêmicas da história moderna da Igreja.

Antes de sua publicação, no jornal oficial do Vaticano, L´Osservatore Romano, Paulo VI havia selecionado uma comissão para estudar o uso da camisinha, da pílula e de outros métodos de contracepção.

Na época, a comissão recomendou, por maioria, que era possível mudar a doutrina da Igreja Católica para permitir o uso de contraceptivos.

No entanto, o papa recusou essas recomendações e aceitou as opiniões mais conservadoras a respeito dos métodos de contracepção.

Humanae Vitae continua sendo fonte de grande polêmica e divisão entre católicos e não-católicos”, afirma a carta emitida pelo grupo.

Prática

De acordo com John O’Brien, presidente da organização americana Catholics for Choice, disse à BBC que a proibição do uso de contraceptivos é “desmoralizadora e perigosa”, pois a encíclica foi escrita quando ainda não se conhecia o HIV.

Segundo ele, o Vaticano teria se omitido com relação à prática do uso de contraceptivos entre católicos no mundo inteiro.

“Não importa onde se vá no mundo, da Polônia até Portugal, das Filipinas até Pittsburgh, acontece o mesmo: os católicos usam contraceptivos e apóiam seu uso”, disse.

O correspondente da BBC em Roma, David Willey, afirmou que é muito provável que Bento 16 preste atenção no apelo feito pela ala liberal para mudar a doutrina da Igreja.

(Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese

Católicos pedem ao papa liberação de contraceptivos

Um grupo de organizações católicas liberais publicou, nesta sexta-feira, uma carta aberta ao papa Bento 16 pedindo para que o pontífice suspenda a proibição do uso de contraceptivos.

A carta foi publicada como um anúncio de meia-página no jornal italiano Corriere della Serra por ocasião do 40º aniversário da encíclica Humanae Vitae, escrita pelo papa Paulo IV e que instituiu a proibição ao controle de natalidade.

A carta afirma que a política contra os métodos contraceptivos da Igreja havia causado “efeitos catastróficos” para os mais pobres, além de ter colocado em risco a vida de mulheres e arriscado a infecção de milhares pelo vírus HIV.

“Porque a hierarquia da Igreja Católica exerce grande influência em muitas políticas de planejamento familiar, ela obstrui a implementação de políticas públicas de saúde efetivas na prevenção ao HIV”, diz a carta emitida pelo grupo, liderado pela organização americana Catholics for Choice.

“Papa Bento 16, nós o convidamos a usar esse aniversário como oportunidade para começar o processo de cura sendo verdadeiro aos aspectos positivos dos ensinamentos católicos sobre sexualidade e suspendendo a proibição da contracepção”, afirma a missiva.

Segundo o texto, a suspensão iria permitir que os católicos “possam planejar suas famílias com segurança e em boa consciência”.

O documento foi assinado por diversas organizações católicas internacionais, inclusive a Católicas pelo Direito de Decidir, com sede no Brasil.

Polêmica

A encíclica de Paulo VI, escrita em 1968, foi defendida por seus sucessores, João Paulo II e Bento 16 e é considerada uma das mais polêmicas da história moderna da Igreja.

Antes de sua publicação, no jornal oficial do Vaticano, L´Osservatore Romano, Paulo VI havia selecionado uma comissão para estudar o uso da camisinha, da pílula e de outros métodos de contracepção.

Na época, a comissão recomendou, por maioria, que era possível mudar a doutrina da Igreja Católica para permitir o uso de contraceptivos.

No entanto, o papa recusou essas recomendações e aceitou as opiniões mais conservadoras a respeito dos métodos de contracepção.

Humanae Vitae continua sendo fonte de grande polêmica e divisão entre católicos e não-católicos”, afirma a carta emitida pelo grupo.

Prática

De acordo com John O’Brien, presidente da organização americana Catholics for Choice, disse à BBC que a proibição do uso de contraceptivos é “desmoralizadora e perigosa”, pois a encíclica foi escrita quando ainda não se conhecia o HIV.

Segundo ele, o Vaticano teria se omitido com relação à prática do uso de contraceptivos entre católicos no mundo inteiro.

