Vaticano acha autorretrato de Michelangelo em afresco

Um novo autorretrato do pintor italiano Michelangelo, um dos mestres do Renascimento, foi descoberto na recém-restaurada Capela Paulina, que fica dentro do Vaticano.

A descoberta despertou o interesse de críticos e estudiosos do artista renascentista, informa nesta quinta-feira (2) o jornal “La Repubblica”.

Segundo o chefe dos restauradores dos Museus Vaticanos, Maurizio de Luca, um “autoritário” Michelangelo aparece num dos dois afrescos da Capela Paulina –o da Crucificação de São Pedro. De turbante azul, o pintor encontra-se ao lado esquerdo da cena, como um dos três cavaleiros romanos que acompanham a crucificação.

Reprodução
Michelangelo aparece no afresco Crucificação de São Pedro à esquerda do quadro, de turbante azul
Michelangelo aparece no afresco Crucificação de São Pedro à esquerda do quadro, de turbante azul

O parecer dado por De Luca foi corroborada pelo diretor dos Museus Vaticanos, Antonio Paolucci. “A restauração foi feita de forma excelente. O resto são opiniões. Digo com toda sinceridade: o cavaleiro com turbante parece Michelangelo, embora mais jovem, porque naquela época ele tinha 70 anos”, declarou.

O restaurador e biógrafo do mestre renascentista, Antonio Forcellino, viu o autorretrato e concordou com a identificação que foi feita pelo Vaticano.

“(O autorretrato) faz parte da tradição de Michelangelo” e, “neste caso, aparece de modo evidente o tormento que caracterizava o temperamento do artista, como em cada personagem e em sua obra”, disse.

Sobre o turbante, Forcellino afirmou: “Ele costumava se proteger do pó com um turbante branco quando trabalhava”. E o fato de ele aparecer montado num cavalo não surpreende porque “Michelangelo adorava cavalgar”, acrescentou.

Para a especialista Cristina Acidini, que trabalha nos museus romanos, o Michelangelo da Capela Paulina se parece muito com o famoso retrato do gênio feito por Daniele da Volterra em 1541.

“Sua expressão é de sofrimento, tristeza, tensão, como se compreendesse a injustiça que estava sendo feita” com a crucificação de São Pedro, disse a museóloga.

Agricultor que foi casado e é pai vira padre no RS

Após permanecer casado por dez anos e ter uma filha, um agricultor de Itapuca (RS) foi ordenado padre no sábado (20).

c asamento de Osmar Antonio Burille, de 44 anos, ocorreu em 1989 e durou dez anos. Em 2003, ele recebeu autorização do Tribunal Eclesiástico para entrar no seminário e, no sábado, foi ordenado padre com apoio de toda a comunidade.

Segundo o bispo Dom Pedro Ercílio Simon, da Diocese de Passo Fundo (RS) e responsável pela ordenação, o casamento foi anulado.

Religioso desde criança, o agricultor estudou teologia em Passo Fundo e passou por dificuldades para realizar o sonho. “Eu posso dizer que tudo foi um processo, uma caminhada. Mas eu penso que em tudo tem a mão de Deus também”, disse Burille.

A cerimônia foi acompanhada pela filha de Burille, Samara, que tem 16 anos. “É diferente. Muitos pais se casam de novo quando se separam. Essas coisas não acontecem todo dia”, disse.

A primeira missa realizada pelo padre Osmar Burille estava marcada para este domingo (21).

OEA revoga suspensão a Cuba depois de 47 anos

A decisão abre caminho para a volta de Cuba à organização

Após dias de impasse, os países membros da OEA (Organização dos Estados Americanos) decidiram nesta quarta-feira levantar a suspensão imposta a Cuba ainda na Guerra Fria, o que pode permitir que a ilha seja reincorporada ao sistema interamericano.

“A resolução sexta, adotada em 31 de janeiro de 1962 na 8ª reunião da qual se excluiu o governo de Cuba, fica sem efeito na Organização dos Estados Americanos”, afirmou a chanceler de Honduras, Patricia Rodas, ao ler a resolução do organismo.

