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Comunhão Anglicana debate ordenação de mulheres a bispo

Londres, 20 nov (SIR) – Começou ontem na capital britânica o Sínodo Geral da Comunhão Anglicana.

O centro dos debates será a questão da ordenação de mulheres como bispo; o encontro marcará também o final do mandato do Arcebispo Rowan Williams, que deixa a direção da “Igreja da Inglaterra” e da Comunhão Anglicana em fins de dezembro. No dia 21, Williams dará o seu adeus definitivo para assumir o reitorado do Magdalene College, em Cambridge.

O bispo Justin Welby, 56 anos, será o próximo Arcebispo de Cantuária, líder espiritual de quase 80 milhões de anglicanos no mundo. A posse está prevista para 21 de março. Para que a legislação da ordenação de mulheres como bispo seja aprovada, será necessária uma maioria de dois terços dos votos. Justin Welby já declarou que votará a favor, “unindo a sua voz a de muitos outros que a pediram” – disse.

A discussão sobre este ponto, qualificado pelo próprio líder como ‘difícil’, gerou certa divisão, ao ponto que muitos anglicanos passaram para a Igreja Católica. Neste sentido, em 2011, a Santa Sé criou o Ordinariato Pessoal na Inglaterra e Gales, que acolhe os fiéis anglicanos que se opõem a esta medida.

Tawadros II é entronizado patriarca dos coptas ortodoxos do Egito

CAIRO, 18 Nov 2012 (AFP) -Tawadros II, o novo patriarca dos coptas ortodoxos do Egito, a maior comunidade cristã do Oriente Médio, foi entronizado neste domingo na catedral de São Marcos do Cairo. Tawadros II, de 60 anos, foi nomeado “papa de Alexandria, patriarca de toda a África e da sede de São Marcos” em uma cerimônia religiosa que contou com a presença do primeiro-ministro egípcio, Hisham Qandil. O 118º patriarca dos coptas do Egito sucede Shenuda III, falecido no mês de março depois de se manter durante quatro décadas à frente desta comunidade, que representa entre 6% e 10% dos 83 milhões de egípcios. Tawadros foi eleito no dia 4 de novembro entre os três candidatos em disputa, em um sorteio realizado por um menino durante uma cerimônia religiosa. A eleição do novo patriarca ocorre em um momento de inquietação para os cristãos do Egito, diante do fortalecimento do islã político no país, atualmente governado por um presidente proveniente do movimento da Irmandade Muçulmana

Encontro relembra a ordenação da primeira mulher na IECLB

14/11/2012 – Mais de 100 ministras participam do evento, realizado em Curitiba

O ano de 2012 é histórico para a IECLB como um todo e, de modo específico, para as mulheres. Neste ano somos lembradas e lembrados de que há 30 anos, no dia 13 de novembro de 1982, era ordenada a primeira pastora para atuar na IECLB: Edna Ramminger. No entanto, é importante destacar que a primeira pastora enviada e instalada em um Campo de Atividade Ministerial foi Rita Panke, em 1976.
Desde a formação das primeiras comunidades da IECLB as mulheres sempre contribuíram para o fortalecimento da vida comunitária, principalmente nas áreas da diaconia, catequese e trabalho voluntário. A atuação das pastoras na IECLB iniciou logo após a Organização das Nações Unidas ter declarado 1975 como o Ano Internacional da Mulher e como o ano de início da Década da Mulher. A atuação e a inserção das pastoras acontecem em um mundo masculino e se deram num período de grande efervescência histórica, cultura, social e política no Brasil e América Latina.
Percebe-se, na atualidade, um crescente interesse de mulheres pelo estudo da teologia, visando aos diversos ministérios ordenados da IECLB. Para essa nova geração, torna-se muito importante resgatar a história das precursoras e buscar por novos paradigmas de identidade das mulheres enquanto Ministras Ordenadas da IECLB. Além disso, dentro das comemorações dos 500 anos da Reforma, pontuar, como IECLB, o caráter inclusivo do Ministério com Ordenação é necessário e salutar. Cremos que esse evento virá somar visibilidade à IECLB na questão do Ministério inclusivo, e demonstrará, de forma digna e honrosa, nossa gratidão às primeiras mulheres ordenadas ao Ministério Pastoral da nossa Igreja. Reconhecer seus passos, tomar conhecimento de sua história, ressignificar esse conteúdo para nosso próprio agir no Ministério no presente, são desafios e expectativas colocados para esse Seminário.
O encontro tem como objetivo geral reunir ministras ordenadas da IECLB em um evento de celebração, formação e fortalecimento mútuo.
O Culto do de Ação de Graças pelos 30 anos de Ordenação de Mulheres ao Ministério terá transmissão ao vivo.

