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Senado não vê 'privilégio' e aprova acordo entre Brasil e Vaticano

Papa Bento 16

O acordo foi assinado pelo papa Bento 16 e Lula em novembro

O acordo entre o Brasil e o Vaticano, que estabelece uma relação jurídica com a Igreja Católica no país, foi aprovado nesta quarta-feira pelo Senado. As mudanças aguardam agora a publicação de decreto presidencial para entrarem em vigor.

Assinado em novembro passado pelo presidente Lula e o Papa Bento 16, o acordo – também conhecido como concordata – envolve questões polêmicas, como o ensino religioso nas escolas públicas, a proibição de demolição de edifícios ou objetos ao culto católico e a laicidade do Estado.

O acordo foi criticado por especialistas e parlamentares, que argumentam que a concordata “privilegia” a Igreja Católica. A maioria dos senadores, no entanto, entendeu que o acordo não discrimina outras religiões e que apenas “consolida” uma “relação histórica e já vigente” com a Igreja Católica no país.

O relator do projeto, senador Fernando Collor (PTB-AL), que votou de forma favorável ao acordo, disse que “o princípio da laicidade está garantido”, mas que não se pode confundi-lo com laicismo, “que sufoca a manifestação pública de religiões”.

Críticas

Em diversos pontos o texto cita especificamente a Igreja Católica, o que, na interpretação de alguns especialistas, vai de encontro ao princípio da laicidade do Estado, garantido pela Constituição.

O acordo diz, por exemplo que “nenhum edifício, dependência ou objeto ao culto católico pode ser demolido… salvo por necessidade ou utilidade pública”.

Na avaliação do professor de ética e política da Unicamp, Roberto Romano, o acordo “privilegia” a Igreja Católica.

“O Estado está oferecendo a uma igreja um privilégio sobre as outras”, diz.

Já o deputado federal e especialista em direito internacional, Bonifácio Andrada (PSDB-MG), diz que o acordo “apenas consolida costumes que estão em vigor”.

“Além disso, todas as religiões estão livres para estabelecer a mesma relação com o Estado, se assim o desejarem”, acrescenta.

Ensino religioso

Outro ponto polêmico do acordo diz respeito ao ensino religioso. O texto diz que “o ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas, sem qualquer discriminação”.

Pela regra atual, as escolas públicas têm total liberdade para definir, junto com os pais, se o ensino religioso deve ser incluído na grade escolar, e como a disciplina deve ser ministrada.

A constituição federal já previa o ensino religioso facultativo nas escolas, mas críticos argumentam que a inclusão do termo “católico” na lei abre margens para diferentes interpretações.

Uma das preocupações é de que pais de alunos passem a defender o ensino católico, especificamente. Se isso acontecer, outros pais poderão exigir que suas religiões também sejam oferecidas.

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão, diz que já existe uma “confusão” no ensino religioso atual e que a aprovação do acordo com a Santa Sé representa um “retrocesso”.

Reação

Parlamentares ligados a outras religiões, que chegaram a liderar um movimento para impedir a aprovação do acordo com o Vaticano, mudaram de estratégia nos últimos meses.

Eles desistiram de derrubar a concordata e passaram a defender seu próprio acordo, que deve resultar na Lei Geral das Religiões. O projeto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados.

O texto é praticamente uma cópia do acordo com o Vaticano – mas no lugar de “Igreja Católica” menciona “todas as religiões”.

O deputado federal Ivan Valente (PSOL-PT) criticou as duas iniciativas. Segundo ele, o assunto foi pouco discutido na Câmara e “de forma equivocada”.

“Virou uma guerra de religiões, com os deputados votando cada um de acordo com as suas próprias crenças. O mérito jurídico, técnico, ficou de lado”, diz.

Time de futebol muçulmano francês se recusa a jogar contra gays

PARIS – Um time de futebol muçulmano amador gerou polêmica na França ao se recusar a jogar contra um clube que apoia os direitos homossexuais e tem jogadores gays.