“Que a participação de Cuba na OEA seja resultado de um diálogo realizado a pedido do governo de Cuba e de conformidade com a prática e os princípios” da entidade, acrescentou.

Cuba foi suspensa da OEA em 1962. Na ocasião, os países membros consideraram o regime adotado pela ilha incompatível com os princípios da entidade.

“Hoje demos um passo histórico”, disse Ruy de Lima Casaes e Silva, embaixador brasileiro na OEA. “Enterramos o cadáver insepulto que era um obstáculo para um sistema interamericano inclusivo e solidário.”

Para o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, a medida corrige um “erro histórico”.

“Todos os Estados têm o direito de eleger, sem ingerência externa, seus sistema político, econômico e social”, afirmou Zelaya, logo após a leitura da resolução. “A Guerra Fria terminou hoje, aqui em San Pedro Sula. O erro cometido não poderia ser eterno.”

“Milagre”

A decisão surpreendeu as expectativas dos chanceleres reunidos em San Pedro Sula, no nordeste de Honduras. Mais cedo, o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, havia admitido que um acordo entre os países neste momento seria “um milagre”.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, deixou a reunião na noite da segunda-feira advertindo que não havia consenso entre os países e que a posição dos Estados Unidos estava praticamente isolada.

Ao abandonar o encontro, Hillary disse que uma delegação americana acompanharia o prosseguimento da reunião e continuaria pressionando os outros membros da OEA para chegar a um resultado que os Estados Unidos pudessem apoiar.

A reincorporação de Cuba à OEA também depende ainda do governo cubano. Tanto o líder Fidel Castro como seu irmão e presidente, Raúl Castro, afirmaram que não estão interessados em voltar à entidade por considerarem que trata-se de um “instrumento” dos Estados Unidos para o controle regional.

Em seu último artigo, Fidel Castro acusou a OEA de ser “cúmplice” de crimes cometidos contra Cuba.

Correspondência com amiga de juventude pode atrasar beatificação de papa João Paulo 2º

O papa João Paulo 2º em foto de 2002 (AP)

Papa João Paulo 2º trocou cartas por 55 anos com amiga polonesa

A troca de correspondências entre o papa João Paulo 2º e a amiga psiquiatra polonesa Wanda Poltawska, durante mais de 50 anos de amizade, pode atrasar o processo de beatificação do papa, de acordo com informações divulgadas pelo jornal italiano La Stampa neste final de semana.

O atraso, segundo o La Stampa, pode acontecer porque a correspondência entre Karol Wojtyla e Wanda Poltawska não foi totalmente disponibilizada para a comissão que cuida do processo de beatificação do papa, que foi iniciado poucas semanas após a sua morte, em abril de 2005.

De acordo com a publicação, Wanda Poltawska agora deverá entregar todas as cartas, para que elas sejam analisadas pelos peritos do Vaticano.

“Os teólogos examinadores devem pedir todo o material conservado pela senhora Poltawska, para eliminar dúvidas e ambiguidades que possam motivar contestações futuras, ligadas à inédita correspondência com uma mulher leiga, cujo conteúdo é desconhecido em todo o Vaticano”, disse ao jornal La Stampa o cardeal José Saraiva Martins, prefeito emérito da congregação para a causa dos santos, que deu inicio ao processo de beatificação.

De acordo com o cardeal Saraiva Martins, toda a correspondência pessoal deveria ter sido entregue durante a fase diocesana do processo, em Cracóvia, na Polônia. Agora, que o processo chegou a Roma, será preciso mais tempo de trabalho por parte da comissão vaticana, composta por oito teólogos.

“São 55 anos de correspondência, uma vida, portanto será preciso pesquisar mais para evitar problemas futuros, inclusive, porque não é comum uma correspondência tão ampla entre o papa e uma amiga de juventude”, afirmou o cardeal, segundo a publicação.

Campo de concentração

A amizade entre Karol Wojtyla e Wanda nasceu quando os dois eram jovens, logo após a Segunda Guerra Mundial, durante a qual ela ficou presa em um campo de concentração, onde foi cobaia de experiências de médicos nazistas.