Dom Odilo desrespeita escolha da PUC e alunos entram em greve

Candidata a reitora da PUC-SP, a professora de letras Anna Cintra assinou no dia 13 de agosto um papel em que dizia: “me comprometo a recusar qualquer indicação ao cargo de reitor caso não seja a primeira colocada na eleição deste ano”. Anna Cintra não cumpriu a sua palavra. A professora ficou em terceiro lugar na votação feita por alunos, professores e funcionários na universidade. Mesmo assim, aceitou a indicação do cardeal Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, para ser a nova reitora, anunciada na última terça 13.

Foi o estopim para que os estudantes se mobilizassem para ocupar a reitoria sob o argumento de que a decisão desrespeitava a democracia da universidade. “Que (essa manifestação) seja um exemplo de luta de uma comunidade que não se cala frente aos abusos cometidos pela Igreja, na pessoa do arcebispo”, diz o manifesto assinado por eles.

Na manhã desta quarta 14, eles decidiram se retirar da reitoria e prometeram manter a greve até ela desistir do cargo. Eles andaram até a sede da Fundação São Paulo, mantenedora da faculdade, cantando “Anna Cintra, a culpa é sua, hoje a aula é na rua”.  Os estudantes ainda marcaram uma audiência pública para a próxima quarta-feira 21, convidando funcionários, professores, todos os candidatos à reitoria e o cardeal.

Professores e funcionários ainda não declararam greve. A decisão dos docentes deve ser tomada na quarta 21, já que a universidade não terá aula durante os próximos dias devido aos feriados desta quinta 15 e da próxima terça 20. Segundo o professor Marcelo Figueiredo, diretor da Faculdade de Direito, a coincidência de fazer o anúncio antes das datas foi proposital para enfraquecer a mobilização da comunidade acadêmica.

A decisão de Dom Odilo é semelhante à tomada por José Serra, então governador de São Paulo, em 2009. Serra impôs João Grandino Rodas como reitor da USP . Desde então, sua gestão tem sido marcada por um intenso confronto com o movimento estudantil, inclusive com a entrada da Polícia Militar na cidade universitária.

Reitor diz que não irá resistir

Primeiro lugar na votação da universidade, o atual reitor Dirceu de Mello se diz feliz com as manifestações, mas fala que não deve resistir no cargo. “Eu simplesmente acato a decisão do cardeal, mas me surpreendeu a forma como a regra foi executada”.

Ele havia sido indicado pelo próprio Dom Odilo ao cargo no ano de 2008. Perguntado sobre o mudou na relação com o cardeal nos últimos quarto anos, o atual reitor disse não saber os motivos para não ser escolhido desta vez.

Procuradas pela reportagem, a Fundação São Paulo e Anna Cintra ainda não se pronunciaram. A Arquidiocese de São Paulo disse que o cardeal não vai se manifestar sobre o assunto.

Comissão da Verdade vai discutir atuação de igrejas durante a ditadura

Comissão Nacional da Verdade criou um grupo de trabalho para analisar o papel das igrejas Católica e evangélicas durante o regime militar (1964-1985). A primeira reunião será na quinta-feira 8 em São Paulo. O grupo pretende aprofundar as discussões sobre a atuação que as igrejas e os religiosos tiveram tanto na resistência ao regime militar quanto na colaboração com a repressão.

O trabalho do grupo será todo desenvolvido com a assessoria de pesquisadores autônomos e da sociedade civil especializados em ciências da religião, história e sociologia. No primeiro encontro, eles apresentarão os temas de pesquisa e farão o planejamento da agenda de trabalho para os próximos meses. A coordenação dos trabalhos é do professor Paulo Sérgio Pinheiro, membro da comissão.