O time Creteil Bebel faltou à partida marcada contra o Paris Foot Gay (PFG) no final de semana, dizendo que vai contra suas crenças religiosas jogar contra homossexuais.

O PFG disse que irá processar o Creteil Bebel por homofobia.

“Fomos insultados no passado, mas este tipo de coisa nunca aconteceu”, disse à Reuters Pascal Brethes, presidente e co-fundador do PFG.

O Creteil Bebel defendeu sua ausência dizendo que suas convicções religiosas são muito mais importantes do que qualquer evento esportivo.

“Como muçulmano, tenho o direito de não jogar contra homossexuais porque não compartilho suas ideias”, disse Zahir Belgarbi, um dos diretores do time, à rádio France Bleu.

O PFG foi criado em 2003 para lutar contra a homofobia, que existe em alguns subúrbios ao redor de Paris, onde o time atua.

Grupos de direitos humanos e anti-discriminação saíram em defesa do PFG e autoridades municipais também se envolveram na disputa.

“A cidade de Paris será inflexível quando confrontada por ataques a seus princípios e continuará a lutar com determinação contra todos os atos de discriminação”, disse a municipalidade em um comunicado.

Papa critica materialismo e 'colonialismo'

O papa criticou o materialismo que estaria sendo exportado do 1º Mundo

O papa Bento 16 afirmou neste domingo que uma forma de “colonialismo político” continua a comprometer o futuro da África.

Na abertura de um sínodo para bispos africanos, o líder da Igreja Católica elogiou o legado espiritual e cultural do continente, que classificou de “pulmão espiritual”.

No entanto, nas palavras do pontífice, a África estaria sendo afetada por um “produto de exportação do chamado Primeiro Mundo, o lixo tóxico espiritual” do materialismo.

“Neste contexto, o colonialismo político nunca acabou”, disse o papa.

Ele acrescentou que a África também vem sendo vítima de fundamentalistas religiosos, que se apresentam na forma de grupos que dizem “atuar em nome de Deus”, mas “ensinam intolerância e violência”.

O papa afirmou que pretende participar de quantas sessões de trabalho do sínodo for possível, diante dos outros compromissos dele.

Popularização na África

Quase 200 bispos de 53 países africanos estão reunidos em Roma para discutir de que forma a Igreja pode ajudar a combater as desigualdades sociais e as guerras do continente.

Em seu discurso, o pontífice católico disse ainda que a África necessita “urgentemente” de evangelização, embora a religião católica esteja crescendo mais rapidamente no continente do que em qualquer outro lugar domundo.

Nos últimos 30 anos, o número de fieis africanos praticamente triplicou, chegando a 150 milhões de pessoas.

O encontro de bispos foi aberto por corais de países como República Democrática do Congo, que se apresentaram em línguas e ritmos raramente ouvidos na Basílica de São Pedro, em Roma.

Este é o segundo sínodo convocado pelo Vaticano para discutir os problemas da África.

O primeiro aconteceu em 1994, quando em Ruanda começava o genocídio, mas segundo analistas, resultou em pouco mais do que palavras.

A glória e a infâmia

Há coisas do Brasil louvadas mundo afora, e não me refiro às ações da Petrobras e da Vale. Falo do refúgio dado pela embaixada brasileira em Tegucigalpa ao presidente José Manuel Zelaya. Há coisas do Brasil verberadas País adentro. Falo da mesma posição que o resto do planeta aprecia e que já começa a provar seu acerto.

Coisas nossas, diria o sambista. Típicas. Clássicas. Com raras exceções, a mídia nativa condena irreparavelmente o presidente Lula e o Itamaraty, réus por terem garantido abrigo a um presidente deposto por mais um golpe de Estado nesta América Latina ainda tão distante da contemporaneidade. Ou, se quiserem, de um ideal de contemporaneidade.

