Brasil supera a Espanha como 8ª maior economia do mundo

O Brasil desbancou a Espanha e se tornou a oitava maior economia do mundo, segundo dados do Produto Interno Bruto (PIB) copilados pela Bloomberg News e citados hoje (18) pelo jornal espanhol Expansión.

O periódico cita cifras oficiais sobre o PIB nominal dos dois países, relacionando os dados obtidos em 12 meses até o segundo trimestre de 2010.

O PIB nominal do Brasil atingiu US$ 1,8 trilhão, enquanto o da Espanha ficou em US$ 1,5 trilhão no período em análise.

De acordo com o periódico, a economia espanhola, que estava em sétimo lugar em 2007, caiu para a nona posição no ano até junho.

O jornal espanhol relata ainda que o Brasil, cujo principal destino das exportações é a China (13% do volume total de comércio), apenas sofreu durante o período da crise (2008-2009) por dois trimestres de crescimentos negativos.

“Em seguida, o real começou a recuar até um terço do seu valor no final de 2008, o que incentivou as exportações, tornando os produtos brasileiros mais atrativos no mercado internacional”, diz a reportagem.

No segundo trimestre de 2009, o Brasil já registrava crescimento de 1,1% em relação aos três meses anteriores e, de acordo com o Banco Central do Brasil, o PIB poderá crescer em 7% e 11% em 2010 e 2011, respectivamente.

O jornal espanhol ainda destaca o consumo interno brasileiro, e cita que programas governamentais, assim como o Bolsa Família, incentivaram o consumo por parte da classe média, evitando que o país sofresse ainda mais com os efeitos da crise internacional.

Enquanto isso, a Espanha sofria ao mesmo tempo com a redução do consumo e com a desaceleração do crescimento da economia.

Espera – O Expansión lembra que é necessário esperar até dezembro para que o Brasil seja confirmado como a oitava maior economia do mundo.

No entanto, o periódico lembra que a China, principal destino das exportações brasileiras, já conseguiu superar o Japão e se tornar a segunda maior economia do mundo, conforme dados parciais vistos neste ano.

De acordo com a Agência Internacional de Energia, o gigante asiático já supera o consumo energético americano, quando em 2000 consumia apenas a metade.

*Matéria originalmente publicada no Brasil Econômico

Artista espanhol diz ter criado representação 'fiel' de Cristo crucificado


Um artista espanhol criou, com base em dez anos de estudos do Santo Sudário, uma escultura que mostra Jesus Cristo crucificado, coberto de ferimentos e ensanguentado, que segundo ele seria uma reprodução fiel de seu estado físico uma hora depois de sua morte.

O escultor e professor da Universidade de Sevilha, Juan Manuel Miñarro, disse à BBC Brasil que “essa imagem só pode ser compreendida com olhos de quem tem fé”.

“Levá-la adiante foi um passo valente. A princípio, ela pode chocar pelo realismo, mas se trata de uma peça única no mundo que reproduz com fidelidade a cena do calvário”, completou o autor, que levou mais de dois anos para concluir sua obra.

A escultura detalha cada ferimento no corpo de Cristo a partir de dez anos de estudos de Miñarro sobre o Santo Sudário, o tecido que teria coberto o corpo de Jesus em seu sepultamento, além de pesquisas promovidas pelas universidades de Córdoba, que tomou a iniciativa de criar a escultura, e de Sevilha.

A escultura do Cristo ensanguentado está exposta desde o dia 11 de março na Igreja Pedro de Alcântara, na cidade de Córdoba, e sairá em procissão pelas ruas da cidade durante a Semana Santa.

‘Exatidão matemática’

Com base na análise do sudário, o escultor tentou reproduzir “com exatidão matemática” as perfurações causadas pela coroa de espinhos, as feridas decorrentes da flagelação e as lacerações produzidas pelas quedas durante a Via Crucis.

A estatura, o tamanho da cabeça, tronco e extremidades, a fisionomia do rosto e até o detalhe do pé esquerdo sobrepondo-se ao direito têm como referência a relíquia histórica.

A pesquisa também incluiu investigações sobre o material usado nos chicotes com bolas de metal nas pontas usados para açoitar Jesus. A reprodução da coroa de espinhos foi feita com galhos de uma planta chamada jujube (zizyphus spina christi), que seria a planta originalmente usada para construir o instrumento de tortura.

