Arquivo mensal: junho 2012
Intervenção na Conferência de Religiosas dos Estados Unidos
Muitos de nós temos acompanhado com tristeza e aprensão a intervenção da Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano na Conferência de Lideranças Femininas da Vida Religiosa dos Estados Unidos. Segue abaixo o texto do Comunicado da CLAR sobre esta intervenção.
Espiritualidade para o mundo de hoje
Na manhã de hoje esteve na ESTEF o Irmão Marista Afonso Murad. Durante a primeira parte da manhã, palestrou sobre Espiritualidade no mundo de hoje. Abaixo as apresentações utilizadas como suporte para a palestra.
Santo Antônio
Na tradição popular, Santo Antônio é lembrado como “casamenteiro”. Tradição antiga e difícil de explicar como surgiu… Uma outra tradição ligada ao santo é a da sua relação com o menino Jesus: quase todas as imagens do santo o apresentam com o menino no colo. Há muitas lendas sobre isso.
Há um outro dado, no entanto, que não é lembrado e que devia sê-lo: Antônio foi o primeiro frade a dedicar-se ao estudo e ensino da Teologia. Por isso, a imagem de Antônio com a Bíblia na mão, talvez seja a mais significativa da vida do Santo. Para além, é claro, das legendas!
Todos casos, boa festa e, para aqueles e aquelas que estão atrás de um(a) cara-metade, boa sorte…
Corpus Christi
Cavalo dado não se olha os dentes!
O título desta postagem foi só prá chamar a atenção para uma notícia que me pareceu insólita e me revirou o estômago. Ao abrir o site do G1rs me deparei com a manchete: “Zé Roberto tira a camisa para provar boa forma na chegada ao Grêmio”. E, para comprovar o fato, aí estava a foto para nao deixar dúvidas…
Respeito muito o Zé Roberto. Além de um excelente jogador de futebol, mostrou em sua longa carreira ser uma atleta que sempre levou muito a sério a sua profissão o que o levou a ser um dos jogadores mais longevos do futebol brasileiro e mais respeitado no exterior. Sua longa passagem de oito anos pelo futebol alemão fala por si só. Junto com Lúcio, para falar dos mais recentes, é um dos atletas que mais honram sua condição profissional e cidadã. Bem diferente de outros jogadores que aos 32 anos estão acabados para o futebol e em nada servem como inspiração para as novas gerações.
Não sei o que passou pela cabeça do Zé Roberto no momento em que, questionado sobre seus trinta e oito anos, resolvou comprovar seu bom estado físico – do qual ninguém duvida – tirando a camisa. Na minha cabeça, porém, vieram à tona imagens do tempo da escravidão em que os negros trazidos da África eram exibidos nus em praça pública para que os possíveis compradores comprovassem suas qualidades físicas para o trabalho escravo. Certamente na cabeça do Zé Roberto isso não passou. Mas, pelo olhar e sorriso do Paulo Odone, talvez transpareça aquele chamativo apelo do comprador de escravos: “vejam que bela peça adquiri”! Isso só reflete o modo como muitos dirigentes no Brasil enchergam seus jogadores de futebol, especialmente se são negros.
Dividir e desgovernar
Seria ingênuo imaginar que a corrupção e as conspirações brotaram de repente dos corredores do Vaticano: elas têm uma longuíssima tradição. A pergunta a ser feita é: por que tanta informação a esse respeito vem à luz ao mesmo tempo agora? Não se trata, decerto, de um esforço de transparência por parte do papado. Também não se trata de um deslize no uso da internet ou do trabalho de hackers, até porque as instituições eclesiásticas são conservadoras demais para fazer uso intensivo dessa ferramenta. Os vazamentos aconteceram à moda antiga, por meio de boatos e documentos em papel, ao velho estilo dos Pentagon Papers, de 1971, e do Caso Watergate, de 1973, que foram publicados em livro pelo jornalista Gianluigi Nuzzi.
Para desvendá-los, Joseph Ratzinger, o papa Bento XVI, nomeou uma comissão de três cardeais presidida pelo espanhol Julian Herranz, que conviveu por 22 anos com Josemaría Escrivá, o fundador da Opus Dei, escreveu um livro a seu respeito e é hoje o integrante da organização com mais alto cargo na hierarquia eclesiástica. O responsável, segundo eles, foi o mordomo do papa, Paolo Gabriele. Apanhado com documentos confidenciais e material para reproduzi-los em casa, foi preso em 24 de maio e pode ser condenado a 30 anos de prisão por “atentado à segurança” do Vaticano.
Leia a íntegra da reportagem da REvista Carta Capital em Dividir e desgovernar
Midway: um grito pela vida
Mesmo quem não consegue entender inglês, poderá, com certeza, entender o grito que brota dos pássaros da Ilha de Midway, em pleno oceano Pacífico.
Trindade
A Igreja celebra neste final de semana a Festa da Santíssima Trindade. Dizer Trindade, é dizer o nome de Deus. E, como é impossível dizer quem Deus é, a linguagem da Trindade tenta dizer aquilo que é inefável, o próprio ser de Deus. Quando não conseguimos definir algo, tentamos nos aproximar do sentido que ele tem para nós através da linguagem simbólica. É nesse nível que a Igreja sempre usou da expressão Deus é Trindade. Mais do que uma expressão conceitual, lógica, que tenta definir o que é Deus, dizer Deus é Trindade se situa no nível da linguagem analógica, aproximativa e mistagógica. É um modo de nos aproximar dAquele que é o sentido último de nossa existência e, ao mesmo tempo, interpelação ao nosso modo de ser.
Dizer que Deus é Trindade é afirmar que ele é Pai, que está no origem e acima de todas as coisas e que nos criou no seu amor e por nós vela quotidianamente com amor de Mãe. Dizer que é Filho, é senti-lo junto a nós caminhando nos senderos da vida em busca e na construção da libertação de toda a dor e todo o sofrimento que homens, mulheres e toda a criação sofrem fruto da injustiça. Dizer que Deus é Espírito, é senti-lo dentro de nós e de todas as criaturas mantendo-nos em vida e impelindo-nos em direção a Si mesmo.
Dizer que Trindade é um só Deus, é dizer que Ele é amor e que na pluralidade de seu ser em eterna relação de doação e acolhida mútua se constrói a unidade entre diferentes. E que isso é o Amor de Deus que nos chama ao Seu Amor.
Boa festa da Santíssima Trindade a cada um e cada uma e a todos e todas conjuntamente!