Na situação, o mundo anda na contramão no confronto com a mídia nativa, aquela que Paulo Henrique Amorim, companheiro de muitas jornadas, denominou de PIG, Partido da Imprensa Golpista. Que a ideia do golpe a inspira e a atiça é indiscutível. Passou sete anos de governo Lula a cultivar a esperança do impeachment. Do mensalão aos pacotes de reais empilhados no vídeo da Globo. Até o risível episódio do pretenso conflito entre a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e dona Lina Vieira, ex-Receita Federal.

Tudo serve ao propósito de minar o pedestal governista. No momento, trata-se de explorar a questão hondurenha. Candentes aos editoriais, ainda redigidos no tom, na letra, no conteúdo, no mesmo estilo que os caracterizava, começos dos anos 60, ao invocar o golpe enfim desfechado pelos carabineiros dos inextinguíveis donos do poder no final de março de 1964.

O tempo passa, e o pessoal não arreda pé do seu ideário. Ninguém se queixa se o monstruoso desequilíbrio social permanece e se o governo Lula fez pouco para avançar na direção de uma igualdade, indispensável, aliás, à realização de um capitalismo sadio e regrado. Enfurecem-se, porém, se o chanceler Celso Amorim autoriza nossa representação em Honduras a hospedar a vítima do golpe. E se Zelaya for amigo de Hugo Chávez, e se ele próprio curtir um sonho bolivariano, o que isso muda?

Observe-se que Lula tomou em relação a Chávez, e às suas particulares reminiscências e evocações de Simón Bolívar, comportamentos cautelosos. Astutos, até. O presidente do Brasil fia-se, com toda razão, nas perspectivas do futuro e na realidade do presente, e sabe que qualquer desenho chavista não atinge o País.

Que esperar da mídia nativa? É sintomático seu passadismo. Simbólico. E nada mais representativo do atraso de quem no Brasil se instala no topo da pirâmide do que a revista Veja, “última flor do Fascio”, segundo o já citado Paulo Henrique. Sintomática a sua larga tiragem, a apinhar a entrada dos espigões burgueses. A não ser que seja encarada como manifestação da vocação humorística verde-amarela. A última edição da revista da Abril supera os momentos mais inspirados da célebre Mad. O mundo se curva.

Fiquei em dúvida. Trata-se de interpretação satírica, ou de acusação ao vivo e a sério? De quem seria o imperialismo megalonanico do sinistro passarinho dentuço apresentado na capa da última edição se não o do Brasil de Lula? Tadinho, recém-saído do ovo… Se a metáfora não resulta de uma irresistível veia cômica, onde se abrigaria? Na embaixada brasileira em Tegucigalpa?

E no outro dia Paulo Henrique me disse que o PIG está na mão de três famílias: Marinho, Frias e Mesquita. Surpresa: Mesquita? Respondeu: “Arrendaram a fazenda para ficar com a casa-grande”. Voltei à carga: “E os Civita?” Sentenciou: “Detrito da maré baixa”.

Menos desigualdade

Delfim Netto

25/09/2009 14:25:04

É inegável a melhora da qualidade de vida dos brasileiros no atual governo. Os dados antes esparsos dessa mudança estão agora reunidos e foram revelados com a divulgação no fim da semana passada da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), pelo IBGE, que cobre todo o País e abrange praticamente o período de governança do presidente Lula. Os resultados impressionam, na medida em que convergem de forma consistente para mostrar que, simultaneamente, de 2004 aos dias de hoje: 1. A desigualdade social diminuiu. 2. O rendimento médio dos trabalhadores assalariados aumentou. 3. O número de pessoas desempregadas em todo o País caiu, derrubando a taxa de desocupação para o seu mais baixo nível desde 2003. 4. As desigualdades de renda entre as regiões brasileiras também estão em queda.

