Paróquia São Pedro de Garibáldi

 

Na noite da última quinta-feira, dia 04 de julho, tive a oportunidade de partilhar um momento de formação com lideranças da Paróquia São Pedro de Garibáldi. Aprofundamos os dados do Censo 2010 sobre as religiões e as possibilidades pastorais diante daquilo que o Censo nos indica.
Compartilhamos nos links abaixo o material utilizado no encontro:
garibaldi religiao censo 2010 (arquivo em formato pdf)

Características de uma vida trinitária – Cambóm

A Trindade não é apenas uma verdade dogmática. É uma verdade que, para ao cristão, é paradigma de vida. Somos chamados a viver trinitariamente. O que isso significa:Nos anexos aimageDBHbaixo, dois textos de E. Cambon que tentam pensar o que seria um estilo de vida trinitário:

Categorias para pensar trinitariamente: cambon01

Características de uma vida trinitária: cambon02

Uma leitura feminista da teologia trinitária

A teologia feminisimageDBHta tem como objetivo fazer uma leitura de gênero de toda a fé cristã, ou seja, repensar a fé cristã a partir da experiência das mulheres. É uma leitura que tem um momento deconstrutivo que visa tornar explícitos os condicionamentos de gênero (machismo reconhecido ou mascarado) que marcaram e continuam marcando as diversas teologias cristãs. Junto com isso faz-se necessário um segundo momento: redizer a fé a partir da experiência das mulheres sem negar a possibilidade de outras leituras e, mais do que isso, colocando-se em diálogo com elas.Elizabeth Johnson é uma teóloga norte-americana que tem se dedicado à elaboração de uma teologia feminista. No texto que abaixo disponibilizamos, é apresentada, de forma sintética, sua reflexão sobre uma teologia trinitária feminista. Na relação bibliográfica final encontram-se indicações para a ampliação de leituras e maiores aprofundamentos.
Disponibilizamos aqui também um texto introdutório à elaboração trinitária feminista da também teóloga norte-americana Lyne Faber Lorenzen. Recomenda-se a leitura deste para depois passar ao de E. Johnson.
Texto introdutório de L. F. Lorenzen: lorenzentrindadefeminista
Texto de estudo de E. Johnson: elizabethjohnson

Religiosidade Mínima Brasileira

diversidadereligiosa

 

Nesta sexta-feira, dia 17 de maio, na disciplina de Religião, Ritos e Mídia, apresentamos a temática “Religiosidade Mínima Brasileira”. Um tema interessante a ser discutido nestes tempos que combinam pluralidade e fundamentalisto e onde a mídia joga um papel tão importante na configuração do campo religioso brasileiro.
Disponibilizamos no link a seguir o material utilizado como suporte para a apresentação e no qual está indicada a fonte do trabalho: Religiosidade Mínima Brasileira

A teologia trinitária de Jurgen Moltmann

Uma das mais criativas e instigantes teologias do séc. XX é a produzida por Jurgen Moltmann. Na reflexão do teólogo alemão, a Doutrina Trinitária volta a ocupar um lugar central e articulador de toda a fé cristã.No arquivo em anexo, disponibilizamos uma introdução à Teologia Trinitária de Moltmann feita pela teólogo norte-americana Lynne Faber Lorenzen.

Clique no link a seguir e baixe o texto: lorenzenmoltmann

Podem os ex-católicos voltar a ser católicos?

pluralidadereligiosa

De 06 a 09 de maio está acontecendo, em São Leopoldo, na Faculdades EST, o Congresso Estadual de Teologia. Dentro da programação, apresetamos uma comunicação que discute os resultados do Censo 2010 e como eles podem ser pastoralmente interpretados.
O arquivo que serviu de suporte para a apresentação pode ser acessado clicando no seguinte link: congressoestadualdeteologiapresentacaooral
O texto completo será publicado no próximo número de Cadernos da ESTEF.

O futuro com Francisco


Na tarde desta quarta-feira, 24 de abril, professores e estudantes da ESTEF estivemos reunidos para o Encontro Formativo do bimestre. Como tema da tarde de estudos, buscamos discernir sobre o significado e as perspectivas que se abrem com a eleição do Cardeal Bergoglio para “bispo de Roma” (como ele gosta de se afirmar).
No link abaixo estão textos que circulam na internet e que podem nos ajudar a continuar esta reflexão:

A eleição de Frarncisco e seu significado eclesial

No dia 15 de abril tivemos a oportunidade de participar do Encontro dos Pastoralistas Capuchinhos da Grande Porto Alegre. Além da partilha e comunicações, tivemos a oportunidade de partilhar uma reflexão sobre o Novo Cenário Religioso do Brasil a partir dos dados do Censo 2010.Partilhamos no link abaixo o material que serviu de suporte à apresentaçao:
pastoralistas capuchinhos canoas

Bergoglio e o testamento de Martini

Wálter Maierovitch

O saudoso jesuíta Carlo Maria Martini, cardeal emérito de Milão, era conhecido como il mendicante con la porpora (o mendigo com veste púrpura de cardeal). Já em estado terminal, ele concedeu uma longa entrevista, considerada o seu “testamento espiritual”, à jornalista Federica Radice, do jornal Corriere della Sera. Na sua visão, “a Igreja está atrasada dois séculos”. E acrescentou: “A Igreja está cansada, a nossa cultura envelheceu, as nossas igrejas são grandes, as nossas casas religiosas estão vazias, o aparato burocrático cresce e os nossos ritos e os nossos hábitos são pomposos”. Em 2005, o progressista Martini, já com as mãos trêmulas pelo Parkinson, retirou a candidatura papal depois do primeiro escrutínio do conclave que elegeu, na quarta votação, o conservador Ratzinger, considerado o delfim de Wojtyla.