Uma equipe de médicos fez um estudo hematológico para diferenciar as marcas de sangue derramado antes e depois da morte de Cristo, para que a pintura da escultura pudesse refletir essa diferença, especialmente nas chagas das costas, mãos e pés.

O autor chegou a trazer areia de Jerusalém para reproduzir as marcas das quedas durante o calvário nos joelhos e tronco de Jesus.

Realismo polêmico

“A intenção é situar os fiéis naquela realidade e que quem olhe a imagem tenha uma visão o mais próxima possível do que realmente ocorreu”, disse à BBC Brasil o professor da Universidade de Córdoba e participante da pesquisa, Miguel Rodríguez Pantoja.

Mas todo esse realismo não foi bem aceito por todos. Quando a ideia surgiu pela primeira vez, nos anos 90, o projeto chegou a ser impedido pelo bispo de Sevilha, Javier Martínez, que o considerava agressivo. Há três anos, porém, foi retomado depois da mudança na cúpula do clero.

“Ninguém nega a verdade de que o martírio foi assim, o que se deve questionar é esta exibição de torturas”, disse à BBC Brasil o presidente da junta de confrarias católicas de Andaluzia, Fernando Vaquero Sanchez.

“A imagem não desperta emoção, sentimentos de compaixão, fraternidade ou perdão próprios de uma Semana Santa, mas horror. Como pode se sentir uma criança numa procissão diante de um Cristo ensanguentado?”, questionou.

Mas Pantoja defendeu a obra. “Entendo que fira sensibilidades porque expressa um sofrimento terrível, mas o sentido da Semana Santa também é esse. Lembrar do calvário de Jesus Cristo para refletir nos valores e renovar a fé na ressurreição”, disse.

Índios amazônicos do Peru querem criar partido para eleições de 2011

Grupos indígenas da Amazônia peruana anunciaram que planejam lançar seu próprio partido político antes das eleições no país, programadas para 2011.
Seu líder, Alberto Pizango, disse que pretende fazer campanha para proteger a floresta e os direitos dos índios dos Andes e do Amazonas.
O anúncio acontece cerca de um ano após esses grupos terem protagonizado um dos maiores levantes indígenas da história recente do Peru.
Pizango, que está em liberdade condicional, acusado de liderar o levante, disse que talvez concorra à Presidência.
Em entrevista coletiva, representantes da Aidesep (Associação Interétnica da Selva Peruana), maior organização de índios amazônicos do país, disseram que seu partido, a Aliança para uma Alternativa para a Humanidade (Aphu), nasce não apenas como um partido indígena, e sim com uma agenda nacional.
Na língua dos índios quechua, a palavra apu quer dizer “líder” ou “deus da montanha”.
Durante o evento, Pizango, que tem 45 años, disse que a Aphu “tenta abraçar todos os cidadãos do Peru que defendem os bosques, a natureza e a vida no planeta Terra”.
Falando à BBC, o ex-ministro do Interior do Peru Fernando Rospigliosi protestou contra o lançamento do partido e disse que Pizango “não tem qualquer chance de chegar à Presidência”.
“Isto é parte do efeito Evo, pelo qual líderes que promovem a desordem e recorrem a uma série de atos violentos julgam que isso pode levá-los ao poder”, afirmou. “Mas o Peru não é a Bolívia. Aqui não vai acontecer isso”.
Historicamente, a população indígena na região amazônica do Peru nunca foi representada na política nacional.
Pizango disse que começou a coletar as assinaturas necessárias para que o grupo seja reconhecido como um partido político e que pretende fazer o registro formal em setembro.
A Aidesep é uma federação que reúne mais de 60 tribos do Amazonas peruano.
No ano passado, índios protestaram violentamente contra empreendimentos ligados à extração de petróleo no Amazonas.
Pizango nega as acusações de ter liderado o levante, em que tribos bloquearam estradas perto da cidade de Bagua.
Mais de 30 pessoas morreram nos confrontos entre índios e policiais. Entre os mortos, segundo relatos, estariam 24 policiais.
Pizango fugiu para a Nicarágua para evitar a prisão, mas retornou ao Peru em maio e está em liberdade condicional.
O governo peruano estima que haja 400 mil índios na Amazônia peruana, mas Pizango afirma que eles são em torno de um milhão.
Ao contrário do que ocorre na Bolívia e no Equador, a grande população indígena do Peru não tem um papel ativo na política nacional peruana nos tempos modernos.
Em junho último, o presidente do país, Alan Garcia, se recusou a assinar uma lei que daria aos povos indígenas mais poder para suspender projetos envolvendo mineração e extração de petróleo em suas terras.
A lei foi aprovada pelo Congresso, mas Garcia disse que não poderia deixar comunidades indígenas interromperem o desenvolvimento que beneficiaria a todos os peruanos.