Talvez o presidente possa voltar a usar, num dos próximos programas radiofônicos, um de seus bordões preferidos, o “nunca antes na história deste País”, sem risco de menosprezo, ao se referir a esses resultados que acentuam- a melhora do bem-estar do conjunto da população. O Brasil já teve períodos de maior crescimento do PIB (anos 1955 a 1975, quando a taxa média anual superou 6%), com substancial criação de empregos, mas sem redução significativa das desigualdades de renda entre as pessoas ou regiões, ao mesmo tempo. Em certos momentos, no passado não muito recente, o crescimento acelerado até aumentou a concentração de renda, com todas as pessoas melhorando de situação, mas algumas mais que outras.

Os dados levantados na pesquisa do Pnad confirmam o sucesso dos programas sociais implementados e/ou expandidos no governo Lula. O combate à fome, com o atendimento do Bolsa Família a 15 milhões de pessoas situadas nos estratos mais pobres da população, é um êxito inegável, reconhecido internacionalmente. Os efeitos dos programas sociais, que certamente são mais bem administrados do que no passado, estão refletidos nos resultados que comprovam a variação positiva do índice de Gini. O trabalho do IBGE aponta a redução das desigualdades de renda entre as pessoas em todo o País, mais notadamente nas regiões que menores oportunidades de trabalho ofereciam aos brasileiros.

A divulgação da pesquisa ganha importância num instante em que se procura diminuir o papel do Estado como indutor de políticas de desenvolvimento econômico e se contesta a validade dos programas que visam atuar diretamente para melhorar a distribuição da renda dos brasileiros. Desde o início, em seu primeiro mandato, o presidente Lula colocou como objetivo central das políticas de governo (conforme está registrado no texto da Carta aos Brasileiros) o combate à pobreza e a recuperação do crescimento econômico. Deixou claro que não iria rever privatizações ou se digladiar com as forças do “mercado”, mas que não abriria mão de agilizar os investimentos públicos com vistas à recuperação do crescimento econômico e à criação de novos empregos.

A verdade é que ele soube utilizar a sua qualidade de grande negociador para superar a desconfiança inicial de setores importantes do empresariado, que hoje reconhecem a sua liderança e a capacidade de sustentar o objetivo do crescimento. Até o setembro negro de 2008, a economia brasileira vinha crescendo a um ritmo que não se via há pelo menos duas décadas, com uma expansão anual do PIB próxima de 7%, nível que alcançaria com toda a certeza até o fim daquele ano e se repetiria no atual, em ritmo crescente.

É fato que a postura no tratamento da crise (que bloqueou num curto prazo o crescimento acelerado do nosso PIB) aumentou o reconhecimento quanto à capacidade do governo de enfrentar os problemas importados do exterior. Não se encontra hoje quem ponha em dúvida que as reações do presidente foram decisivas para afastar o pânico nos momentos iniciais e, depois, na adoção dos estímulos para manter a atividade econômica com um desgaste mínimo em termos de redução da produção e perdas de postos de trabalho.

Delfim Netto

Revista VOTO fura VEJA em quatro meses

A VEJA, maior revista semanal do país, publicou na seção “Holofote” dessa semana que a Igreja Universal, do bispo Edir Macedo, está se desfazendo de seus veículos impressos, como os jornais Hoje em Dia, de Minas Gerais, e o gaúcho Correio do Povo.

No entanto, há quase quatro meses, a Revista VOTO (www.voto.com.br).
antecipou em seu site a mesma notícia.

Na primeira matéria, publicada no dia 5 de junho, VOTO adiantou com exclusividade a informação da compra pelo empresário italiano Vittorio Medioli, proprietário de outros veículos de comunicação, como os jornais O Tempo e Super Notícia, de Minas Gerais.

Já no segundo texto, datado do dia 8 do mesmo mês, a revista adiantou que a pretensão dos novos proprietários era ser um dos maiores grupos de comunicação impressa do país.

Em breve, a Revista VOTO publicará mais informações sobre o negócio.

