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Viva São Pedro, Santo Antônio e São João!

Junho é o mês das festas dos santos do povo. Começa com Santo Antônio, passa por São João e termina com São Pedro.

Santo Antônio é o casamenteiro. Arruma namorada para o pior dos encalhados. Para outros, é o “pão dos pobres”, aquele que convida a partilhar o pouco que temos com os que menos ainda têm. João Batista é o profeta. Ele anuncia uma sociedade de justiça onde os poderosos terão que prestar contas de suas prepotências. Ele prepara o caminho e batiza o Messias que veio realizar a justiça para os pobres.

São Pedro, o último a ser celebrado, é o braço direito de Jesus aqui na terra. No céu, ele tem as chaves da porta e controla quem entra e quem fica de fora. É o líder, o chefe. E talvez por isso sua figura não seja tão popular como a dos outros dois. Aliás, até nos evangelhos sua fama é duvidosa. Jesus o chama de Satanás quando o discípulo quer que ele seja um chefe poderoso que vai esmagar os opressores judeus e romanos. O Mestre o repreende por ter tomado a espada e cortado a orelha de um escravo do Sumo Sacerdote e o adverte de que todos os que lançam mão da espada pela espada morrerão! Na hora do lava-pés, Pedro se recusa a entrar na fila e deixar-se lavar. No dia da prisão, nega três vezes conhecer o nazareno. Depois da ressurreição, Jesus lhe pergunta se é capaz de dar a vida por ele. Pedro titubeia e Jesus tem que repetir a pergunta três vezes.

Perguntamo-nos então: quando foi que Pedro mudou a ponto de se tornar a liderança da comunidade? Segundo o livro dos Atos dos Apóstolos, foi a experiência da prisão que levou Pedro à mudança. Ele sempre pensou a liderança como um exercício do poder. Olhava para cima e pensava em como chegar ao alto. Ao passar pela cadeia, experimentou que o verdadeiro poder só se alcança quando se desce até os últimos da sociedade. Foi convencido a deixar de sonhar com o principado e passar a pensar nos humilhados. Foi isso que aconteceu com Jesus. Pedro, ao passar pela cadeia, assumiu essa forma de liderança.

É uma experiência que se repetiu com Francisco de Assis, Mahatma Ghandi, Martim Luther King, Nelson Mandela, Dom Hélder Câmara, Tereza de Calcutá, Irmã Dulce e outros tantos e tantas que fizeram suas as dores, sofrimentos e prisões dos leprosos, dos párias, dos segregados, discriminados e empobrecidos da sociedade.

O Papa Francisco, atual sucessor de Pedro no serviço à Igreja, lembra que a verdadeira liderança precisa se despir não apenas das roupas de príncipe, mas da “psicologia de príncipe”. Uma conversão difícil que implica em mudar de lugar social e eclesial: sair dos palácios e misturar-se ao povo nas festas da esperança da volta da fogueira que aquece a convivência dos pequenos e humilhados. Mas uma conversão possível e necessária para uma nova humanidade que possa viver a alegria da festa da vida.

EL PAPA FRANCISCO ADVIERTE A LOS SACERDOTES DE QUE LA INSATISFACCION PROVIENE DE NO SALIR DE SI MISMOS

Ciudad del Vaticano, 28 marzo 2013 (VIS).-

El Papa Francisco ha advertido esta mañana a los sacerdotes católicos del mundo entero que “la insatisfacción de algunos sacerdotes que terminen tristes y convertidos en una especie de coleccionistas de antigüedades o bien de novedades, proviene de salir poco de sí mismos y perderse lo mejor de nuestro pueblo”. Y el Papa les ha dicho con fuerza que no quiere ese tipo de sacerdotes, que en vez de mediadores se han convertido en gestores, y les ha manifestado su deseo: “¡Esto es lo que yo os pido: que seáis pastores con el olor de la oveja! Y que así se perciba.”

Casi 10.000 personas han asistido a esta solemne Misa Crismal del Jueves Santo celebrada en la Basílica de San Pedro, presidida por el Santo Padre y concelebrada por todos los cardenales, patriarcas, arzobispos, obispos y presbíteros, y con el servicio de diáconos y religiosos, todos ellos presentes en Roma y que sumaban cerca de dos mil.

En su homilía, Francisco también ha señalado que “la prueba más clara para reconocer al buen sacerdote es fijarse en “cómo su pueblo anda ungido” y, por el contrario, ha añadido que “no es precisamente en autoexperiencias ni en introspecciones reiteradas donde vamos a encontrar al Señor: los cursos de autoayuda en la vida pueden ser útiles, pero vivir pasando de un curso a otro, de un método a otro, de método en método, lleva a hacernos pelagianos, a minimizar el poder de la gracia la cual se activa y crece en la medida en que salimos con fe a darnos y a dar el Evangelio a los demás”.

Estos mensajes han sido desarrollados a lo largo de una homilía en la que el Papa Francisco ha comenzado recordando a todos los sacerdotes -incluyéndose a sí mismo-, el día de su ordenación como ministros sagrados. En este contexto, el Papa ha explicado lo que significa ser ungidos: “ser para” los demás, y se ha detenido en el sentido de las vestimentas. “Al revestirnos con nuestra humilde casulla, bien podemos sentir sobre los hombros y en el corazón, el peso y el rostro de nuestro pueblo fiel, de nuestros santos y de nuestros mártires… ¡Que en nuestro tiempo, son tantos!”, ha exclamado el nuevo Papa.

