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EL PAPA FRANCISCO ADVIERTE A LOS SACERDOTES DE QUE LA INSATISFACCION PROVIENE DE NO SALIR DE SI MISMOS

Ciudad del Vaticano, 28 marzo 2013 (VIS).-

El Papa Francisco ha advertido esta mañana a los sacerdotes católicos del mundo entero que “la insatisfacción de algunos sacerdotes que terminen tristes y convertidos en una especie de coleccionistas de antigüedades o bien de novedades, proviene de salir poco de sí mismos y perderse lo mejor de nuestro pueblo”. Y el Papa les ha dicho con fuerza que no quiere ese tipo de sacerdotes, que en vez de mediadores se han convertido en gestores, y les ha manifestado su deseo: “¡Esto es lo que yo os pido: que seáis pastores con el olor de la oveja! Y que así se perciba.”

Casi 10.000 personas han asistido a esta solemne Misa Crismal del Jueves Santo celebrada en la Basílica de San Pedro, presidida por el Santo Padre y concelebrada por todos los cardenales, patriarcas, arzobispos, obispos y presbíteros, y con el servicio de diáconos y religiosos, todos ellos presentes en Roma y que sumaban cerca de dos mil.

En su homilía, Francisco también ha señalado que “la prueba más clara para reconocer al buen sacerdote es fijarse en “cómo su pueblo anda ungido” y, por el contrario, ha añadido que “no es precisamente en autoexperiencias ni en introspecciones reiteradas donde vamos a encontrar al Señor: los cursos de autoayuda en la vida pueden ser útiles, pero vivir pasando de un curso a otro, de un método a otro, de método en método, lleva a hacernos pelagianos, a minimizar el poder de la gracia la cual se activa y crece en la medida en que salimos con fe a darnos y a dar el Evangelio a los demás”.

Estos mensajes han sido desarrollados a lo largo de una homilía en la que el Papa Francisco ha comenzado recordando a todos los sacerdotes -incluyéndose a sí mismo-, el día de su ordenación como ministros sagrados. En este contexto, el Papa ha explicado lo que significa ser ungidos: “ser para” los demás, y se ha detenido en el sentido de las vestimentas. “Al revestirnos con nuestra humilde casulla, bien podemos sentir sobre los hombros y en el corazón, el peso y el rostro de nuestro pueblo fiel, de nuestros santos y de nuestros mártires… ¡Que en nuestro tiempo, son tantos!”, ha exclamado el nuevo Papa.

Francisco se ha detenido asimismo en detallar cómo la belleza de lo litúrgico -“que no es puro adorno y gusto por los trapos”, ha dicho-, esta destinada a la acción que se espera del sacerdote: “La unción no es para perfumarnos a nosotros mismos, ni mucho menos para que la guardemos en un frasco, ya que el aceite se pondría rancio… Y amargo el corazón”.

El Santo Padre ha detallado incluso detalles concretos para animar a los sacerdotes en su misión pastoral y ha comentado: “Nuestra gente agradece el evangelio predicado con unción, agradece cuando el evangelio que predicamos llega a su vida cotidiana, cuando baja como el óleo de Aarón hasta los bordes de la realidad, cuando ilumina las situaciones límites, «las periferias» donde el pueblo fiel está más expuesto a la invasión de los que quieren saquear su fe. Nos lo agradece porque siente que hemos rezado por las cosas de su vida cotidiana, por sus penas y alegrías, por sus angustias y sus esperanzas. Y cuando siente que el perfume del Ungido, de Cristo, llega a través nuestro, se anima a confiarnos todo lo que quieren que le llegue al Señor: «Rece por mí, padre, que tengo este problema…», «Bendígame» y «rece por mí»”, ha contado Francisco.

“Lo que quiero señalar -ha continuado el Papa-, es que siempre tenemos que reavivar la gracia e intuir en toda petición -a veces inoportunas, a veces puramente materiales, incluso banales, pero lo son sólo en apariencia–, el deseo de nuestra gente de ser ungidos con el óleo perfumado, porque sabe que lo tenemos. Intuir y sentir como sintió el Señor la angustia esperanzada de la hemorroísa cuando tocó el borde de su manto”.

Antes de terminar su homilía, el Santo Padre se ha dirigido también a los fieles laicos a los que ha pedido que se muestren cercanos a los sacerdotes: “acompañad a vuestros sacerdotes con el afecto y la oración, para que sean siempre Pastores según el corazón de Dios”.