Para salvar a los Legionarios de Cristo (por Xavier Pikaza)

Tras la muerte de Marcial Maciel, fundador de los Legionarios de Cristo, y de la revelación de su “vida secreta”, con varias amantes e hijos, la gran pregunta es: ¿Qué pasa con su Congregación, los Legionarios de Cristo? El Papa ha nombrado una serie de visitadores, para conocer la situación, y entre ellos se encuentra D. Ricardo Blázquez, obispo de Bilbao, quien, sin duda alguna, realizará una sabia tarea, llena de humanidad y de espíritu cristiano. Personalmente, no tengo ninguna autoridad en el tema, pero conozco desde hace tiempo a la Legión de Cristo y puedo ofrecer una opinión, por si sirve de conocimiento y, quizá también, de ayuda para salvar a muchos legionarios, en la gran crisis por la que están pasando .

Introducción:

La Legión de Cristo es una congregación religiosa de derecho pontificio, fundada en 1941. Tiene como misión la extensión del Reino de Cristo en la sociedad según las exigencias de la justicia y caridad cristianas, y en estrecha colaboración con los Pastores y los programas pastorales de cada diócesis. Hoy cuenta con más de 800 sacerdotes y 2.500 seminaristas mayores y menores. Tiene casas establecidas en 22 países

1) ¿Quiénes son los Legionarios de Cristo?
La Legión de Cristo es una congregación religiosa católica, de derecho pontificio, fundada por el P. Marcial Maciel, L.C., en la ciudad de México el 3 de enero de 1941 y extendida hoy en veinte países de cuatro continentes.

2) ¿Cuál es la misión específica de los Legionarios de Cristo?
La misión específica de esta congregación religiosa, que se identifica con la misión de la Iglesia, consiste en extender el Reino de Cristo en la sociedad, según las exigencias de la justicia y de la caridad cristianas. Los religiosos legionarios –tanto en su período de formación y estudios como los ya sacerdotes- trabajan en estrecha colaboración con los obispos, los sacerdotes diocesanos, los agentes de pastoral y los programas de cada diócesis.

3) ¿Cuáles son los elementos esenciales de la espiritualidad legionaria?
Es una espiritualidad eminentemente cristocéntrica y enraizada en cinco “amores”: amor a Dios –con especial referencia a la persona de Cristo, el Verbo encarnado- a la Santísima Virgen, a la Iglesia, al Papa y a todos los hombres. Corazón de la espiritualidad es la virtud de la caridad, que es el núcleo del Evangelio: el amor con que Cristo nos amó y nos legó como su nuevo mandamiento: «amaos los unos a los otros como Yo os he amado».

(cf. http://www.legionariesofchrist.org).

Una reflexión y propuesta en trece puntos

1. Conocí a Maciel de pasad, cuando venía, entre los cincuenta y los sesenta, para la fundación de su colegio/noviciado de Salamanca (en la Calle de la Merced, donde yo estudiaba). Vino a hospedarse alguna vez a nuestra casa. Mi impresión es de distancia.

2. He conocido varios colegios de Legionarios en España y México. También he conocido y “estudiado” su ideología, vinculada a un tipo de “capitalismo cristiano”: convertir a la élite (con métodos de élite) para luego ayudar a los pobres. Nunca me he sentido a gusto con esa “ideología”, aunque he respetado siempre a las personas.

3. He tenido varios alumnos de los Legionarios, en los años en que enviaban algunos teólogos (formadores) a la Facultad de Teología de Salamanca. Uno de ellos quiso hacer la tesis doctoral conmigo, pero no nos pusimos de acuerdo (por razones de un lado o/y de otro).

4. La vida privada del P. Maciel me parece triste, por su “doblez”, por la doble dimensión en que vivía. No sé si era “malo”, era enfermo, muy enfermo. Lo malo (y lo admirable) es que un enfermo así haya creado y dirigido una de las empresas eclesiásticas y civiles más importantes del último tercio del siglo XX.