Ranking das 500 melhores universidades do mundo tem 6 brasileiras

http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fwww1.folha.uol.com.br%2Fsaber%2F782148-ranking-das-500-melhores-universidades-do-mundo-tem-6-brasileiras.shtml&layout=standard&show_faces=false&width=430&action=recommend&font=verdana&colorscheme=light&height=30&locale=pt_BR

Ranking 2010 das 500 melhores instituições de ensino superior, realizada pela Universidade de Comunicações de Xangai (China), coloca os estabelecimentos norte-americanos na liderança. Como no ano passado, os Estados Unidos ocupam 17 dos 20 primeiros lugares.

Veja a lista completa, em PDF

Na lista, divulgada nesta quinta-feira pelo site Echos, aparecem seis instituições brasileiras: USP (entre as 150 melhores), Unicamp (300 melhores), UFMG, UFRJ, Unesp (as três entre as 400 melhores) e UFRGS (entre as 500 melhores).

Entre as dos EUA, Harvard aparece em 1º, Stanford em 2º e Berkeley em 3º. Apenas as britânicas Cambridge (5º) e Oxford (10º) estão entre as 10 melhores, ao lado das americanas. O próximo país a aparecer é o Japão, com a Universidade de Tóquio, que fecha as 20 melhores.

Três estabelecimentos franceses estão na lista dos cem primeiros: Pierre-et-Marie-Curie, no 39º lugar (situação melhor em relação ao relatório de 2009); Paris-Sud Orsay está no 45º (duas posições perdidas) e a École Normale Supérieure (ENS-Ulm), no 71º (recuo de uma posição).

Divulgada desde 2003, esta classificação mundial é tão esperada quanto criticada, notadamente na Europa –na França, em particular.

Os critérios para o posicionamento levam mais em consideração pesquisas do que a formação: o número de prêmios recebidos e artigos publicados em revistas e periódicos em inglês –outros idiomas não são levados em conta.

A União Europeia já divulgou que pretende construir até 2011 sua própria classificação, concebida como ajuda aos estudantes para sua escolha.

omniture.meta[‘section’] = folha.information.section; omniture.meta[‘title’] = $(‘#articleNew h1’).text().replace(/n/g, ”); omniture.meta[‘coverage’] = document.title.replace(/^.+ – d{4} – (.+)$/g, ‘$1’).replace(‘ – ‘, ‘|’); omniture.meta[‘year’] = document.title.replace(/^Folha.+ – (d{4})( – .+|$)/g, ‘$1’); document.write( ‘‘ ) ;

Reverenda se desculpa após dar comunhão a cachorro no Canadá

Uma reverenda canadense pediu desculpas por haver dado a comunhão a um cachorro. Marguerite Rea, da Igreja Anglicana de St Peter, em Toronto, recebeu reclamações de cristãos em todo o Canadá após ter dado a hóstia a um cachorro da raça pastor alemã chamado Trapper.

O bispo da região, Patrick Yu, disse que a reverenda tinha desrespeitado as normas da igreja com sua ação “estranha e chocante”.

Rea disse que tinha simplesmente feito um gesto acolhedor para um novo membro da congregação e seu bicho de estimação. “Se magoei, ofendi ou causei constrangimento a alguém, peço desculpas”, ela disse aos fiéis no domingo pela manhã – segundo o jornal Toronto Star.

Polêmica canina
A polêmica começou em junho, quando Trapper, de quatro anos, e seu dono, o motorista de caminhão, Donald Keith, 56 anos, foi pela primeira vez à missa de Rea, na área central de Toronto.