Francisco se ha detenido asimismo en detallar cómo la belleza de lo litúrgico -“que no es puro adorno y gusto por los trapos”, ha dicho-, esta destinada a la acción que se espera del sacerdote: “La unción no es para perfumarnos a nosotros mismos, ni mucho menos para que la guardemos en un frasco, ya que el aceite se pondría rancio… Y amargo el corazón”.

El Santo Padre ha detallado incluso detalles concretos para animar a los sacerdotes en su misión pastoral y ha comentado: “Nuestra gente agradece el evangelio predicado con unción, agradece cuando el evangelio que predicamos llega a su vida cotidiana, cuando baja como el óleo de Aarón hasta los bordes de la realidad, cuando ilumina las situaciones límites, «las periferias» donde el pueblo fiel está más expuesto a la invasión de los que quieren saquear su fe. Nos lo agradece porque siente que hemos rezado por las cosas de su vida cotidiana, por sus penas y alegrías, por sus angustias y sus esperanzas. Y cuando siente que el perfume del Ungido, de Cristo, llega a través nuestro, se anima a confiarnos todo lo que quieren que le llegue al Señor: «Rece por mí, padre, que tengo este problema…», «Bendígame» y «rece por mí»”, ha contado Francisco.

“Lo que quiero señalar -ha continuado el Papa-, es que siempre tenemos que reavivar la gracia e intuir en toda petición -a veces inoportunas, a veces puramente materiales, incluso banales, pero lo son sólo en apariencia–, el deseo de nuestra gente de ser ungidos con el óleo perfumado, porque sabe que lo tenemos. Intuir y sentir como sintió el Señor la angustia esperanzada de la hemorroísa cuando tocó el borde de su manto”.

Antes de terminar su homilía, el Santo Padre se ha dirigido también a los fieles laicos a los que ha pedido que se muestren cercanos a los sacerdotes: “acompañad a vuestros sacerdotes con el afecto y la oración, para que sean siempre Pastores según el corazón de Dios”.

En esta Misa Crismal, que abre el Triduo Pascual de la Semana Santa y cuyo rito se celebra en todas las catedrales del mundo, los sacerdotes han renovado las promesas sacerdotales -de pobreza, castidad y obediencia-, y el Papa ha bendecido los óleos de los catecúmenos y de los enfermos, y el crisma -aceite y bálsamos mezclados- que se utilizará para ungir a los que se bautizan, a los que se confirman y para la ordenación sacerdotal.

Papa Francisco decide continuar morando na Casa Santa Marta

O Papa Francisco decidiu ficar morando, “até segunda ordem” na Casa Santa Marta, no Vaticano, instalações simples e modernas onde se hospedou juntamente com os outros cardeais para o conclave que o elegeu pontífice em 13 de março.

Francisco, cujos primeiros dias de pontificado foram marcados por atitudes humildes e avessas ao luxo e à ostentação, afirmou que aprecia ficar “junto com os outros membros do clero”, em vez de mudar para as amplas instalações do apartamento papal, anunciou nesta terça-feira (26) o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi.

Lombardi afirmou que o apartamento papal está “pronto”, após pequenas reformas feitas depois da saída do agora Papa Emérito Bento XVI, mas que Francisco ficará “até nova ordem” na Casa Santa Marta.

O porta-voz não explicou se o Papa pretende se mudar para o apartamento oficial -que consiste em mais de uma dúzia de quartos, bem como quartos para funcionários e um terraço- mais tarde.

Nos últimos dias, Francisco saiu de um quarto único da residência, que tem cerca de 130 quartos, para uma suíte, de forma a ter mais espaço para trabalhar e receber as pessoas, disse Lombardi.

Francisco estabeleceu um tom mais austero para o papado em relação a seu antecessor Bento XVI, que ganhou uma reputação de adotar costumes suntuosos.

Lombardi disse que o papa gosta da atmosfera da residência onde ele vive junto com outros clérigos.

O papa reza uma missa na capela local todas as manhãs e convida os trabalhadores do Vaticano e outros convidados a participar.

“Eu não posso fazer previsões a longo prazo, mas por enquanto parece que ele está fazendo experiências com este tipo simples de habitação”, disse Lombardi.

“Esse ainda é um período de tempo para se acostumar com as coisas, de experimentação. Certamente, nessa fase ele manifestou o desejo de ficar onde está”, disse o porta-voz.

Lombardi disse que o papa vai usar os escritórios no Palácio Apostólico e suas grandes salas de recepção para atender chefes de Estado e delegações, e continuará a aparecer a cada domingo para conceder uma bênção a partir da janela do apartamento papal com vista para a Praça de São Pedro.

Grupo ‘sem religião’ cresce especialmente entre jovens e se torna desafio a igreja

REINALDO JOSÉ LOPES, COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Quando desembarcar no Rio de Janeiro em julho deste ano para participar da Jornada Mundial da Juventude, principal evento internacional da Igreja Católica voltado para o público jovem, o papa Francisco talvez se sinta um tanto deslocado. E não apenas pela forte presença de evangélicos no Rio (uns 25% da população do Estado), mas também porque a periferia carioca é um dos lugares do país onde há mais gente que diz não ter religião.

As periferias de cidades como Recife, Salvador e São Paulo também abrigam um contingente de não religiosos superior à média nacional, de acordo com estudo da FGV (Fundação Getulio Vargas).