Poltawska visitou diversas vezes o papa no Vaticano, em sua residência de verão, em Castelgandolfo, e até no hospital onde João Paulo 2° ficou internado após o atentado de 1981. No hospital, ela disse que lia romances em polonês para ele.

“Passei a metade de seu último ano de vida em Roma. Estava também a seu lado no dia 2 de abril de 2005, no quarto onde morreu, no Vaticano”, disse Wanda Poltawska ao jornal.

Ela, o marido e os filhos, teriam se tornado muito próximos de João Paulo 2°.

Amizade

O padre Adam Boniecki, colaborador de Karol Wojtyla quando era bispo de Cracóvia e depois no Vaticano, disse ao La Stampa que João Paulo 2° sempre se relacionou de forma espontânea com leigos e religiosos. A presença de Wanda Poltawska e sua familiaridade com o papa, no entanto, provocava desconforto e mau humor na Cúria, segundo ele.

Na opinião do vaticanista Andréa Tornielli, não há nada de suspeito na amizade entre Wojtyla e Wanda Poltawska.

“Pensar que destas cartas possa aparecer uma relação não limpa entre os dois quer dizer que não se entendeu nada sobre papa Wojtyla. Ele acompanhou e ajudou Wanda a esquecer o drama que viveu no campo de concentração, abençoou o casamento dela, batizou seus filhos, sempre houve uma grande amizade com toda a família”, disse Tornielli à BBC Brasil.

A senhora Poltawska, atualmente com 88 anos de idade, declarou ao jornal La Stampa, que tem uma “mala cheia” de cartas, e que não destruiu nenhuma.

Parte das cartas foi entregue aos examinadores da causa de beatificação em Cracóvia, e outra parte foi publicada em forma de livro. A maioria delas, no entanto, continua guardada em sua casa.

Em algumas das cartas, publicadas pelo jornal no domingo passado, eles escrevem sobre a doença de Wanda (um tumor do qual ficou curada) e sobre as próximas férias que passariam juntos.

Contradições

De acordo com o vaticanista Andréa Tornielli, nas cartas não há nada de negativo contra João Paulo 2°, que costumava manter uma relação epistolar e de amizade com muitos jovens e casais que havia acompanhado espiritualmente.

O problema, segundo ele, é que nas cartas há informações que não coincidem com as que o secretário do papa, cardeal Stanislaw Dziwisz, forneceu ao Vaticano.

“Creio que haja contradições entre algumas coisas escritas e testemunhadas por Wanda Poltawska e o que foi escrito e testemunhado pelo secretário, sobretudo no que se refere à nomeação de alguns bispos”.

Processo

Na avaliação do vaticanista Andréa Tornielli, se fosse necessário analisar toda a documentação relativa a João Paulo 2°, o processo de beatificação ficaria parado, pois, durante 27 anos de pontificado, foram acumuladas toneladas de material.

“O arquivo secreto do Vaticano nem chegou a ser consultado. Há muito material que não foi entregue ou consultado e pessoas que não testemunharam. Se fosse preciso esperar todos, levaria 10 anos só para começar a escrever”, afirma.

Os peritos do Vaticano examinaram a “Positio”, documentos e depoimentos relativos ao processo de beatificação de João Paulo 2°, no último dia 13 de maio. Nesta avaliação, eles teriam levantado dúvidas a respeito de alguns pontos.

Entre os itens que precisam de um exame mais detalhado estariam as nomeações de alguns bispos criticados por sua conduta moral e o beijo que João Paulo 2° teria dado no Alcorão, livro sagrado dos muçulmanos, em maio de 1999, durante visita ao Vaticano de uma delegação iraquiana.

“Nas fotografias é evidente o que o papa está fazendo (beijando o Alcorão), mas o secretário Dziwisz, no entanto, afirma que aquele beijo jamais existiu”, diz Tornielli.

Segundo o vaticanista, os depoimentos do cardeal Stanislaw Dziwisz são a base mais importante da causa de beatificação.

Outro ponto que deve ser analisado seria um possível financiamento ao “Solidariedade” – sindicato polonês que teve influência na queda do regime comunista – e o caso do arcebispo Paul Marcinkus, ex-presidente do IOR, banco vaticano, envolvido em operações ilícitas.