“A pastora me deu as boas-vindas e disse que eu fosse até o altar receber a comunhão, Trapper veio junto e a reverenda também deu a comunhão a ele”, afirmou Keith.

Apesar de, segundo Keith, ninguém ter reclamado na hora, uma testemunha do fato entrou com uma reclamação na Diocese Anglicana de Toronto e, desde a missa, deixou a igreja.

Quando a notícia se espalhou, a Igreja Anglicana de St Peter começou a receber emails de cristãos revoltados, de todo o país.

“A comunhão é um símbolo do sacrifício do corpo de Jesus: ele morreu por todos nós. Mas não me lembro de nada nas escrituras a respeito de Jesus morrendo pela salvação de nossos bichos de estimação”, afirmou Cheryl Chang, diretora da Rede Anglicana, no Canada, de acordo com o jornal National Post.

“Posso compreender a razão de as pessoas estarem ofendidas”, disse o bispo Patrick Yu.

“Nunca ouvi falar disso antes. Acho que a reverenda foi tomada pelo que considero um gesto mal orientado de boas-vindas”, acrescentou.

Le notti brave dei preti gay: una grande inchiesta in edicola con Panorama

Un’inchiesta con telecamera nascosta, seguita da verifiche minuziose e da controlli accurati. Per venti giorni Carmelo Abbate, giornalista di Panorama, affiancato da un «complice» gay, si è infiltrato nelle serate brave di alcuni preti che, a Roma, conducono una sorprendente doppia vita: di giorno sono sacerdoti in abito talare; di notte, smessa la tonaca, sono uomini perfettamente integrati negli ambienti omosessuali della capitale. Quella che ne è uscita è un’inchiesta sul campo che ha permesso di scoprire una realtà inedita e per certi versi sconvolgente: sacerdoti che partecipano a feste notturne con escort uomini; che hanno rapporti omosessuali con partner casuali; che frequentano chat e ritrovi gay.

Panorama ha individuato numerosi casi e ne ha raccontati tre in particolare: quello di Paul, quello di Carlo e quello di Luca (i nomi sono inventati per proteggere l’identità dei sacerdoti).

Il primo, un francese sui 35 anni, ha incontrato il cronista di Panorama venerdì 2 luglio, in una festa gay in un locale del quartiere di Testaccio. Nella serata, cui partecipavano – retribuiti – due escort uomini che hanno ballato seminudi con il prete e con altri ospiti (praticando poi sesso gay con alcuni di loro), era presente anche Carlo, il secondo prete, che ha un’età tra i 45 e i 50 anni. La notte termina a casa di Paul, dove il complice gay del cronista di Panorama prima chiede al prete di indossare l’abito talare e poi ha un rapporto sessuale con lui, ripreso dalla telecamera nascosta.

La sera successiva Paul e Carlo hanno dato appuntamento al cronista di Panorama e al suo complice al Gay village di Roma, mostrando di trovarsi a loro agio in quell’ambiente. In questa occasione, Carlo più volte si è assentato sostenendo di averlo dovuto fare per evitare di incontrare quelli che aveva riconosciuto come altri preti o catechisti. La serata si è chiusa con lo stesso finale della precedente. Il giorno dopo, domenica 4 luglio, Paul ha celebrato la messa su un tavolino della propria abitazione, alla presenza del cronista di Panorama e del suo complice.

Il videoeditoriale del direttore: abbiamo le prove

Panorama ha verificato che Paul è effettivamente un prete. Con Carlo, invece, l’incontro si è svolto in un ristorante del centro di Roma, abitualmente frequentato da gay. Carlo ha indicato una coppia di uomini a un altro tavolo, sostenendo che uno dei due fosse un prete e che fossero «fidanzati». A suo dire, il locale è abitualmente frequentato da tanti prelati gay.

Carlo ha sostenuto anche che almeno il 98 per cento dei preti che conosce è omosessuale, ma ha aggiunto che nella Chiesa di oggi c’è una parte «intransigente» che si sforza di non guardare la realtà, e un’altra parte più «evangelica», che invece riconosce e accetta il fenomeno dei preti omosessuali. Al termine del pranzo, Carlo ha portato il complice di Panorama nel suo appartamento, che è collegato a una grande struttura ecclesiastica, e ha avuto con lui un rapporto sessuale, anche questo ripreso dalla telecamera nascosta.