5. La responsabilidad del P. Maciel es amplia… y recae de alguna forma en aquellos que le apoyaron, empezando por la Jerarquía Eclesiástica (que se dejó engañar por su ideal/ideología) y siguiendo por muchos círculos de “capitalismo” cristianos, tanto en México, como en España y en USA (entre otros lugares). Hacer un juicio al P. Maciel es hacer un juicio al tipo de Iglesia (que le dio todas las dignidades posibles, antes de arrojarle por la borda) y al tipo de Sociedad Capitalista Cristiana que le ayudó (porque él ayudaba al capitalismo).

6. Eran muchos los que desde hace más de quince años (por poner una fecha) conocían las “irregularidades” (o enfermedades) del P. Maciel, pero algunos hicieron todo lo posible por encubrirlas, lo cual ha sido al fin contraproducente.

7. En este momento, el “mea culpa” ha de ser extenso… y extenderse no sólo al círculo de colaboradores inmediatos del P. Maciel, sino al tipo de Iglesia y Sociedad Capìtalista cristiana que le ayudó.

8. En ese contexto es fundamental una “relectura teológica” del “carisma” del P. Maciel, vinculado a la evangelización desde la riqueza y el poder, con una fuerte dote de “integrismo sectario”. He conocido personalmente (y he sufrido en el alma) el caso de muchachos vinculados al Círculo Maciel que, al dejar la Institución, han pasado años de martirio porque les habían dicho que “se condenaban seguro” si se marchaban. Sin esa relectura teológica, sin esa vuelta al evangelio/evangelio todo lo demás me parece poco importante. Para que la “visita canónica” a los Legionarios dé fruto tiene que haber una “visita” teológica, que no sé si muchos están dispuestos a hacer. Lo que importa más no es la anécdota de los escándalos de Maciel, con mujeres e hijos… que eso me parece hasta humano (¡si no se ocultara!). Lo que me importa es la ideología de fondo de esta Legión, que me parece poco de acuerdo con el Evangelio (aunque algunos eclesiásticos y civiles no lo hayan querido ver y quizá no lo quieran ver todavía).

9. Respeto lo que hagan los visitadores (incluido R. Blázquez, a quien admiro), pero estoy convencido de que la salida inmediata es la renuncia, voluntaria o forzada de toda la cúpula organizativa, de todos los “mandos”. No tiene sentido criticar a Maciel (diciendo que “no sabíamos”) para que todo siga como estaba. La única forma de desvincularse de Maciel es dimitir: la dimisión forzada o voluntaria de todos los cargos. La Institución de los Legionarios de Crist
o debe quedar en mano de unas “comisiones gestoras”, hasta el capitulo constituyente.

10. ¿Disolución? Algunos de mis amigos son partidarios de una “disolución” de la Congregación de los legionarios, de manera que sus miembros pasen a otros institutos o diócesis… y las obras de la Congregación queden en manos de las diócesis o de cooperativas “ad hoc” (en la línea de la disolución de los templarios o de los jesuitas, en otro tiempo, por poner dos ejemplos muy distintos).

11. Un capítulo constituyente, un capítulo de las esteras…. Entre el 1217 y el 1221, los franciscanos celebraron varios “capítulos de las esteras”. Venían todos los hermanos, sin más riqueza que una estera para tumbarse y dormir… y a campo abierto, sin más riqueza que el seguimiento de Cristo, realizaban sus tareas de organización y reforma. Pues bien, los buenos “legionarios” que hay (y que son muchos) deberían reunirse y decidir lo que quieren y pueden hacer con su congregación, para refundarla, recreando su ideología, cambiando su forma de vida. Para ellos tienen que confían en ellos mismos (puedo confesar que muchos son espléndidos cristianos)… y volver al evangelio, a las esteras de Francisco, a los métodos de Jesús de Galilea, comiendo a campo abierto con todos los que venían, entre pobres y enfermos, para abrir así un camino a todos, no desde la riqueza, sino desde la humanidad.