Análises mais detalhadas destes itens poderiam provocar uma lentidão no andamento do processo de beatificação, que, graças à decisão do atual pontífice, Bento 16, foi iniciado poucos dias após a morte de Karol Wojtyla.

Tradicionalmente, seria necessário esperar cinco anos para se iniciar o processo.

Ordenação de Mulheres

Gary Macy, jesuíta, professor de teologia na universidade Santa Clara, confiada à Companhia de Jesus, nos Estados Unidos, disse aos participantes de uma conferência na Vanderbilt University Divinity School, em Nashville, Tennessee, que existe um espaço de dúvidas históricas sobre o fato de mulheres terem sido ordenadas na Igreja católica até o fim do século XII.
A conferência de Macy, intitulada “Um chamado superior para as mulheres? Perspectivas históricas na Igreja católica”, foi apresentada na Benton Chapel, no campus da universidade.
A nota publicada pela universidade descreveu a conferência desta forma: “A própria ideia da ordenação de mulheres na Igreja Católica Romana é descartada por muitos como contrária à doutrina básica da Igreja. Gary Macy, detentor da cátedra John Nobili SJ de teologia na Universidade Santa Clara, afirma que as evidências históricas são impressionantes, no sentido de que, durante grande parte da história da Igreja, a ordenação de mulheres foi um fato”.
Macy assumiu seu cargo na Universidade Santa Clara em setembro de 2007. Antes disso, lecionou na Universidade de San Diego por 29 anos. “Em San Diego, Dr. Macy publicou diversos livros e mais de 20 artigos sobre a teologia e a história da Eucaristia e sobre a ordenação de mulheres”, afirma a Universidade Santa Clara. Entre seus livros está “The Hidden History of Women’s Ordination” [A história oculta da ordenação de mulheres, em tradução livre], de 2007.
De acordo com Macy, até a metade do século XII, as mulheres eram ordenadas diaconisas, serviam como bispas, distribuíam comunhão e até ouviam confissões. “As mulheres eram cogitadas para a ordenação como qualquer homem. Elas eram consideradas parte do clero”, disse.
Na metade do século XII, disse Macy, uma mudança profunda ocorreu na compreensão da Igreja com relação ao conceito da ordenação, como uma consequência de considerações políticas, já que a Igreja buscava proteger sua propriedade dos senhores feudais ao inventar “uma classe clerical separada”.
Teólogos chegaram a considerar as mulheres como “metafisicamente diferentes de outras pessoas”. Por isso, pelo simples fato de serem femininas, as mulheres eram consideradas incapazes de ser ordenadas. “As mulheres nunca foram ordenadas, não são ordenadas agora e nunca poderão ser ordenadas”, disse Macy, referindo-se à posição que os canonistas assumiram.
Desse ponto de vista da história, disse Macy, a ordenação feminina é uma questão histórica factual, mesmo admitindo que o problema teológico é uma questão em separado. No entanto, afirmou, “no final do século XII, o debate acabou”.
A mudança no pensamento da Igreja sobre a ordenação de mulheres apresenta um dilema para os teólogos, disse Macy, porque, se as ordenações de mulheres durante os primeiros 1.200 anos da Igreja não foram “reais”, então “os homens também não foram ordenados”. Ele disse que a mudança de pensamento sobre a questão ocorreu como consequência de uma “virulenta misoginia” influenciada por Aristóteles.
Para ilustrar seu problema com a ideia de que as mulheres são metafisicamente diferentes dos homens, Macy apresentou a questão: “É possível ordenar um hermafrodita?”. Ele respondeu sugerindo que, se um hermafrodita for biologicamente mais masculino do que feminino, sim, pode ocorrer uma ordenação válida. Mas, se a pessoa for mais feminina do que masculina, as ordenações “não ocorrem”, disse.
Durante o debate após a sua conferência, perguntaram a Macy se ele tinha “esperança” com relação ao papel futuro das mulheres na Igreja. “Eu estou muito esperançoso”, disse. “Eu sou muito otimista” porque há “uma nova estrutura emergindo” dentro da Igreja. “Eu não espero mais que alguma mudança venha dos bispos ou do papado”, disse Macy. “Mas está bem. No passado, a mudança não veio deles, e não tem que vir deles agora. E, quando a mudança ocorrer, já se sabe o que eles vão dizer: ‘Essa é a maneira que nós sempre fizemos'”.
Macy indicou que 80% dos trabalhos nas paróquias são realizados por leigos e que 80% deles são mulheres. Com relação aos padres ordenados, “eles estão desaparecendo”, disse.
“O Espírito Santo está vivo e bem”, disse Macy. “E o que Ela quer, Ela consegue”.