Il cronista di Panorama ha anche filmato Carlo mentre celebrava la messa in una chiesa non lontana dal suo appartamento. Sulla versione online di “Panorama” e sull’iPad saranno disponibili, dal 23 luglio, tutti i filmati a corredo dell’inchiesta.

VICARIATO: PRETI GAY SI DIMETTANO
Se ci sono sacerdoti gay, ”coerenza vorrebbe che venissero allo scoperto”, perchè ”nessuno li costringe a rimanere preti, sfruttandone solo i benefici”. Lo afferma il vicariato di Roma in una nota diffusa all’indomani delle rivelazioni di Panorama su alcuni preti che condurrebbero una ”doppia vita”, frequentando nel tempo libero i locali di ritrovo degli omosessuali della capitale.

Custo da guerra ao terrorismo supera US$ 1 trilhão, diz relatório

Os custos das operações militares realizadas pelos Estados Unidos desde os ataques de 11 de Setembro, na chamada guerra ao terrorismo, já superam US$ 1 trilhão (R$ 1,78 trilhão), segundo um relatório do Serviço de Pesquisas do Congresso americano.

Ajustado à inflação, os custos das guerras no Afeganistão, no Iraque e em outros lugares do mundo chegam a US$ 1,15 trilhão (R$ 2 trilhões). O valor perde apenas para os US$ 4,1 trilhões (R$ 7,3 trilhões) gastos na Segunda Guerra (1939-1945).

A comparação foi feita no relatório “Custo das Principais Guerras dos EUA”, que tenta avaliar os custos das guerras ao longo de mais de 230 anos, desde a Revolução Americana até a atualidade.

O próprio autor do documento, Stephen Daggett, ressalta que a comparação em um período de tempo tão grande, quando a moeda americana sofreu grandes mudanças de valor, “é problemática”.

O valor considerado na época da Segunda Guerra, por exemplo é de US$ 296 bilhões –36% do PIB americano. Já o US$ 1,15 trilhão da guerra contra o terrorismo representa 1% do PIB dos EUA atual.

“Um problema é separar o custo das operações militares dos custos das forças em tempos de paz. Nos últimos anos, o Departamento de Defesa tentou identificar as despesas adicionais de engajar em operações militares, acima dos custos de manter operações militares rotineiras”, explica o relatório.

“Os números são problemáticos também por causa das dificuldades de comparar preços de uma era completamente diferente para outra. Talvez um problema mais significativo é que a guerra fica mais cara ao longo do tempo pelo custo da tecnologia e sofisticação, tanto das atividades militares quanto civis”, completa.

Em 2007, um orçamento do Congresso americano feito em 2007 estimava que o custo das guerras no Iraque e Afeganistão ficariam em US$ 2,4 trilhões até 2017, mais do que o dobro do valor total.

Ipea prevê erradicação da miséria em SC e PR em 2012

Um estudo divulgado nesta terça-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indica que Santa Catarina e Paraná deverão ser os primeiros Estados do País a erradicar totalmente a miséria, atingindo a marca em 2012.

A previsão foi feita com base na evolução do combate à pobreza extrema entre 2003 e 2008 e considera, ainda, o fato de esses dois Estados terem a menor incidência de miseráveis do País.

Segundo o levantamento do Ipea, com base em dados do IBGE, a miséria no Estado de Santa Catarina atinge 2,8% da população, enquanto no Paraná essa incidência é de 5,7%.

A pobreza extrema (ou miséria) é caracterizada por um rendimento médio domiciliar per capita de até um quarto de salário mínimo – ou seja, uma média de R$ 127,50 para cada integrante da família.

Em 2013, deve ser a vez de Goiás, Espírito Santo e Minas Gerais entrarem para a lista dos Estados sem miseráveis, segundo o Ipea. No ano seguinte, São Paulo e Mato Grosso devem passar a integrar o grupo.

A estimativa do Ipea é de que, em 2016, todo o país terá conseguido erradicar a pobreza extrema, caso o ritmo de avanços dos últimos anos seja mantido.

