Líder protestante alemã admite ter dirigido embriagada

A líder da Igreja Protestante alemã, bispa Margot Kaessmann, admitiu ter dirigido embriagada após ter sido flagrada cruzando um sinal vermelho na cidade de Hannover no último sábado.

Kaessmann, nomeada como a primeira mulher chefe da Igreja Evangélica Alemã (DEK, na sigla alemã) no ano passado, foi detida pela polícia no fim de semana, logo após o incidente, em um estado “completamente inapropriado para dirigir”, segundo as autoridades.

“Estou chocada comigo mesmo por ter cometido um erro tão grave”, disse a bispa ao jornal Bild.

“Sei dos perigos causados por dirigir alcoolizada e obviamente vou assumir as consequências legais”, acrescentou.

Afeganistão

Líderes da DEK, que congrega 22 igrejas luteranas e outras protestantes e tem cerca de 25 milhões de seguidores, discutem se o incidente terá consequências para a posição de Kaessmann.

A bispa pode ser multada em um mês de salário e ter sua carta suspensa por um ano.

Kaessmann, de 51 anos, tornou-se a mais jovem bispa alemã em 1999.

Crítica do envolvimento alemão na guerra do Afeganistão, ela causou irritação entre algumas lideranças do país ao pedir, em um sermão no início do ano, a retirada das tropas da Alemanha do conflito.

Margot Kaessmann também já havia criticado preceitos católicos sobre a homossexualidade, a ordenação de mulheres e o celibato.

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