Padre de Miami fotografado com mulher anuncia casamento

O padre Alberto Cutié, que recentemente foi flagrado aos beijos com uma mulher na praia, anunciou nesta quinta-feira que vai se casar. Famoso na Igreja Católica de Miami, Padre Alberto apresentou oficialmente sua namorada, a guatemalteca Ruhama Buni Canellis, com quem se casará. Além disso, anunciou que ingressará na Igreja Episcopal, na qual tentará se tornar sacerdote.

Após esconder seu relacionamento com o padre, Ruhama – divorciada e mãe de um menino de 14 anos – apareceu sorridente junto com Cutié na cerimônia de boas-vindas da nova igreja. “Peço a todos que respeitem minha privacidade e acabem com tantas mentiras e sugestões malignas que se propagaram nos últimos dias”, disse Cutié, referindo-se ao escândalo provocado pela publicação de fotos nas quais o casal aparecia namorando na praia.

Considerado um dos sacerdotes hispânicos católicos mais populares dos Estados Unidos, Alberto aproveitou a presença da imprensa para dizer que considera compatível amar uma mulher e servir a Deus. A relação com a mulher obrigou a Arquidiocese de Miami a afastar o padre, que escolheu a Igreja Episcopal por esta não obrigar o celibato.

Cardeal Hummes defende que padres pedófilos sejam punidos

VATICANO – O cardeal Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo e Prefeito da Congregação para o Clero, afirmou em uma carta ao papa Bento XVI que é necessário julgar “devidamente” e punir os padres pedófilos e os que cometeram abusos sexuais.

No documento, enviado em ocasião do Ano Sacerdotal que terá início no dia 19 de junho, Hummes ressalta, no entanto, que “estes casos dizem respeito somente a uma porcentagem muito pequena do clero”.

“Os sacerdotes são importantes não só pelo que fazem, mas também pelo que são. É verdade, contudo, que alguns sacerdotes apareceram certas vezes envolvidos em problemas graves e situações delituosas”, comentou o prefeito da Congregação para o Clero, apontando que “obviamente, é preciso continuar a investigá-los, julgá-los devidamente e puni-los”.

Segundo Hummes, “na sua maioria, os sacerdotes são pessoas muito dignas, dedicadas ao ministério, homens de oração e de caridade pastoral, que investem toda sua vida na realização de sua vocação e missão, às vezes com grandes sacrifícios pessoais, mas sempre com amor autêntico a Jesus Cristo, à Igreja e ao povo”.

O Prefeito da Congregação para o Clero ainda desejou que o Ano Sacerdotal seja “positivo e propositivo para a Igreja dizer aos sacerdotes, aos cristãos e à sociedade mundial, através dos meios de comunicação global, que ela se orgulha de seus sacerdotes, os ama, os venera, os admira e reconhece com gratidão seu trabalho pastoral e seu testemunho de vida”.

Rádio Vaticano terá comerciais pela 1ª vez a partir de julho

Papa Bento 16 (arquivo)

Bento 16 aprovou a transmissão de comerciais na rádio

A Rádio Vaticano deve se transformar em rádio comercial a partir do dia 6 de julho pela primeira vez em seus 78 anos para ajudar no financiamento de suas próprias operações.

A emissora, que começou a transmitir em 1931, é uma das mais antigas do mundo. No início, a rádio usava um transmissor projetado pelo italiano Guglielmo Marconi, que fez a primeira transmissão de voz em longa distância.

Atualmente as operações da rádio – que transmite em 47 línguas, inclusive o português – custam 21,4 milhões de euros por ano (cerca de R$ 60,7 milhões) e o Vaticano tenta conseguir novas fontes de verbas para as transmissões.