En esta Misa Crismal, que abre el Triduo Pascual de la Semana Santa y cuyo rito se celebra en todas las catedrales del mundo, los sacerdotes han renovado las promesas sacerdotales -de pobreza, castidad y obediencia-, y el Papa ha bendecido los óleos de los catecúmenos y de los enfermos, y el crisma -aceite y bálsamos mezclados- que se utilizará para ungir a los que se bautizan, a los que se confirman y para la ordenación sacerdotal.

Papa Francisco decide continuar morando na Casa Santa Marta

O Papa Francisco decidiu ficar morando, “até segunda ordem” na Casa Santa Marta, no Vaticano, instalações simples e modernas onde se hospedou juntamente com os outros cardeais para o conclave que o elegeu pontífice em 13 de março.

Francisco, cujos primeiros dias de pontificado foram marcados por atitudes humildes e avessas ao luxo e à ostentação, afirmou que aprecia ficar “junto com os outros membros do clero”, em vez de mudar para as amplas instalações do apartamento papal, anunciou nesta terça-feira (26) o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi.

Lombardi afirmou que o apartamento papal está “pronto”, após pequenas reformas feitas depois da saída do agora Papa Emérito Bento XVI, mas que Francisco ficará “até nova ordem” na Casa Santa Marta.

O porta-voz não explicou se o Papa pretende se mudar para o apartamento oficial -que consiste em mais de uma dúzia de quartos, bem como quartos para funcionários e um terraço- mais tarde.

Nos últimos dias, Francisco saiu de um quarto único da residência, que tem cerca de 130 quartos, para uma suíte, de forma a ter mais espaço para trabalhar e receber as pessoas, disse Lombardi.

Francisco estabeleceu um tom mais austero para o papado em relação a seu antecessor Bento XVI, que ganhou uma reputação de adotar costumes suntuosos.

Lombardi disse que o papa gosta da atmosfera da residência onde ele vive junto com outros clérigos.

O papa reza uma missa na capela local todas as manhãs e convida os trabalhadores do Vaticano e outros convidados a participar.

“Eu não posso fazer previsões a longo prazo, mas por enquanto parece que ele está fazendo experiências com este tipo simples de habitação”, disse Lombardi.

“Esse ainda é um período de tempo para se acostumar com as coisas, de experimentação. Certamente, nessa fase ele manifestou o desejo de ficar onde está”, disse o porta-voz.

Lombardi disse que o papa vai usar os escritórios no Palácio Apostólico e suas grandes salas de recepção para atender chefes de Estado e delegações, e continuará a aparecer a cada domingo para conceder uma bênção a partir da janela do apartamento papal com vista para a Praça de São Pedro.

“Bento 16 apostou todas as fichas no continente errado”, diz historiador

Sucessão Papal Contradizendo projeções demográficas e da própria história recente da Igreja Católica, o papa Bento 16 priorizou a Europa no seu pontificado, afirma o padre e históriador José Oscar Beozzo.

Em entrevista à Folha por telefone, Beozzo diz que, apesar do apoio de Bento 16 ao arcebispo de Milão, Angelo Scola, muitas vezes os papas não fazem seu sucessor.

Padre da paróquia São Benedito, em Lins (SP), Beozzo é coordenador do Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular e autor de livros e artigos sobre a história da igreja no Brasil e na América Latina.

Rogério Cassimiro/Folhapress
O padre e historiador José Oscar Beozzo
O padre e historiador José Oscar Beozzo

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Folha – O que se pode dizer sobre o provável novo papa?

José Oscar Beozzo – Essa renúncia de Bento 16 mexeu profundamente com a igreja toda, com o inusitado do seu gesto. Ele fechou o arco de um movimento iniciado no Concílio Vaticano 2º (1962-65), que de maneira muito sábia fixou um limite de idade para bispos e párocos: 75 anos.

Bento 16, com a renúncia, apontou com toda clareza que a norma conciliar devia ser tomada em conta também pelo papa e abriu caminho para que seja levada em consideração por futuros papas.

Creio que os cardeais serão muito cautelosos no conclave. A tendência, após um pontificado muito longo, é escolher um cardeal de mais idade, para um pontificado breve. Quando ele é breve, surge a tendência inversa ou um meio-termo. Tenho a impressão de que o papa vai ser escolhido entre cardeais perto dos 70 anos de idade, mas não mais, por causa do breve pontificado de Bento 16.

