La piel que habito

“Não sentir-se bem na própria pele” é um sentimento que, todos e muitas vezes na vida, já experimentamos e, com certeza, voltaremos a experimentar. Por opção ou por circunstâncias alheias à nossa vontade somos levados a “vestir peles” que nunca imaginamos poderíamos tomar por nossas ou então somos obrigados a “vestir peles” contra a nossa vontade. A vida é um jogo de relações onde nem sempre somos sujeitos absolutos. Em cada relação, ao mesmo tempo que desenhamos a pele dos outros, também somos por eles desenhados…
É sobre este sentimento de ser obrigado a vestir uma pele que nos incomoda e da qual não podemos fugir que versa o filme “A pele que habito” de Pedro Almodóvar. Polêmico por opção e por arte, Almodóvar nos faz refletir a partir da relação extrema entre um cirurgião plástico e um jovem que, por azar, cruza em seu caminho e se torna, ao mesmo tempo, vítima de sua vontade de vingança e de sua busca científica.
Como não poderia deixar de ser, a história termina em tragédia. Aliás, na verdade, a história não termina… O personagem que é obrigado a viver em uma pele que não é a sua e que nunca a quiz, é o único que continua vivo e sem nenhuma indicação do que com ele poderá acontecer. Como todo bom final, o final não é feliz, mas cabe a cada expectador colocar-se no lugar do personagem e imaginar o seu próprio fim.
Com certeza, mais um bom filme de Almodóvar que vale a pena.
Para detalhes ver a página oficial do filme em http://www.lapielquehabito.com

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