12. Estoy convencido del valor, del inmenso valor cristianos, de miles de “legionarios” a los que hay que dar una oportunidad, para que rehagan su Congregación… Se dice que “no hay mal que por bien no venga”… o que “Dios escribe recto con líneas torcidas”. Maciel ha sido una línea torcida, pero se puede y se debe escribir recto partiendo de ella… No se puede abandonar a los miles de buenos legionarios a la incertidumbre…. Su ideología de fondo no me parece buena… y tienen que cambiarla, reelaborar su carisma, recrearlo… Estoy convencido de que la “cúpula legionaria” no puede hacerlo, debe dimitir ya…. Pero una mayoría de legionarios pueden y quieren hacerlo. Algunos me lo han dicho. Tienen espíritu de sacrificio, son grandes cristianos…. ¡Que ellos vean lo que quieren hacer con su Congregación!

Y 13. Pero, para eso, es necesario que, dimitida la “cúpula actual”, la Iglesia (hermana mayor) les ofrezca un espacio y tiempo en el que puedan celebrar su “capítulo de las esteras”… Que no lleven nada preconcebido (ni el nombre de la Congregación, pienso que deberían cambiar eso de Legionarios…); que vayan sólo con su “estera”, con su buena voluntad abierta a Dios. Quizá un día bendigamos a Don Maciel, que llevó doble vida pero que, con renglones torcidos, hizo posible una nueva Congregación Religiosa abierta a la misión universal, en este comienzo ya avanzado del siglo XX.

Em Washington, 95% das notas de dólar contêm cocaína

Notas de dólar

Cerca de 95% das cédulas de dólar que circulam na capital dos Estados Unidos, Washington, apresentam traços de cocaína, segundo estudo realizado pela Universidade de Massachusetts.

O número representa um aumento de 20% em relação a 2007, e supera o de outras grandes cidades americanas como Boston, Baltimore e Detroit, onde a média de notas contaminadas com a droga foi de 90%.

A pesquisa analisou cédulas em mais de 30 cidades em cinco países. No Brasil, a avaliação de dez notas concluiu que 80% delas tinham traços de cocaína.

Além dos Estados Unidos, o Brasil só foi superado pelo Canadá, com uma média de 85% de cédulas contaminadas.

A China e o Japão foram os que apresentaram o menor nível de cocaína no dinheiro em circulação.

Segundo os cientistas, as cédulas ficam com restos de cocaína quando são usadas como “canudo” para inalar a droga ou mesmo quando notas limpas são guardadas com outras contaminadas.

O principal autor da pesquisa, Yuegang Zuo, disse que, de maneira geral, aumentou o número de cédulas com traços da droga.

“Não sabemos com certeza por que houve esse aparente aumento, mas ele pode estar relacionado à atual crise econômica mundial, que fez com que mais pessoas estressadas recorressem à cocaína”, afirmou.

Nos Estados Unidos, as notas mais “limpas” vieram de Salt Lake City, no Estado do Utah, onde a maioria da população é formada por mórmons.

De acordo com Zuo, cada nota analisada continha entre 0,006 microgramas e 1,240 microgramas de cocaína (o equivalente a entre menos do que um grão de areia e 50 grãos de areia, respectivamente).

Segundo o cientista, a quantidade é tão pequena que as pessoas não devem enfrentar problemas legais ou de saúde se manusearem essas cédulas.

Novo arcebispo prega tolerância zero à pedofilia em PE

O novo arcebispo de Olinda e Recife, dom Antonio Fernando Saburido, de 62 anos, disse ontem, em sua primeira entrevista após assumir a nova posição, que a Igreja deve ter ?tolerância zero? com a pedofilia, que deixa ?chagas profundíssimas? nas crianças e não pode ser aceita. Dom Fernando condenou também o que chamou de ?teologia da retribuição?, adotada por igrejas que partem da premissa de que ?se você dá, Deus devolve?. E destacou que a religião deve pregar a prosperidade espiritual, e não a econômica. ?Deus é desprendido, é amor, Ele faz as coisas gratuitamente?, destacou o arcebispo, ao falar no Mosteiro de São Bento, em Olinda.

