Número de conflitos no campo caiu em 2008, revela CPT

INDAIATUBA – O número de conflitos no campo caiu de 1.538 em 2007 para 1.170 no ano passado, mas a Comissão Pastoral da Terra (CPT) não comemorou essa queda, ao apresentar um relatório sobre a violência rural hoje na Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no convento de Itaici, município de Indaiatuba (SP). “Apesar dessa redução de ocorrências, o total de assassinatos de pessoas envolvidas se manteve inalterado – 28 em cada um dos dois anos”, disse o presidente da CPT, d. Ladislau Biernaski, bispo de São José dos Pinhais (PR). O Pará foi o campeão em assassinatos – o número de mortes subiu de cinco para 13, embora o número de conflitos tenha baixado de 300 em 2007 para 245 no ano passado.

O relatório da CPT responsabiliza o agronegócio e a falta de reforma agrária pela violência. “O avanço do desenvolvimento da agricultura capitalista no campo brasileiro em sua versão moderna continua trazendo consigo, igualmente, suas principais características sociais: a violência e a barbárie. A ausência da reforma agrária tem mantido a conflitividade e a violência no campo – mazelas que o governo Lula ainda não conseguiu resolver”, afirma o texto.

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