“Não importa onde se vá no mundo, da Polônia até Portugal, das Filipinas até Pittsburgh, acontece o mesmo: os católicos usam contraceptivos e apóiam seu uso”, disse.

O correspondente da BBC em Roma, David Willey, afirmou que é muito provável que Bento 16 preste atenção no apelo feito pela ala liberal para mudar a doutrina da Igreja.

(Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese

Jesus não foi Júlio Cesar, mas algo de César se infiltrou no cristianismo

Transcrevo abaixo um instigante texto do re-conhecido teólogo Xabier Pikaza a respeito das relações de poder na Igreja. Essa transcrição tem como objetivo, além de divulgar o texto, também tornar conhecido o blog deste conhecido teólogo.


Julio César

Jesús nació y vivió dentro del Imperio romano, dominado por la figura y herencia de Julio César, un soldado y político, que marcó de forma duradera la identidad del mundo antiguo. Muchos le tomaban como Hijo de Dios (un “ser divino” que revivía y se expresaba a través de sus sucesores, los césares romanos). El mismo Jesús compara y contrapone a Dios y al César (cf. Mc 12, 14-17). Más tarde, una larga tradición cristiana, centrada el Apocalipsis, presentará la historia como lucha entre Jesús, Señor mesiánico, y el César, Señor romano.

Actualmente es difícil comprender la conmoción que produjo el surgimiento de los césares de Roma, a partir de la figura de este César (100-44 a. C.), que trasformó la vida y la política de muchos ciudadanos del Imperio, que surgirá en su nombre (bajo su inspiración), a partir de Octavio (27 a. C.), que se llamó Augusto (Supremo, Divino), siendo César; de esa forma, el mismo Julio César, asesinado el 44 a. C. por algunos partidarios del viejo orden social republicano, vino a convertirse en signo de la divinidad de la Roma, re-viviendo (re-sucitando) en sus sucesores, haciéndoles portadores del poder divino. Cada emperador será un César-Dios, presencia de la divinidad que actúa y se revela por su medio. En esa línea podríamos hablar de una resurrección o presencia política del César-Dios en los emperadores, presentando a Roma, como encarnación imperial del ser divino.

Jesús y Julio César

Lógicamente, Jesús ha tenido que situarse al trasluz y en el trasfondo del emperador romano. Sin duda, él no quiso ser un “césar”, no intentó conquistar y mantener un imperio por armas y medio económicos. Pero lo que César hizo en un plano político-militar lo hizo Jesús a otro nivel: anunció y preparó la llegada de un Reino universal, por gracia de Dios, no por armas y dinero, a partir de los ricos y fuertes, sino desde los pobres, siendo asesinado por ello. Roma simbolizaba la racionalidad religiosa y social, que se impone por la fuerza, desde los más capaces. Jesús revela el carisma, la gratuidad hecha proyecto de Reino, que se eleva a partir de los pequeños y los marginados de la tierra. Lógicamente, los primeros compararán a Jesús y al César, distinguiendo y vinculando sus perspectivas.

Por eso, una biografía de Jesús que no le sitúe en los tiempos del Cesar Augusto (cf. Lc 2, 1) y de Tiberio (Lc 3, 1) y, más en concreto, de Pilato, su representante en Judea (cf. Mc 15, 1-44 par), será deficiente. La referencia al gobernador romano (padeció bajo Poncio Pilato) forma parte esencial del Credo cristiano. Si desaparece Pilato, desaparece este cristo; si no se contrapone al imperio romano no se puede hablar de Reino cristiano. Pero eso no puede justificar exageraciones, como las de aquellos que afirman que la “biografía mesiánica” de Jesús es sólo la aplicación y adaptación judía de la biografía imperial del César. En contra de eso, pensamos que la biografía de Jesús (situada, evidentemente en un espacio y tiempo en el que influye poderosamente la del César) tiene rasgos propios y distintos, que desbordan el nivel de Roma.