Na próxima semana, entre os dias 16 e 18, a Comissão Nacional da Verdade terá atividades no interior do Pará para averiguar questões referentes à Guerrilha do Araguaia, ocorrida no período de 1960 a 1970. Um dos temas será a análise sobre a atuação na guerrilha da etnia Suruí, que atualmente vive na Terra Indígena Sororó. Há controvérsias sobre o assunto apesar de existir informações sobre a exploração de indígenas desse grupo pelos militares.

“A quien tienen miedo es a Jesús, no a Pagola”

José Antonio Pagola habla tres lenguas muertas y seis vivas. / ÁLVARO GARCÍA

El teólogo José Antonio Pagola, llevado por la Conferencia Episcopal ante la Inquisición romana, se alegra cuando le digo que también a Jesucristo lo harían preso si osara volver. “Claro, el peligro no soy yo, sino Jesús. A quien tienen miedo es a Jesús, no a Pagola”. Le cito a Dostoievski y se entusiasma, como si acabase de leer en Los hermanos Karamázov, la historia del Gran Inquisidor. Ahí está la esencia de la inquina del poder imperial del Vaticano contra la Ilustración, la libertad y la ciencia moderna.

Dostoievski sitúa la acción en Sevilla, en los tiempos más pavorosos de la Inquisición. Un día, el cardenal inquisidor, vestido como un emperador romano, hace quemar a 100 herejes “a mayor gloria de Dios”. Los sevillanos asisten en silencio, hasta que reconocen a Jesús entre ellos. Lo rodean, entusiasmados. El viejo inquisidor no resiste la escena. Ordena arrestar a Jesús y que se lo lleven al caserón del Santo Oficio. “¿Por qué has venido a estorbarnos?”, le dice cuando lo visita de noche. Pagola: “Claro. Jesús estorba. La crítica más dura a la Iglesia no llega de fuera. Llega desde las palabras de su fundador. Hoy estaría con los que se están quedando sin nada. Un libro sobre el auténtico Jesús es peligroso, sobre todo si se vende”.

Almorzamos cerca de la sede de Comisiones Obreras en Madrid, donde Pagola ha hablado al congreso de la Asociación de Teólogos Juan XXIII. “Busca un sitio sencillo. Voy a comer poco”, dice, como si diera por sentado que a un vasco de su tamaño, de aspecto tan sano a sus 75 años, lo querría llevar a restaurantes de abundancia.

“El detonante es que ‘Jesús. Aproximación histórica’ se vendía como rosquillas”

Nos hemos quedado colgados de la historia del Gran Inquisidor porque resume lo que ha pasado “con nuestra Iglesia”, reflexiona Pagola, con ese posesivo. “Nuestra Iglesia. Adoramos al crucificado ignorando a los crucificados de hoy”. Jesús predica la libertad. El Inquisidor se lo reprocha. “Los hombres se alegran de verse otra vez conducidos como un rebaño”, le dice. El Preso le da un beso en los labios. El viejo se estremece. Se dirige a la puerta, la abre y dice: “¡Vete y no vuelvas nunca, nunca!”.

Pagola publicó Jesús. Aproximación histórica en 2007 y todo iba bien hasta que el libro empezó a venderse. “Se está vendiendo como rosquillas”, advirtió un obispo a la Inquisición española. “Ese fue el detonante: ‘Que se vendía como rosquillas”.

Nacido en un muy humilde caserío guipuzcoano, el sexto de ocho hermanos, Pagola fue discípulo del cardenal Martini en Roma. También estudió en Jerusalén. Una cabeza privilegiada, que habla tres lenguas muertas y cuatro lenguas vivas, además de las suyas de origen (español y vasco). Fue vicario del obispo de San Sebastián (21 años con José María Setién y uno con Juan María Uriarte). Lleva vendidos 140.000 ejemplares de su Jesús en media docena de lenguas. En España es un libro clandestino, agotada la novena edición. En Navidad sale en Francia y están en marcha traducciones al ruso, japonés y croata.

“¡Estoy almorzando con un hereje!”. “No creo que lleguen a decir tanto, cuando se pronuncie la Inquisición romana, que ya lleva tomándose tiempo”. Se ha escrito que el cardenal Rouco y el obispo de San Sebastián, Munilla, dicen no haber leído su Jesús. “Si es verdad, malo; si mienten, peor”, le consuelo. “Déjelo estar”, replica. La atracción del hereje también está en su resistente paciencia.