O Brasil tem cinco cardeais no conclave, menos que os EUA (11), por exemplo. Por quê?

Acho que foi uma política de Bento 16. Primeiro, ele fez muitos cardeais na Europa e na Cúria ou nos países do norte. De fora da Europa, foram criados só três. Nenhum, porém, na América Latina ou na África, que juntos abrigam quase 60% dos católicos.

Houve críticas generalizadas. Nove meses depois, inopinadamente, ele criou seis cardeais: nas Filipinas, na Índia, na Nigéria, no Líbano, na Colômbia… foi uma espécie de remendo na escolha anterior, que incluiu um brasileiro, mas como cardeal de Cúria: dom João Braz de Aviz.

Três quartos dos fiéis da igreja estão fora da Europa. Não há muito cabimento em ter mais da metade dos cardeais eleitores lá, quando ela representa hoje só uns 23% dos católicos do mundo. Nesse sentido, há sobrerrepresentação europeia entre cardeais e “sub-sub-sub-representação” da América Latina.

Por que Bento 16 reforçou o eurocentrismo?

Ele viu como o grande desafio do seu pontificado recristianizar a Europa. Apostou todas as fichas no lugar errado, a meu ver. A população da Europa, envelhecida, decresce em vários países.

Quando se tem uma população envelhecida, não se sonha muito com o futuro. A igreja na Europa e a igreja na África vivem dois mundos totalmente diferentes. Uma está ancorada no passado, a outra projetada para o futuro.

Mais da metade dos cardeais com direito a voto foi escolhida por Bento 16. Esse colégio pode chegar à conclusão de que é preciso deseuropeizar?

Depende muito da conversa entre os cardeais nos próximos dias e do amplo debate, em escala mundial, que a renúncia desencadeou.

Cardeais asiáticos e da África vão apresentar a realidade daqueles continentes. É um momento rico nesse sentido, pois se sairá do discurso monocórdico ditado pelo centro da igreja. Quem vai dar as cartas não será só a Cúria.

Bento 16 preparou um sucessor, o arcebispo de Milão…

Bento 16 transferiu o cardeal Scola de Veneza –que é meio fim de carreira, como o posto de um marechal no Exército– para Milão. Para bom entendedor da política interna, é uma sinalização.

Havia mais de 400 bispos na Itália, entre os quais o papa podia escolher livremente um para Milão. Escolheu alguém que aparentemente não deveria ser removido, por estar num lugar prestigioso.

Outra possível sinalização foi a escolha de um dos cardeais eleitores, Gianfranco Ravasi, para pregar seu último retiro como papa.

Mas podemos também nos voltar para a história: Leão 13 falou aos cardeais sobre quem ele gostaria que fosse seu sucessor, mas o indicado não foi o escolhido. Depois, Pio 10º apostou no cardeal Gotti, mas ele também não foi eleito. O papa pode dar seu pitaco, mas não significa que os cardeais necessariamente seguirão sua sugestão.

Com a renúncia, Bento 16 está enfraquecido ou fortalecido para a escolha do sucessor?

Ele nomeou 67 cardeais, mais da metade dos votantes. Há poder maior? Por outro lado, com a renúncia, ele vai se recolher em copas. Não tem sentido ele ter renunciado e buscar influenciar diretamente o conclave. Com seu gesto, mostrou humildade e grandeza humana e espiritual.

Renúncia de Bento 16 ‘cria dilema de legitimidade’ para novo papa

Michael Walsh*, Especial para a BBC

Papa Bento 16 (Foto Reuters)Muita gente esperava que Bento 16 voltasse a ser cardeal após a renúncia

A renúncia de Bento 16 tem gerado questionamentos entre teólogos, sendo que alguns alegam que o agora “papa emérito” não deveria ou mesmo não poderia ter se desligado do pontificado.

De acordo com essa segunda tese, defendida pelo teólogo Enrico Maria Radaelli, quando os cardeais se reunirem para eleger um sucessor estarão, na realidade, elegendo um antipapa – ou um impostor.

Não é a primeira vez que esses questionamentos ocorrem.Bento 16 disse que renunciou porque sentiu que não poderia cumprir com os compromissos de seu cargo – e os mesmos motivos foram alegados em 1294 por Pietro da Morrone, o papa Celestino 5º, que renunciou apenas seis meses depois de assumir a liderança da Igreja Católica.