De nuevo en contra del Jesús César o del Jesús Faraón, pero aprendiendo…

Como nos dijo ayer Xabi/Xabier, F. Carotta, Jesus was Caesar: On the Julian Origin of Christianity, Gazelle Books, Lancaster 2004 (en varias lenguas, incluida el castellano: www.carotta.de/ ) supone que el mito imperial de César, divinizado tras su asesinato y universalizado por Augusto y sus sucesores, ha recibido en Jesús una forma particular judía, para expandirse después, primero en Roma y luego en el mundo entero. Esa opinión resulta, a mi juicio, insostenible, como iremos viendo en lo que sigue: Jesús no es una adaptación judía, monoteísta y piadosa, del mito universal del César político divino.
Jesús no es tampoco una adaptación del mito de los faraones, como sostiene Ll. Pujol, Jesús, 3.000 años antes de Cristo. Un faraón llamado Jesús, Plaza & Janés, Barcelona 2005). Pero es evidente que entre ambos, el César y el Cristo, se han dado convergencias muy significativas, no en detalles de lugares y anécdotas librescas, sino en la experiencia de fondo. Cf. A. González, Reino de Dios e imperio del César, Sal Terrae, Santander 2004.
Sin duda, las dos grandes figuras (Jesús y César) no sólo pueden, sino que deben compararse. Dejando ahora a un lado las aportaciones del mundo helenistas, César y Jesús han expresado y realizado, con cien años de diferencia, las dos aportaciones básicas del mundo occidental antiguo, uno en línea de política (César), otro en línea de humanidad integral (Jesús). Sus biografías tienen varios elementos de contacto: los dos han sido asesinados por sus “enemigos” y su memoria ha pervivido y se ha expresado (ha resucitado) a través de sus sucesores: en un caso por el Emperador (único César), en otro caso por todos los cristianos (todos son Cristo, lo mismo que Jesús)
A César le asesinaron, en el Senado, unos conspiradores, derrotados después por otros políticos y especialmente por Augusto que, en nombre del asesinado, creó un imperio económico, militar y religioso, de dimensiones pretendidamente mundiales, algo que nunca había existido. A Jesús (que había nacido ya en tiempo del César Augusto) le condenaron legalmente, los representantes del Templo de Jerusalén y del nuevo César Tiberio; pero sus discípulos, sin luchar externamente contra los sacerdotes o los soldados del César, crearon una iglesia o comunidad religiosa que se extenderá no sólo en el imperio de Roma, sino por otras partes del mundo, a las que no había llegado el Imperio de Roma. César y Jesús fueron distintos y, sin embargo, compartieron muchos rasgos que iban a cambiar la historia, sobre todo en occidente. La trama de sus relaciones (unidas al influjo del pensamiento helenista, que hemos visto representado por Filón) todavía no ha llegado a su fin. Por eso sigue siendo necesaria una referencia al César, como hemos destacado en Historia y futuro de los papas. Una roca sobre el abismo, Trotta, Madrid 2006.

Jesus não foi Júlio Cesar, mas algo de César se infiltrou no cristianismo

Transcrevo abaixo um instigante texto do re-conhecido teólogo Xabier Pikaza a respeito das relações de poder na Igreja. Essa transcrição tem como objetivo, além de divulgar o texto, também tornar conhecido o blog deste conhecido teólogo.


Julio César

Jesús nació y vivió dentro del Imperio romano, dominado por la figura y herencia de Julio César, un soldado y político, que marcó de forma duradera la identidad del mundo antiguo. Muchos le tomaban como Hijo de Dios (un “ser divino” que revivía y se expresaba a través de sus sucesores, los césares romanos). El mismo Jesús compara y contrapone a Dios y al César (cf. Mc 12, 14-17). Más tarde, una larga tradición cristiana, centrada el Apocalipsis, presentará la historia como lucha entre Jesús, Señor mesiánico, y el César, Señor romano.

