O título desta postagem foi só prá chamar a atenção para uma notícia que me pareceu insólita e me revirou o estômago. Ao abrir o site do G1rs me deparei com a manchete: “Zé Roberto tira a camisa para provar boa forma na chegada ao Grêmio”. E, para comprovar o fato, aí estava a foto para nao deixar dúvidas…
Respeito muito o Zé Roberto. Além de um excelente jogador de futebol, mostrou em sua longa carreira ser uma atleta que sempre levou muito a sério a sua profissão o que o levou a ser um dos jogadores mais longevos do futebol brasileiro e mais respeitado no exterior. Sua longa passagem de oito anos pelo futebol alemão fala por si só. Junto com Lúcio, para falar dos mais recentes, é um dos atletas que mais honram sua condição profissional e cidadã. Bem diferente de outros jogadores que aos 32 anos estão acabados para o futebol e em nada servem como inspiração para as novas gerações.
Não sei o que passou pela cabeça do Zé Roberto no momento em que, questionado sobre seus trinta e oito anos, resolvou comprovar seu bom estado físico – do qual ninguém duvida – tirando a camisa. Na minha cabeça, porém, vieram à tona imagens do tempo da escravidão em que os negros trazidos da África eram exibidos nus em praça pública para que os possíveis compradores comprovassem suas qualidades físicas para o trabalho escravo. Certamente na cabeça do Zé Roberto isso não passou. Mas, pelo olhar e sorriso do Paulo Odone, talvez transpareça aquele chamativo apelo do comprador de escravos: “vejam que bela peça adquiri”! Isso só reflete o modo como muitos dirigentes no Brasil enchergam seus jogadores de futebol, especialmente se são negros.
Arquivo da categoria: Uncategorized
Dividir e desgovernar
Seria ingênuo imaginar que a corrupção e as conspirações brotaram de repente dos corredores do Vaticano: elas têm uma longuíssima tradição. A pergunta a ser feita é: por que tanta informação a esse respeito vem à luz ao mesmo tempo agora? Não se trata, decerto, de um esforço de transparência por parte do papado. Também não se trata de um deslize no uso da internet ou do trabalho de hackers, até porque as instituições eclesiásticas são conservadoras demais para fazer uso intensivo dessa ferramenta. Os vazamentos aconteceram à moda antiga, por meio de boatos e documentos em papel, ao velho estilo dos Pentagon Papers, de 1971, e do Caso Watergate, de 1973, que foram publicados em livro pelo jornalista Gianluigi Nuzzi.
Para desvendá-los, Joseph Ratzinger, o papa Bento XVI, nomeou uma comissão de três cardeais presidida pelo espanhol Julian Herranz, que conviveu por 22 anos com Josemaría Escrivá, o fundador da Opus Dei, escreveu um livro a seu respeito e é hoje o integrante da organização com mais alto cargo na hierarquia eclesiástica. O responsável, segundo eles, foi o mordomo do papa, Paolo Gabriele. Apanhado com documentos confidenciais e material para reproduzi-los em casa, foi preso em 24 de maio e pode ser condenado a 30 anos de prisão por “atentado à segurança” do Vaticano.
Leia a íntegra da reportagem da REvista Carta Capital em Dividir e desgovernar
Midway: um grito pela vida
Mesmo quem não consegue entender inglês, poderá, com certeza, entender o grito que brota dos pássaros da Ilha de Midway, em pleno oceano Pacífico.
Trindade
A Igreja celebra neste final de semana a Festa da Santíssima Trindade. Dizer Trindade, é dizer o nome de Deus. E, como é impossível dizer quem Deus é, a linguagem da Trindade tenta dizer aquilo que é inefável, o próprio ser de Deus. Quando não conseguimos definir algo, tentamos nos aproximar do sentido que ele tem para nós através da linguagem simbólica. É nesse nível que a Igreja sempre usou da expressão Deus é Trindade. Mais do que uma expressão conceitual, lógica, que tenta definir o que é Deus, dizer Deus é Trindade se situa no nível da linguagem analógica, aproximativa e mistagógica. É um modo de nos aproximar dAquele que é o sentido último de nossa existência e, ao mesmo tempo, interpelação ao nosso modo de ser.