Morrone queria voltar a ser ermitão, mas Bonifácio 8º, seu sucessor, achou mais prudente prendê-lo em um castelo para o resto de sua vida, temendo que seus desafetos se reunissem em torno do ex-papa.

E não faltaram desafetos durante o pontificado de Bonifácio 8º. Um dos argumentos levantados por seus inimigos era que papas não poderiam renunciar – então Bonifácio 8º não poderia ser o legítimo herdeiro de São Pedro.

Cisma

Há figuras dentro e fora da Igreja que poderiam explorar tais teorias de ilegitimidade se o novo pontífice começar a tomar um caminho muito diferente de seu antecessor – por exemplo, no que diz respeito ao papel das mulheres na Igreja ou à promoção da tradicional liturgia em latim.

Um exemplo é o do grupo católico dissidente Sociedade de São Pio 10º.

O grupo esteve à beira de declarar que Bento 16 não era um legítimo sucessor de São Pedro porque ele aceitou os ensinamentos do Concílio Vaticano 2º, de 1960 – aos quais a Sociedade de São Pio 10º se opõe.

Bento 16 trabalhou duro tentando trazê-los de volta para a Igreja Católica – duro demais aos olhos de alguns -, mas não teve sucesso. E a Sociedade de São Pio 10º continua a ser uma Igreja separada, atraindo católicos descontentes. Mais uma divisão dentro do cristianismo.

Papa Bento 16 (Foto AP)Para historiador, decisão de transformar Bento 16 em ‘papa emérito’ causaria confusão

O colapso dessas negociações, ocorrido pouco tempo antes de Bento 16 anunciar sua renúncia, pode ter contribuído para o seu cansaço.

Uma lição (muito) curta de teologia católica é necessária neste ponto: os postos de padre e bispo são considerados sacramentais, como o batismo ou o casamento.

Um bispo e um padre podem renunciar a seu trabalho, mas, segundo a Igreja, continuam a ser bispos ou padres.

O papado, porém, não tem um status sacramental, mas é uma função.

Confusão

O papa é o bispo de Roma. Ele pode deixar essa função (todos os outros bispos devem apresentar sua renúncia aos 75 anos) e, portanto, pode deixar de ser papa.

Não há problema nisso.

Muita gente esperava que Bento 16 voltasse a ser o cardeal Joseph Ratzinger após a renúncia – o que aconteceu com dois papas rivais em 1415 (por um período, um cisma na Igreja Católica fez com que houvesse três papas).

Em vez dessa solução sensata, porém, foi anunciado que ele será “emérito pontífice”, devendo ser chamado de “sua santidade” e podendo se vestir de branco (ainda que tenha de deixar de usar o sapato vermelho dos papas).

A decisão cria incertezas, fazendo Bento 16 parecer quase um “papa alternativo”.

E a confusão fica ainda pior: Ratzinger vai manter seu secretário particular, o arcebispo Georg Gaenswein, que atualmente também é o “guardião” da casa do papa – embora seja provável que o novo pontífice escolha outra pessoa para a função.

Vaticano (Foto Reuters)Helicóptero do papa sobrevoa o Vaticano: incertezas

Além disso, o “papa emérito” vai continuar a viver no Vaticano e o novo papa pode achar a proximidade desconfortável, sentindo-se obrigado a consultá-lo especialmente sobre assuntos que foram importantes durante o seu papado, como a controversa reintrodução do latim na liturgia católica.

Reclusão

Bento 16 diz que passará a viver em reclusão. Ele sempre foi mais feliz com seus livros (e gatos) do que com pessoas, de modo que isso não deve ser um fardo muito pesado.

Ratzinger também pretende escrever. Como papa ele costumava insistir que seus textos teológicos eram uma produção de Joseph Ratzinger, não de Bento 16, embora seja impossível negar que seu posto à frente da Igreja Católica ajudou a impulsionar as vendas dessas obras.

Talvez não haja alternativa realista à permanência de Ratzinger no Vaticano.

Se ele voltasse para sua amada Regensburg, por exemplo, alguns poderiam tentar processá-lo por não dar tratamento adequado às denúncias de abuso de padres e bispos, enquanto outros poderiam transformar sua residência em um santuário, um ponto de encontro para dissidentes do novo pontífice.

Mas certamente há questões legítimas sobre seu título de “pontífice emérito”.