Engajamento eleitoral da Igreja Católica é inédito, diz dom Fernando Figueiredo

Bispo responsável por uma das igrejas mais assediadas por políticos em São Paulo –o Santuário do Terço Bizantino, do padre Marcelo Rossi–, dom Fernando Figueiredo admite nunca ter visto a Igreja Católica se envolver tão fortemente numa eleição municipal quanto neste ano.

“Já vi uma manifestaçãozinha aqui e acolá, mas jamais um pronunciamento oficial”, afirma, ao comentar a ação do arcebispo dom Odilo Scherer, que no primeiro turno determinou que padres lessem comunicado com críticas à campanha de Celso Russomanno (PRB).

À Folha, o bispo de Santo Amaro diz que abre as portas de seu Santuário para que os fiéis possam “conhecer melhor” os candidatos.

Rechaça, no entanto, que líderes religiosos indiquem nomes aos eleitores. Apesar disso, direcionou os maiores elogios a José Serra (PSDB), que concorre com Fernando Haddad (PT).

Alessandro Shinoda/Folhapress
Dom Fernando Figueiredo concede entrevista na sede da Diocese de Santo Amaro, em São Paulo
Dom Fernando Figueiredo concede entrevista na sede da Diocese de Santo Amaro, em São Paulo

Folha – O Santuário acabou se tornando alvo do périplo de políticos. Como vê isso?
Vejo o santuário como local de congregação do nosso povo. Isso não só chama a atenção da imprensa, como também dos políticos, que têm ali acesso a um grupo bastante grande para se apresentar. Muitos deles vão movidos também pela fé. Gostaria que todos fossem assim.

O objetivo político incomoda?
Eu não pergunto a ninguém se foi lá por razão política ou religiosa. Cabe à pessoa.

É positiva essa aproximação dos políticos com as igrejas?
É um modo de eles se apresentarem e também de nós os conhecermos. Para votar, creio que uma das leis máximas é justamente conhecer e conhecer bem o candidato. É verdade que eles vão lá e as pessoas os veem naquele instante. Mas talvez essa primeira impressão já traga uma alegria de saber que conhece aquele candidato.

Não há risco de a igreja ser instrumentalizada?
Se eles [os políticos] instrumentalizam, o problema é deles. Nós fazemos com a consciência reta, desejando apresentá-los e levá-los a um encontro com o Senhor.

Na última semana, os materiais anti-homofobia que Haddad e Serra produziram viraram tema na campanha. Como vê isso?
Não vou entrar na questão do kit. A igreja sempre propugnou contra todo tipo de discriminação. Todos são chamados à salvação.

*Mas elaborar esse material pode ser considerado algo que desabone um candidato?
Creio que essa questão é muito delicada. Delicada demais para, numa pincelada, tratarmos sobre ela.*

Delicado para tratar em uma pincelada. E para tratar em ano eleitoral?
Muitas vezes os debates se tornam não muito elucidativos e, às vezes, distorcidos. Não colocaria essas questões num período eleitoral.

O pastor Silas Malafaia pediu voto para Serra dizendo que Haddad queria ensinar a homossexualidade. Ele está pregando o preconceito?
Eu não gostaria de julgar.

Mas o que acha de um líder religioso indicar candidato?
Ninguém deveria dizer quem é o candidato. É um abuso do contato e da credibilidade que os fiéis nos dão.

Então qual é o limite para a participação dos religiosos?
Eu diria que devemos apresentar, sim. Mas dar conhecimento não é indicar.

O sr. disse que é preciso conhecer bem os candidatos. Pode falar um pouco o que conhece de Haddad e Serra?
O Haddad me foi apresentado pela família Tatto [dez irmãos filiados ao PT-SP]. Eu já o vi em outra ocasião, mas não tenho contato. Vejo que é muito inteligente, tem capacidade intelectual e também flexibilidade quando discursa. O Serra eu conheço há tempos. Pediram-me para dar a unção dos enfermos a uma senhora. Na saída, vi um porta-retratos com foto dele e perguntei de onde o conheciam. Era a mãe dele. Difícil encontrar alguém que conheça mais a cidade do que ele.