A orientação não religiosa está se tornando cada vez mais comum entre os jovens, o que leva especialistas a apontar o fato como um desafio tão ou mais importante que o avanço evangélico para o catolicismo.

“O movimento mais preocupante para a igreja não é o de quem muda de religião, mas o de quem simplesmente não se interessa por ela”, diz Dario Rivera, professor da Universidade Metodista de São Paulo que coordena o grupo de pesquisa Religião e Periferia na América Latina.

“O que nós estamos vendo é que, nos mesmos bairros de baixa renda onde há uma proliferação de igrejas pentecostais [evangélicas], uma quase colada na outra, há muita gente que diz não ter religião”, conta.

São lugares aparentemente improváveis, como bairros rurais de Juiz de Fora (MG), a favela do Areião, em São Bernardo do Campo, e os pontos mais pobres do bairro de Perus, na capital paulista.

Improváveis, isto é, quando se assume a equação entre baixa renda e alta religiosidade.

“A verdade é que essa é uma hipótese consensual que nunca foi testada”, declara Rivera. Para o pesquisador, essas comunidades de baixa renda têm uma relação muito pragmática com a religião, escolhendo a igreja que lhes oferece assistência ou, no caso das mulheres, o culto onde podem achar um marido “direito”, por exemplo. Resolvidos esses problemas, a frequência religiosa não é mais necessária.

“TOTALFLEX”

Desse ponto de vista, a flexibilidade das igrejas evangélicas acaba fazendo com que elas abocanhem mais ovelhas desgarradas do rebanho católico, diz André Ricardo de Souza, professor do Departamento de Sociologia da UFScar (Universidade Federal de São Carlos).

“Além do discurso mais objetivo, como o uso de slogans do tipo ‘aqui o milagre acontece’, essas igrejas estão abertas todos os dias da semana, praticamente o dia todo. Você entra e resolve seu problema, enquanto a igreja católica da paróquia passa a maior parte do tempo fechada”, afirma o pesquisador.

Segundo Rivera, os sem religião nas comunidades pobres também se explicam pela revolução nos costumes: grande liberdade sexual, uniões provisórias e outros elementos que não batem com a moralidade religiosa tradicional.

A situação do Brasil é única por combinar um grande avanço dos evangélicos com o dos sem religião. No caso dos evangélicos, o fenômeno também é importante no Chile e na Guatemala, mas em menor grau, diz Rivera. Já os não religiosos têm representação expressiva na Argentina (11%) e no Chile (8,3%).

A questão levantada por quase todo mundo, claro, é que diferença um papa latino-americano pode fazer nesse cenário. “É claro que um papa latino-americano tem um impacto. Não digo que reverta o aumento dos evangélicos, mas talvez faça o ritmo diminuir”, afirma Souza.

Rivera é mais pessimista. “Podem até acontecer mudanças na liturgia [nos rituais]. Mas o problema é que nada no perfil do papa Francisco indica que ele mudará a relação da igreja com a modernidade, e esse que é o grande problema.”

Que pasa?

EL PAPA FRANCISCO: “¡AH, COMO QUISIERA UNA IGLESIA POBRE Y PARA LOS POBRES!”

Ciudad del Vaticano, 16 marzo 2013 (VIS).-El Santo Padre ha saludado esta mañana en el Aula Pablo VI a unos seis mil periodistas y representantes de los medios de comunicación, tanto de la Santa Sede, como acreditados permanentemente o durante estos días para cubrir la información relativa al Cónclave .

En su discurso el Papa se ha dirigido a los presentes con estas palabras:

“Queridos amigos estoy contento de estar con vosotros, al inicio de mi ministerio en la Sede de Pedro, para encontrarme con vosotros que habéis trabajado aquí en Roma en este periodo tan intenso iniciado con el sorprendente anuncio del mi venerado predecesor Benedicto XVI el 11 de febrero pasado. Saludo cordialmente a cada uno de vosotros”.

“El papel de los medios de comunicación – ha dicho- ha ido creciendo en estos últimos tiempos, hasta el punto de convertirse en indispensable para narrar al mundo los acontecimientos de la historia contemporánea. Os dirijo un agradecimiento especial por vuestro calificado servicio en los días pasados -habéis trabajado ¿eh?!, habéis trabajado!- en estos días en los que los ojos del mundo católico, y no solo católico, se han dirigido a la Ciudad Eterna, especialmente a este territorio cuyo baricentro es la tumba de San Pedro. En estas semanas habéis tenido ocasión de hablar de la Santa Sede, de la Iglesia, de sus ritos, de sus tradiciones, de su fe, y en especial del papel del Papa y de su ministerio”.

“Un agradecimiento especialmente a todos los que han sabido observar y presentar estos acontecimientos de la historia de la Iglesia teniendo en cuenta la perspectiva más justa en que deben ser leídos: la de la fe. Los acontecimientos de la historia requieren casi siempre una lectura compleja que a veces también puede comprender la dimensión de la fe. Los acontecimientos eclesiales no son, ciertamente, más complicados que los políticos o económicos. Tienen sin embargo, una característica de fondo particular: responden a una lógica que no es principalmente la lógica de las categorías, por decirlo así, mundanas, y precisamente por esto no es fácil interpretarlas y comunicarlas a un público amplio y heterogéneo. La Iglesia aunque ciertamente es una institución humana e histórica, con todo lo que esto comporta, no tiene una naturaleza política, sino esencialmente espiritual: es el pueblo de Dios. El santo pueblo de Dios que camina hacia el encuentro con Jesucristo”.