Foto: ©afp.com / Andreas Solaro

Foto: ©afp.com / Andreas Solaro

Sempre em dissenso com Bento XVI, o cardeal Martini sugeria uma nova Igreja, que deveria reconhecer os próprios erros e percorrer um caminho de radical mudança, “começando pelo papa e depois pelos cardeais e bispos”. Ele atacou o governo da Igreja, ressaltou o “subdesenvolvimento cultural que a alimenta” e enumerou, por ter imperado o silêncio, as consequências, a longo prazo, dos escândalos de clérigos pedófilos.

O “mendigo purpurado” contou ter preferido Jerusalém a Roma. Trocou o prestígio pelos estudos e pela atividade pastoral, que o colocava junto aos necessitados. Por evidente, levou para a sepultura o injusto carimbo de catto-comunista (católico comunista), em vez de iluminado progressista independente.

No pré-conclave e já com Ratzinger a desfrutar das instalações papais do majestoso Castel Gandolfo, fez-se sentir o “testamento espiritual de Martini”. Não demorou para os cardeais-, votantes e não votantes pela barreira dos 80 anos de idade,  perceberem o exaurimento da obscurantista teologia do pontificado de Ratzinger. Fora o contragosto de Ratzinger haver jogado com o fato consumado. Por exemplo, ele adotou a sabedoria popular lusitana de não dever se passar de cavalo a burro. Assim, ajeitou, via entendimento do Conselho para Textos Legislativos da Santa Sé, sob a presidência do arcebispo Francesco Coccopalmério, o inusitado título de “papa emérito”. Mais ainda, garantiu o tratamento de “Santidade”, sem nada dizer sobre a infalibilidade em questões de fé, conforme admitido pelo Concílio Vaticano I, de 1868.

Também garantiu um “puxadinho” de luxo (convento em fase de reforma) para morar, sem dar bola ao constrangimento da situação de vizinho do Palácio Apostólico, onde ficam os aposentos reservados ao papa titular do trono petrino.

Embora a questão principal do conclave tivesse sido a reforma e a limpeza de uma Cúria protagonista de escândalos, traçou-se, no pré-conclave, um perfil, à Martini, para o novo papa. Ele deveria abandonar o fausto, ser humilde, caridoso e estar próximo às pessoas. Sem um papa com esse perfil, e era voz corrente, a Igreja jamais conseguiria virar recentes e inglórias páginas e, para repetir o historiador e jornalista Corrado Augias, “manter unida a sua missão espiritual e a natureza política de Estado”.

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Compatibilidade patriótica       

Obama e a alternativa laica            
Francisco ou Pilatos?

Com efeito, escolheu-se o jesuíta Bergoglio. De pronto, ele abdicou do fausto e caiu no gosto de fiéis pela simplicidade e humildade. Ao deixar em segundo plano o título de papa e preferir o de bispo de Roma, conseguiu a inédita e imediata aproximação dos ortodoxos e dos anglicanos. Como se sabe, o bispo de Roma é apenas o da primeira Igreja, ao passo que o papa é o vigário de Cristo na terra, algo que lhe fixa um primado que causa afastamentos e desconfianças.

O nome Francisco, a fazer lembrar o de Assis, não cai bem em um jesuíta. Os jesuítas são os intelectuais da Igreja e Francisco de Assis achava que o conhecimento deveria ser desprezado, pois era manipulado e empregado como forma de dominação pelas elites ditas cultas.

Não se sabe ainda se o papa Francisco romperá o namoro que Ratzinger manteve com os lefebvrianos, apesar da excomunhão de Marcel Lefebvre em 1988 e da exclusão da Fraternidade Santo Pio X. O sucessor do falecido Lefebvre, fundador da fraternidade que conta com 500 sacerdotes, continua a não aceitar as regras do Vaticano II. Para Bernard Fellay, bispo-chefe da fraternidade, os inimigos da Igreja são “os judeus, os maçons e os modernistas”. No encontro de Castel Gandolfo, o emérito Ratzinger entregou ao titular Bergoglio um dossiê de 300 páginas sobre a aproximação com os lefebvrianos.

Enquanto isso, e a cumprir o compromisso com os eleitores, o papa Francisco vai designar, depois da Páscoa, um triunvirato de cardeais para dirigir e limpar a Cúria e o anexo Banco do Vaticano. Outra questão, por pressão dos cardeais alemães, será a reabertura da proposta, indeferida por Ratzinger, do recebimento de comunhão pelos separados e divorciados.  Por enquanto, o papa Bergoglio vem sendo definido pelos italianos como “conservador popular” e “matou” Ratzinger logo que entrou em campo como o novo dono da bola.