Uma agência de propaganda vai examinar os comerciais para garantir que eles mantenham os padrões morais da Igreja Católica, segundo um porta-voz do Vaticano.

Rádio e internet

A estação, conhecida como a Voz do Papa, transmite para o mundo todo em ondas curtas, médias e longas, em FM na cidade de Roma e também pela internet.

O primeiro comercial escolhido para ser transmitido pela rádio foi da multinacional italiana do setor elétrico ENEL.

A Rádio Vaticano espera atrair outros anunciantes de todo o mundo.

O papa Bento 16 aprovou pessoalmente a entrada da Rádio Vaticano no setor comercial.

Além da comercialização de propagandas, o Vaticano também está analisando a instalação de painéis de energia solar em seu local de transmissão perto de Roma, como forma de mostrar o apoio da Santa Sé ao uso de fontes de energia renováveis.

Com traços de cocaína, refrigerante da Red Bull é proibido na Alemanha

Marcio Damasceno, de Berlim para a BBC Brasil

folhas de coca

Red Bulll Cola contém extratos de folha de coca

Cinco estados alemães proibiram a venda do refrigerante Red Bull Cola, depois que especialistas encontraram vestígios de cocaína na bebida.

As autoridades afirmaram que a dose encontrada é considerada mínima e não apresenta risco à saúde.

Entretanto, ressalvam que os vestígios da substância fazem com que a bebida deixe de ser um produto alimentício para, legalmente, se tornar um entorpecente, sujeito a uma autorização especial para ser comercializado.

Análises do Instituto Estadual para Saúde e Trabalho do Estado de Renânia do Norte-Palatinado constataram no refrigerante uma concentração considerada pequena, de 0,4 microgramas de cocaína por litro.

“O instituto examinou Red Bull Cola em um processo químico minucioso e realmente encontrou traços de cocaína”, confirmou o diretor do departamento de segurança alimentar do ministério alemão para Defesa do Consumidor, Bernhard Kühnle.

Revista científica elege insultos mais ofensivos na Itália

A revista científica Focus realizou uma pesquisa sobre os insultos considerados mais ofensivos pelos italianos. Segundo a publicação, as expressões que ofendem com maior intensidade são “porco Dio” e “porca Madonna”, que identificariam Deus e a Virgem Maria, respectivamente, como porcos.

A maioria dos termos mais ofensivos está relacionada a sexo, tendências sexuais e atitudes fora da lei. A revista elaborou uma tabela com índices de 0 a 3 para medir o grau de vulgaridade das expressões propostas. As palavras “zoccola” e “troia”, que taxam as mulheres de prostitutas, estão um grau abaixo de “figlio di puttana” (filho da p…).

Outras expressões com um índice alto são “stronzo” (imbecil) e “mafioso”, com 2,3, que estão dois décimos acima de “frocio” e “culo rotto”, que dão uma conotação negativa ao homossexualismo masculino. Já o insulto que menos ofende os italianos é “ateo” (ateu). A pesquisa concluiu que os termos mais graves estão relacionados a violações da lei e condutas sexuais, o que mostra uma “visão machista e homofóbica”, apesar de uma “aparente liberdade de costumes”.

A revista também fez um perfil do italiano mais sensível às palavras vulgares. Segundo o estudo, trata-se da mulher com mais de 50 anos, religiosa e habitante do sul do país. Ela se sentiria mais ofendida por expressões relativas a sexo, moral, religião e descumprimento de normas.

Pouco mais da metade das expressões propostas na enquete foi considerada “pouco vulgar ou inofensiva” pelas pessoas ouvidas. A publicação atribui este fato à mudança dos valores sociais e à descriminalização dos palavrões em 1999. Segundo a publicação, os italianos não consideram graves os termos relacionados a fatores sócio-econômicos e étnicos. Por isso, palavras como “giudeo” (judeu) ou “arabo” (árabe) têm um potencial de ofensa baixo.

Estes termos não tocam “diretamente os italianos”, já que as pessoas que responderam à pesquisa expressaram “pouca identificação com o drama dos estrangeiros”.