O sr. foi a muitas inaugurações desta gestão. Se Haddad for eleito, continuará indo?
Eu não sou ligado a este ou aquele partido. Sabia que quando os cristãos eram martirizados, eles rezavam pelo imperador, que os estava levando à morte? É uma responsabilidade da autoridade estar sempre sintonizado com o Senhor.

No primeiro turno, dom Odilo Scherer pediu para que padres lessem nas missas texto contra a campanha de Celso Russomanno. Como viu isso?
Eu não tinha claro até aquele momento que o Russomanno estivesse ligado à Igreja Universal. Até hoje não tenho. Como o conhecia há muito tempo, o que eu via era ligação com a Igreja Católica.

O sr. declarou publicamente que ele era católico.
Você sempre deve fazer o que é melhor para a pessoa. Se nada me dizia que ele não era católico, como poderia não defendê-lo?

É inédito o engajamento eleitoral da igreja em São Paulo?
Essa pergunta é para ele [dom Odilo], não para mim. Cheguei aqui como bispo em 1989. Sempre houve uma manifestaçãozinha aqui e acolá, mas não um pronunciamento oficial. Isso jamais.

Qual é o limite desse engajamento religioso?
Você apresenta [candidatos], simplesmente. Mas a igreja deve iluminar a mente do eleitor para que ele possa considerar os candidatos não só no momento presente, mas também no passado. Senão, aparece alguém da Lua com um belo discurso, e as pessoas são levadas. O conhecimento que temos, por exemplo, do Serra. Ele é mais conhecido. É mais fácil termos julgamento.

Ele tem alta rejeição, em parte por ter saído da prefeitura.
Mas isso é tão secundário. Ele saiu por quê? Porque não queria servir o povo? Ou quis servir o povo ainda mais, como governador? Perdemos essa referência.

O sr. falou do Serra, poderia destacar méritos das gestões que viu desde 1989?
A Erundina teve muita preocupação social, pela realidade sofrida do povo. O Maluf é um homem de decisão. Quando tivemos problemas na região sul, agiu imediatamente. O Pitta bem menos…

E a Marta Suplicy?
Marta, Marta, Marta…. O que eu poderia falar da Marta? Aqui na região sul… Ela tinha uma preocupação pela saúde. Vemos postos de saúde que ela incentivou. Isso foi importante. A atuação do Kassab também tem sido marcante aqui na região.

A maioria da população reprova a gestão dele.
Eu fico sempre me perguntando: de onde que vem isso? Acho injusto. Acho não, creio. Vocês que estão na imprensa, o que me dizem? Não é um pouco pegar os aspectos que não são positivos e alardear, e isso faz com que a imagem da pessoa seja denegrida?

O senhor se refere ao Kassab?
Pode ser qualquer pessoa, até um santo. Pegue irmã Dulce. Pega um aspecto que não era muito positivo e começa a divulgar. Cria-se uma ideia contrária à pessoa.

O sr. recebe crítica por receber os políticos?
Às vezes recebo críticas: “Você recebeu Fulano, ele nem é católico e o senhor o deixou comungar”. Há uma lei na igreja que, se a pessoa se aproxima para a comunhão, você não pode negá-la.

Antes do primeiro turno, o candidato Gabriel Chalita veio a uma missa na qual estava o Serra. Ele reclamou que precisou “se convidar” para o evento. Na ocasião, o sr. não quis comentar.
Continuo sendo elegante com ele.

Ele se queixou com o senhor?
Continuo sendo elegante com ele. Estou começando a ser político! [risos]

E o futuro [não] é mais como era antigamente…

VATICAN INFORMATION SERVICE
AÑO XXII – N° 179
FECHA 05-10-2012
Sumario:
– INDULGENCIA PLENARIA POR EL AÑO DE LAFE
– PRESENTACION DEL SINODO SOBRE LA NUEVA EVANGELIZACION
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INDULGENCIA PLENARIA POR EL AÑO DE LAFE

Ciudad del Vaticano, 5 octubre 2012 (VIS).- -Benedicto XVI concederá a los fieles la indulgencia plenaria con motivo del Año de la Fe que será válida desde su apertura (11 de octubre de 2012 hasta su clausura, 24 de noviembre de 2013) , según informa el decreto hecho público hoy firmado por el cardenal Manuel Monteiro de Castro y por el obispo Krzysztof Nykiel, respectivamente Penitenciario Mayor y Regente de la Penitenciaría Apostólica.