Em seguida, foi realizada a cerimônia oficial, em que dom Antonio assumiu a Arquidiocese em substituição ao conservador dom José Cardoso Sobrinho, na Igreja da Madre de Deus, no Recife. No cortejo entre a igreja e a Praça do Marco Zero, faixas dos fiéis agradeciam a chegada do novo arcebispo e comemoravam a saída de dom José Cardoso Sobrinho, que anunciou a excomunhão de médicos que fizeram o aborto de uma menina de 9 anos, grávida de gêmeos após ser vítima de abuso do padrasto. Havia ainda um boneco de dom Hélder Câmara, que já foi arcebispo de Recife e Olinda. A Praça do Marco Zero estava lotada para receber a primeira missa realizada por dom Antonio Fernando.
Em um claro discurso de conciliação, em que pretende unir a Arquidiocese de Olinda e de Recife – que engloba nove dioceses, com 101 paróquias distribuídas em 19 municípios -, o arcebispo deixou claro que nenhum segmento da Igreja Católica ou da sociedade será excluído do trabalho a ser realizado e que visará principalmente aos mais pobres.

Edir Macedo e mais 9 viram réus por lavagem de dinheiro

SÃO PAULO – A Justiça de São Paulo acatou ontem a denúncia contra o bispo Edir Macedo e outras nove pessoas ligadas à Igreja Universal do Reino de Deus por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), eles são acusados de integrarem um esquema envolvendo empresas de fachada, que remetia ao Exterior dinheiro obtido com doações de fiéis. Esse dinheiro, depositado em paraísos fiscais, voltava ao Brasil em forma de contratos de mútuo utilizados para a aquisição de empresas.

A acusação formal foi oferecida no último dia 5 pelo MPE, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) – Núcleo São Paulo, e recebida pelo juiz da 9ª Vara Criminal da Capital. Além de Edir Macedo, foram denunciados Alba Maria da Costa, Edilson da Conceição Gonzales, Honorilton Gonçalves da Costa, Jerônimo Alves Ferreira, João Batista Ramos da Silva, João Luís Dutra Leite, Maurício Albuquerque e Silva, Osvaldo Scriorilli e Veríssimo de Jesus.
De acordo com a denúncia, Edir Macedo e os demais acusados há cerca de 10 anos vêm se utilizando da igreja para a prática de fraudes. Durante as investigações, os promotores conseguiram localizar milhares de depósitos em dinheiro em favor da Igreja Universal. Somente no período entre março de 2003 a março de 2008, esses depósitos somaram R$ 3,9 bilhões, de acordo com o MPE.
Levantamento feito pelo MPE e pela Polícia Civil, com base em dados bancários e fiscais obtidos judicialmente, mostra que a Igreja Universal movimenta cerca de R$ 1,4 bilhão por ano no Brasil, dinheiro arrecadado por meio do pagamento de dízimo por seus milhares de fiéis espalhados por 4.500 templos, instalados em 1.500 cidades do País.
Dízimo
Na denúncia, o MPE destaca que Edir Macedo e outros bispos destinavam grande parte de sua pregação para a coleta do dízimo, enfatizando a necessidade de a igreja angariar recursos para a compra de óleos santos de Israel, o financiamento de novos templos e o pagamento de pregações nas rádios e TVs. A Universal aceitava cheques, carros e outros bens como doação.
Ainda segundo a denúncia, Edir Macedo e os outros denunciados se aproveitaram da imunidade tributária estabelecida pela Constituição para templos religiosos e passaram a utilizar a Igreja Universal para benefício próprio, captando os valores dos dízimos, ofertas e contribuições dos fiéis, investindo em bens particulares, como imóveis, veículos ou joias. Para os promotores, ficou comprovado que o dinheiro das doações, em vez de ser utilizado para a manutenção dos cultos, era desviado para atender a interesses particulares dos denunciados.