Diferenças
O estudo chama atenção para a “enorme assimetria” entre Estados e grandes regiões geográficas do país no que diz respeito à taxa de pobreza e afirma que o assunto merece “ações específicas”.

Enquanto Santa Catarina tem 2,8% de miseráveis, esse mesmo índice em Alagoas atinge um terço da população: 32,2%. As diferenças regionais também são visíveis no caso da pobreza absoluta (renda per capita de meio salário mínimo), que é de 18% na região Sul contra 42,8% na região Norte. A média nacional é de 28,8%.

Pelos cálculos do Ipea, o Brasil poderá reduzir esse índice para 4% da população nos próximos seis anos, número próximo ao de países ricos.

Contradições
O estudo aponta ainda algumas contradições entre a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de algumas regiões e a diminuição da pobreza. Um exemplo é a região Centro-Oeste, que registrou o maior ritmo médio anual de crescimento do PIB per capita (5,3%), mas ao mesmo tempo apresentou o pior desempenho em termos de redução média anual da taxa de pobreza absoluta (-0,9%).

Já a região Sul seguiu a trajetória inversa: teve a menor expansão econômica média anual (2,3%), mas apresentou o melhor desempenho em termos de redução da pobreza (-3,0%). “O crescimento econômico, ainda que indispensável, não se mostra suficiente para elevar o padrão de vida de todos os brasileiros”, diz o texto.

Outro exemplo que chama atenção é o do Distrito Federal, que apesar de ter expandido sua economia de forma considerável, com uma alta média anual do PIB per capita de 6,5%, foi a única unidade da federação que conseguiu piorar seu índice de desigualdade de renda no período.

Segundo o estudo do Ipea, a explicação para essas diferenças pode estar no “perfil” do crescimento econômico, ou seja, se essa expansão foi acompanhada por uma geração “intensiva” de empregos e da qualidade dos postos de trabalho gerados.

Em sua conclusão, o instituto diz que o Brasil está diante de uma “inédita oportunidade” de superação da pobreza e que, para aproveitá-la, o país precisa investir em “políticas de Estado”. “Por meio dessas políticas, o Brasil protagonizaria um novo padrão de desenvolvimento capaz de torná-lo a quinta economia do mundo”, diz o texto.

Encontrado documento de 3,4 mil anos, o mais antigo de Jerusalém

Especialistas acreditam que o fragmento tenha 3,4 mil anos Foto:  AFP

Especialistas acreditam que o fragmento tenha 3,4 mil anos
Foto: AFP

A Universidade Hebraica de Jerusalém divulgou nesta segunda-feira a descoberta de um pequeno pedaço de argila de aproximadamente 3,4 mil anos. Segundo a instituição, o objeto foi descoberto nas muralhas da cidade antiga e é o documento escrito mais antigo da história de Jerusalém.

Os cientistas acreditam que o fragmento fazia parte de uma tabuleta que, por sua vez, pertencia aos arquivos reais da época da Idade do Bronze, muitos antes de a cidade ser conquistada por Davi.

O fragmento é muito pequeno, com 2 cm por 2,8 cm, e contém símbolos cuneiformes do idioma acádio. Os cientistas afirmam que os significados das palavras não têm grande importância (os pesquisadores traduziram palavras como “você”, “onde”, “tarde” e outras), ao contrário da sua forma, de grande nível, o que indica ter sido escrita por um escriba muito hábil o que, por sua vez, indica que documento pertenceu à realeza da época. Contribui para essa hipótese um exame que indica que a argila da tabuleta é da região de Jerusalém, e não de outro reino da época.

Ainda de acordo com a universidade, o fragmento é cerca de 600 anos mais velho que o documento que até então era considerado o mais antigo. O pedaço de argila indica ainda, segundo os cientistas, que Jerusalém era uma cidade importante durante a época, o que vai contra o que se acreditava até agora, de que esse centro urbano só foi ganhar importância anos mais tarde.

Novo anticorpo neutraliza 91% das variantes de HIV, mostra estudo

DO “WALL STREET JOURNAL”

Cientistas americanos descobriram três potentes anticorpos contra o vírus HIV. O mais potente conseguiu neutralizar 91% das cepas de HIV, mais do que qualquer anticorpo testado até hoje.