“En el día del cincuenta aniversario de la solemne apertura del Concilio Vaticano II -dice el texto- el Sumo Pontífice Benedicto XVI ha establecido el inicio de un Año particularmente dedicado a la profesión de la fe verdadera y a su recta interpretación, con la lectura o, mejor, la piadosa meditación de los Actos del Concilio y de los artículos del Catecismo de la Iglesia Católica”.

“Ya que se trata, ante todo, de desarrollar en grado sumo -por cuanto sea posible en esta tierra- la santidad de vida y de obtener, por lo tanto, en el grado más alto la pureza del alma, será muy útil el gran don de las indulgencias que la Iglesia, en virtud del poder conferido de Cristo, ofrece a cuantos que, con las debidas disposiciones, cumplen las prescripciones especiales para conseguirlas”.

“Durante todo el arco del Año de la Fe -convocado del 11 de octubre de 2012 al 24 de noviembre de 2013- podrán conseguir la Indulgencia plenaria de la pena temporal por los propios pecados impartida por la misericordia de Dios, aplicable en sufragio de las almas de los fieles difuntos, todos los fieles verdaderamente arrepentidos, debidamente confesados, que hayan comulgado sacramentalmente y que recen según las oraciones del pontífice:

A)Cada vez que participen al menos en tres momentos de predicación durante las Sagradas Misiones, o al menos, en tres lecciones sobre los Actos del Concilio Vaticano II y sobre los artículos del Catecismo de la Iglesia en cualquier iglesia o lugar idóneo.

B)Cada vez que visiten en peregrinación una basílica papal, una catacumba cristiana o un lugar sagrado designado por el Ordinario del lugar para el Año de la Fe (por ejemplo basílicas menores, santuarios marianos o de los apóstoles y patronos) y participen en una ceremonia sacra o, al menos, se recojan durante un tiempo en meditación y concluyan con el rezo del Padre nuestro, la Profesión de fe en cualquier forma legítima, las invocaciones a la Virgen María y, según el caso, a los santos apóstoles o patronos.

C) Cada vez que en los días determinados por el Ordinario del lugar para el Año de la Fe, participen en cualquier lugar sagrado en una solemne celebración eucarística o en la liturgia de las horas, añadiendo la Profesión de fe en cualquier forma legítima.

D) Un día, elegido libremente, durante el Año de la Fe, para visitar el baptisterio o cualquier otro lugar donde recibieron el sacramento del Bautismo, si renuevan las promesas bautismales de cualquier forma legítima.

Los obispos diocesanos o eparquiales y los que están equiparados a ellos por derecho, en los días oportunos o con ocasión de las celebraciones principales, podrán impartir la Bendición Papal con la Indulgencia plenaria a los fieles.

El documento concluye recordando que los fieles que “por enfermedad o justa causa” no puedan salir de casa o del lugar donde se encuentren, podrán obtener la indulgencia plenaria, si “unidos con el espíritu y el pensamiento a los fieles presentes, particularmente cuando las palabras del Sumo Pontífice o de los obispos diocesanos se transmitan por radio o televisión, recen, allí donde se encuentren, el Padre nuestro, la Profesión de fe en cualquier forma legítima y otras oraciones conformes a la finalidad del Año de la Fe ofreciendo sus sufrimientos o los problemas de su vida”.

As religiosas são as pessoas mais admiradas

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Pesquisa realizada pela CNN, Washington Post e revista Time. ()

É o que dizem as estatísticas mais recentes. Um estudo realizado sob a responsabilidade da CNN, Washington Post e revista Time, tornou visível que os líderes religiosos (neste caso, é preciso falar no feminino) mais valorizados pelos católicos dos Estados Unidos são as religiosas.

Muitos meios de comunicação ecoaram que, inclusive, as polêmicas em torno das religiosas estadunidenses, impulsionadas talvez por grupos ultraconservadores, não prejudicaram o carinho e o incondicional afeto do povo estadunidense com as “Irmãs”. O reconhecimento às religiosas, pelo papel que possuem na longa história da Igreja católica do país, é praticamente unânime.