Actualmente es difícil comprender la conmoción que produjo el surgimiento de los césares de Roma, a partir de la figura de este César (100-44 a. C.), que trasformó la vida y la política de muchos ciudadanos del Imperio, que surgirá en su nombre (bajo su inspiración), a partir de Octavio (27 a. C.), que se llamó Augusto (Supremo, Divino), siendo César; de esa forma, el mismo Julio César, asesinado el 44 a. C. por algunos partidarios del viejo orden social republicano, vino a convertirse en signo de la divinidad de la Roma, re-viviendo (re-sucitando) en sus sucesores, haciéndoles portadores del poder divino. Cada emperador será un César-Dios, presencia de la divinidad que actúa y se revela por su medio. En esa línea podríamos hablar de una resurrección o presencia política del César-Dios en los emperadores, presentando a Roma, como encarnación imperial del ser divino.

Jesús y Julio César

Lógicamente, Jesús ha tenido que situarse al trasluz y en el trasfondo del emperador romano. Sin duda, él no quiso ser un “césar”, no intentó conquistar y mantener un imperio por armas y medio económicos. Pero lo que César hizo en un plano político-militar lo hizo Jesús a otro nivel: anunció y preparó la llegada de un Reino universal, por gracia de Dios, no por armas y dinero, a partir de los ricos y fuertes, sino desde los pobres, siendo asesinado por ello. Roma simbolizaba la racionalidad religiosa y social, que se impone por la fuerza, desde los más capaces. Jesús revela el carisma, la gratuidad hecha proyecto de Reino, que se eleva a partir de los pequeños y los marginados de la tierra. Lógicamente, los primeros compararán a Jesús y al César, distinguiendo y vinculando sus perspectivas.

Por eso, una biografía de Jesús que no le sitúe en los tiempos del Cesar Augusto (cf. Lc 2, 1) y de Tiberio (Lc 3, 1) y, más en concreto, de Pilato, su representante en Judea (cf. Mc 15, 1-44 par), será deficiente. La referencia al gobernador romano (padeció bajo Poncio Pilato) forma parte esencial del Credo cristiano. Si desaparece Pilato, desaparece este cristo; si no se contrapone al imperio romano no se puede hablar de Reino cristiano. Pero eso no puede justificar exageraciones, como las de aquellos que afirman que la “biografía mesiánica” de Jesús es sólo la aplicación y adaptación judía de la biografía imperial del César. En contra de eso, pensamos que la biografía de Jesús (situada, evidentemente en un espacio y tiempo en el que influye poderosamente la del César) tiene rasgos propios y distintos, que desbordan el nivel de Roma.

De nuevo en contra del Jesús César o del Jesús Faraón, pero aprendiendo…

Como nos dijo ayer Xabi/Xabier, F. Carotta, Jesus was Caesar: On the Julian Origin of Christianity, Gazelle Books, Lancaster 2004 (en varias lenguas, incluida el castellano: www.carotta.de/ ) supone que el mito imperial de César, divinizado tras su asesinato y universalizado por Augusto y sus sucesores, ha recibido en Jesús una forma particular judía, para expandirse después, primero en Roma y luego en el mundo entero. Esa opinión resulta, a mi juicio, insostenible, como iremos viendo en lo que sigue: Jesús no es una adaptación judía, monoteísta y piadosa, del mito universal del César político divino.
Jesús no es tampoco una adaptación del mito de los faraones, como sostiene Ll. Pujol, Jesús, 3.000 años antes de Cristo. Un faraón llamado Jesús, Plaza & Janés, Barcelona 2005). Pero es evidente que entre ambos, el César y el Cristo, se han dado convergencias muy significativas, no en detalles de lugares y anécdotas librescas, sino en la experiencia de fondo. Cf. A. González, Reino de Dios e imperio del César, Sal Terrae, Santander 2004.
Sin duda, las dos grandes figuras (Jesús y César) no sólo pueden, sino que deben compararse. Dejando ahora a un lado las aportaciones del mundo helenistas, César y Jesús han expresado y realizado, con cien años de diferencia, las dos aportaciones básicas del mundo occidental antiguo, uno en línea de política (César), otro en línea de humanidad integral (Jesús). Sus biografías tienen varios elementos de contacto: los dos han sido asesinados por sus “enemigos” y su memoria ha pervivido y se ha expresado (ha resucitado) a través de sus sucesores: en un caso por el Emperador (único César), en otro caso por todos los cristianos (todos son Cristo, lo mismo que Jesús)
A César le asesinaron, en el Senado, unos conspiradores, derrotados después por otros políticos y especialmente por Augusto que, en nombre del asesinado, creó un imperio económico, militar y religioso, de dimensiones pretendidamente mundiales, algo que nunca había existido. A Jesús (que había nacido ya en tiempo del César Augusto) le condenaron legalmente, los representantes del Templo de Jerusalén y del nuevo César Tiberio; pero sus discípulos, sin luchar externamente contra los sacerdotes o los soldados del César, crearon una iglesia o comunidad religiosa que se extenderá no sólo en el imperio de Roma, sino por otras partes del mundo, a las que no había llegado el Imperio de Roma. César y Jesús fueron distintos y, sin embargo, compartieron muchos rasgos que iban a cambiar la historia, sobre todo en occidente. La trama de sus relaciones (unidas al influjo del pensamiento helenista, que hemos visto representado por Filón) todavía no ha llegado a su fin. Por eso sigue siendo necesaria una referencia al César, como hemos destacado en Historia y futuro de los papas. Una roca sobre el abismo, Trotta, Madrid 2006.