Os pesquisadores também identificaram exatamente qual parte do vírus é atacada pelo anticorpo e como ele ataca o local.

Os anticorpos foram descobertos nas células de um homem afroamericano gay de 60 anos, conhecido na literatura científica como “Doador 45”, cujo corpo produz os anticorpos naturalmente. Pesquisadores fizeram uma triagem de cerca de 25 milhões de suas células até encontrar 12 que produzem os anticorpos. Agora, a questão é desenvolver vacinas ou outros métodos para possibilitar que qualquer pessoa possa produzi-los.

O desenvolvimento vai exigir muito trabalho, segundo Gary Nabel, líder da pesquisa, publicada na revista “Science”, e diretor do Centro de Pesquisas de Vacinas no Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas. “Vamos trabalhar nisso por um bom tempo até que obtenhamos benefícios clínicos.”

NIAID-VRC/Divulgação
Estrutura de poderoso novo anticorpo (azul e verde) ligado ao vírus  HIV (cinza e vermelho), causador da Aids
Estrutura de poderoso novo anticorpo (azul e verde) ligado ao vírus HIV (cinza e vermelho), causador da Aids

VACINAS

Os resultados de uma primeira vacina contra HIV foram anunciados no ano passado após um teste na Tailândia. Mas a vacina reduziu as chances de infecção em apenas 30% dos casos, e gerou controvérsias porque em uma análise os resultados não foram estatisticamente significantes.

Anticorpos que são pouco eficientes ou que atacam apenas uma ou duas variantes do vírus são comuns. Até o ano passado, poucos anticorpos capazes de neutralizar um grande número de variantes haviam sido descobertos e nenhum deles neutralizava mais de 40% das cepas conhecidas.

Mas recentemente, graças a novos métodos de detecção mais eficientes, meia dúzia de novos anticorpos, incluindo os três novos descritos no artigo da “Science”, foram identificados. As novas moléculas são também mais potentes, capazes de neutralizar o vírus em concentrações muito menores que os anteriores.

Alguns dos novos anticorpos atacam diferentes regiões do vírus, aumentando a esperança de que eles poderiam operar em sinergia. Em particular, um anticorpo é capaz de atacar uma ponta do vírus essencial para sua ligação às células. Mais importante, essa ponta apresenta baixa taxa de mutação, pois o vírus precisa se ligar a uma molécula específica das células humanas.

Um problema potencial no desenvolvimento de vacinas, porém, é que as células do “Doador 45” levam meses para criar os anticorpos. Isso significa que, uma vez desenvolvida, talvez seja necessário aplicar a vacina mais de uma vez para acelerar o processo de imunização.

COQUETEL DE ANTICORPOS

Os pesquisadores planejam testar os novos anticorpos, provavelmente misturados em um coquetel potente, em três grandes vertentes.

Na primeira, os anticorpos poderiam ser administrados em sua forma pura, como uma droga, para prevenir a transmissão do vírus. No entanto, isso seria caro e teria duração limitada, tornando o método adequado apenas para casos específicos, como prevenção de transmissão de mães para filhos durante o parto.

Outra possibilidade é usar os anticorpos para o desenvolvimento de vacinas tradicionais. Nesse caso, versões enfraquecidas de vírus seriam utilizadas para treinar o sistema imune do receptor a reconhecer o invasor e produzir anticorpos.

Como os novos anticorpos contra o HIV são extremamente específicos, agarrando-se firmemente a determinadas regiões do vírus, os cientistas precisam apresentar ao sistema imune uma réplica exata das partes do vírus que o anticorpo deverá atacar. Isso é difícil de fazer; é complicado, por exemplo, manter a réplica no formato adequado. Mas equipes diferentes de pesquisadores estão tentando resolver esse problema.

Por fim, existe a terapia gênica. O prêmio Nobel David Baltimore está trabalhando nessa vertente, com verbas da Fundação Bill e Melinda Gates. Sua equipe no Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena (EUA), juntou genes que codificam anticorpos em um vírus não maligno, que depois é injetado em camundongos. Os vírus então infectam células de camundongos, transformando-as em fábricas que produzem os anticorpos, imunizando a pessoa contra o HIV.