“Solo colocándose en esta perspectiva se puede dar razón plenamente de todo cuanto la la Iglesia católica obra. Cristo es el Pastor de la iglesia, pero su presencia en la historia pasa a través de la libertad de los hombres: Entre ellos, uno ha sido escogido para servir como su Vicario, sucesor del apóstol Pedro, ¡pero Cristo es el centro! El referente fundamental, el corazón de la Iglesia. Cristo es el centro; no, el sucesor de Pedro. Sin Cristo, ni Pedro ni la Iglesia existirían ni tendrían razón de ser. Como ha repetido muchas veces Benedicto XVI Cristo esta presente y guía su Iglesia. En todo lo que ha sucedido, el protagonista es, en último análisis, el Espíritu Santo. Él ha inspirado la decisión de Benedicto XVI para el bien de la Iglesia; Él ha dirigido a los cardenales en la oración y en la elección. Es importante, queridos amigos, tener en cuenta este horizonte interpretativo, esta hermeneútica para analizar a fondo los acontecimientos de estos días”.

“De aquí nace, sobre todo, un renovado y sincero agradecimiento por la fatiga de estos días particularmente trabajosos, pero también una invitación a tratar de conocer siempre mejor, la naturaleza verdadera de la Iglesia y las motivaciones espirituales que la guían y que son las más auténticas para comprenderla. Podéis estar seguros de que la iglesia, por su parte, presta gran atención a vuestro precioso trabajo; tenéis la capacidad de recoger y expresar las esperanzas y exigencias de nuestro tiempo, de ofrecer los elementos para una lectura de la realidad. Vuestro trabajo necesita estudio, sensibilidad, experiencia -como tantas otras profesiones-, pero conlleva una atención particular hacia la verdad, la bondad y la belleza; y esto nos acerca mucho, porque la Iglesia existe para comunicar eso mismo: la Verdad, la Bondad y la Belleza “in persona”. Debe quedar claro que estamos todos llamados no a comunicar lo nuestro , sino esta triada existencial que conforman la verdad, la bondad y la belleza”.

Después, dejando los papeles del discurso, el Papa ha dicho: “Algunos no sabían por qué el Obispo de Roma ha querido llamarse Francisco, unos pensaban en Francisco Javier, otros en Franciso de Sales, también en Francisco de Asís. Ahora os cuento la historia”.

“En la elección yo tenía a mi lado al arzobispo emérito de San Paulo, que es también Prefecto emérito de la Congregación para el Clero, el cardenal Claudio Hummes; un gran amigo, un gran amigo. Cuando la cosa se estaba volviendo “peligrosa”, me confortaba. Y cuando los votos llegaron a los dos tercios, hubo el acostumbrado aplauso porque había sido elegido el Papa. El me abrazó, me besó y me dijo: “No te olvides de los pobres” .Y esa palabra entro aquí -ha dicho el Papa Francisco señalando el corazón- Los pobres, los pobres. Luego, enseguida, en relación a los pobres pensé en Francisco de Asís. Después, pensé en las guerras, mientras el escrutinio proseguía, hasta contar todos los votos. Y Francisco es el hombre de la paz. El hombre que ama y custodia la creación, en este momento en que nosotros tenemos con la creación una relación no muy buena, no?. Es el hombre que nos da este espíritu de paz, el hombre pobre. ¡Ah, como querría una Iglesia pobre y para los pobres!. Después algunos han hecho algunos comentarios: Tendrías que llamarte Adriano, porque Adriano VI ha sido el reformador, hay que reformar. Y otro me dijo no, no, tu nombre tiene que ser Clemente ¿Y por qué? “Clemente XV, y así te puedes vengar contra Clemente XIV que suprimió la Compañía de Jesús. Son chistes!”

“Os quiero, os agradezco todo lo que habéis hecho y pienso en vuestro trabajo, os deseo que trabajéis con serenidad y con frutos, y que conozcáis cada vez más el Evangelio de Jesucristo, y la realidad de la Iglesia, Os confío a la intercesión de la Bienaventurada Virgen María, Estrella de la evangelización, Os deseo lo mejor a vosotros y a vuestra familias, a cada una de vuestra familias. Imparto de corazón a todos vosotros la bendición, muchas gracias”.

Después de saludar a algunos periodistas y responsables de los medios de comunicación de la Santa Sede, el Papa ha finalizado así:

“Os había dicho que os daría de todo corazón mi bendición. Muchos de vosotros no pertenecen a la Iglesia Católica, otros no son creyentes. Os doy de corazón esta bendición, en silencio, a cada uno de vosotros, respetando la conciencia de cada uno, pero sabiendo que cada uno de vosotros es hijo de Dios. Que Dios os bendiga”.

Dom Odilo “não tem altura intelectual” para ser papa, diz Leonardo Boff

Da Carta Capital

Aos 74 anos, o teólogo catarinense Leonardo Boff comenta os problemas da Igreja Católica com voz calma, mas enfática. Fortemente combatido nos anos 1980 pela instituição da qual foi expoente, o premiado estudioso da religião diz a CartaCapital (poucas horas antes do anúncio do argentino Jorge Mario Bergoglio como o novo pontífice) que um papa da “periferia” era um direito das regiões que concentram a maioria dos católicos, como a América Latina e a África. Mas o nome ideal para este momento conturbado da Igreja Católica, segundo ele, não seria Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, que chegou a ser apontado como um dos favoritos ao posto.