Além das mencionadas acima, tal opção também abre a possibilidade de que Ratzinger, sempre elogiado por sua humildade, seja acusado de deixar-se tomar pela vaidade.

* Michael Walsh é um historiador papal e autor de vários livros sobre o tema, entre eles o Dicionário dos Papas, publicado no Brasil pela Edições 70.

Papa denuncia divisão no clero e ‘hipocrisia religiosa’ em última grande missa

DA EFE

Sucessão Papal O papa Bento 16, que renunciará ao pontificado no próximo dia 28, oficiou nesta quarta-feira sua última grande missa, na qual se mostrou visivelmente emocionado com o afeto dos fiéis e denunciou que a divisão no clero e a falta de unidade desfiguram o rosto da Igreja.

Em uma basílica de São Pedro do Vaticano lotada, o papa rezou a missa da Quarta-Feira de Cinzas, que abre a Quaresma, e destacou a importância do testemunho de fé e da vida cristã de cada um dos seguidores de Cristo para mostrar a verdadeira cara da igreja.

O pontífice acrescentou que, no entanto, muitas vezes esse rosto “aparece desfigurado”.

Alessandro Bianchi/Reuters
Bento 16 reza missa da Quarta-Feira de Cinzas, na basílica de São Pedro
Bento 16 reza missa da Quarta-Feira de Cinzas, na basílica de São Pedro

“Penso em particular nos atentados contra a unidade da igreja e nas divisões no corpo eclesiástico”, afirmou o papa, que acrescentou que é preciso viver a Quaresma de uma maneira intensa, superando “individualismos e rivalidades”.

Bento 16 também disse que Jesus denunciou a “hipocrisia religiosa, o comportamento de que buscam o aplauso e a aprovação do público”.

“O verdadeiro discípulo não serve a si mesmo ou ao público, mas ao Senhor, de maneira singela, simples e generosa”, ressaltou o papa, que acrescentou que o testemunho do cristão será mais incisivo quanto menos busque a glória.

Em sua segunda aparição pública após o anúncio da renúncia –a primeira foi também hoje, na audiência pública das quartas-feiras–, Bento 16 falou sobre sua decisão e pediu orações pela Igreja.

“As circunstâncias sugeriram que nos reunamos em torno do túmulo de São Pedro para pedir pela Igreja neste particular momento, renovando nossa fé em Cristo. Para mim é a ocasião para agradecer a todos quando me disponho a concluir meu Ministério e para lhes pedir que me tenham em suas preces”, disse.

‘EM PLENA LIBERDADE’

Essas palavras foram a continuação das expressadas durante a audiência pública, nas quais assegurou que decidiu renunciar ao pontificado “em plena liberdade, para o bem da Igreja”, e após “ter orado muito” e examinado sua “consciência diante de Deus”.

O papa acrescentou nesse encontro público que é “ciente” da “importância” do fato, mas também de “não ser capaz de promover o Ministério de Pedro com a força física e o espírito que ele requer”.

O pontífice reconheceu que estes são dias “nada fáceis” para ele, mas que notou “quase fisicamente a força da prece do amor da Igreja”.

QUARESMA

Na homilia da missa da Basílica de São Pedro, Bento XVI disse também que a Quaresma é um tempo de conversão, e exortou os fiéis a “retornar a Deus”, afirmando que esse retorno se tornará realidade quando a graça do Senhor entrar nos homens e cortar seus corações.

O bispo de Roma reiterou as práticas tradicionais da esmola, o jejum e a prece neste tempo de Quaresma como caminhos para retornar a Cristo.

Após a homilia, o cardeal Angelo Comastri, arcipreste da basílica de São Pedro, impôs as cinzas ao papa.

Depois, Bento 16 as impôs a ele, ao secretário de Estado do Vaticano, Tarcisio Bertone; ao cardeal decano, Angelo Sodano, e a vários frades.

Concluída a missa, Bertone expressou a Bento 16 a “tristeza” da igreja por sua renúncia ao pontificado, uma decisão, disse, que demonstra “sua pureza de coração, sua humildade, docilidade e coragem”.

“Não seríamos sinceros se não lhe disséssemos que hoje há um véu de tristeza em nossos corações”, disse Bertone, que ressaltou que este ato revela que “a pureza de mente, a fé forte e exigente, a força da humildade e docilidade, junto com uma grande coragem marcaram cada passagem de sua vida e de seu ministério”.

Após as palavras de Bertone, o papa, comovido, foi amplamente aplaudido por vários minutos.