Dizer que Deus é Trindade é afirmar que ele é Pai, que está no origem e acima de todas as coisas e que nos criou no seu amor e por nós vela quotidianamente com amor de Mãe. Dizer que é Filho, é senti-lo junto a nós caminhando nos senderos da vida em busca e na construção da libertação de toda a dor e todo o sofrimento que homens, mulheres e toda a criação sofrem fruto da injustiça. Dizer que Deus é Espírito, é senti-lo dentro de nós e de todas as criaturas mantendo-nos em vida e impelindo-nos em direção a Si mesmo.
Dizer que Trindade é um só Deus, é dizer que Ele é amor e que na pluralidade de seu ser em eterna relação de doação e acolhida mútua se constrói a unidade entre diferentes. E que isso é o Amor de Deus que nos chama ao Seu Amor.
Boa festa da Santíssima Trindade a cada um e cada uma e a todos e todas conjuntamente!
O Ridículo do Jornal Nacional
Dia Mundial de Combate ao Tabaco

“Todos os testes oferecerão diversas informações sobre possíveis alterações da função pulmonar, sobre o grau de dependência à nicotina e sobre a necessidade de tratamento”, explica a dra. Mônica.
Uma crise previsível

A primavera brasileira
Para que tenhamos ter uma idéia das histórias pregressas de Gilmar Mendes, segue abaixo um link para a coluna do Nassif na Revista Carta Capital. Vale a pena ler: A primavera brasileira | Carta Capital
Pentecostes
A Igreja celebra neste Domingo a Festa do Pentecostes. Para além das muitas imagens e dos muitos textos bíblicos, a festa quer significar que um da Trindade habita a humanidade e o mundo. Para o cristão, Deus não é uma realidade distante e ausente.
No Pai, Ele está no princípio e sustenta todas as coisas como criador. No Filho, Deus se faz presente no mundo na condição humana. primeira e historicamente, essa presença se realizou na pessoa de Jesus de Nazaré que, passou no mundo fazendo o bem, foi por isso crucificado e morto pelos poderosos de seu tempo, mas Deus o Ressuscitou e ele continua vivo e presente no meio de Deus.
E, no Espírito, mais do que estar “no meio” de nós, Ele está dentro de nós e de cada criatura sendo a Vida que nos conduz na comunhão do Filho e no retorno ao seio do Pai. Todo cristão é um entusiasmado, alguém que leva Deus dentro de si e que, por isso, não pode conformar-se com nenhuma realidade do mundo. Todo cristão e toda cristã são chamados a viverem transfiguradamente, neste mundo, a imagem futuro do ser humano em Deus. Impelido pelo Espírito, cada um e cada uma é chamado a, com Moisés e o Povo de Israel que parte do Egito em busca de libertação, deixar para trás todas as estruturas de pecado e, conduzidos pelo vento de Deus e a nuvem de fogo, construir uma nova sociedade em que o maná seja partilhado e não acumulado, em que haja a terra prometida e trabalho digno para todos, em que todas as famílias, independente de sua composição, habitem as casas que constroem e as cidades não sejam lugares para ter medo e derramar sangue, mas espaços onde todos, nas suas diversidades, possam viver a alegria de estar juntos.
Pentecostes é a festa que não nos deixa parar de sonhar com a nova oikoumene onde todos os povos, provindos de todos os cantos do mundo, acolham-se mutuamente e, cada um expressando-se na sua cultura e na sua língua, se sintam acolhidos, amados e enviados para espalhar a boa nova da convivência fraterna e sororal entre todos.
Que o Espírito nos ilumine!
Marcha das Vadias e Marcha da Maconha