Foto: CIDSE/Flickr

 

“Dada à crise mundial, seja ecológica, financeira, ou interna da Igreja, ele não tem altura intelectual, nem abertura teológica capaz de dar uma resposta adequada e suficiente a essa crise”, diz.

Doutor em Teologia e professor-visitante de universidades respeitadas como Harvard, nos Estados Unidos, Boff é um dos líderes da Teologia da Libertação, que procura articular o discurso indignado frente à miséria e à marginalização com o da fé cristã. Uma tese combatida pelo Vaticano e que lhe rendeu, em 1985, uma condenação a um ano de silêncio obsequioso pelo livro Igreja: Carisma e Poder. Sete anos mais tarde, a possibilidade de uma nova reprimenda de Roma o levou a renunciar às suas atividades de padre.

Segundo o teólogo, Dom Odilo tem uma relação tensa com o clero e uma atitude autoritária, que pôde ser vista quando ele interveio na PUC-SP indicando para a reitoria a professora Anna Cintra, terceira colocada na eleição feita por alunos, funcionários e professores. O ato gerou manifestações e foi parar na Justiça, com a permanência da docente no cargo. “Ele criou um problema não resolvido.”

Dom Odilo, acredita, também não representaria “o lado mais vivo da Igreja brasileira” e não se mostra disposto a discutir temas importantes como o aborto, o uso de células tronco e o celibato. “Mantém o perfil da velha Igreja que não deu certo. [Como papa] faria remendos, mas não buscaria a cura do corpo.”

Para Boff, falta ao arcebispo mais experiência pastoral, pois ele sempre ocupou cargos em Roma, seminários, faculdades e outras burocracias, longe do povo. “Ele não vem de baixo, das raízes populares que sentem o grito dos oprimidos. Tem uma suspeita generalizada disso tudo como politização da fé. Por isso, não seria um papa adequado”, afirma.

De acordo com o teólogo, Dom Odilo não conhece o dia a dia dos fiéis, as contradições e as dificuldades da fé. “Há um vazio nele sobre isso. Por isso, ele pode ser tão duto na doutrina, porque está distante da realidade. Quando se encontra as pessoas e vê o seu sofrimento, você se enche de compaixão e modera a doutrina.”

Em texto publicado em seu blog nesta quinta-feira 14, Boff afirmou que a escolha do nome Francisco por Bergoglio pode indicar uma Igreja mais “simples, evangélica e destituída de todo o poder”. “Creio que o Papa Francisco tem em mente uma Igreja assim, fora dos palácios e dos símbolos do poder. Mostrou-o ao aparecer em público. Normalmente os Papas e Ratizinger, principalmente, punham sobre os ombros a mozeta aquela capinha, cheia de brocados e ouro que só os imperadores podiam usar. O Papa Francisco veio simplesmente vestido de branco e com a cruz de bispo.”

Um gesto que, acredita ele, aponta que o argentino quer “presidir na caridade”, com uma ligação maior com os fiéis e evitando a espetacularização da figura do papa.

“Bento 16 apostou todas as fichas no continente errado”, diz historiador

Sucessão Papal Contradizendo projeções demográficas e da própria história recente da Igreja Católica, o papa Bento 16 priorizou a Europa no seu pontificado, afirma o padre e históriador José Oscar Beozzo.

Em entrevista à Folha por telefone, Beozzo diz que, apesar do apoio de Bento 16 ao arcebispo de Milão, Angelo Scola, muitas vezes os papas não fazem seu sucessor.

Padre da paróquia São Benedito, em Lins (SP), Beozzo é coordenador do Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular e autor de livros e artigos sobre a história da igreja no Brasil e na América Latina.

Rogério Cassimiro/Folhapress
O padre e historiador José Oscar Beozzo
O padre e historiador José Oscar Beozzo

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Folha – O que se pode dizer sobre o provável novo papa?

José Oscar Beozzo – Essa renúncia de Bento 16 mexeu profundamente com a igreja toda, com o inusitado do seu gesto. Ele fechou o arco de um movimento iniciado no Concílio Vaticano 2º (1962-65), que de maneira muito sábia fixou um limite de idade para bispos e párocos: 75 anos.

Bento 16, com a renúncia, apontou com toda clareza que a norma conciliar devia ser tomada em conta também pelo papa e abriu caminho para que seja levada em consideração por futuros papas.

Creio que os cardeais serão muito cautelosos no conclave. A tendência, após um pontificado muito longo, é escolher um cardeal de mais idade, para um pontificado breve. Quando ele é breve, surge a tendência inversa ou um meio-termo. Tenho a impressão de que o papa vai ser escolhido entre cardeais perto dos 70 anos de idade, mas não mais, por causa do breve pontificado de Bento 16.

O Brasil tem cinco cardeais no conclave, menos que os EUA (11), por exemplo. Por quê?

Acho que foi uma política de Bento 16. Primeiro, ele fez muitos cardeais na Europa e na Cúria ou nos países do norte. De fora da Europa, foram criados só três. Nenhum, porém, na América Latina ou na África, que juntos abrigam quase 60% dos católicos.

Houve críticas generalizadas. Nove meses depois, inopinadamente, ele criou seis cardeais: nas Filipinas, na Índia, na Nigéria, no Líbano, na Colômbia… foi uma espécie de remendo na escolha anterior, que incluiu um brasileiro, mas como cardeal de Cúria: dom João Braz de Aviz.