Bento 16 se retirará no próximo domingo durante uma semana para exercícios espirituais, que terminarão no dia 23. Durante esse período, o papa não vai realizar atos públicos.

E o futuro [não] é mais como era antigamente…

VATICAN INFORMATION SERVICE
AÑO XXII – N° 179
FECHA 05-10-2012
Sumario:
– INDULGENCIA PLENARIA POR EL AÑO DE LAFE
– PRESENTACION DEL SINODO SOBRE LA NUEVA EVANGELIZACION
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INDULGENCIA PLENARIA POR EL AÑO DE LAFE

Ciudad del Vaticano, 5 octubre 2012 (VIS).- -Benedicto XVI concederá a los fieles la indulgencia plenaria con motivo del Año de la Fe que será válida desde su apertura (11 de octubre de 2012 hasta su clausura, 24 de noviembre de 2013) , según informa el decreto hecho público hoy firmado por el cardenal Manuel Monteiro de Castro y por el obispo Krzysztof Nykiel, respectivamente Penitenciario Mayor y Regente de la Penitenciaría Apostólica.

“En el día del cincuenta aniversario de la solemne apertura del Concilio Vaticano II -dice el texto- el Sumo Pontífice Benedicto XVI ha establecido el inicio de un Año particularmente dedicado a la profesión de la fe verdadera y a su recta interpretación, con la lectura o, mejor, la piadosa meditación de los Actos del Concilio y de los artículos del Catecismo de la Iglesia Católica”.

“Ya que se trata, ante todo, de desarrollar en grado sumo -por cuanto sea posible en esta tierra- la santidad de vida y de obtener, por lo tanto, en el grado más alto la pureza del alma, será muy útil el gran don de las indulgencias que la Iglesia, en virtud del poder conferido de Cristo, ofrece a cuantos que, con las debidas disposiciones, cumplen las prescripciones especiales para conseguirlas”.

“Durante todo el arco del Año de la Fe -convocado del 11 de octubre de 2012 al 24 de noviembre de 2013- podrán conseguir la Indulgencia plenaria de la pena temporal por los propios pecados impartida por la misericordia de Dios, aplicable en sufragio de las almas de los fieles difuntos, todos los fieles verdaderamente arrepentidos, debidamente confesados, que hayan comulgado sacramentalmente y que recen según las oraciones del pontífice:

A)Cada vez que participen al menos en tres momentos de predicación durante las Sagradas Misiones, o al menos, en tres lecciones sobre los Actos del Concilio Vaticano II y sobre los artículos del Catecismo de la Iglesia en cualquier iglesia o lugar idóneo.

B)Cada vez que visiten en peregrinación una basílica papal, una catacumba cristiana o un lugar sagrado designado por el Ordinario del lugar para el Año de la Fe (por ejemplo basílicas menores, santuarios marianos o de los apóstoles y patronos) y participen en una ceremonia sacra o, al menos, se recojan durante un tiempo en meditación y concluyan con el rezo del Padre nuestro, la Profesión de fe en cualquier forma legítima, las invocaciones a la Virgen María y, según el caso, a los santos apóstoles o patronos.

C) Cada vez que en los días determinados por el Ordinario del lugar para el Año de la Fe, participen en cualquier lugar sagrado en una solemne celebración eucarística o en la liturgia de las horas, añadiendo la Profesión de fe en cualquier forma legítima.

D) Un día, elegido libremente, durante el Año de la Fe, para visitar el baptisterio o cualquier otro lugar donde recibieron el sacramento del Bautismo, si renuevan las promesas bautismales de cualquier forma legítima.

Los obispos diocesanos o eparquiales y los que están equiparados a ellos por derecho, en los días oportunos o con ocasión de las celebraciones principales, podrán impartir la Bendición Papal con la Indulgencia plenaria a los fieles.

El documento concluye recordando que los fieles que “por enfermedad o justa causa” no puedan salir de casa o del lugar donde se encuentren, podrán obtener la indulgencia plenaria, si “unidos con el espíritu y el pensamiento a los fieles presentes, particularmente cuando las palabras del Sumo Pontífice o de los obispos diocesanos se transmitan por radio o televisión, recen, allí donde se encuentren, el Padre nuestro, la Profesión de fe en cualquier forma legítima y otras oraciones conformes a la finalidad del Año de la Fe ofreciendo sus sufrimientos o los problemas de su vida”.