Papa pede desculpas por abusos sexuais cometidos por padres na Austrália

O papa Bento 16 na Austrália
Bento 16 afirma que responsáveis ‘devem ser levados à Justiça’

O papa Bento 16 pediu desculpas aos australianos neste sábado (sexta-feira em Brasília) pelos abusos sexuais de crianças cometidos por membros do clero da Igreja Católica e disse que os responsáveis “devem ser levados à Justiça”.

“Eu sinto muito pela dor e pelo sofrimento que as vítimas suportaram”, disse o papa, durante uma missa acompanhada por bispos católicos em Sydney. Bento 16 falou sobre “a vergonha que todos nós sentimos” e disse que esses atos representam “uma grave traição de confiança” e merecem “condenação inequívoca”.
Segundo o correspondente da BBC em Sydney, Nick Bryant, 107 membros do clero da Igreja Católica já foram condenados na Austrália por alegações de abuso sexual. Grupos de apoio afirmam que milhares de australianos foram vítimas desse tipo de abuso e vinham exigindo um pedido de desculpas do papa. No entanto, um dos principais grupos de apoio a vítimas de abusos sexuais cometidos por membros da Igreja na Austrália, o Broken Rites, considerou o pedido de Bento 16 superficial. O grupo quer que o papa se encontre pessoalmente com algumas das vítimas. De acordo com Bryant, algumas vítimas acusam a Igreja Católica na Austrália de ser relutante em admitir a escala do problema e continuar a acobertar casos de abuso.

Papa pede desculpas por abusos sexuais cometidos por padres na Austrália

O papa Bento 16 na Austrália
Bento 16 afirma que responsáveis ‘devem ser levados à Justiça’

O papa Bento 16 pediu desculpas aos australianos neste sábado (sexta-feira em Brasília) pelos abusos sexuais de crianças cometidos por membros do clero da Igreja Católica e disse que os responsáveis “devem ser levados à Justiça”.

“Eu sinto muito pela dor e pelo sofrimento que as vítimas suportaram”, disse o papa, durante uma missa acompanhada por bispos católicos em Sydney. Bento 16 falou sobre “a vergonha que todos nós sentimos” e disse que esses atos representam “uma grave traição de confiança” e merecem “condenação inequívoca”.
Segundo o correspondente da BBC em Sydney, Nick Bryant, 107 membros do clero da Igreja Católica já foram condenados na Austrália por alegações de abuso sexual. Grupos de apoio afirmam que milhares de australianos foram vítimas desse tipo de abuso e vinham exigindo um pedido de desculpas do papa. No entanto, um dos principais grupos de apoio a vítimas de abusos sexuais cometidos por membros da Igreja na Austrália, o Broken Rites, considerou o pedido de Bento 16 superficial. O grupo quer que o papa se encontre pessoalmente com algumas das vítimas. De acordo com Bryant, algumas vítimas acusam a Igreja Católica na Austrália de ser relutante em admitir a escala do problema e continuar a acobertar casos de abuso.