Três quartos dos fiéis da igreja estão fora da Europa. Não há muito cabimento em ter mais da metade dos cardeais eleitores lá, quando ela representa hoje só uns 23% dos católicos do mundo. Nesse sentido, há sobrerrepresentação europeia entre cardeais e “sub-sub-sub-representação” da América Latina.

Por que Bento 16 reforçou o eurocentrismo?

Ele viu como o grande desafio do seu pontificado recristianizar a Europa. Apostou todas as fichas no lugar errado, a meu ver. A população da Europa, envelhecida, decresce em vários países.

Quando se tem uma população envelhecida, não se sonha muito com o futuro. A igreja na Europa e a igreja na África vivem dois mundos totalmente diferentes. Uma está ancorada no passado, a outra projetada para o futuro.

Mais da metade dos cardeais com direito a voto foi escolhida por Bento 16. Esse colégio pode chegar à conclusão de que é preciso deseuropeizar?

Depende muito da conversa entre os cardeais nos próximos dias e do amplo debate, em escala mundial, que a renúncia desencadeou.

Cardeais asiáticos e da África vão apresentar a realidade daqueles continentes. É um momento rico nesse sentido, pois se sairá do discurso monocórdico ditado pelo centro da igreja. Quem vai dar as cartas não será só a Cúria.

Bento 16 preparou um sucessor, o arcebispo de Milão…

Bento 16 transferiu o cardeal Scola de Veneza –que é meio fim de carreira, como o posto de um marechal no Exército– para Milão. Para bom entendedor da política interna, é uma sinalização.

Havia mais de 400 bispos na Itália, entre os quais o papa podia escolher livremente um para Milão. Escolheu alguém que aparentemente não deveria ser removido, por estar num lugar prestigioso.

Outra possível sinalização foi a escolha de um dos cardeais eleitores, Gianfranco Ravasi, para pregar seu último retiro como papa.

Mas podemos também nos voltar para a história: Leão 13 falou aos cardeais sobre quem ele gostaria que fosse seu sucessor, mas o indicado não foi o escolhido. Depois, Pio 10º apostou no cardeal Gotti, mas ele também não foi eleito. O papa pode dar seu pitaco, mas não significa que os cardeais necessariamente seguirão sua sugestão.

Com a renúncia, Bento 16 está enfraquecido ou fortalecido para a escolha do sucessor?

Ele nomeou 67 cardeais, mais da metade dos votantes. Há poder maior? Por outro lado, com a renúncia, ele vai se recolher em copas. Não tem sentido ele ter renunciado e buscar influenciar diretamente o conclave. Com seu gesto, mostrou humildade e grandeza humana e espiritual.

Renúncia de Bento 16 ‘cria dilema de legitimidade’ para novo papa

Michael Walsh*, Especial para a BBC

Papa Bento 16 (Foto Reuters)Muita gente esperava que Bento 16 voltasse a ser cardeal após a renúncia

A renúncia de Bento 16 tem gerado questionamentos entre teólogos, sendo que alguns alegam que o agora “papa emérito” não deveria ou mesmo não poderia ter se desligado do pontificado.

De acordo com essa segunda tese, defendida pelo teólogo Enrico Maria Radaelli, quando os cardeais se reunirem para eleger um sucessor estarão, na realidade, elegendo um antipapa – ou um impostor.

Não é a primeira vez que esses questionamentos ocorrem.Bento 16 disse que renunciou porque sentiu que não poderia cumprir com os compromissos de seu cargo – e os mesmos motivos foram alegados em 1294 por Pietro da Morrone, o papa Celestino 5º, que renunciou apenas seis meses depois de assumir a liderança da Igreja Católica.

Morrone queria voltar a ser ermitão, mas Bonifácio 8º, seu sucessor, achou mais prudente prendê-lo em um castelo para o resto de sua vida, temendo que seus desafetos se reunissem em torno do ex-papa.

E não faltaram desafetos durante o pontificado de Bonifácio 8º. Um dos argumentos levantados por seus inimigos era que papas não poderiam renunciar – então Bonifácio 8º não poderia ser o legítimo herdeiro de São Pedro.

Cisma

Há figuras dentro e fora da Igreja que poderiam explorar tais teorias de ilegitimidade se o novo pontífice começar a tomar um caminho muito diferente de seu antecessor – por exemplo, no que diz respeito ao papel das mulheres na Igreja ou à promoção da tradicional liturgia em latim.

Um exemplo é o do grupo católico dissidente Sociedade de São Pio 10º.

O grupo esteve à beira de declarar que Bento 16 não era um legítimo sucessor de São Pedro porque ele aceitou os ensinamentos do Concílio Vaticano 2º, de 1960 – aos quais a Sociedade de São Pio 10º se opõe.

Bento 16 trabalhou duro tentando trazê-los de volta para a Igreja Católica – duro demais aos olhos de alguns -, mas não teve sucesso. E a Sociedade de São Pio 10º continua a ser uma Igreja separada, atraindo católicos descontentes. Mais uma divisão dentro do cristianismo.

Papa Bento 16 (Foto AP)Para historiador, decisão de transformar Bento 16 em ‘papa emérito’ causaria confusão

O colapso dessas negociações, ocorrido pouco tempo antes de Bento 16 anunciar sua renúncia, pode ter contribuído para o seu cansaço.

