Comissão da Verdade focará atuação sobre crimes cometidos pelo regime militar

A partir da nomeação dos cinco integrantes que serão anunciados pelo governador Tarso Genro amanhã a tarde, o Rio Grande do Sul passará a contar com uma Comissão da Verdade dedicada a recuperar documentos e a memória sobre o período da ditadura militar no Brasil, entre 1964 e 1985. A primeira reunião do grupo irá definir um plano de trabalho a ser executado nos próximos 20 meses, prazo de atuação da comissão.

Entre os critérios para escolha dos integrantes, a busca por personalidades com reconhecida atuação na área dos direitos humanos e que estejam desvinculados de partidos políticos.  Um dos nomes deve ser o do Procurador do Estado aposentado, Jacques Alfonsin.

Alfonsin deve ser um dos integrantes da Comissão

O foco de atuação do grupo será sobre os crimes cometidos pelo Estado durante o regime militar, excluindo atos praticados por grupos de esquerda que combatiam a ditadura. “Havia um estado de excessão que fechou o Congresso, calou a imprensa, sequestrou, torturou, desapareceu com pessoas. Estes são os fatos que devem ser apurados. Do outro lado eram grupos lutando pelo retorno da democracia, com direito a rebelião e a insurgir-se contra este estado de coisas”, afirma o chefe da assessoria superior do governador, João Vitor Domingues. O grupo dará suporte a Comissão Nacional da Verdade, instituida pelo governo federal no começo deste ano.

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