Torna-se notável que o conjunto dos católicos estadunidenses aprova aos demais líderes religiosos (sacerdotes, bispos e o Papa) com uma boa nota.

Sobre isso, mais informações:

Washington, 18 set (SIR) – A maioria dos católicos dos Estados Unidos considera-se satisfeita com o trabalho dos bispos de seu país.

Segundo a AICA, esse é um dos dados que destaca uma pesquisa da “Catholics Share Bishops´ Concerns about Religious Liberty”, feita pela The Pew Forum on Religion & Public Life.

Trata-se de um dado relevante e esperançoso se for considerado que em junho de 2002, apenas 51% dos católicos americanos declarava-se satisfeito com os prelados estadunidenses. Em dez anos a aprovação subiu 19%. Hoje 70% dos católicos estão satisfeitos com seus pastores. Quando perguntado sobre o bispo de sua diocese particular, a aprovação chega a 74%. Em 2002 esse índice de aprovação não ultrapassava 65%.

A que se deve essa subida de aprovação? Segundo a “Catholics Share Bishops”, essa elevação no índice está diretamente relacionado com a postura assumida pelos bispos com relação às leis anti-vida e anti-família nos diferentes Estados e a nível federal.

Dados que falam por si mesmos.

Dilma Rousseff teve aprovação recorde na segunda pesquisa Ibope de 2012 . Foto: Forbes/Reprodução

Hoje, no final da manhã, sobrei cinco minutinhos para dar uma rápida olhadinha na internet. Um rápido giro por alguns sites de notícias e duas informações que saltavam aos olhos. A primeira, a divulgação pelo IBGE dos dados do Censo 2010 relativo à pertença religiosa dos brasileiros. Segundo o Censo, o número de católicos caiu quase 7% no Rio Grande do Sul na última década. O dos evangélicos – Assembléia de Deus à frente – subiu quase 4 %. No Brasil, os número foram ainda mais significativos: em todo o país, os católicos passaram de 73,6% em 2000 para 64,6% em 2010 – queda de 9%. Os evangélicos, por sua vez, foram o segmento religioso que mais cresceu no Brasil. Em 2000, eles representavam 15,4% da população. Em 2010, chegaram a 22,2%, um aumento de cerca de 16 milhões de pessoas (de 26,2 milhões para 42,3 milhões). Em 1991, este percentual era de 9,0% e em 1980, 6,6%.
Em quase todos os sites, a outra notícia de capa era sobre a pesquisa de aprovação popular de Dilma e seu governo. Aí os números também era impactantes. O governo de Dilma tem 59% de aprovação, nível maior do que se comparado a segunda pesquisa CNI/Ibope feita no segundo ano de governo do primeiro mandato de Lula e FHC. Nessa base de comparação, Lula teve, em junho de 2004, 29% de aprovação, enquanto FHC conseguiu 35% em maio de 1996.
A confiança também é maior em Dilma do que foi em Lula e FHC. Na pesquisa divulgada hoje, 72% dos entrevistados afirmaram confiar na presidente. Em junho de 2004, Lula registrou 54%, enquanto FHC teve 53% em maio de 1996.
A aprovação da maneira de governar da presidente atingiu o maior patamar da história, superando seu antecessor mais popular. Em junho deste ano, Dilma manteve a alta histórica de 77%, enquanto o maior nível atingido por Lula foi de 75%. No entanto, a aprovação de Lula na mesma base de comparação (2ª pesquisa do segundo ano do primeiro mandato) ficou em 51% em junho de 2004. FHC conseguiu, em maio de 1996, 54%.
Qual a diferença entre Dilma e a Igreja;; Uma só: a opção pelos pobres. Não por acaso o Rio de Janeiro, lugar onde a opção pelos pobres foi renegada e excluída do vocabulário eclesial oficial, é o lugar onde o índice de católicos continua a cair vertiginosamente.
Interessante seria fazer um estudo por região e averiguar a relação concreta entre a postura da Igreja frente aos problemas dos pobres e a permanência na Igreja. Esperamos que algum sociólogo com tempo e condições possa fazer isso.
Enquanto isso, o governo Dilma com suas ações concretas em favor dos preferidos de Jesus, continua surfando em popularidade.