Uma lição (muito) curta de teologia católica é necessária neste ponto: os postos de padre e bispo são considerados sacramentais, como o batismo ou o casamento.

Um bispo e um padre podem renunciar a seu trabalho, mas, segundo a Igreja, continuam a ser bispos ou padres.

O papado, porém, não tem um status sacramental, mas é uma função.

Confusão

O papa é o bispo de Roma. Ele pode deixar essa função (todos os outros bispos devem apresentar sua renúncia aos 75 anos) e, portanto, pode deixar de ser papa.

Não há problema nisso.

Muita gente esperava que Bento 16 voltasse a ser o cardeal Joseph Ratzinger após a renúncia – o que aconteceu com dois papas rivais em 1415 (por um período, um cisma na Igreja Católica fez com que houvesse três papas).

Em vez dessa solução sensata, porém, foi anunciado que ele será “emérito pontífice”, devendo ser chamado de “sua santidade” e podendo se vestir de branco (ainda que tenha de deixar de usar o sapato vermelho dos papas).

A decisão cria incertezas, fazendo Bento 16 parecer quase um “papa alternativo”.

E a confusão fica ainda pior: Ratzinger vai manter seu secretário particular, o arcebispo Georg Gaenswein, que atualmente também é o “guardião” da casa do papa – embora seja provável que o novo pontífice escolha outra pessoa para a função.

Vaticano (Foto Reuters)Helicóptero do papa sobrevoa o Vaticano: incertezas

Além disso, o “papa emérito” vai continuar a viver no Vaticano e o novo papa pode achar a proximidade desconfortável, sentindo-se obrigado a consultá-lo especialmente sobre assuntos que foram importantes durante o seu papado, como a controversa reintrodução do latim na liturgia católica.

Reclusão

Bento 16 diz que passará a viver em reclusão. Ele sempre foi mais feliz com seus livros (e gatos) do que com pessoas, de modo que isso não deve ser um fardo muito pesado.

Ratzinger também pretende escrever. Como papa ele costumava insistir que seus textos teológicos eram uma produção de Joseph Ratzinger, não de Bento 16, embora seja impossível negar que seu posto à frente da Igreja Católica ajudou a impulsionar as vendas dessas obras.

Talvez não haja alternativa realista à permanência de Ratzinger no Vaticano.

Se ele voltasse para sua amada Regensburg, por exemplo, alguns poderiam tentar processá-lo por não dar tratamento adequado às denúncias de abuso de padres e bispos, enquanto outros poderiam transformar sua residência em um santuário, um ponto de encontro para dissidentes do novo pontífice.

Mas certamente há questões legítimas sobre seu título de “pontífice emérito”.

Além das mencionadas acima, tal opção também abre a possibilidade de que Ratzinger, sempre elogiado por sua humildade, seja acusado de deixar-se tomar pela vaidade.

* Michael Walsh é um historiador papal e autor de vários livros sobre o tema, entre eles o Dicionário dos Papas, publicado no Brasil pela Edições 70.

Così cambieranno le norme sul Conclave

Così cambieranno le norme sul Conclave
Uscirà probabilmente domani, 23 febbraio, il testo della legge del papa (“Motu Proprio”) che modificherà in parte la legislazione del conclave, contenuta nella Costituzione apostolica “Universi Dominici Gregis”, promulgata da Giovanni Paolo II e poi già modificata dallo stesso Benedetto XVI (che ha riportato, per i primi trenta scrutini, la maggioranza qualificata dei due terzi per poter eleggere il pontefice). In realtà non si tratta di una modifica vera e propria della costituzione apostolica bensì di una “deroga” alla normativa vigente per il caso, “eccezionale” della rinuncia del pontefice. E’ stato un gruppo consistente di cardinali ed ecclesiastici della Curia ad aver chiesto di non procedere a una modifica permanente della norma, per evitare di “istituzionalizzare” la procedura delle “dimissioni” del papa.Al testo del “Motu Proprio” ha lavorato un gruppo di giuristi coordinato dall’uditore generale della Camera apostolica, monsignor Giuseppe Sciocca. Il cardinale Tarcisio Bertone è stato costantemente informato. I paragrafi dell’Universi Dominici Gregis che saranno “integrati” sono l’articolo 13, relativo ai primi atti che la Congregazione generale dei cardinali deve compiere dopo la morte del pontefice, inclusa la fissazione della data di inizio del Conclave. Gli articoli 17 e 31che regolano la custodia degli appartamenti pontifici e dei beni mobili del pontefice fino all’elezione del nuovo papa, l’articolo 19 relativo alle comunicazioni di rito in caso di sede vacante (autorità, corpo diplomatico), l’articolo 37 circa i termini temporali minimi e massimi entro i quali iniziare il conclave.

Altre disposizioni riguardano infine aspetti liturgici relativi alle cerimonie che accompagnano le “congregazioni generali” (cioè le consultazioni pre-conclave cui partecipano tutti i 209 porporati che compongono il collegio cardinalizio). Nella congregazione generale i cardinali fisseranno la data del conclave, anche sulla base degli arrivi e delle eventuali rinunce dei cardinali elettori (per il momento le rinunce previste sono due, dunque i cardinali elettori saranno 115 e il quorum per l’elezione si abbasserà a 77 voti).

