Michel Teló e o imaginário dos boleiros

Há dias vinha pensando em escrever algo sobre o hit Ai se eu te pego do “cantor” Michel Teló. Hoje, ao dar uma passeada na internet, no site do Correio do Povo, encontrei um texto do Juremir Machado da Silva sobre o assunto. Mesmo não sendo admirador do articulista, acho que expressa em parte o que eu queria dizer… Reproduzo o texto abaixo na íntegra.

Ai Se Eu Te Pego

Michel Teló

Nossa, nossa
Assim você me mata
Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego
Delícia, delícia
Assim você me mata
Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego
Sábado na balada
A galera começou a dançar
E passou a menina mais linda
Tomei coragem e comecei a falar
Nossa, nossa
Assim você me mata
Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego
Delícia, delícia
Assim você me mata
Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego
Sábado na balada
A galera começou a dançar
E passou a menina mais linda
Tomei coragem e comecei a falar
Nossa, nossa
Assim você me mata
Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego
Delícia, delícia
Assim você me mata
Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego.
*
Não é genial essa letra?
Não, não é.
É babaquice pura.
Por que faz tanto sucesso?
Por que somos babacas e nosso poder intelectual  e estético não capta muito além disso.
Por que os jogadores de futebol gostam tanto?
Porque boleiros podem ser gênios da coordenação motora e da relação espaço-tempo intuitivamente, mas têm imaginário subdesenvolvido, atrofiado, cérebro do tamanho de uma ervilha.
O universal do boleiro não favore o desenvolvimento do imaginário.
Viajam muito, mas só conhecem aeroportos, hotéis e estádios de futebol.
Quantos foram ao Louvre, em 1998, durante as folgas?
Concepção elitista?
Elitismo versus populismo.
Teló é a cara da indústria cultural, da cultura fast-food, esse babado todo.
Um lixo.
Mas a galera gosta.
Que fazer?
Fazer concurso para gari.
Afinal, o que conta é a vibração, o gozo, a felicidade.
Felicidade de bilionário da sociedade do espetáculo é barata.
Duvido que Michel Teló tenha talento para fazer uma segunda música tão medíocre.
A extrema mediocridade exige um instante de genialidade absoluta.
É como ganhar na megassena sozinho.
Não acontece duas vezes.
Teló já foi sorteado.
Criou o seu melô do vestiário.
Chapeau!
Danilo Gentilli já o defendeu.
O CQC é a mediocridade que se finge de genial.
E cola.
Teló é o Rafinha Bastos com mais talento.
Mais talento para o ridículo.
Mas como fatura!
Nós, os invejosos, só podemos criticá-los.
Que homens!
Que gênios!
Que época!

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