La questione della data è cruciale perché condiziona addirittura l’identikit del nuovo papa: la Settimana santa della Pasqua inizia con la domenica delle Palme, il 24 marzo e per quella data tutti i porporati desiderano di aver eletto il pontefice per tornare nelle proprie diocesi. Più si ritarda l’inizio del conclave, più sarà facile ai candidati forti di affermarsi (il canadese Marc Ouellet,  l’italiano Angelo Scola, lo statunitense Timothy Dolan), perché dovranno essere eletti con la maggioranza qualificata. Più il conclave viene anticipato, più sarà facile per gli outsider di emergere (l’ungherese Peter Erdo o l’indiano Placidus T. Toppo per esempio) perché occorreranno almeno 8-9 giorni di conclave per arrivare a poter votare solo con la maggioranza assoluta. Più il conclave sarà anticipato, più i cardinali stranieri avranno poco tempo per conoscersi e i cardinali di curia e gli italiani saranno avvantaggiati. Ecco perché il braccio di ferro sulla data è così importante.

La data di inizio per le congregazioni generali sarà fissata dal Camerlengo, Tarcisio Bertone, e oscillerà tra il 2 e il 4 marzo al massimo. Mentre l’inizio del conclave oscillerà probabilmente tra il 10 e il 12 marzo.

Papa denuncia divisão no clero e ‘hipocrisia religiosa’ em última grande missa

DA EFE

Sucessão Papal O papa Bento 16, que renunciará ao pontificado no próximo dia 28, oficiou nesta quarta-feira sua última grande missa, na qual se mostrou visivelmente emocionado com o afeto dos fiéis e denunciou que a divisão no clero e a falta de unidade desfiguram o rosto da Igreja.

Em uma basílica de São Pedro do Vaticano lotada, o papa rezou a missa da Quarta-Feira de Cinzas, que abre a Quaresma, e destacou a importância do testemunho de fé e da vida cristã de cada um dos seguidores de Cristo para mostrar a verdadeira cara da igreja.

O pontífice acrescentou que, no entanto, muitas vezes esse rosto “aparece desfigurado”.

Alessandro Bianchi/Reuters
Bento 16 reza missa da Quarta-Feira de Cinzas, na basílica de São Pedro
Bento 16 reza missa da Quarta-Feira de Cinzas, na basílica de São Pedro

“Penso em particular nos atentados contra a unidade da igreja e nas divisões no corpo eclesiástico”, afirmou o papa, que acrescentou que é preciso viver a Quaresma de uma maneira intensa, superando “individualismos e rivalidades”.

Bento 16 também disse que Jesus denunciou a “hipocrisia religiosa, o comportamento de que buscam o aplauso e a aprovação do público”.

“O verdadeiro discípulo não serve a si mesmo ou ao público, mas ao Senhor, de maneira singela, simples e generosa”, ressaltou o papa, que acrescentou que o testemunho do cristão será mais incisivo quanto menos busque a glória.

Em sua segunda aparição pública após o anúncio da renúncia –a primeira foi também hoje, na audiência pública das quartas-feiras–, Bento 16 falou sobre sua decisão e pediu orações pela Igreja.

“As circunstâncias sugeriram que nos reunamos em torno do túmulo de São Pedro para pedir pela Igreja neste particular momento, renovando nossa fé em Cristo. Para mim é a ocasião para agradecer a todos quando me disponho a concluir meu Ministério e para lhes pedir que me tenham em suas preces”, disse.

‘EM PLENA LIBERDADE’

Essas palavras foram a continuação das expressadas durante a audiência pública, nas quais assegurou que decidiu renunciar ao pontificado “em plena liberdade, para o bem da Igreja”, e após “ter orado muito” e examinado sua “consciência diante de Deus”.

O papa acrescentou nesse encontro público que é “ciente” da “importância” do fato, mas também de “não ser capaz de promover o Ministério de Pedro com a força física e o espírito que ele requer”.

O pontífice reconheceu que estes são dias “nada fáceis” para ele, mas que notou “quase fisicamente a força da prece do amor da Igreja”.

QUARESMA

Na homilia da missa da Basílica de São Pedro, Bento XVI disse também que a Quaresma é um tempo de conversão, e exortou os fiéis a “retornar a Deus”, afirmando que esse retorno se tornará realidade quando a graça do Senhor entrar nos homens e cortar seus corações.

O bispo de Roma reiterou as práticas tradicionais da esmola, o jejum e a prece neste tempo de Quaresma como caminhos para retornar a Cristo.

Após a homilia, o cardeal Angelo Comastri, arcipreste da basílica de São Pedro, impôs as cinzas ao papa.

Depois, Bento 16 as impôs a ele, ao secretário de Estado do Vaticano, Tarcisio Bertone; ao cardeal decano, Angelo Sodano, e a vários frades.

Concluída a missa, Bertone expressou a Bento 16 a “tristeza” da igreja por sua renúncia ao pontificado, uma decisão, disse, que demonstra “sua pureza de coração, sua humildade, docilidade e coragem”.

“Não seríamos sinceros se não lhe disséssemos que hoje há um véu de tristeza em nossos corações”, disse Bertone, que ressaltou que este ato revela que “a pureza de mente, a fé forte e exigente, a força da humildade e docilidade, junto com uma grande coragem marcaram cada passagem de sua vida e de seu ministério”.

Após as palavras de Bertone, o papa, comovido, foi amplamente aplaudido por vários minutos.

Bento 16 se retirará no próximo domingo durante uma semana para exercícios espirituais, que terminarão no dia 23. Durante esse período, o papa não vai realizar atos públicos.